Felipe Moreira: O juiz-forano de 19 anos que já é titular do Minas.

felipe roque(Foto: Arquivo pessoal Felipe Roque)

Em entrevista exclusiva, o juiz-forano Felipe Moreira Roque, de apenas 19 anos, contou um pouco sobre a sua temporada no Minas Tênis Clube, suas ambições para o futuro e sobre a reestruturação do Minas após a perda de seu principal patrocinador. O oposto que iniciou sua carreira no Clube Bom Pastor/UFJF e se transferiu para o Minas ainda nas categorias de base, já tem experiência em campeonatos de alto nível, já que disputou o mundial da categoria sub-19 pelo Brasil.

O Minas Tênis Clube é uma das equipes mais antigas e tradicionais do voleibol nacional. A equipe disputou todas as edições da Superliga de Vôlei e já conquistou 4 títulos da competição (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2006/2007), além de ter sido vice-campeão outras 3 vezes (2004/2005, 2005/2006, 2008/2009).

Desde a década de 90, a empresa de telefone Telemig Celular, que depois foi comprada pela Vivo, foi a principal patrocinadora da equipe masculina do Minas, mas ao fim da última temporada essa longa parceria chegou ao fim e o Minas teve de procurar um novo patrocinador principal, o que obrigou a equipe a apostar em jovens talentos da base e poucos reforços pontuais para a temporada 2016/2017.

A equipe perdeu muitas peças como o oposto cubano Escobar, o levantador Everaldo, os ponteiros Everaldo e Raidel e o líbero Lucianinho. E para repor essas perdas contratou outro oposto cubano, Yordan Bisset, os ponteiros Mão e o experiente Samuel, que retornou à equipe, e o levantador Thiago Gelinski.

Devido a demora na definição do novo patrocinador principal, Felipe contou que o projeto do Minas de utilização dos atletas da base teve de se intensificar, já que a equipe só teve verba suficiente para contratar algumas peças em posições chaves para dar mais experiência e rodagem ao time.

Sobre o modo que a diretoria conduziu ao preparar os jovens para a composição do elenco principal, o oposto Felipe Roque afirmou que acabou sendo um processo natural:

Felipe: “O minas quer voltar às antigas tradições de usar membros da base na ponta , e com isso eles dão todo o suporte técnico para que os jovens consigam ganhar seu espaço”

Logo no início da Superliga, parecia que o Minas não conseguiria manter o nível de competitividade das temporadas anteriores, já que a equipe começou oscilando muito, principalmente com derrotas em casa para o Brasil Kirin por 3 a 1, e para o JF Vôlei por 3 a 0. Felipe justificou que a oscilação se deu principalmente devido a algumas ausências:

“No início da Superliga ocorreram várias lesões , e com isso o time quase nunca estava completo . Com a recuperação de todos o time titular pode se estabilizar nos jogos”

Mas conseguiu se recuperar a tempo e terminou a fase classificatória em 6 º lugar, com 34 pontos, 12 vitórias e 10 derrotas. Agora enfrenta o Sesi-SP nas quartas-de-final, com o primeiro jogo marcado para o dia 18 de março, às 14:10 de tarde, com transmissão da Rede TV.

O jovem Felipe Roque, de 19 anos, e 2,06 metros de altura, foi uma das peças importantes para essa arrancada do Minas, já que o oposto cubano Bisset passou boa parte da temporada lesionado e o jovem talento agarrou sua oportunidade, sendo um dos destaques do time. O atleta que também atua pela seleção brasileira de base, destacou a importância de ir bem em sua primeira Superliga.

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(Foto: Blog Saída de Rede)

“Essa é a minha primeira Superliga , é uma experiência completamente nova pois nunca tinha jogado um campeonato desse nível”

E ainda projetou o seu futuro próximo no voleibol:

“Ainda tenho que melhorar em muitos aspectos, eu penso em evoluir a cada dia para ser um jogador completo . Assim podendo me estabilizar no mercado do vôlei”

Sobre o que esperar do Minas nas quartas-de-final, contra o Sesi-SP, Felipe destacou que a equipe está preparada para representar a história e tradição que o Minas tem na Superliga.

“A gente tem treinado e estudado muitos nossos adversários e com certeza vão ser jogos duros . Então pode esperar muita dedicação e foco para os play-offs”

O juiz-forano Felipe Moreira Roque terminou a primeira fase da Superliga como o 20 º jogador que mais pontuou na Superliga, tendo marcado 213 pontos. Em sua equipe, apenas o central e capitão Flávio pontuou mais vezes, 218 pontos.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

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De volta a São José dos Campos, Didi consegue se estabelecer como treinador em São Paulo

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(Após duas temporadas no Mogi das Cruzes, Didi volta ao São José dos Campos)

Assim que saiu de Juiz de Fora, em 2014, Marcus Vinícius, mais conhecido como Didi rumou para o São José dos Campos, local onde iniciava sua trajetória como treinador de base em São Paulo, sua primeira experiência longe de casa.

De 2014 até agora muita coisa mudou na vida do treinador. Se transferiu do São José dos Campos para o Mogi das Cruzes, conquistou títulos e medalhas importantes, e o mais importante, se estabeleceu no mercado de base mais competitivo do Brasil, o voleibol de São Paulo.

Em 2016, à frente do Mogi das Cruzes, Didi foi campeão dos jogos regionais, com direito a uma vitória na final sobre o São José dos Campos por 3 sets a 1, vice-campeão dos jogos abertos e 4º colocado no campeonato paulista sub-21. No total foram 6 campeonatos disputados durante sua passagem por Mogi, com 5 medalhas conquistadas.

Velho novo desafio

Após duas temporadas além das expectativas, Marcus Vinícius recebeu uma proposta para retornar à equipe do São José dos Campos, que está reestruturando sua equipe profissional, mas continuou investindo em sua base, mesmo a despeito do fim da equipe profissional em 2015/2016.

Didi acumulará os cargos de assistente técnico da equipe profissional e técnico do juvenil e se mostrou muito confiante para essa nova temporada que vai começar em 2018.

“Eu saí de São José com o dever por cumprir, faltando algo…E agora eu tenho essa nova chance de fazer diferente, deixar meu nome na história do clube. Eu tô afim de trabalhar muito, tô muito animado, até porque eu vou ter um contato direto com a equipe adulta, mas também com a base, então é um retorno muito positivo.”

Sobre a sua projeção acerca da temporada 2018, motivação define:

“Nós vamos jogar os jogos regionais e abertos, os jogos da juventude divisão especial e a Taça Prata, buscando o acesso à Superliga B. O objetivo é chegar às finais e disputar medalhas em todas as competições que disputarmos.”

Sobre o tempo que está em São Paulo, Didi disse que conseguiu ir muito além do voleibol de base, e ao longo dos anos foi adquirindo muita bagagem:

“Em São Paulo há um rotina muito forte de competições, com muitos jogos, viagens, o que me possibilitou uma experiência muito boa. Eu conheci muita gente tanto em São José, quanto em Mogi, fiz muitas amizades. Além disso, trabalho no clube de campo em que tenho a oportunidade de dirigir uma equipe feminina, e também em uma equipe de medicina da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), o que acrescenta em muito no conhecimento e troca de experiência.”

Entretanto, Marcus Vinícius ainda sente saudades de Juiz de Fora:

“Sinto muita falta de Juiz de Fora, pois é uma cidade acolhedora, que eu gosto demais, enfim, da minha família, dos meus amigos. E são eles que me dão forças para continuar aqui, principalmente da minha mãe, que depende de mim.”

E não descarta um retorno à sua cidade de origem:

“Bem, eu procuro viver o momento. As coisas tem andado bem aqui em São Paulo, mas nunca fecharia as portas para voltar a trabalhar em Juiz de Fora, seja com o vôlei, ou com outra coisa, ainda quero voltar. Mas no momento, e enquanto eu tiver gás, pretendo continuar por aqui e dar retorno por onde eu passar.”

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(Reprodução Didi: Visita de Didi ao seu ex-atleta, Wagner, que está no Santa Croce-ITA)

Didi lembra ainda que celebra muito poder ver alguns de seus ex-atletas vingando no vôlei nacional e até internacional, como por exemplo Wagner, atleta que está atualmente no Santa Croce, da primeira divisão italiana, e que desde pequeno foi treinado por ele:

“É muito gratificante que atletas que passaram por minhas mãos estarem hoje no voleibol profissional. Eu procuro manter o contato com eles e é muito bom saber que fui importante para o sucesso de cada um deles. Creio que isso nos motiva também a continuar nesse caminho, de buscar formar novos atletas, mesmo com algumas desavenças e atritos.”

Por Gustavo Pereira

A persistência quebra paradigmas: o relato de uma repórter de campo no Rio Grande do Sul

Atuação na Divisão de Acesso 2017.jpg ( Foto: Cobertura do jogo de acesso do São Luiz à primeira divisão do Gauchão em 2017)

A presença da mulher em coberturas esportivas começa a acontecer aos poucos. No jornalismo, cabe salientar, a execução das funções sempre foi predominantemente masculina, sejam nos jornais, rádios, tribunas ou televisão, no entanto, as mulheres hoje assumem alguns dos espaços que há muito tempo pareciam impossíveis e não só no jornalismo esportivo.

Mas o que representa para as mulheres a presença delas nas coberturas de esportes? É fundamental compreendermos um pouco do que é a cultura do Brasil, principalmente a da criação dos filhos e filhas. Naturalmente os meninos desde pequenos são orientados a saírem de dentro das casas, ou seja, ir brincar de carrinho, jogar bola, sair com o pai.

No entanto, as meninas sempre foram educadas para permanecerem dentro de casa ao ganhar brinquedos como bonecas (para saber ser mãe e ter o cuidado com os futuros filhos) e panelas (para fazer comida). O ponto que chego é que a criação reflete na personalidade e comportamento das crianças que um dia irão crescer e se tornar adultas.

Atualmente as mulheres ocupam cargos fundamentais na sociedade, sendo juízas, advogadas, jornalistas, contadoras, médicas, veterinárias, motoristas, engenheiras, arquitetas, administradoras, economistas, etc. Enfim, atuando para fora de casa e não somente com as tarefas do lar. Aos poucos as mulheres conseguem seus empregos que antes eram ocupados apenas por homens.

A inserção da mulher na sociedade é gradual, sendo um rompimento de paradigmas, contrariando algumas obrigações que antigamente eram impostas exclusivamente para elas (nós). A mulher hoje tem mais liberdade para buscar seu espaço e o respeito, em qualquer situação, principalmente no trabalho.

Em qualquer profissão a busca pelo respeito e reconhecimento é fundamental para o prosseguimento e sucesso da carreira, e no jornalismo  não é diferente, principalmente para as mulheres. Em específico o jornalismo esportivo e coberturas de futebol, no entanto, as mulheres enfrentam alguns desafios como a provação. A mulher tem que provar que sabe do assunto, provar que entende do que está fazendo e isso já pode ser considerado um preconceito. O fato de alguém duvidar da capacidade do outro justamente em virtude do gênero, é sim, preconceito.

Inúmeras repórteres de televisão, rádio ou jornal já passaram por situações constrangedoras pelo fato de ser mulher. E sim, é unânime entre as mulheres, pelo menos em algum momento da carreira, já sofreram com algum tipo de comentário preconceituoso, pergunta maldosa, ou desrespeito por gênero.

Atuação como repórter de campo no futebol

Quando estudantes de jornalismo que estão no início do curso me perguntam sobre a profissão e atuação na cobertura do futebol, sou enfática em dizer que é apaixonante e ao mesmo tempo desafiador. Além disso, em muitos momentos é necessário ter sangue frio para absorver situações adversas e seguir em frente de cabeça erguida.

Acredito que o ponto principal para as mulheres terem motivação para seguir em frente, principalmente no jornalismo esportivo, mesmo com as adversidades, é ter persistência e acreditar que aquilo que cada uma faz contribui de alguma forma para a sociedade.

A persistência e luta de mulheres no decorrer dos anos em busca de direitos e igualdade de gênero, faz com que hoje, possamos ter mais oportunidades, principalmente espaço para mostrarmos nosso potencial e dizer: sim, podemos contribuir e fazer a diferença.

Por Valéria Foletto, estudante de jornalismo e repórter na rádio Progresso em Ijuí, RS.

Limite de estrangeiros nas grandes ligas

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Com as transmissões de principais ligas europeias por todo mundo, bem como o desfile das principais estrelas mundiais entre as grandes equipes do cenário mundial, um detalhe acaba passando despercebido: qual o limite de estrangeiros nessas ligas europeias?

Tomando por exemplo a rica Premier League, é fácil perceber como esse detalhe acaba se tornando muito relevante. Olhando para a equipe titular do Chelsea, último campeão da liga, podemos ver que dos 11 titulares e mais os “reservas de luxo”, jogadores que costumam entrar sempre, apenas o zagueirão e capitão Gary Cahill é inglês. Além dele o Chelsea conta ainda com Danny Drinkwater, que está voltando de lesão e veio do Leicester City na temporada passada.

Se compararmos o número de jogadores ingleses com outras nacionalidades na própria equipe vemos que o Chelsea é uma equipe muito pouco inglesa. Com destaque para os espanhóis, que são 4, Azpilicueta, Marcos Alonso, Cesc Fàbregas e Pedro. Além disso são 3 brasileiros no elenco, David Luiz, Willian e Kennedy, e 3 belgas, Courtois, Hazard e Batshuayi.

Mas esse cenário não é exclusividade da Premier League. É só analisarmos a badalada Liga Espanhola, mais especificamente duas das maiores equipes do mundo, Barcelona e Real Madrid.

No Barça os únicos espanhóis titulares são o zagueiro Gerard Piqué, o lateral-esquerdo Jordi Alba, e os volantes Sérgio Busquets e Andrés Iniesta. Além desses, os outros espanhóis com espaço na equipe são Sergi Roberto, Aleix Vidal e Paco Alcácer. Entretanto as estrelas da equipe são Sul-Americanas, Lionel Messi e Luiz Suárez.

Com o Real Madrid a história se repete, já que apenas o zagueiro Sérgio Ramos e o lateral-direito Carvajal são titulares absolutos. Outros espanhóis que vêm ganhando espaço são Isco Alcarcón, Marco Asensio, Lucas Vásquez, Théo Hernandez e Nacho Fernandez. Mas também no tradicional Real Madrid os grandes destaques são estrangeiros, como o trio BBC, Benzema (França), Bale (País de Gales) e Cristiano Ronaldo (Portugal) e o meio-campo considerado ideal, formado por Toni Kroos (Alemanha), Luka Modric (Croácia) e Casemiro (Brasil).

Saiba como funciona as principais ligas europeias e também o cenário no Brasil

Espanha

Em regra são permitidos 3 jogadores extra-comunitários, ou seja, que não possuem passaporte espanhol. Mas devido a União Europeia, qualquer jogador que seja de países participantes desse acordo conseguem transferência para outras ligas sem serem considerados extra-comunitários. Outro caso muito comum é a emissão de passaporte para quem já vive há anos na Espanha, caso de Messi, que sai da condição de extra-comunitário.

Inglaterra

A Premier League talvez seja o campeonato mais aberto ao estrangeiro, situação que pode mudar com a saída do país da União Europeia. Atualmente não há um limite de estrangeiros no elenco, desde que se cumpram algumas regras como a inscrição de ao menos 8 jogadores formados na Inglaterra até os 21 anos, não importando se são ou não ingleses. Por exemplo o brasileiro Andreas Pereira, entraria nessa cota de 8 atletas por ter sido formado na Inglaterra.

No entanto a Premier League tem alguns critérios para contratar jogadores estrangeiros que não sejam da União Europeia, são eles: Colecionar convocações para partidas oficiais pela seleção do seu país nos últimos 2 anos; o país do jogador precisa estar pelo menos na 70ª posição no Ranking da FIFA; caso o atleta seja jovem, ele até pode ser aceito, desde que seja considerado como um potencial destaque futuro para o futebol inglês, exemplo: Gabriel Jesus; caso não seja jovem, deve ser um jogador considerado de classe mundial, exemplo: Mohammed Salah. Esses critérios habilitam o jogador a tirar a licença de trabalho, necessária para atuar na Premier League.

Itália

A Liga Italiana segue padrões próximos da Inglaterra, que também é adotado pela UEFA, em que são obrigatórios ao menos 8 atletas formados no país inscritos nos campeonatos, com 4 sendo formados no próprio clube. No entanto a Itália possui outras especificidades como contratação de dois jogadores extra-comunitários por temporada.

Alemanha

Segue os moldes da UEFA, com ao menos 8 jogadores formados na Alemanha e 4 formados no clube, sem limite de atletas da União Europeia e mesmo de fora. No entanto a Bundesliga exige dos clubes não escalar mais do que 5 jogadores extra-comunitários para uma partida, com a obrigatoriedade de cada clube possuir ao menos 12 jogadores alemães em seus elencos.

França

Liga que tem ganhado notoriedade desde a injeção de dinheiro em algumas equipes como o PSG, que coleciona brasileiros em seu plantel, não possui limites para contratação de jogadores estrangeiros em seus elencos. No entanto são permitidos apenas 4 jogadores extra-comunitários na equipe, ou seja, que não possuam passaporte de nenhuma nacionalidade que faça parte da União Europeia.

Brasil

Não possui limitação na contratação de estrangeiros, no entanto são permitidos escalar apenas 5 estrangeiros em cada partida do Brasileirão, regra que não se aplica em competições da Conmebol. Com isso, equipes como o Flamengo que chegou a contar com 7 estrangeiros em seu elenco, precisou revezar entre esses atletas no Brasileirão, mas todos os 7 poderiam atuar na Libertadores e posteriormente na Sul-Americana.

Por Gustavo Pereira

 

 

Univolei feminino pede passagem

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Que o vôlei é uma potência em Juiz de Fora todos nós sabemos. Basta lembrar de diversas personalidades que saíram da cidade para o Brasil e o mundo.

Entretanto essa paixão vai além do profissionalismo, atingindo também a classe amadora, que faz do voleibol um lugar de lazer, interação, produção de conhecimento e ainda proporciona experiências únicas para seus praticantes.

Nesse caminho, a equipe feminina do Univolei vem ganhando cada vez mais destaque em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, já que em apenas 1 ano, conquistou praticamente todos os troféus que disputou, e criou um DNA vencedor, que segue os padrões da equipe masculina, que desde 2015 vem ganhando títulos importantes no voleibol amador.

Desde a criação do Univolei feminino foram 6 campeonatos disputados com 5 títulos e 1 vice- campeonato, dentre eles a Liga Zona da Mata e a Copa Tabajara.

Vinícius Ribeiro que é um dos criadores do Univolei masculino e também do feminino destacou que essa foi uma ideia de duas ex- jogadoras de vôlei na base de Juiz de Fora, Ingrid Tagliati e Fernanda Campos e que ajudou a amadurecer a ideia.

“O projeto começou com a Ingrid e a Fernanda montando a equipe com meninas que já tinham jogado vôlei de base ou até mesmo profissional, e depois o projeto cresceu, com a participação de jogadoras dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e até São Paulo”.

Vinícius ressalta entretanto a força que o projeto ganhou:

“Com essas meninas que vieram de fora, mais a adesão de ex-atletas de Juiz de Fora, ocorreu um intercâmbio para fortalecer a equipe. Com isso, a equipe cresceu rapidamente”.

Fernanda Campos, capitã do Univolei, lembra que a criação do projeto da equipe feminina partiu de conversas com Vinícius Ribeiro, até que foi possível ser viabilizado.

“Falei com o Vinícius sobre criar um time feminino e no início ele se mostrou relutante, devido as dificuldades. Mas propus ajudá-lo, e com isso começamos a jogar alguns campeonatos menores, a chamar meninas de Juiz de Fora e também de fora para jogar, e assim nasceu a equipe feminina”.

Ingrid Tagliati é outra atleta do Univolei que está desde o início do projeto:

“Estou na Equipe feminina do Univolei desde o começo do projeto. É excelente a oportunidade de continuar jogando um esporte que sempre fez parte da minha vida! Esse projeto nos dá a oportunidade de construir novas amizades, conhecer lugares diferentes e, competir em alto nível do vôlei amador”.

Ingrid destacou ainda a importância de se investir no voleibol feminino em uma cidade como Juiz de Fora:

“O projeto está crescendo cada vez mais, isso é ótimo para o esporte em Juiz de Fora e região! O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Copa Zona da Mata

Campeonato que tem parceria com a Federação Mineira de Juiz, a Liga Zona da Mata foi vencida pelo Univolei em uma campanha praticamente perfeita, já que venceu mais de uma vez todas as equipes adversárias.

Ingrid Tagliati destacou a dificuldade da competição e a alegria por ter vencido mais esse campeonato.

“A Copa Zona da Mata foi um campeonato de muita qualidade. Tivemos muitos jogos decididos em detalhes! As equipes contavam com ótimas jogadoras! É muito bom ter um campeonato assim em Juiz de Fora, pois são poucas as competições de vôlei feminino organizados na cidade”.

Já Fernanda Campos, enxergou o título como uma possibilidade de dar visibilidade ao projeto:

“Ganhar a Zona da Mata foi muito importante pra gente, para mostrar que somos capazes, e principalmente mostrar essa capacidade para com as meninas de Juiz de Fora mesmo, que ganharam confiança. Além é claro de ajudar na divulgação do nosso nome”.

Univolei feminino como referência no voleibol amador

O que começou como um projeto de reunir amigas e ex-jogadoras de vôlei está tomando proporções cada vez maiores, já que o Univolei feminino tem conseguido resultados expressivos, e com isso tem ganhado notoriedade no cenário regional.

Ingrid destacou ainda o espaço que a equipe amadora abre para o voleibol feminino:

“O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Já Fernanda destaca a reunião de ex-atletas do cenário juiz-forano para formação de uma família.

“O melhor é poder reunir diversas meninas que já jogaram juntas e que apesar da idade, permitem o convívio dentro de quadra e também fortalece a relação fora de quadra. E juntando isso tudo, os títulos estão vindo, o que é o melhor!”

Fernanda ainda projeta voos mais altos para o Univolei feminino, como uma possível participação em campeonatos maiores como o JIMI e até mesmo a Superliga B feminina.

Vinícius Ribeiro vai no mesmo caminho, vislumbrando a participação do Univolei feminino em novas competições: “Só nesse 1 ano de projeto nós ganhamos 5 títulos e conseguimos montar uma equipe forte, que nos permite sonhar com voos mais altos, com a disputa de campeonatos maiores, principalmente devido a boa recepção que o voleibol feminino tem na cidade”.

Por Gustavo Pereira

Brasileirão Série A 2017 comprova que não é um campeonato qualquer

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O Brasileirão Série A está na sua 61 ª edição e pode ser considerado um campeonato diferenciado apenas pelo fato do país ter dimensões continentais, podendo-se disputar partidas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste em intervalos de 3 dias, sendo necessárias viagens longas e cansativas.

Outra particularidade desse campeonato é o número de clubes que já venceu ao menos uma vez o Brasileirão da Série A, 17 no total, com o Palmeiras com 9 títulos sendo o maior vencedor do torneio.

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Mas para além do título, o Brasileirão tem uma grande capacidade de quebrar as expectativas dos comentaristas em suas previsões de começo de temporada, com equipes consideradas favoritas ao título em situações delicadas e também surpresas na zona de Libertadores e boas campanhas.

Usando esse ano como exemplo, grande parte da imprensa esportiva dava Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e Grêmio como postulantes às primeiras colocações. Entretanto o que vemos foi um primeiro turno perfeito do Corinthians, considerado no começo do ano como 4 ª força de São Paulo, disparar na liderança do campeonato e essas equipes até então favoritas derraparem muito, sendo realizadas trocas de comando no Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG.

De um outro lado, equipes como Santos, Cruzeiro, Botafogo e até mesmo Vasco, aproveitam a inconsistência dos adversários de frente e vão ficando em posições muito boas na classificação.

“Grandes” não fogem do rebaixamento

Diferentemente dos campeonatos europeus, em que de 10 em 10 anos uma equipe grande acaba tendo uma campanha desastrosa e caindo para a segunda divisão, no Brasileirão isso é normal! Tanto que hoje, as únicas equipes que nunca caíram são Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Santos e São Paulo.

Na atual edição, diversas equipes com tradição e força no cenário nacional flertaram e ainda flertam com o rebaixamento, como São Paulo, Fluminense, Sport, Atlético-MG e Coritiba.

Baixa diferença de pontos entre rebaixamento e zona da libertadores

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Outro fator que deixa o Brasileirão fascinante é o grande equilíbrio entre as equipes, já que é praticamente normal um dos 4 primeiros colocados perderem para uma equipe do Z-4. Além disso, podemos destacar a baixa diferença entre as zonas de rebaixamento e de classificação para a Libertadores, possibilitando grandes arrancadas como o Vasco que venceu 3 de 4 partidas e agora está em 8 º lugar, com 45 pontos, ou mesmo o São Paulo, que há 6, 7 rodadas estava na zona da degola e agora já ocupa a 9 ª colocação, a 4 pontos do G-7, com 43 pontos.

Ainda merece destaque a grande rotatividade das equipes no antigo G-4 e agora G-6, podendo virar até G-8. Dentre as equipes que estiveram na Libertadores do ano passado, hoje apenas 4 dos 8 times estão na zona de classificação para a principal competição Sul-Americana, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio (que inclusive está na final da competição).

Equipes como Corinthians e Cruzeiro, que já tem sua vaga carimbada para a Libertadores, ficaram em 7 º e  12 º lugares no ano passado. No caminho contrário, Atlético-MG e Atlético Paranaense, que participaram da Libertadores do ano passado, amargam os modestos 12 º e 11 º lugares, respectivamente.

Agora é esperar o fim do Brasileirão e ver se as surpresas dessa edição vão até o final ou se ainda tem tempo de alguns times reagirem na competição.

Por Gustavo Pereira

Com muita vibração, Zóio vai ganhando a Europa

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Apesar de jovem, Dhionathan Willyan da Silva, mais conhecido como Zóio, tem 25 anos, 1.90 de altura, e muita história no mundo do vôlei. O ponteiro começou a sua trajetória no Bonja/Mantac/Joinville, passou pelas categorias de base e se profissionalizou pelo antigo Medley/Campinas (hoje Vôlei Renata), e teve ainda passagens Atibaia, Chapecó, Voleisul e Bento Vôlei até chegar à cidade de Juiz de Fora, para atuar no JF Vôlei, em 2015.

O jogador que chegou para disputar a temporada 2015/2016 chegou como uma jovem promessa, mas foi ganhando seu espaço na equipe e além de terminar a temporada como titular, foi um dos destaques da equipe na disputa da repescagem que garantiu ao JF Vôlei a permanência na elite do voleibol brasileiro.

“Juiz de Fora me ajudou muito por estar jogando uma Superliga e estar jogando contra equipes fortes e de grande nível, pude evoluir e crescer muito com os jogos e também cresci muito e aprendi muito com a comissão técnico e jogadores”, destaca Zóio que lembra com carinho dessa temporada.

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Começo de carreira e consolidação

Entretanto nem tudo veio fácil na vida do atleta. Apesar de não ser muito alto para sua posição, o ponteiro precisou aprimorar ainda mais alguns fundamentos como o passe/defesa e o salto, para conseguir fazer frente aos gigantes do vôlei. Dhionathan lembra que sempre buscou dar o seu melhor por onde passou: “Eu na verdade sempre quis e fiz tudo que pude pra jogar, fiz peneiras em clubes ainda quando era juvenil, mas o que mais determinou foi a força de vontade e a persistência”

O atleta ressalta que algumas pessoas foram muito importantes para sua carreira e que sem elas ele não talvez não teria chegado onde está hoje.

“Tudo que conquistei até hoje, devo primeiramente aos meus pais pelo suporte, apoio e por acreditarem no processo mesmo nos momentos mais difíceis. Devo muito também aos meus primeiros técnicos dos projetos de Joinville pela base e disciplina que me deram e pelo incentivo e força que dão até hoje”

Lesão e volta por cima

Zóio lembra que passou momentos difíceis em sua carreira e que precisou buscar forças para superar seus problemas e testar seus limites:

“Pra maioria dos atletas os piores momentos são os que acontecem as lesões e comigo não foi diferente. Quando estava no Bento/Vôlei tive uma bursite no ombro, que graças a Deus não foi grave, mas que me impedia de fazer os principais movimentos do voleibol. Isso durou 2 meses de recuperação”

Mas para ajudá-lo a dar a volta por cima, o atleta de 25 anos conta que se inspira em personalidades marcantes tanto no mundo esportivo, como também em empresários que venceram barreiras para alcançarem o sucesso:

“No vôlei tento me inspirar em grandes jogadores como Murilo Enders e Giba que são da mesma posição que jogo. Tenho bastante admiração também por alguns atletas de outras modalidades e empresários que superam grandes obstáculos na vida”

Após a lesão no Bento Vôlei, Dhionathan voltou a treinar ainda mais forte e no começo da temporada seguinte recebeu a chance de atuar pelo JF Vôlei, que o projetou para o cenário internacional. “Tive muitos momentos felizes até hoje. Um deles foi em Juiz de Fora mesmo, quando consegui ajudar a manter o time na Superliga A”

Após uma excelente temporada, o atleta recebeu sua primeira proposta internacional, para atuar pela 2 divisão italiana, no Rinascita Lagonegro e buscou agarrar essa oportunidade. Mais uma vez foi protagonista na liga italiana e se tornou ainda mais conhecido no mercado europeu: “O último ano na Itália foi muito importante, tive experiências boas que agregaram muito na minha carreira”

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Da Itália para Espanha

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Agora as metas são outras. Dhionathan Zóio foi contratado pelo Urbia Voley Palma na Espanha e seu principal objetivo é defender importantes títulos conquistados por um dos maiores clubes de voleibol no cenário espanhol.

“Esse ano o desafio é diferente, manter o time campeão da Superliga Espanhola e da Copa do Rei. No dia 1 de Novembro vamos disputar a final da Supercopa da Espanha, que vai ser um grande desafio também e estamos preparados”

Zóio está muito feliz no país e se vê mais preparado e consolidado como atleta profissional: “O melhor momento é o que estou vivendo aqui na Espanha, no Urbia Voley Palma, mais maduro e com mais bagagem.”

Dhionathan está muito confiante para a atual temporada e ainda projeta seu futuro no vôlei:

“Tenho certeza que vai ser uma ótima temporada aqui na Espanha, com muitos desafios e aprendizado. O foco agora são os objetivos da equipe Urbia Voley Palma. Os próximos passos dependem dos acontecimentos e do mercado do voleibol, mas tenho em mente me manter por alguns anos na Europa”

Por Gustavo Pereira

Tite comprova sua Titebilidade

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Após o Brasil golear o Chile por 3×0 e encerrar as eliminatórias com incríveis 41 pontos, o brasileiro tem muito o que comemorar. Após 3 decepções recentes em Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), a última com o fatídico 7 a 1, atrelado à saída de Dunga e a chegada de Adenor Leonardo Bachi, a confiança parece estar lá em cima e o sonho do hexa aparenta ser possível na Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Desde que chegou à seleção brasileira Tite mostrou um trabalho muito bem feito. Acompanhou diversos jogos, utilizou informações de observadores e conquistou o carinho e respeito dos torcedores e principalmente dos jogadores.

Diversos atletas brasileiros conhecidos mundialmente como Neymar Jr., Daniel Alves, Marquinhos e Phillipe Coutinho revelam o quão positivo é o trabalho de Tite dentro e fora de campo.

Em texto anteriormente escrito para o Raio-X Esportivo, intitulado “A Titebilidade que vem dando certo“, falávamos sobre o fato de Adenor Leonardo Bachi convocar atletas de sua confiança, alguns deles que já trabalharam com o treinador, e como estes jogadores tem correspondido de forma incrível, às vezes jogando melhor do que vem jogando em seus clubes. Nomes como Paulinho e Renato Augusto se tornaram peças-chave no elenco brasileiro e outros jogadores como Fágner e Cássio apesar de não estarem jogando, sempre é lembrado nas convocações de Tite.

O caso que merece mais atenção é o de Paulinho, que em 1 ano passou de esquecido na China a jogador do Barcelona e vem mostrando que a confiança do treinador em seu trabalho não foi vã.

Além disso o treinador consegue dar oportunidades a nomes que dificilmente seriam lembrados como Diego Tardelli, Gil, Taison e Giuliano. Com isso, gera uma disputa natural e uma maior vontade de atletas da excelente geração brasileira mostrarem cada vez mais serviço.

O ponto alto de Tite está na capacidade em que o treinador e seu staff possuem em motivar atletas que vem de seus clubes e conseguem retornar da seleção em um momento melhor.

Apesar das críticas em relação a muitas convocações controversas, Tite demonstra muita tranquilidade em seu trabalho, principalmente porque tem o grupo todo na sua mão. Com isso, apenas comprova que a Titebilidade dá certo.

Agora com poucos amistosos marcados até a Copa do Mundo 2018, Tite precisa fechar seu elenco. As chances parecem já terem sido dadas e a previsão é de que o técnico da seleção brasileira utilize esses amistosos para entrosar ainda mais o grupo que pretende convocar para a Copa.

Boa sorte Tite, o povo brasileiro está com você!!

Por Gustavo Pereira

Se liga no futebol, Bandeira!

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O atual presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, ocupa o cargo desde 2013, quando foi eleito no dia 3 de dezembro de 2012, com 1.414 votos (triênio 2013-2015). Depois disso, voltou a vencer as eleições em dezembro de 2015 (triênio 2016-2018) e seguirá como presidente do Clube de Regatas do Flamengo até dezembro de 2018.

Formado em administração, o presidente vem se destacando desde o início de sua gestão por sua forma exemplar de  gerenciamento das finanças rubro-negras, sendo considerado um modelo de gestão a ser seguido no Brasil. Em menos de 5 anos, Bandeira e sua equipe conseguiram reduzir uma dívida de cerca de 750 milhões de reais para 360 milhões em 2017.

Entretanto um clube de futebol não se faz apenas de gestão financeira, mas também de resultados. E é exatamente nesse ponto que está o calcanhar de aquiles da atual gestão, que soma apenas a conquista de uma Copa do Brasil em 2013 e dois campeonatos carioca, em 2014 e 2017.

No início de seu primeiro mandato (2013-2015), Eduardo Bandeira de Mello pediu compreensão aos milhões de torcedores rubro-negros pois seu objetivo era arrumar a casa e depois de alguns anos voltar a brigar nas cabeças dos principais campeonatos.

Mas estamos em 2017, e com o pouco retorno dentro de campo, atrelado a falta de títulos e a uma equipe estrelada e cara mas que parece não jogar por amor à camisa rubro-negra e nem mesmo tem conseguido bons resultados, o exemplo de gestão financeira não é mais suficiente para tornar Bandeira unanimidade.

Além de não ganhar títulos, o Flamengo também soma diversos vexames, como por exemplo a eliminação para o Palestino (CHI) ano passado na Sul-Americana e a queda ainda na fase de grupos da Libertadores 2017 quando o Flamengo parecia ser um dos favoritos até mesmo a levantar a taça de campeão do torneio.

Outro motivo que vem fazendo a equipe de Bandeira perder força no Flamengo é a dificuldade de lidar com situações adversas e em muitas situações achar que tudo pode ser resolver com uma boa gestão financeira.

Motivos que fazem Bandeira e sua equipe perder popularidade

O primeiro deles, já citado anteriormente, é a falta de títulos e de uma equipe com o DNA do Flamengo de raça e amor ao clube.

-Protegidos de Bandeira: Em diversas situações o presidente saiu em defesa de jogadores muito contestados no atual elenco. Até aí tudo bem, já que faz parte o presidente defender seus atletas.

Entretanto essa defesa vai além, com Bandeira utilizando o termo “protegidos” para se referir a nomes como Alex Muralha, Márcio Araújo e Gabriel, irritando ainda mais os torcedores, que parecem já não suportar mais tais nomes na Gávea. E para piorar, quase que como birra, o presidente faz questão de renovar os contratos desses jogadores.

-Brigas com a imprensa: Dentre diversas atitudes que afastam o Clube de Regatas do Flamengo dos veículos de jornalismo esportivo, destaca-se a proibição do jornalista Daniel Dantas, do Jornal Extra, de fazer perguntas nas coletivas de imprensa, em represália a uma publicação do jornal que fazia uma brincadeira chamando Alex Muralha apenas por Alex Roberto, seu nome e sobrenome. Após se criar esse mal-estar, o vice- presidente de comunicação e humorista Antônio Tabet foi cortado da lista de colunistas do jornal Globo, gerando ainda mais rasura na relação Flamengo e Imprensa

-Problemas com a CBF: Que a Confederação Brasileira de Futebol é cheia de assuntos mal explicados, todo mundo sabe. Mas a atual gestão do Flamengo conseguiu arrumar um jeito de prejudicar o órgão máximo a nível nacional, o que ainda pode causar efeitos negativos para o Flamengo.

Todo o problema começa com a inscrição de Vinícius Jr. no mundial sub-17, inclusive com documentação paga pela CBF, e convocação do jovem talento rubro-negro. Entretanto, o Flamengo após perder a Copa do Brasil nos pênaltis, disse que tinha avisado à CBF que vencer o campeonato era a condição para liberar o menino. O que gerou um grande mal- estar entre clube e CBF, já que a Confederação tinha tido gastos com o jogador e como o anuncio foi feito em cima da hora, não era viável convocar outro no seu lugar.

O caso repercutiu, e fala-se até que a “desconvocação” do meia Diego teria relação direta com a represália feita pela CBF. Se for verdade, o clube ainda tem muito o que perder, por uma irresponsabilidade sem tamanho da gestão Bandeira.

-Falta de futebol: Como último e talvez mais visível motivo que a gestão Bandeira tem criticada é pelas muitas contratações e pouco resultado desses jogadores. Nomes badalados, como Geuvânio, Rômulo e Conca por exemplo, pouco jogaram na temporada e ostentam elevados salários. Além deles o clube investiu em nomes como Diego Alves, Rodolpho e Éverton Ribeiro ainda não conseguiram justificar suas contratações, o que pressiona ainda mais o presidente e sua equipe.

Por Gustavo Pereira

Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira

É preciso recomeçar Tupi!

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Após uma eliminação amarga, com um sentimento de que era possível ter chegado a Série B, sem contar com os erros de arbitragem que interferiram diretamente no resultado do jogo da volta, o ano do Tupi terminou.

O clube juiz-forano foi valente, tentou do começo ao fim reverter a desvantagem que trouxe de Fortaleza, mas acabou sucumbindo. Devido a derrota por 2 a 0 fora de casa, nem mesmo a vitória por 1 a 0 foi suficiente para salvar o ano do Tupi.

Após um campeonato mineiro muito abaixo das expectativas e um início de Série C ruim, o Galo Carijó foi aos poucos se acertando, no meio da temporada foi ganhando fôlego, e devido a um brilhante trabalho de Ailton Ferraz, por muitos torcedores chamado do Mago, conseguiu transformar um elenco limitado e abatido em uma equipe forte e sonhadora.

Méritos totais ao treinador, mas também aos jogadores que aceitaram sua filosofia e abraçaram o que o “Mago” passava. Com isso a equipe que iniciou a Série C sem muitas expectativas, terminou em 2 º lugar em seu grupo, atrás apenas do São Bento e empolgou seus torcedores.

Entretanto o adversário era ninguém menos que o tradicional Fortaleza, que apesar de viver um ano conturbado, na fila pra subir durante 7 temporadas, tinha na força do seu torcedor uma arma.

No jogo da ida foi isso que aconteceu, a torcida embalou a equipe, também muito limitada tecnicamente, e o Leão conseguiu 2 gols muito importantes. Na volta, o Tupi também não pode reclamar, teve o torcedor ao seu lado a todo momento, o público presente surpreendeu e apoiou o Galo Carijó do início ao fim.

Em campo se via uma outra equipe em relação ao primeiro jogo. O Tupi amassou o Fortaleza desde os minutos iniciais, chegou a marcar com Ítalo, em impedimento, teve uma chance clara de gol com Romarinho, entre outras oportunidades, todas no 1 º tempo.

No 2 º tempo, raça e vontade não faltaram para os atletas juiz-foranos. Entretanto a bola insistia em não entrar. Sem contar um pênalti não marcado e um gol mal anulado, o Tupi chegou ao gol aos 35 minutos, porém o 1 a 0 não foi suficiente e acabou com o sonho do torcedor de retornar para a Série B.

O que fazer agora?

Com a eliminação na Série C, e a não conquista do acesso para a Série B, o clube juiz-forano dá como encerradas suas atividades em competições no ano de 2017. Por isso é hora de já pensar em 2018!

A primeira ação a ser feita pela diretoria é uma avaliação do elenco, já que muitas peças mostraram seu valor e provaram que tem condições de atuar em mais uma temporada pelo Tupi. Além disso, a manutenção de um grupo base é essencial para se repetir um bom trabalho e o trabalho de renovação de contratos deve ser feito o quanto antes.

Nessa perspectiva, manter o técnico Ailton Ferraz seria fundamental para o planejamento do clube em 2018, já que o treinador mostrou ter o grupo na mão. Mas por conta do excelente trabalho realizado, deve ter sondagens para clubes de Série B e dificilmente permanece.

Entretanto também é necessário pensar naquelas peças que não encaixaram e representaram mais custos do que benefícios para o Tupi, e com isso, uma barca não pode ser descartada, com nomes que não estão na mesma sintonia com o restante do grupo.

Para 2018, planejamento é uma palavra-chave. Primeiro, para não se repetir os muitos erros de 2017 e segundo, para se criar um projeto mais atraente e que tenha mais possibilidades de gerar resultados na prática.

Mas para além disso, cativar o torcedor é uma das principais estratégias a serem pensadas, porque com o seu apoio, o Tupi Football Clube se torna mais forte.

Por Gustavo Pereira