História atrás de história!

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Precisamos falar sobre o Leicester City. Não falo sobre um time modinha, só porque venceu a disputadíssima Premier League na temporada 2015/2016, mas por toda sua história de superação no futebol inglês.

Fundado em 1884, o Leicester City é chamado de “The Foxes”, em português “As raposas”, em referência à intensa caça do animal na região Centro-Sul do Reino Unido, e foi admitido apenas em 1894 pela Football League (liga que representava todas as equipes do futebol inglês, até que, por questões financeiras, os clubes considerados grandes da Inglaterra romperam com a entidade e criaram a Premier League), e em sua história possui vários altos e baixos.

A equipe é, juntamente com o Manchester City, a maior vencedora da Segunda Divisão Inglesa (Football League Championship), com 7 títulos, e possui um outro recorde, é o clube com mais acessos à Premier League, 11 vezes.

Além disso, os Foxes disputaram a Liga Europa em duas oportunidades, 1998 e 2001, venceram 3 Copas da Liga Inglesa, 1 vez a Supercopa da Inglaterra e foram 4 vezes vice-campeões da Copa da Inglaterra.

História do clube

Passou a maior parte de sua história como coadjuvante, com apenas alguns momentos positivos, casos das temporadas 1928/1929 e 1929/1930, alcançando o terceiro e segundo lugar na antiga Football League e na temporada 1962/1963. A década de 60 entretanto, é considerada a década de ouro para a equipe, já que no período fez participações consistentes, todas na elite inglesa, conquistou pela primeira vez a Copa da Liga Inglesa e chegou à 3 finais da Copa da Inglaterra.

Em 2008/2009 a equipe viveu um de seus piores momentos em toda a sua história, teve de disputar a 3 ª divisão inglesa. A equipe desde então foi crescendo e o grande expoente dessa guinada é o empresário Vichai Srivaddhanaprabha, dono do grupo asiático Asian Football Investments que tem como sócia a maior empresa de freeshops do mundo, a King Power, que comprou o clube.

Na temporada 2012/2013, mais um drama: a equipe viu o retorno à Barclays Premier League escapar por muito pouco. Após cobrança de pênalti perdida aos 47 minutos do segundo tempo, o clube de Leicester viu o Watford fazer o gol de sua classificação em um contra-ataque, eliminando os Foxes, que teriam de disputar mais um ano a Football League Championship.

Porém, após a luta veio a redenção, e o Leicester foi campeão da temporada 2013/2014, alcançando 102 pontos e a vaga direta à Premier League. Foi aí que Vichai entrou efetivamente, investindo cerca de 180 milhões de libras no clube, com o objetivo de nos próximos 3 anos o clube figurar entre os 5 primeiros colocados.

Mas como nada vem fácil para a aguerrida equipe do Leicester City, a temporada 2014/2015 foi quase um pesadelo. Dado como rebaixado após a virada do ano de 2015, os Foxes, que desde julho de 2015 contavam com o comando de Claudio Ranieri, tiraram forças de onde parecia não terem mais e deixaram a lanterna do campeonato rumo aos 38 pontos e a 14 ª colocação na Premier League.

Uma curiosidade marcou esse ano. O treinador italiano convidou após a primiera vitória da equipe na Premier League, na 10 ª rodada, todos os seus atletas para irem a uma de suas pizzarias prediletas. Chegando lá, o treinador disse que seriam os jogadores quem preparariam e pizza, e lhes ensinaram a lição de que eles são capazes e que portanto deveriam acreditar em seu potencial. O resultado foi pronto, marcando o início de uma parceria de sucesso entre comandante e seus comandados.

A temporada dos sonhos

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Ao iniciar a temporada 2015/2016, o objetivo de Ranieri era claro, evitar o rebaixamento. Porém, a cada jogo, o Leicester City desafiava a tudo e a todos e surpreendia. O treinador continuava com os pés no chão. Comandados pela dupla Mahrez e Vardy, a equipe fazia história a cada rodada. Mesmo não apresentando um futebol bonito e envolvente, a equipe conquistava os 3 pontos em diversas ocasiões com vitórias magras por 1 a 0. Mas isso era comemorado como uma goleada.

As rodadas foram passando, e o sonho se tornando cada vez mais realidade. A equipe estava unida em seu objetivo antes impensado, e o sonho de ser campeão inglês pela primeira vez em 130 de história era cada vez mais próximo.

O elenco que mesclava atletas desacreditados e jogadores que estavam no clube desde os maus tempos, quando a equipe estava na segunda divisão, conseguia tentos incríveis. Tirou pontos de praticamente todos os considerados grandes da Inglaterra e o time formado por Schmeichel no gol, Wes Morgan e Robert Huth na zaga, Simpson e Fuchs nas laterais, Kanté e Drinkwater (King) como volantes, Mahrez e Albrighton (Gray) no meio-campo e Okasaki (Ulloa) e Vardy, a cada jogo ganhava mais admiração e torcida pelo inédito título que se tornava realidade.

O que no início parecia um tento impossível, ao fim da temporada era real. O Leicester City fez uma campanha praticamente irretocável, conquistou 81 pontos em 38 rodadas, sendo 23 vitórias, 12 empates e apenas 3 derrotas. E o que era sonho se tornou realidade.

O site do globoesporte.com colocou os 10 passos para que o clube conseguisse o feito inédito.

Temporada 2016/2017

Com a conquista inédita, o clube foi um dos mais assediados pelos grandes europeus. Porém, conseguiu segurar as suas principais estrelas, Mahrez e Vardy e perdeu do time titular apenas N´Golo Kanté, para o Chelsea. Porém, foi ao mercado e reforçou sua equipe, já que pela primeira vez disputa a Uefa Champions League.

Os contratados para a temporada foram, o goleiro Ron-Robert Zieler (Hannover), o bom zagueiro Luis Hernández (Sporting Gijón), o meia Nampalys Mendy (Nice), e os atacantes Ahmed Musa, do CSKA Moscou, a jovem promessa Raúl Uche, de apenas 18 anos vindo do Rayo Vallecano da Espanha e a mais cara contratação do clube para temporada, que vem após ótima passagem pelo Sporting Lisboa, Slimani.

Expectativas para temporada

O clube não deve conseguir novamente fazer frente aos grandes da Inglaterra, porém, não será nenhuma surpresa se a equipe voltar a figurar entre os 6 primeiros colocados da Premier League. A expectativa é que o clube conquiste ao menos uma vaga para a Liga Europa.

Já na Champions League, o Leicester foi beneficiado por ser cabeça de chave e tem a seu favor um grupo um pouco mais fraco. Seu principal desafio é bater o Porto e conquistar o primeiro lugar do grupo, e a equipe iniciou bem a competição, vencendo o Club Brugge por 3 a 0 fora de casa e o Porto por 1 a 0 em casa. Resultado? Mais dois feitos inéditos na história do clube, que nunca disputou a Champions League e tem tudo para fazer uma campanha consistente, chegando aos mata-mata da competição. Porém, passar das quartas-de-final é um feito um tanto improvável, porém, os Foxes provaram saber lidar com as adversidades e sempre sendo coadjuvante.

A Champions League parece ser o campeonato onde Ranieri dá mais importância, e isso se evidencia nas escalações da equipe na Premier League e Champions League. O bom elenco do clube, somado à vontade de continuar fazendo história, é o principal fator de motivação para o plantel.

Devemos esperar o desenrolar da temporada 2016/2017 para vermos do que essa equipe é capaz.

Por Gustavo Pereira

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Os leões querem voltar a rugir

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A equipe do Sporting Clube de Futebol, mais conhecida como Sporting Lisboa, foi fundada em 1906, no complexo Alvalade XXI, na cidade de Lisboa, e é considerado um dos três grandes de Portugal, ao lado de Benfica e Porto. O time de Lisboa ostenta 120 mil sócios registrados e segundo o site oficial da do Sporting tem mais de 3,5 milhões de simpatizantes pelo mundo.

Apelidado por seus torcedores de Leões, o Sporting manda suas partidas no estádio José Alvalade. A equipe soma à sua história 18 títulos da Primeira Liga (campeonato português), 16 Taças de Portugal e 8 Supertaças Cândido de Oliveira (confronto entre campeão português e campeão da taça de Portugal).

Porém, o clube nunca atingiu a glória máxima em uma campeonato internacional. Tendo 17 participações na UEFA Champions League e 30 participações na Liga Europa, o melhor resultado do Sporting foi um vice-campeonato na temporada 2004/2005, quando perdeu para o CSKA Moscou por 3-1.

Clássico com Benfica

O jogo disputado entre Sporting e Benfica é chamado de Dérbi Eterno ou Dérbi da Capital, por envolver duas equipes de Lisboa. A rivalidade entre as equipes tem uma explicação histórica, já que no início do século XX a equipe do Benfica era considerada o clube dos trabalhadores e do povo, enquanto o Sporting era o clube das classes mais altas da sociedade portuguesa.

Mas o fato que fez com que essa rivalidade se acirrasse foi em 1907, quando oito jogadores de Benfica se transferiram para o Sporting em busca de melhores condições financeiras e de trabalho.

História do clube

A equipe já nasceu grande, conquistando títulos desde os primeiros anos de história. Mas foi entre as décadas de 40 e 80 o melhor período do Sporting Clube de Futebol. Os leões conquistaram 15 dos seus 18 títulos do Campeonato Português e 10 das 16 Taças de Portugal.

Porém, após um longo período de seca de títulos e de recursos financeiros, voltou a ser protagonista na temporada 2004/2005, sendo vice-campeão da Liga Europa. Desde então, o clube foi melhorando seu desempenho e na temporada 2014/2015 venceu a Taça de Portugal e a Supertaça Cândido de Oliveira. Na temporada 2016/2017, conquistou a vaga para a UEFA Champions League, e vai medir forças com Real Madrid, Borussia Dortmund e Legia Varsóvia.

Academia de base premiada

O Sporting Clube de Futebol é o único clube na Europa a receber o certificado de qualidade (ISO), atribuído pela Empresa Internacional de Certificação devido à excelente academia utilizada para formação de jovens talentos. Nomeada de Academia Sporting/Macron, que fica em Alcochete, é utilizada como centro de estágio e preparação da Seleção Portuguesa de Futebol.

Sendo referência no quesito estrutura para categorias de bases, é normal se esperar frutos dessa estrutura. E alguns dos grandes exemplos de atletas revelados pela base do Sporting é Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

Para se ter uma ideia da força dessa base, na seleção portuguesa campeã da Eurocopa em 2016, tinha três atletas formados na base do Sporting: o goleiro Rui Patrício, que é o 10 º jogador que mais atuou pela equipe e os meio-campistas  Adrien Silva e Willian Carvalho.

Além disso, uma história curiosa envolve um jogador brasileiro. Trata-se de Matheus Pereira. O jovem de apenas 20 anos é tratado como fenômeno em Portugal e após assédio de grandes clubes da Europa, o Sporting colocou em seu contrato uma cláusula de aproximadamente 210 milhões de reais. O meio-campista foi formado pela equipe de Lisboa e é considerada uma grande promessa para a temporada 2016/2017.

Expectativa para a temporada 2016/2017

O Sporting fez uma boa temporada 2015/2016, com vários jogadores se destacando. Com isso, alguns deles acabam deixando a equipe, casos de João Mário, que foi para a Inter de Milão e de Slimani, que foi para o Leicester City.

Porém, conta com a força de seus atletas provenientes da base e com alguns reforços pontuais, para surpreender na Champions League e na Primeira Liga. Entre eles estão o goleiro Rui Patrício, o zagueiro Rúben Semedo e os meio-campistas Adrien Silva e Willian Carvalho, que foram formados na base dos leões; o zagueiro Sebastian Coátes, que busca reencontrar o seu bom futebol, os meio-campistas Lazar Markovic e Brian Ruiz e o atacante e principal contratação da temporada, Bas Dost.

Além disso, a equipe conta com 4 brasileiros em seu elenco: o jovem Matheus Pereira, Bruno César, Elias e André.

Alguns jovens jogadores podem se destacar nessa temporada, casos do ponta-de-lança Gelson Martins, 21 anos, que tem muita velocidade e vigor físico, ocupando todo o campo, do atacante Carlos Mané, que também é muito rápido, mas tem boa presença de área e do lateral Mauro Riquicho, que atua pelo Sporting B, mas é presença certa nas seleções de base de Portugal desde o sub-17 e que pode subir para a equipe principal dada a sua boa qualidade nos cruzamentos e desarmes.

Champions League: A equipe caiu em um grupo difícil e deve conseguir um 3 º lugar no grupo, indo para os play-offs da Liga Europa, competição onde tem mais chances de chegar às finais.

Primeira Liga: Conseguiu nos últimos anos tirar a diferença para os seus principais adversários, Porto e Benfica. Com a liga portuguesa em crescimento, vai encontrar dificuldades na temporada, mas pode surpreender e voltar a figurar entre os 3 melhores de Portugal.

Por Gustavo Pereira

 

A passagem de Guardiola pelo City é seu maior desafio na carreira e pode ser o maior termômetro de sua genialidade.

Após dirigir “atores principais” do futebol europeu, Guardiola tenta elevar o status do Manchester City.

Quando iniciou sua carreira como treinador, na temporada 2007/2008, dirigindo a equipe B do Barcelona; clube que defendeu como jogador por 18 anos (11 pela equipe profissional e 7 nas categorias de base), conquistando seis títulos do campeonato espanhol e uma liga dos campeõs da Europa; nem o próprio Pep Guardiola poderia imaginar que sua trajetória à frente do banco de reservas seria igualmente vencedora em tão pouco tempo.

Tricampeão espanhol comandando o Barcelona, conquistando todos os troféus disputados em seu primeiro ano na equipe catalã, Pep rapidamente se tornou o técnico de futebol mais badalado do planeta.Claramente desgastado após quatro temporadas de intensa guerra política nos bastidores, especialmente pela sucessão presidencial (o opositor Sandro Rosell assumiu no lugar de Joan Laporta). Dentre os questionamentos do técnico estava o incômodo por assumir funções extra-campo devido à ingerência da diretoria catalã.

Passada a era Guadiola no Barcelona e o cada vez mais usual “ano sabático”, Guardiola escolhera seu novo destino. Era o Campeão Alemão, da copa da Alemanha e da UEFA Champions League, o Bayern de Munique de Jupp Heynckes, que após conquistar a inédita tríplice coroa pelo time bávaro, anuciou sua despedida do futebol.

Chegando à Alemanha, Pep enfrentaria a difiuldade em motivar seus novos comandados devido ao relaxamento natural após conquistarem tudo. Ao menos no âmbito nacional a dificuldade ficou apenas no papel. Três temporadas e três títulos para o Bayern de Guardiola. A frustração ficaria restrita à UEFA Champions League, onde o clube parou por tres vezes consecutivas na fase semifinal.

Como possível justificativa para o insucesso na conquista do continente, e uma marca da era Guardiola no Bayern de Munique foram as seguidas e constantes lesões de seus pincipais jogadores, sendo raros os momentos em que Pep teve à sua disposição todo o elenco bávaro.

Passados três anos e após ver diminuir nos olhos de seus jogadores o brilho e a vontade incessante de vencer, Guardiola decidiu que era chegada a hora de trabalhar na mais badalada liga do mundo, A Premier League. Como destino, escolheu a cidade de Manchester, e como cor o Azul. Pep Guardiola chega ao endinheirado Manchester City para a temporada 16-17 e muitos se perguntam qual será a sua contribuição para os citizens. A resposta só o tempo dirá, mas o cenário na Inglaterra Pep jamais encontrou na Espanha e na Alemanha, e é justamente ele que será capaz de medir a genialidade do técnico espanhol.

Em 2008, ao assumir o Barcelona após a saída de Frank Rijkaard, Pep recebia em mãos um clube que todos os anos disputava o título nacional com o Real Madrid e algum “intruso” como Valencia ou Villareal. Além disso, o time era protagonista no cenário europeu, havia conquistado a Champions League de 05-06 e em 07-08 estava mais uma vez entre os quatro melhores clubes da Europa. O salto de qualidade com a chegada de Pep é inegável, e tanto a temporada perfeita que culminou com as seis taças possíveis na primeira temporada, quanto o tricampeonato espanhol consecutivo, ou ainda as quatro temporadas seguidas alcançando no mínimo as semifinais da Uefa Champions League são indícios da grandeza de Guardiola.

A primeira temporada na Alemanha seria desafiadora. Igualar o feito inédito de Jupp Heynckes e repetir a tríplice coroa daria ao Bayern de Munique a hegemonia no futebol mundial e a Guardiola um status jamais visto. A queda para o Real Madrid nas semifinais da Champions tratou de  impossibilitar o roteiro épico. Os 90 pontos conquistados e a taça do campeonato alemão nas mãos em tempo recorde, na 27ª rodada, por sua vez, alegraram os torcedores do Bayern. Nas duas temporadas que se seguiram, Guardiola alcançou o tri e o inédito tetracampeonato alemão de futebol. Na Champions, Pep manteve a escrita de alcançar no mínimo as semifinais, por outro lado ficou a frustração de não ter conquistado o título. Mais uma vez, tanto o avanço técnico e tático do time quanto a manutenção da equipe alemã entre as quatro principais forças do futebol europeu evidenciam a genialidade de Pep.

A jornada na Inglaterra promete ser ainda mais desafiadora. Guardiola deixa para trás dois países onde a disputa pelo título era quase direta, com poucos postulantes ao título, e chega à Premier League, onde Chelsea e Manchester United vêm à cabeça como principais candidatos ao título, junto ao City, é claro. Por fora correm equipes como Arsenal, Liverpool e Tottenham, sem contar a possibilidade de uma nova surpresa, como foi o Leicester em 15-16. Os 6 principais canditatos ao título, somados a uma série de times com filosofias de jogo bem estabelecidas e bem postados taticamente proporcionam um elevado número de grandes jogos na terra da rainha. A classificação final das ligas é um bom indicador do equilíbrio que Pep vai enfrentar na Premier League. Na temporada 07-08, antes de assumir o Barcelona, Guardiola viu o Real Madrid se sagrar campeão na Espanha com 85 pontos, 7 a mais que o segundo colocado Villareal e 18 a mais que o Barcelona de Frank Rijkard. Ao todo, ao longo das 38 rodadas foram 11 tropeços da equipe merengue que terminou com o título.

Na Alemanha, o cenário era parecido. A campanha campeã de Jupp Heynckes teve 29 vitórias, totalizando 91 pontos. 25 a mais do que o segundo colocado Borussia Dortmund. Nas 34 rodadas da Bundesliga, o Bayern só não venceu em 5 oportunidades.

Agora, Pep Guardiola desembarca na “terra dos pontos perdidos”, e não deve encontrar facilidade pela frente, assim como seus adversários na disputa pelo título inglês.

Na última temporada( 15-16) O Leicester sagrou-se campeão com 81 pontos conquistados em 38 rodadas. Foram 23 vitórias, 12 empates e 3 derrotas. O campeão deixou de vencer em 15 oportunidades. A diferença entre o campeão Leicester e o vice-campeão Arsenal foi de 10 pontos. Já a diferença entre o segundo colocado Arsenal e o sétimo colocado West Ham foi de apenas 9 pontos. 9 pontos separando o vice-campeão do último classificado para os play-offs da Europa League. Haja equilíbrio!

 

 

 

 

 

O Manchester City, na última temporada sob o comando do chileno Manuel Pellegrini terminou na quarta colocação com 66 pontos. 19 vitórias para os citizens que tropeçaram nas outras 19 partidas. No âmbito internacional, o City conseguiu a melhor campanha de sua história, e depois de parar no Barcelona por dois anos consecutivos nas oitavas de final da Champions, chegou até a semi, onde foi derrotado pelo Real Madrid de Zidane que se tornaria campeão após derrotar o rival Atlético na final.

Na era da Premier League, o time de Manchester ergueu o caneco em duas oportunidades, nas temporadas 11-12 comandado por Roberto Mancini e 13-14 sob a batuta de Manuel Pellegrini. Dessa forma, Guardiola assume um time que na última década disputa o título nacional em posição de igualdade com seus rivais, e que busca se firmar entre as principais equipes européias. Os mais otimistas torcedores azuis de Manchester sonham com um bicampeonato inédito da Premier League para os citizens, com o primeiro título de Uefa Champions League, e Guardiola, com os pés sempre no chão e a cabeça no próximo adversário. Segundo a “receita” do próprio, para se vencer uma liga nacional é preciso ter atenção redobrada às 7 primeiras rodadas, não podendo deixar os principais adversários abrirem uma diferença de pontuação. Até aqui, Pep segue à risca a recomendação, com 3 vitórias e 100% de aproveitamento. Amanhã, o compromisso do City é nada mais nada menos do que com o maior rival, o Manchester United de Mourinho, Ibrahimovic e cia. A Premier League agradece a preferência Pep, e os espectadores se deliciam com inúmeros confrontos eletrizantes.

Texto de Mateus Bosse

Panorama Liga Europa 2016/2017

Na última quarta-feira começou mais uma edição da Liga Europa. E o Raio-X Esportivo não podia deixar de analisar os grupos e dar os seus pitacos de quem deve avançar para a fase de mata-mata e quem pode surpreender no torneio. Lembrando que na próxima fase os dois primeiros dos doze grupos passam de fase e se juntam aos terceiros colocados da fase de grupos da Champions League para disputa do título que atualmente pertence ao Sevilla-ESP (atual tricampeão).

GRUPO A (Zorya, Fenerbahçe, Feyenoord, Manchester United)

Com o Manchester United como um dos grandes candidatos ao título da competição, a disputa pela segunda vaga deve ficar entre Fenerbahçe e Feyenoord. Pelo bom início de temporada do time holandês e o péssimo início de temporada do Fenerbahçe, o blog acredita que Manchester United e Feyenoord vão passar de fase.

Manchester United-A equipe inglesa se classificou com o título da FA Cup. Com as contratações de grandes nomes como Pogba e Ibrahimovic, além da chegada do técnico José Mourinho, os Red Devils podem ser considerados como os grandes favoritos do torneio. O goleiro De Gea e o atacante Rooney são outros dos vários destaques do Manchester United.

Feyenoord-Assim como o Manchester United, o Feyenoord se classificou após conquistar a Copa nacional, a KNVP Cup. Comandados pelo ex-jogador van Bronckhorst, o Feyenoord vem muito bem no início da temporada 2016/2017, com um ataque avassalador, formado por Kuyt, Elia e Nicolai Jorgensen, que chegou do futebol dinamarquês. Na defesa, o brasileiro Eric Botteghin é o grande destaque.

GRUPO B (APOEL, Young Boys, Astana, Olympiacos)

Grupo com times de menor gabarito e que não devem chegar tão longe na Europa League. APOEL e Olympiacos, que disputaram os play-offs da Champions League, mas acabaram eliminados, são os favoritos para passar.

Olympiacos- O Olympiacos pode ser considerado o principal time do Grupo B. O técnico Paulo Bento conta com dois brasileiros: o defensor Bruno Viana e o meia Sebá. Outros destaques do time grego são Cambiasso, Marko Marin e Oscar Cardozo.

APOEL- A equipe do APOEL, que disputou a última edição da Champions League, aposta em alguns brasileiros para avançar na competição, dentre eles o defensor Carlão, os meias Vinicius e Vander, e o meia naturalizado bielorrusso, Renan Bressan, além do atacante naturalizado belga Igor de Camargo.

GRUPO C (Mainz, Saint-Étienne, Gabala, Anderlecht)

Mainz, Saint-Étienne e Anderlecht prometem equilíbrio no grupo. Porém, os alemães e franceses levam uma pequena vantagem para passarem à próxima fase.

Saint-Étienne- Sexto colocado do último campeonato francês, o Saint-Étienne tem um time forte coletivamente. O técnico Christophe Galtier está no comando da equipe desde 2009 e conhece bastante o potencial do seu time. O goleiro Ruffier e o zagueiro Perrin são os principais destaques.

Mainz- Sexto colocado do último campeonato alemão, o Mainz conta com um brasileiro em seu elenco, o defensor André Ramalho. A equipe perdeu alguns jogadores importantes, como Karius e Baumgartlinger e contratou jovens jogadores, como os meias Gbamin e Oztunali. O atacante colombiano Jhon Córdoba é a grande esperança de gols.

GRUPO D (AZ Alkmaar, Dundalk, Zenit, Maccabi Tel Aviv)

O Zenit é o grande favorito para esse grupo e pode chegar longe na competição. AZ Alkmaar e Maccabi Tel Aviv disputam a segunda vaga, e para o blog, o time de Israel tem uma leve vantagem.

Zenit- O time russo se classificou após ganhar a Copa da Rússia.  Com a venda de seu seu principal jogador, o brasileiro Hulk, o Zenit aposta no conjunto para chegar nas fases finais. O meia brasileiro Giuliano vem sendo o grande destaque nesse início de temporada. Outro brasileiro no elenco é o volante Maurício.

Maccabi Tel Aviv- O Maccabi Tel Aviv terminou como segundo do último campeonato israelense. Os destaques são os veteranos Bem Haim e Benayoun, ambos com passagem por grandes times ingleses. O goleiro sérvio Rajkovic foi um dos destaques no Mundial sub-20 de 2015 e passa muita segurança. O único brasileiro do elenco é o goleiro Daniel, que chegou recentemente, vindo do Flamengo.

 

 

 

 

 

GRUPO E (Roma, Astra Giurgiu, Viktoria Plzen, Austria Wien)

A Roma é outro time que tem grande favoritismo em seu grupo e deve chegar nas últimas fases da competição. O Viktoria Plzen não tem tanta força, mas ainda assim tem time um pouco superior aos outros times.

Roma- Eliminada na fase de classificação, a Roma aposta no seu capitão Totti para tentar o título. O elenco conta com vários brasileiros: o goleiro Alisson Becker, os defensores Juan Jesus, Bruno Peres e Emerson Palmieri e o meia Gerson.

Viktoria Plzen

O Viktoria Plzen foi eliminado na fase de classificação da Champions League. Os defensores Limbersky e Hubnik, o meia Kopic e o atacante Duric são os destaques do time tcheco.

GRUPO F (Athletic Bilbao, Genk, Rapid Wien, Sassuolo)

Athletic Bilbao e Sassuolo são os principais times do grupo, mas Genk e Rapid Wien prometem dar trabalho.

Athletic BilbaoQuinto colocado da última edição do Campeonato Espanhol, o Bilbao não deve chegar nas fases mais decisivas, mas conta com um caldeirão: o San Mamés é um campo muito complicado para os adversários. O técnico Ernesto Valverde tem como principais jogadores o zagueiro Laporte, os meias Raúl Garcia e Beñat e o atacante Aduriz.

Sassuolo- Conta com elenco praticamente todo formado por italianos, tendo apenas quatro jogadores estrangeiros. Os principais jogadores são os atacantes Defrel e Berardi. No último campeonato italiano, terminou em sexto lugar.

GRUPO G (Ajax, Panathinaikos, Standard Liège, Celta de Vigo)

Um grupo equilibrado, onde as quatro equipes tem chances de passar, porém Ajax e Celta vivem momentos melhores e são mais cotados a passar de fase. Porém, ambos precisam superar a perda de seus principais jogadores.

Ajax- Eliminado na fase de classificação da Champions League, o Ajax perdeu alguns jogadores importantes, como o goleiro Cillessen e o atacante Milik, mas fez boas reposições, como o goleiro Krul, o defensor Westermann e o meia Ziyech. El Ghazi e Klaasen são alguns destaques do time holandês.

Celta de Vigo– Foi o sexto colocado no último Campeonato Espanhol. Com a perda do seu principal jogador, Nolito, a equipe aposta no jovem dinamarquês Pione Sisto, que foi contratado para essa temporada. Outro destaque do time é o atacante Iago Aspas.

GRUPO H (Shakhtar Donetsk, Gent, Konyaspor, Braga)

O Shakhtar é o principal time do grupo e é considerado o favorito. A segunda vaga está aberta, porém, a equipe portuguesa tem uma pequena vantagem.

Shakhtar Donetsk- Primeira temporada em muitos anos sem o técnico romeno Mircea Lucescu, que contratava muitos brasileiros. Nessa temporada, o Shakhtar vem com nomes menos badalados em seu elenco, mas ainda conta com uma legião de brasileiros: o defensor Ismaily, os meias Fred, Bernard, Marlos e os atacantes Wellington Nem, Dentinho, Taison e Eduardo da Silva, naturalizado croata. O time foi eliminado na fase de classificação da Champions League.

Braga- Campeão da Taça de Portugal, o Braga também conta com muitos brasileiros, como o goleiro Matheus, os defensores Baiano, Djavan e Marcelo Goiano, o meia Mauro e o atacante Alan. Com a venda do meia Rafa Silva, o Braga contratou para seu lugar o português Ricardo Horta, por empréstimo, para tentar suprir a perda.

GRUPO I (Krasnodar, Salzburg, Schalke 04, Nice)

O Grupo I é, talvez, o mais equilibrado da fase de grupos da Europa League. Mas as equipes do Schalke 04 e do Nice têm leve favoritismo para passar para a próxima fase, tendo em vista já estarem mais acostumados a enfrentar gigantes.

Schalke 04- Foi o quinto colocado do último Campeonato Alemão. Mesmo perdendo um de seus principais jogadores, o meia-atacante Leroy Sané, o Schalke ainda conta com um bom elenco, após fazer boas contratações, como o zagueiro brasileiro Naldo, os meio-campistas Stambouli e Konoplyanka e o atacante Embolo. Além de Naldo, outro brasileiro do elenco é o lateral-direito Júnior Caiçara. Meyer e Huntelaar são os destaques. A equipe pode surpreender e chegar até mesmo em uma disputa por título.

Nice- Outro time que se reforçou bem, o Nice aposta no atacante italiano Balotelli para passar da fase de grupos. Belhanda é outro grande reforço da equipe que foi a quarta colocada do último Campeonato Francês. Conta com dois brasileiros, os defensores Dalbert e Dante, que chegaram nessa temporada. Porém, os franceses tiveram duas perdas importantes, o volante Mendy e o atacante Bem Arfa.

GRUPO J (Fiorentina, Slovan Liberec, PAOK, Qarabag)

A Fiorentina é a grande favorita para esse grupo. Slovan Liberec e PAOK disputam a segunda vaga, mas, o PAOK possui mais tradição em torneios internacionais e tem mais chances de passar ao mata-mata.

Fiorentina- A principal venda dos italianos foi a do lateral-esquerdo Marcos Alonso. Os reforços do quinto colocado da última edição do Campeonato Italiano foram modestos, tendo como as principais chegadas dos volantes Cristóforo e Carlos Sánchez. Os meias Bernadeschi e Borja Valero e o atacante Kalinic são destaques. Apesar disso, é outra que pode fazer bonito na competição e chegar às fases finais.

PAOK- Chegou na fase de grupos da Liga Europa após ser eliminado na fase de classificação da Champions League. Conta com dois brasileiros no seu elenco: o defensor Leo Matos e o atacante Jairo.

GRUPO K (Sparta Praga, Internazionale, Hapoel Beer-Sheva, Southampton)

Esse grupo conta com dois times que podem chegar nas fases decisivas da competição: a badalada e agora endinheirada Inter de Milão e o Southampton. O confronto direto das equipes deve definir quem passa em primeiro.

Internazionale- Foi a quarta colocada do último Campeonato Italiano e após ser comprado, foi ao mercado e finalizou algumas boas contratações, como os meias Candreva e Banega. Porém, o fair-play estabelecido pela Uefa, que limita o valor das contratações da equipe à sua renda no ano passado, fez com que alguns dos principais reforços da equipe ficassem de fora da lista de inscritos da competição, casos do português João Mario e do brasileiro Gabriel Barbosa, o Gabigol. Se o time do técnico Frank de Boer se encaixar, pode chegar longe. Miranda, Felipe Melo e Éder, naturalizado italiano, são os brasileiros. Icardi é a grande esperança de gols.

SouthamptonApós mais uma boa temporada, brigando com os grandes e conquistando o sexto lugar na Barclays Premier League, o time foi outro que sofreu com grandes perdas nessa temporada, como o volante Victor Wanyama, e a dupla Sadio Mané e Grazianno Pellè, além do técnico Ronald Koeman. Conhecido por ter uma base forte, os jovens atletas dos The Saints, juntamente com os recém-contratados Hojbjerg e Boufal e a estrela Tadic podem surpreender na competição.

GRUPO L (Steaua Bucaresti, Zurich, Osmanlispor, Villarreal)

Outro grupo com favorito claro: o Villarreal é uma equipe que teve muito destaque na última temporada. A segunda vaga vai ser uma grande disputa, com leve favoritismo para a equipe do Steaua Bucaresti.

Villarreal – Mesmo com as perdas do zagueiro Bailly, do meia Denis Suárez e do técnico Marcelino Toral, o time espanhol é bem mais forte do que seus adversários da fase de grupos. O meia Cheryshev volta ao Submarino Amarelo. Além dele, o atacante brasileiro Alexandre Pato é um dos reforços e é o único brasileiro do elenco. A dupla de Soriano, Bruno e Roberto (outro reforço), comanda o meio-campo e no ataque Bakambu e Soldado prometem muitos gols.

Steaua Bucaresti- O time romeno foi eliminado da fase de classificação da Champions League. Conta com dois brasileiros em seu elenco: os meias Fernando e William. O defensor Tamas e o volante Bourceanu são alguns dos mais experientes do time.

Raio X Champions League (2 ª parte)

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Após estréia dos grupos de A-D, chegou a hora do restante das equipes (grupos E-H) fazer os seus primeiros jogos na temporada 2016/2017 da Uefa Champions League. Vamos ao que mais interessa, as análises.

Grupo E

Bayer Leverkusen, CSKA Moscou, Mônaco e Tottenham Hotspurs

Bayer Leverkusen- Um dos queridinhos dos jogadores de FIFA no modo carreira, o Bayer Leverkusen tem uma equipe jovem, mas eficiente. Conquistou o 3 º lugar no campeonato alemão, onde Bayern de Munique e Borussia Dortmund costumam monopolizar a disputa por título. Estava no pote 2 do sorteio, e acabou beneficiado com a escolha de seu grupo. Tem tudo para classificar novamente para as oitavas de final, e dependendo do adversário, tem equipe para ir até às quartas.

Destaques: Possui uma equipe equilibrada, com uma equipe que alia velocidade e técnica. Na meta, o goleirão Leno passa segurança à equipe, já que tem jogado em alto nível há anos. Na zaga, Aleksandar Dragovic, que chegou do Dinamo Kiev, tem a missão de comandar o time. Além dele, o jovem lateral esquerdo Wendell, tem mostrado muito potencial. Lars Bender, vice-campeão olímpico pela Alemanha, Karim Bellarabi e o turco, destaque de sua seleção, Hakan Çalhanoglou, controlam a meiuca e fornecem o estrelado ataque do Leverkusen, que tem Chicharito Hernández e Stefan Kießling como principais jogadores. Além disso, alguns jovens jogadores podem estourar na competição, casos do lateral-direito Tedvaj e do meia-direito Julian Brandt, que também esteve no vice olímpico pela Alemanha.

Expectativa: 2 º lugar

CSKA Moscou- O campeão russo é mais uma daquelas equipes que quase sempre giram entre Champions League e Liga Europa. Apesar do futebol russo não estar encantando há um bom tempo, no CSKA temos vários atletas da seleção. Caiu em um grupo equilibrado, onde qualquer equipe pode surpreender e conseguir a vaga para o mata-mata e Liga Europa.

Destaques: O grande destaque da equipe é o goleiro Igor Akinfeev, que já atuou por diversas oportunidades na seleção russa, e é o capitão da equipe. A zaga formada por Sergey Ignashevich e Aleksey Berezutskiy, é entrosada e símbolo de uma equipe que costuma se defender bem. No meio-campo, Alan Dzagoev e o sérvio Zoran Tosic dão ritmo de jogo para o time. Já no ataque, a principal esperança de gols é o gigante marfinense Lacina Traoré, de 2,01 m.

Expectativa: 4 º lugar

Mônaco- Após uma injeção de dinheiro que o clube recebeu em 2011, esperava-se que a equipe se tornaria protagonista na Europa em alguns anos. Contratou grandes nomes como Falcão Garcia, James Rodriguez e João Moutinho. Porém, o clube passou por alguns problemas financeiros, e teve que vender e emprestar suas principais estrelas, o que deixou o Mônaco muito atrás do Paris Saint-Germain. Em um grupo sem grandes favoritos, pode conseguir um classificação ou ficar com a 3 ª vaga e ir para a Liga Europa.

Destaques: Apesar de um elenco não tão conhecido, o Mônaco aposta em jovens jogadores para ir bem na Champions League. O goleiro sérvio Subasic tem a missão de não tomar muitos gols. Na zaga, os principais destaques são os brasileiros Jemerson, que atuou pelo Atlético Mineiro e saiu em alta e Fabinho, que tem passagens pela seleção brasileira principal. Os portugueses Bernardo Silva e João Moutinho comandam o meio-de-campo. E no ataque, a estrela Falcão Garcia, que busca retomar o seu bom futebol, de volta após sucessivos empréstimos, frutos da crise que a equipe francesa passou.

Expectativa: 3 º lugar

Tottenham Hotspurs- Apesar da 3 ª colocação no campeonato inglês, lutou por título praticamente durante toda a temporada. Possui um elenco equilibrado, com muitas peças da seleção inglesa. Tem um pequeno favoritismo no grupo pelo futebol apresentado na última temporada, porém, não deve passar das quartas-de-final.

Destaques: A equipe possui uma defesa consistente. Hugo Lloris na meta, Toby Alderweireld e Jan Vertonghen, que formam a dupla de zaga da seleção belga e Danny Rose e Kyle Walker, ambos da seleção inglesa. No meio- campo Eric Dier, Victor Wanyama, recém contratado junto ao Southampton, Dele Alli e Lamela são as principais apostas do clube. E no ataque, as esperanças se voltam para o goleador e artilheiro da última Premier League, Harry Kane.

Expectativa: 1 º lugar

Grupo F

Borussia Dortmund, Legia Varsóvia, Real Madrid e Sporting Lisboa

Borussia Dortmund- A equipe trava uma disputa direta com o Bayern de Munique nos últimos anos no campeonato alemão. Mas além disso, vem ganhando destaque internacional, e é presença certa seja na Liga Europa ou na Champions League, onde em 2013 acabou derrotado pelo seu algoz Bayern de Munique na final e ficou com o vice-campeonato. Apesar das perdas doídas de Matt Hummels e Gundogan, a equipe foi ao mercado e se reforçou muito bem. Seu grande adversário na fase de grupos é o Real Madrid, atual campeão da competição.

Destaques: A equipe trouxe por empréstimo o zagueiro Marc Bartra, junto ao Barcelona, 0 lateral-esquerdo destaque da seleção portuguesa na Eurocopa, Raphael Guerreiro, André Schurrle e repatriou Mario Gotze. Além de contar em seu elenco com a dupla Batman e Robben formada por Aubameyang e Marco Reus. O goleiro Weidenfeller dá ao time tranquilidade, pois tem feito excelente temporadas. Outros jovens atletas podem pintar com destaque nesse time, casos de Matthias Ginter, vice-campeão das Olimpíadas pela Alemanha, Julian Weigl, já titular no Borussia e o recém contratado Ousmane Dembélé. Um último destaque é o treinador Thomas Tuchel, que conseguiu dar continuidade ao bom trabalho de Jurgen Klopp e elevou o nível técnico da equipe.

Expectativa: 2 º lugar

Legia Varsóvia- O atual campeão polonês tem uma tarefa duríssima pela frente. Caiu em um grupo onde suas chances são remotas, até mesmo de conseguir uma vaga na Liga Europa. Sem tradição no cenário internacional, a equipe tenta a sorte na Champions League.

Destaques: A zaga do Legia Varsóvia enfrentará ataques poderosos, mas Jakub Rzeźniczak e Michal Pazdan são as esperanças dos torcedores do Legia para a equipe não passar vergonha na competição. A esperança de gols fica na responsabilidade de Nemanja Nokolic, que marcou 20 gols na última temporada e tem 13 gols pela seleção da Hungria.

Expectativa: 4 º lugar

Real Madrid- Atual campeão da Champions League, os merengues vão defender o título com unhas e dentes. Tem tudo para chegar novamente à final da competição. Conseguiu manter um qualificado elenco e pouco precisou se reforçar. No grupo F deve protagonizar um bom duelo contra o Borussia Dortmund. Cristiano Ronaldo fará o seu 3 º jogo contra a equipe que lhe formou, mas o 1 º com a camisa do Real Madrid.

Destaques: Poderia destacar toda a equipe e não seria exagero. Sérgio Ramos vem só crescendo de produção, Luka Modric e Toni Kroos conseguem organizar a meiuca do Real Madrid com uma excelente saída de bola. E no ataque, o trio BBC, formado por Gareth Bale, Karim Benzema e Cristiano Ronaldo tem qualidade de sobra para marcar muitos gols nessa edição da Champions League. Além disso, os merengues exerceram o poder de recompra pelo centroavante Álvaro Morata, que fez uma excelente temporada pela Juventus e trouxeram ainda o meio-campista Marco Asensio. Os brasileiros Marcelo e Casemiro são peças fundamentais no esquema de Zinedine Zidane, e estão em alta.

Expectativa: 1 º lugar

Sporting Lisboa- A tradicional equipe portuguesa retorna ao cenário internacional, após um tempo ser apenas coadjuvante. Está em um grupo difícil e deve brigar por uma vaga na Liga Europa, conquistando o 3 º lugar. Sofreu no mercado de transferências, e perdeu alguns de seus principais jogadores, como Slimani, vendido ao Leicester City, mas pode surpreender e alcançar o mata-mata.

Destaques: Rui Patrício vem de uma boa temporada, coroada com o título da Eurocopa por Portugal. Além dele os meio campistas Adrien Silva e Willian Carvalho também participaram ativamente da vitoriosa campanha portuguesa até a glória. O atacante holandês Bas Dost, recém contratado junto ao Wolfsburg-Ale, é o homem gol do time. Outros destaques da equipe são o meio campista Lazar Markovic, que atuava pelo Liverpool, a dupla costarriquena Brian Ruiz (meia-atacante) e Joel Campbell (atacante), que tentam recuperar o bom futebol apresentado na Copa do Mundo 2014 e os brasileiros Elias e André, que saíram do Corinthians rumo a Lisboa nos últimos dias da janela de transferências. Um outro atleta que pode pintar como destaque da equipe do Sporting é o meio-campista argentino Alan Ruiz, que teve uma boa passagem recente pelo Grêmio.

Expectativa: 3 º lugar

Grupo G

Club Brugge, Copenhagen, Leicester City e Porto

Club Brugge-O atual campeão belga costuma sempre estar nas principais competições europeias, mas na maioria das vezes tem papel de coadjuvante. Está em uma chave equilibrada e pode conseguir uma surpreendente vaga nos play-offs da Champions League.

Destaques: O grande jogador, capitão e ídolo da equipe, é o veterano Timmy Simons, 39 anos, que tem 94 jogos pela seleção da Bélgica e é o responsável por organizar a meiuca do Brugge. Na parte de trás, o lateral-direito holandês Ricardo van Rhijn, com passagens na seleção desde o sub-15, tem a missão de organizar a defesa. E o ponto forte da equipe é o ataque, que conta com o belga Jelle Vossen e o brasileiro Felipe Gedoz. Além deles, uma promessa belga, que já não é tão novo assim, Hans Vanaken, 24 anos, tem futebol para se destacar na fase de grupos da competição.

Expectativa: 3 º lugar

Copenhagen- Campeão dinamarquês, a equipe é outra que sempre está na disputa das competições internacionais, mas sempre entra como zebra. Tem um dos elencos mais fracos da competição e mesmo uma 3 ª colocação no grupo seria uma surpresa.

Destaques: Na zaga, o experiente zagueiro Per Nilsson, 33 anos, traz a segurança de não levar muitos gols aos seus torcedores. O meio-campo conta com dois bons jogadores, Thomas Delaney, que já ultrapassou a marca de 150 com a camisa do clube, e William Kvist, que já tem uma boa rodagem, passando por Stuttgart, Fulham e Wigan. No comando de ataque, o paraguaio Federico Santander tem a missão de marcar gols para ajudar a sua equipe a não ser a última colocada na fase de grupos.

Expectativa: 4 º lugar

Leicester City- Após viver uma temporada dos sonhos, onde o objetivo era continuar na Premier League, e a meta cumprida foi o título inédito da competição, o Leicester City faz sua estréia na Uefa Champions League, e logo de cabeça de chave. Iniciou mal a temporada 2016/2017, mas conseguiu manter alguns de seus principais jogadores, perdendo apenas o volante Kanté. Mas foi ao mercado e trouxe peças importantes para auxiliar o time comandado pelo italiano Claudio Ranieri.

Destaques: Cláudio Ranieri pode ser considerado o ponto forte dessa equipe por conseguir extrair dela o melhor de que cada atleta poderia render. A dupla formada por Riyad Mahrez e Jamie Vardy permaneceu na equipe e tem tudo pra dar certo mais uma vez. Mahrez foi o melhor jogador da Premier League temporada 2015/2016 e Vardy o vice-artilheiro. Além da dupla, o Leicester trouxe os atacantes Ahmed Musa e Islam Slimani, que se destacaram no CSKA Moscou e Sporting Lisboa, respectivamente, e o volante francês Nampalys Mendy, para brigarem por titularidade.

Expectativa: 2 º lugar

Porto- O tradicional clube português chega a sua 21 ª Uefa Champions League, que é disputada desde 1992. 3 º colocado no campeonato português, eliminou a Roma nos play-offs para chegar à fase de grupos da competição. Caiu em um grupo teoricamente mais fácil e não deve ter dificuldades para avançar às oitavas.

Destaques: Na meta, ninguém menos que Iker Casillas, que conhece muito bem a competição. Na zaga, o grande nome é o zagueiro Felipe, recém-contratado junto ao Corinthians, mas conta com outros bons nomes casos de Maxi Pereira e dos laterais Layun (México) e Alex Telles (brasileiro). No meio-campo, quem dá ritmo à equipe é o único atleta da equipe campeão da Eurocopa por Portugal, o volante Danilo. Além dele, Héctor Herrera e Yacine Brahimi são importantes no plantel do time de Porto. No ataque o jovem André Silva, de 20 anos e prata da casa, é a esperança de gols. A equipe conta ainda com outros jogadores promissores, casos do volante Ruben Neves e do meio-campista Juan Quintero, que podem se firmar nessa temporada.

Expectativa: 1 º lugar

Grupo H

Dinamo Zagreb, Juventus, Lyon e Sevilla

Dinamos Zagreb- Maior vencedor do campeonato croata, pode ser considerado a zebra do grupo H. Outra equipe que normalmente não consegue alcançar as fases finais da Uefa Champions League, mas que vira e mexe se classifica. Tem uma tarefa difícil no grupo, até mesmo para ficar com a 3 ª colocação.

Destaques: A equipe tem como esperança o habilidoso meio-campista da seleção da Croácia, Ante Coric. Além dele, o capitão Domagoj Antolic e o volante brasileiro Jonas, emprestado pelo Flamengo, tem a responsabilidade de levar o time mais longe. No ataque, destaque para o jovem atacante chileno Ángelo Henríquez, 22 anos, e com boa experiência no mercado europeu. Outro jogador que pode dar trabalho aos grandes é o brasileiro Júnior Fernandes.

Expectativa: 4 º lugar

Juventus- Campeã italiana, está sobrando nos gramados nacionais. Além de já possuir um elenco forte, se reforçou muito bem, gastando cerca de 620 milhões de reais. É a favorita do grupo e tem plantel para disputar o título em Cardiff, País de Gales.

Destaques: Se reforçou muito bem. Trouxe o lateral-direito Daniel Alves, o meio-campista Pjanic e o atacante Gonzalo Higuaín. Conta com um excelente trio defensivo (trio BBC) formado por Barzagli, Bonucci e Chiellini e tem um elenco completo. Khedira dá consistência defensiva à equipe que conta ainda com o argentino Paulo Dybala que vive grande fase.

Expectativa: 1 º lugar

Lyon- Tradicional clube francês, o Lyon conquistou o vice-campeonato francês, 31 pontos atrás do PSG, e caiu em um grupo forte, onde tem elenco para surpreender e conseguir uma classificação, apesar de não ser favorito. Aposta no seu ataque para ir ao mata-mata.

Destaques: A dupla de ataque formada por Lacazette e Fékir vem dando muito certo, e é a principal aposta da equipe francesa para alcançar as oitavas-de-final. Para isso, eles contam com a inspiração de Valbuena, que sabe jogar com a bola nos pés. Na zaga Mapou Yanga-Mbiwa tem a missão de parar os ataques de Juventus e Sevilla.

Expectativa: 3 º lugar

Sevilla- Apesar de não ter disputado o título espanhol e estar atrás de Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, o Sevilla é o atual tricampeão da Liga Europa. Além disso, Jorge Sampaoli assumiu o clube e reforçou o seu plantel. Deve conseguir a 2 ª vaga do grupo e deve fazer um jogo duro com a Juventus na Espanha.

Destaques: Um dos principais reforços da equipe não atua no campo, mas sim na beira dele. Jorge Sampaoli chegou com carta branca para reforçar a equipe e assim o fez. Trouxe alguns jogadores considerados apostas, que não vem de um momento brilhante, mas que suas capacidades técnicas são indiscutíveis, casos do goleiro italiano Sirigu, do meia-atacante brasileiro Paulo Henrique Ganso, do meio-campista francês Samir Nasri e do atacante argentino Luciano Vietto. Além disso, manteve a base que está acostumada com competições europeias. O zagueiro Adil Rami é outro ponto forte da equipe.

Expectativa: 2 º lugar

Por Gustavo Pereira

 

Raio X Champions League (1 ª parte)

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Com o maior campeonato de clubes da Europa se iniciando hoje, o Raio-X Esportivo não poderia deixar de analisar os grupos e dar os seus pitacos de quem passa para o mata-mata e quem consegue um 3 º lugar, e consequentemente uma vaga para a Liga Europa.

Grupo A

Arsenal, Basel, Ludogorets e Paris Saint-Germain

Arsenal- A equipe inglesa se classificou de forma direta para a Champions League 2016/2017, brigando por título durante boa parte do campeonato inglês, mas no fim da temporada 2015/2016 perdeu alguns pontos importantes e se viu coadjuvante na luta entre Tottenham e Leicester City.

Destaques: O meio de campo do Arsenal é a sua principal arma para avançar até a fase mata-mata, com Elneny e Coquelin em grande fase e o já consolidado Mesut Ozil. Além disso, a contratação de Granit Xhaka tende a acrescentar em muita qualidade na meiuca da equipe.

Expectativa: 2º lugar

Basel- O atual campeão suíço sobrou na temporada passada no campeonato nacional, com 14 pontos de frente para o 2 º colocado, Young Boys. Além disso, tem em seu histórico recente duas classificações para o mata-mata da Champions, eliminando dois gigantes ingleses, Manchester United e Liverpool. Possui uma equipe equilibrada, com um bom ataque, mas sem grandes destaques. Promete dar trabalho no grupo A.

Destaques: O Basel coloca suas esperanças em dois marfinenses, o lateral Adama Traoré e o rápido atacante Seydou Doumbia. Além da dupla, o atacante austríaco Janko Marc sabe fazer gols e deve incomodar muito as defesas adversárias.

Expectativa: 3º lugar

Ludogorets- Também campeão do seu campeonato (búlgaro), por conta do coeficiente de sua liga caiu no pote 4. Em sua segunda participação na Champions League, cresceu nos últimos anos e tem uma equipe muito rápida. Além disso, tem um arsenal de jogadores brasileiros, são 8 no total.

Destaques: A equipe conta com dois atletas brasileiros, o lateral-direito Cicinho (ex-santos e ponte preta) e o atacante Jonathan Cafu (ex-são paulo e ponte preta), que surgiram muito bem na Ponte Preta, e se transferiram para grandes equipes paulistas antes de irem para o Ludogorets. Além disso, 3 meio-campistas brasileiros, Gustavo Campanharo, que construiu sua carreira na Europa, Natanael que atuava pelo Atlético-PR e Marcelinho, que se naturalizou búlgaro e o goleador romeno Claudiu Keseru podem dar trabalho aos favoritos Arsenal e Paris Saint-Germain.

Expectativa: 4 º lugar

Paris Saint-Germain- Campeão francês com folga, a equipe parisiense tem um elenco completo, e ainda se reforçou muito bem. Apesar da perda de Zlatan Ibrahimovic e David Luiz, tem tudo para se classificar com facilidade e até disputar o título da Champions League.

Destaques: Fica até difícil encontrar alguns destaques nessa equipe, diante de tantas estrelas. O meio-campista argentino Angel Di Maria e o atacante uruguaio Edinson Cavani puxam a equipe francesa em direção ao sonhado título da Champions League. Além deles, 3 brasileiros ocupam um papel de protagonismo no Paris, a dupla de zaga Thiago Silva e Marquinhos e o ponta direito Lucas Moura. E para fechar a porta parisiense, o italiano Marco Verrati vem mostrando um futebol de altíssimo nível, sendo cotado em várias equipes de Europa. Para finalizar, o Paris Saint-Germain conseguiu enfim a contratação de Unai Emery, tricampeão da Liga Europa pelo Sevilla, o que pode levar o clube às cabeças na competição.

Expectativa: 1º lugar

Grupo B

Benfica, Besiktas, Dínamo Kiev e Napoli

Benfica- Vem de uma excelente temporada. Eliminado na última edição para o poderoso Bayern de Munique e campeão português, o tradicional clube de 2 títulos na Champions League tenta se reinventar após perder dois de seus principais jogadores, Renato Sanches e Gaitán, e fazer uma competição consistente. Porém, dificilmente alcança uma final.

Destaques: O maior destaque da equipe é o atacante brasileiro Jonas, que marcou 36 gols no último campeonato português, graças à parceria com o centroavante Mitroglou, que também eleva o nível técnico dessa equipe. Com um bom meio-de-campo comandado por Eduardo Salvio e Raul Jimenez, e apostando em jovens jogadores, casos de Gonçalo Guedes e Zivkovic, a equipe tem boas chances de avançar aos play-offs. Além disso, o Benfica também conta com brasileiros em todos os setores: No gol Júlio César e Edérson Moraes, na zaga Luisão, no meio Danilo (ex-vasco) e no ataque o artilheiro Jonas.

Expectativa: 1 º lugar

Besiktas- Campeão do campeonato turco, a equipe do Besiktas sempre busca uma vaga nas competições europeias (Liga Europa e Champions League), mas não deve ter forças para encarar os grandes clubes europeus. Tem como alento ter caído em um grupo teoricamente mais fácil, mas dificilmente consegue uma vaga no mata-mata.

Destaques: Um trio ofensivo, mas especificamente, formado por Quaresma, Anderson Talisca (que saiu do Benfica sem entender o porque) e Aboubakar.

Expectativa: 3 º lugar

Dínamo Kiev- Campeão do campeonato ucraniano, a equipe é outra daquelas que sempre belisca uma vaga nas competições europeias. Mas sem muita tradição no cenário internacional, e com um elenco simples, sem muitas estrelas, dificilmente conseguirá uma classificação no grupo B.

Destaques: Sua principal força é o fator casa. Lá, a equipe pode conquistar alguns pontos importantes que a permitam ao menos a disputar os play-offs da Liga Europa, com um 3 º lugar no grupo. O atacante Yarmolenko e o goleiro Shovkovskyi são os pilares da equipe.

Expectativa: 4 º lugar

Napoli- Tem conseguido crescer em meio a um campeonato italiano em crise. Mas ainda está muito atrás da Juventus. Perdeu seu goleador, Gonzalo Higuaín, mas trouxe Milik como peça de reposição. Tem um elenco forte, mas não possui muita tradição no cenário internacional. Provavelmente não passa das quartas-de-final.

Destaques: O grande destaque da equipe napolitana é Marek Hamsik, que fez uma excelente Eurocopa pela Eslováquia. Mas a equipe também possui outros bons jogadores, casos de Insigne e Mertens. As contratações de Milik e Giaccherini foram de grande importância e devem ajudar a equipe na Champions League.

Expectativa: 2 º lugar

Grupo C

Barcelona, Borussia Monchengladbach, Celtic e Manchester City

Barcelona- A equipe dispensa comentários. Atual campeã espanhola, e sempre presente nas fases finais da Champions League desde a era Guardiola, o Barça tem a missão de lidar bem com o favoritismo e confirmar sua vaga nas oitavas de final.

Destaques: O Barcelona conta com grandes jogadores em todas as posições, mas 6 deles se destacam: Na zaga, Piqué comanda, no meio-campo, Rakitic e Iniesta dão ritmo ao Barcelona, e no ataque o trio MSN, formado por Messi, Suarez e Neymar tem tudo para encantar na competição.

Expectativa: 1 º lugar

Borussia Monchengladbach– Após um longo período sem protagonismo, o Borussia está conseguindo se reerguer e aos poucos retornar ao cenário internacional. Porém, ainda está muito longe das principais potências europeias. Se classificou após o placar agregado de 9-2 sobre o Young Boys e conquistou a vaga em um grupo dificílimo. Mas tem uma equipe rápida e pode aprontar pra cima dos grandes.

Destaques: O Borussia Monchengladbach possui um elenco equilibrado, com bons jogadores. O brasileiro Raffael e o irmão mais novo de Eden Hazard, Thorgan Hazard, prometem comandar a equipe. Na frente, o suíço Josip Dmric é a esperança de gols da equipe alemã.

Expectativa: 3 º lugar

Celtic- Atual pentacampeão escocês, foi punido pelo coeficiente de clubes e acabou caindo em um grupo muito forte. Acostumado à competição, mas sem muita tradição, o Celtic tenta fazer uma participação dos sonhos para quem sabe conquistar uma vaga no mata-mata. De recordação tem a histórica vitória em Glasgow sobre o Barcelona, por 2 a 1, que fez com que ambas equipes avançassem às oitavas em 2012.

Destaques: Na zaga, o xerife Kolo Touré tem tudo para recuperar um bom futebol. No meio-campo, dois bons jogadores podem dar ritmo à equipe, o francês Moussa Dembelé e o escocês Callum McGregor. No comando de ataque o experiente Sinclair, que já passou por clubes como o Manchester City. Além deles, o jovem Patrick Roberts pode aparecer como surpresa na Champions League.

Expectativa: 4 º lugar

Manchester City- Conseguiu a vaga para os play-offs da Champions League na última rodada, deixando de fora o seu grande rival, United. Passou facilmente e chegou à fase de grupo. Tem como desafio se superar e vencer barreiras. Apesar de não ter muita tradição, passou a protagonizar o cenário internacional após um empresário comprar o clube. Deve se classificar sem muito susto.

Destaques: O principal destaque do City é a contratação de Guardiola. O treinador tem tudo para renovar o futebol do citienz, porém o resultado deve ser esperado a longo prazo. Mas é impossível o torcedor do Manchester City não se empolgar mediante a chegada do treinador e do bom elenco que conta com os zagueiros Otamendi e Kompany, os meio-campistas Yayá Touré, Kevin De Bruyne e David Silva e os atacantes Sérgio Aguero e Raheem Sterling. Além disso, o City foi ao mercado e trouxe grandes reforços como John Stones, Gundogan e Leroy Sané.

Expectativa: 2 º lugar

Grupo D

Atlético de Madrid, Bayern de Munique, PSV e Rostov

Atlético de Madrid- A equipe comandada por Simeone tem sido um sucesso nas últimas temporadas. Com um excelente sistema defensivo, está hoje nas cabeças do futebol europeu. Vice-campeão espanhol e da Champions League, a equipe manteve sua base e buscou se reforçar para mais uma edição. Tem tudo para chegar a Cardiff (local da final da Champions League).

Destaques: Além do sistema ofensivo, Griezmann é o responsável por levar o time à glória. Além deles, as contratações de Gameiro e Gaitán foram providenciais, e devem suprir as únicas carências no elenco.

Expectativa: 1 º lugar

Bayern de Munique- Atual campeão alemão, o clube trocou de comando, saiu Guardiola e entrou Carlo Ancelotti. A troca pode dar um novo fôlego à equipe, já que Ancelotti é tricampeão da Champions. Além disso, caiu no grupo de seu algoz, Atlético de Madrid, e deseja vingança. Deve ser uma excelente duelo entre as duas equipes.

Destaques: Outro elenco recheado de craques. No gol, Manuel Neuer por pouco não faz chover, na zaga, a equipe trouxe Matt Hummels, da seleção alemã, no meio-campo são N boas opções, mas o jovem Renato Sanches, campeão da Eurocopa, tem tudo pra se destacar ao lado de Arturo Vidal, e no ataque, a dupla Muller e Lewandowski está voando baixo, e é promessa de muitos gols na competição.

Expectativa: 2 º lugar

PSV-Atual bicampeão holandês, a equipe não consegue ser protagonista no cenário internacional faz tempo. Além disso, precisa fazer mais de si para conseguir uma vaga no mata-mata. Vai brigar com o Rostov pela 3 ª colocação do grupo. Tem como alento o feito de conseguir eliminar o Manchester United na temporada passada.

Destaques: A principal esperança da equipe está em sua dupla ofensiva, Luuk de Jong e Jurgen Locadia. Além dos dois, o jovem zagueiro Isimat-Mirin pode dar uma boa consistência à zaga do PSV.

Expectativa: 3 º lugar

Rostov- Vice-campeão do campeonato russo, é estreante na Champions League. Caiu em um grupo difícil, mas vai contar com o apoio dos seus torcedores para tentar roubar uns pontinhos dos favoritos Atlético de Madrid e Bayern de Munique, além de travar uma batalha com o PSV para ao menos ir à Liga Europa. Tenta se motivar na histórica classificação inédita, ao bater o tradicional Ajax, com direito a uma goleada de 4 a 1 em casa.

Destaques: Os grandes destaque da equipe são os meio-campistas Christian Noboa, da seleção equatoriana e Ezzatolahi Saeid, da seleção do Irã e que veio da base do Atlético de Madrid. A esperança de gols está nos pés do russo Poloz Dmitrij.

Expectativa: 4 º lugar

Por Gustavo Pereira

 

Torino: um gigante adormecido

Se nos posts anteriores falamos de times das ligas inglesa, espanhola e alemã, chegou a hora de apresentar uma equipe da 4 ª maior liga da Europa, segundo o coeficiente de clubes da UEFA (o coeficiente leva em consideração os resultados das equipes tanto na Uefa Champions League como na Liga Europa para destinar o número de vagas das competições no ano seguinte).

Assim como o Borussia Monchengladbach, a equipe de Turim, é uma daquelas que já viveram seus dias de glória, porém, após passar por um grave problema quando estava em seu auge e tinha uma forte equipe, com um predomínio do futebol local, ainda não conseguiu voltar a ser protagonista.

O Torino Football Club foi fundado no dia 3 de dezembro de 1906 na cidade de Turim, no norte da Itália, numa aliança entre membros do extinto Football Club Torinese e dissidentes da Juventus. Foram liderados pelo dirigente suíço Alfredo Dick e pelo então jogador Vittorio Pozo, que anos depois, como técnico, sagrou-se campeão da Copa do Mundo em 1934 e 1938 e as Olimpíadas de 1936, todos pela seleção italiana.

O “Toro”, como é conhecido, manda suas partidas no Estádio Olímpico de Turim, que tem capacidade para 27.500 pessoas.

O Torino é o quinto maior vencedora do Campeonato Italiano, com sete títulos, ficando atrás somente de Juventus (32 títulos), a dupla que divide o San Siro, Milan e Internazionale de Milão (18 títulos cada) e Genoa (9 títulos). Porém, o último título da atual Serie A da Itália foi na temporada de 1975/1976, e a equipe amarga um jejum de 40 anos sem ganhar o campeonato italiano.

Clássico de Turim

O primeiro confronto entre Torino e Juventus aconteceu no dia 13 de janeiro de 1907, com vitória do Torino por 2 a 1 e é o Torino que tem a maior vitória nesse confronto. No dia 17 de novembro de 1912, o “Toro” venceu a Juventus por 8 a 0. O clássico é chamado de “Derby della Molle” em homenagem a um famoso prédio da cidade de Turim, do Museu Nacional do Cinema (Mole Antonelliana).

Primeiros anos

Nos seus primeiros anos, o “Toro” disputava o título, no entanto não conseguia ser o campeão. Na temporada 1926/1927, o clube conquistou o campeonato, mas a Juventus, que ficou em segundo, acusou o seu rival por subornar os adversários. Sendo assim, a Federação Italiana tirou a taça do Torino e deixou a Itália sem um vencedor.

Na edição seguinte, finalmente o primeiro título. Com um forte ataque, a equipe de cores grená, venceu sem contestação. Na temporada seguinte, o time ficou em segundo, mas depois ficou quase duas décadas sem o principal título italiano.

Faltava o título da Copa da Itália e o primeiro dos cinco campeonatos dessa competição veio na temporada 1935/1936.

Dinastia da década de 1940

Com o melhor time de sua história e que encantava os adversários pelo futebol bem jogado, a equipe de Turim conquistou a dobradinha (Campeonato Italiano e Copa da Itália) na temporada 1942/1943 pela primeira e única vez.

Com a Segunda Guerra Mundial, o campeonato local ficou suspenso nas temporadas de 1943/1944 e 1944/1945.

Quando o italiano voltou a ser disputado, o Torino conseguiu grande domínio e estabelecia recordes. Com isso, começou a ser chamado de “Grande Torino”. O time contava com jogadores de sucesso na época, como o meia-atacante Valentino Mazzola, o defensor Aldo Ballarin, o goleiro Valerio Bacigalupo, os meias Ezio Loik e Mario Rigamonti e os atacantes Romeo Menti, Piero Operto, Guglielmo Gabetto e Eusebio Castigliano. Era um futebol totalmente diferente do praticado pelo futebol italiano, de forte defesa.

Em maio de 1947, a seleção italiana teve o time praticamente todo do Torino contra a Hungria, de Puskás. Dos 11 jogadores em campo, apenas o goleiro não fazia parte da equipe. Vitória da Itália por 3×2.

A temporada 1947/1948 foi histórica, com 29 vitórias em 40 partidas e com 16 pontos de vantagem pro segundo colocado. Na época, cada vitória valia somente dois pontos, o que aumenta o feito do “Toro”, que fez incríveis 125 gols naquele campeonato.

4 de maio de 1949 – Tragédia de Superga

O Torino caminhava para mais um título italiano na temporada 1948/1949. Em paralelo com a competição, viajou para Portugal para enfrentar o Benfica em amistoso de despedida de um jogador do time português. No retorno à Itália, o avião que transportava o time de Turim chocou-se com uma das torres da basílica de Superga em virtude de um forte nevoeiro, que causou um grave acidente, deixando todas os 31 tripulantes mortos. Entre eles, estavam 18 jogadores do “Toro”, sendo que 10 deles faziam parte da seleção italiana que disputaria a Copa do Mundo de 1950. O dia 4 de maio de 1949 foi um dia sombrio e que mudou a história do time italiano.

A Federação Italiana declarou o Torino campeão daquele ano, mas os dirigentes não aceitaram. Queriam o título em campo, para homenagear os atletas mortos. Disputaram os quatro jogos restantes com o time juvenil e com alguns jogadores que não puderam jogar contra o Benfica, seja por lesão, problemas de passaporte ou por problemas pessoais. Os adversários – Genoa, Palermo, Sampdoria e Fiorentina – também entraram com suas equipes juvenis. Foram quatro vitórias e mais um título para o time de Turim.

Anos difíceis após a Tragédia de Superga

Após o baque de perder tantos jogadores, os anos seguintes foram de dificuldade com posições intermediárias. Em 1958/1959, o Torino foi rebaixado pela primeira vez. Apesar disso, na década de 1960, o “Toro” foi liderado por Luigi Meroni. Chegou na semifinal da extinta “Taça dos Campeões das Taças da Uefa” e ficou perto do título italiano. Mas uma nova tragédia tirou a força do time na disputa pelo campeonato. Meroni foi atropelado por um torcedor do próprio Torino em outubro de 1967 e morreu na hora. O time ainda conseguiria a Copa da Itália daquela temporada, de 1970/1971 e 1992/1993 e o italiano de 1975/1976 e ficou com o vice da Copa da Uefa em 1991/1992, mas nunca mais conseguiu assumir o protagonismo da década de 1940, alternando entre as duas principais divisões do país.

Brasileiros no Torino

Vários brasileiros jogaram no Torino, mas alguns merecem destaque. O lateral esquerdo Júnior, com passagem marcante pelo Flamengo e pela seleção brasileira, jogou em dois períodos pelo time grená: entre 1984 e 1987 e em 1991, conquistando a Copa Mitroipa, em 1991. Já o atacante Walter Casagrande ficou no clube entre 1991 e 1993, conquistando a Copa da Itália em 1993 e ficando com o vice da Copa da Uefa em 1991, torneio que teve grande participação.

Base vencedora, mas sem resultados

A equipe do norte da Itália é a maior vencedora dos principais campeonatos de base do país, e recordista de 3 dos principais campeonatos das categorias de base da Itália, com 9 títulos do italiano Primavera, sendo o último deles na temporada 2014/2015, 7 títulos da Copa Itália Primavera e 10 títulos do torneio Dante Berretti, conquistando o último em 2013/2014.

Porém, a equipe de Turim parece possuir certa dificuldade nessa transição, já que nos últimos anos, não se teve nenhum jogador de destaque internacional revelado pela equipe do norte italiano.

E essa dificuldade se associa principalmente ao assédio de equipes com as finanças mais equilibradas e com a complicação de lançar jovens jogadores na fogueira, já que o Torino não tem conseguido fazer boas temporadas nos últimos campeonatos italianos.

Talvez um pouco mais de ousadia e de cuidado com os garotos da base seja a chave do sucesso para a boa categoria de base do Torino.

Time atual e projeção para temporada 2016/2017

Mesmo com a campanha irregular da temporada passada, o Torino sofreu algumas perdas importantes. O técnico Giampiero Ventura assumiu a seleção italiana. Em seu lugar, entra o sérvio Sinisa Mihajlovic. Já entre os jogadores, vários foram vendidos, como os zagueiros Glik (Monaco) e Maksimovic (Napoli), o lateral direito brasileiro Bruno Peres (Roma) e o atacante Quagliarella (Sampdoria). Além disso, o atacante Ciro Immobile teve seu empréstimo encerrado e se despediu dos “toros”.

Porém, conseguiu boas peças de reposição, como o goleiro Hart (Manchester City), o zagueiro brasileiro Leandro Castan (Sampdoria), o lateral direito De Silvestri (Sampdoria), o meio-campista Valdifiori (Napoli) e os atacantes Iago Falqué (Roma), Ljajic (Roma) e Boyé (River Plate).

Esses reforços, aliados aos defensores Molinaro, Bovo, Zappacosta e Moretti, os meias Benassi e Baselli e o atacante Josef Martinez, além da sensação Andrea Belotti, promete dar trabalho para equipes mais fortes.

A equipe de Turim conta ainda com alguns jogadores com passagem pela Squadra Azurra, casos do goleiro Padelli, que foi convocado para seleção italiana no ano passado, o zagueiro Molinaro, os meio-campistas De Silvestri, Valdifiori, Moretti e o jovem atacante Andrea Belotti.

Além do zagueiro Leandro Castan, Danilo Avelar, que atua como lateral esquerdo, é outro atleta brasileiro no plantel do toros.

Time base (4-3-3): Hart; De Silvestri, Bovo, Leandro Castan, Molinaro; Baselli, Valdifiori, Benassi; Iago Falqué, Belotti, Josef Martinez (Ljajic).

O Torino deve repetir o cenário da última temporada, ficando no meio da tabela, mas brigar por uma vaga na Liga Europa não seria nada surpreendente, visto que o nível dos times que devem ficar entre a sexta e a décima colocação é bem semelhante.

Para ficar de olho

Mesmo sem ter destaque na equipe principal, os jovens defensores Antônio Barreca, de 21 anos, com passagem pela selação sub 21 da Itália, e Simone Auriletto, de apenas 17 anos, mas com boa capacidade defensiva de desarmes podem pintar na equipe durante a temporada.

Além deles, uma cria da base do Torino, o bom atacante Vittorio Parigini, de 20 anos e com diversas passagens pela base da Itália, promete ganhar destaque na temporada, atuando pelo Chievo Verona, aliando presença de área e velocidade.

Texto escrito em parceria com Bernardo Medeiros

Borussia Mönchengladbach: equipe do passado?

Hoje é dia de falar sobre um dos mais fortes clubes da Alemanha. Com um estádio chamado Borussia-Park (desde 2004, pois antigamente se chamava Bökelbergstadion), que tem capacidade para aproximadamente 54 mil pessoas, o Borussia Mönchengladbach, mais conhecido por seus torcedores como Potros, se localiza a Noroeste da Alemanha, próximo à fronteira com a Holanda, e é a 2 ª equipe com mais títulos da Bundesliga, 5 no total, juntamente com o Borussia Dortmund, sem contar com a chamada “Era Pré-Bundesliga”.

Além disso, os potros conquistaram em sua história 3 Copas da Alemanha (1959/1960, 1972/1973 e 1994/1995) e uma Supercopa da Alemanha (1977).

Fundado em 1900 por uma associação de jovens conhecida como Fussball Club Germania München-Gladbach, o clube alcançou sua primeira glória ao conquistar o título da Copa da Alemanha, na temporada 1959/1960, batendo na final a equipe do Karlshurer por 3 a 2.

Disputar com o Bayern de Munique não é uma tarefa nada fácil, já que os bávaros possuem 25 títulos da Bundesliga, porém a equipe de Mönchengladbach sempre travou belos duelos contra a equipe de Munique, principalmente na década de 70.

Na Bundesliga, fez sua estréia 2 anos após a sua criação (1962/1963), na temporada 1965/1966, e ao lado do Bayern de Munique, praticamente monopolizaram os títulos da década de 70, com 9 títulos para a dupla, em 11 temporadas disputadas.

Década de Ouro 

Se olharmos para a recente história do Borussia Mönchengladbach, talvez possamos estranhar o motivo desse clube ser considerado um dos principais da Alemanha, já que faz mais de 20 anos que a equipe não fatura sequer um título.

Porém, a década de 70 é responsável por grande parte da história de glórias que contempla a equipe da cidade de Mönchengladbach. Nela, o clube se tornou o primeiro a conquistar o bi campeonato da Bundesliga, nas temporadas 1969/1970 e 1970/1971.

Além disso, o Borussia Mönchengladbach ganhou por 3 vezes seguidas a Bundesliga, nas temporadas 1974/1975, 1975/1976, 1976/1977 e foi vice- campeão em outras duas oportunidades (1973/1974 e 1977/1978).

Mas o clube do noroeste alemão não se limitou apenas à Bundesliga, tendo se sagrado campeão em duas oportunidades da Copa da Uefa (atual Liga Europa), nas temporadas 1974/1975 e 1978/1979, e vice em outras duas, 1971/1972 e 1979/1980.

Ainda na década de 70, na temporada 1976/1977, o Borussia Mönchengladbach chegou à final da Liga dos Campeões da Uefa, sendo vencido pelo Liverpool. Os torcedores do clubes da Alemanha e da Inglaterra, respectivamente, criaram desde essa partida um vínculo muito interessante, e atualmente, muitos deles visitam as cidades de Mönchengladbach e Liverpool. Além disso, na cidade alemã é até comum ver torcedores do Borussia Mönchengladbach usando camisas ou cachecóis da equipe inglesa.

Época das “Vacas Magras”

Mesmo com o grande sucesso da década de 70, o clube não conseguiu se equilibrar financeiramente. E o resultado? Precisou vender alguns de seus principais jogadores e não conseguiu repetir os bons resultados da chamada década de ouro.

Com isso, o Borussia Mönchengladbach foi aos poucos caindo de rendimento, deixando de brigar por títulos e passando a brigar na parte inferior da tabela da Bundesliga, até que no fim da década de 90, na temporada 1998/1999, os potros foram rebaixados à 2. Bundesliga, onde permaneceram duas temporadas.

Após esse baque, foi preciso a equipe se reinventar para voltar a protagonizar espetáculos no cenário nacional e internacional. E a solução foi trocar a gestão. Após a construção de um novo estádio, o Borussia-Park, a receita começou a aumentar, e atrelado com uma gestão equilibrada, que se atenta em jovens promessas da base e também de outras equipes afim de movimentar o mercado europeu, o Borussia Mönchengladbach voltou a ser uma equipe de respeito na Alemanha.

E o principal fruto dessa virada de mesa foi na temporada 2011/2012, que a equipe se superou da temporada passada onde tinha ficado em 16 º lugar e se manteve na Bundesliga ao derrotar o Bochum nos play-offs, e conseguiu uma heroica 4 ª colocação e classificação para os play-offs da Champions League, encerrando um jejum que durava 38 anos.

Com destaque para alguns jogadores como o goleiro Marc-André ter Stegen, o zagueiro Dante e o meio-campista Marco Reus, que renderam um bom lucro para o clube de Mönchengladbach.

Desde então os potros conseguiram boas classificações nas temporadas seguintes, com exceção do 8 º lugar na temporada 2012/2013, o Borussia Mönchengladbach veio em uma crescente, alcançando classificação para os play-offs da Europa League (2013/2014) e duas classificações para a Champions League (2014/2015 e 2015/2016).

Na temporada 2014/2015, a equipe conseguiu um 3 º lugar na Bundesliga, indo direto para a fase de grupos da Champions League. E na temporada atual, 2015/2016, os potros se qualificaram para a fase de grupos após vencerem a equipe Young Boys por 9 a 2 no placar agregado (3 x 1 fora de casa e 6 x 1 em casa).

Comandados pelo goleirão da seleção suíça Yann Sommer, o belga Thorgan Hazard, irmão mais novo de Eden Hazard e o pelo meia-atacante brasileiro Raffael, a equipe busca fazer mais uma boa Bundesliga e uma classificação para as oitavas de final de Champions League em um grupo difícil, que tem Barcelona-ESP, Manchester City-ING e Celtic-ESC como adversários do clube alemão.

Movimentação do mercado europeu

A principal chave do sucesso atual do clube de Mönchengladbach é a intensa movimentação no mercado de transferências, onde o clube consegue boas cifras vendendo alguns de seus principais jogadores, porém conseguem trazer peças de reposição que não deixam o clube cair de rendimento.

Exemplos de atletas recentemente vendidos, além dos exemplos citados acima são Kramer, Kruse e Xhaka. Kramer saiu por empréstimo, mas já retornou ao clube; Kruse que foi para o Wolfsburg; e a principal fonte de renda proveniente de uma venda foi o suíço Granit Xhaka, contratado junto ao Arsenal por um valor de 30 milhões de libras.

Mas como forma de equilibrar a equipe, peças importantes foram contratadas nesses últimos anos, e deram qualidade à equipe dos potros, casos do brasileiro Raffael, Lars Stindl, Thorgan Hazard e o promissor zagueiro suíço, Nico Elvedi, de apenas 19 anos.

Projeção para a temporada

O elenco do Borussia Mönchengladbach é muito bom, com vários jogadores que atuam por suas seleções e tem tudo para brigar por mais uma classificação na Champions League via Bundesliga. Já na fase de grupos da Champions, a equipe deve travar um forte duelo com o Celtic, mas deve passar em 3º lugar em seu grupo, o que credenciaria a equipe a disputar as fases finais da Liga Europa.

Para isso, conta com alguns bons jogadores experientes, casos do centroavante suíço Josip Dmric, de 24 anos, do brasileiro Raffael, 31 anos, que em entrevista para o Globoesporte.com dada em 2015, brinca que teria vaga na seleção (merecida, tendo em vista o futebol apresentado nas duas últimas temporadas) e de dois alas de velocidade e alto poder ofensivo, que são o sueco Oscar Wendt, 30 anos e o guineano Ibrahima Touré, 28 anos.

Além disso, alguns jovens atletas podem se destacar nessa equipe, casos de Nico Elvedi, zagueiro titular da equipe e considerado um dos melhores zagueiros sub 20 atuando na Alemanha e de Mahmoud Dahoud, que já atuou esse ano pelo play-off da Champions League, contra o Young Boys, e que é um jovem meio- campista de 20 anos, com muita qualidade com a bola nos pés.

Por Gustavo Pereira

Athletic Bilbao: O protecionismo que deu certo

Nesse segundo post, falarei um pouco mais sobre a equipe basca do Athletic Bilbao, mais conhecida no Brasil como Atlético de Bilbao. O clube que se encontra no extremo norte da Espanha, está, juntamente com Real Madrid e Barcelona, em um seleto grupo de apenas três equipes que sempre disputaram a primeira divisão do campeonato espanhol.

O Bilbao manda os seus jogos no estádio San Mamés Barria, que tem capacidade para 53.289 espectadores, na cidade de Bilbao. A equipe tem em seu currículo 8 campeonatos espanhóis e 24 Copas do Rei, tendo como maior recorde de gols em uma mesma partida a vitória sobre o Barcelona por 12 x 1 na temporada 1930/1931.

O clube foi fundado em 1898 por empresários britânicos que moravam em Bilbao. Inclusive, essa é a justificativa para o nome do clube ter origem na língua inglesa. Em sua criação, a maioria dos atletas eram da elite bilbaína que retornaram à cidade após estudarem na Grã-Bretanha.

Atualmente, o clube é conhecido mundialmente por aceitar apenas jogadores de origem basca, que é um grupo étnico que se encontra no norte da Espanha e sudoeste da França. Porém, em 1911, a equipe passou a aceitar apenas jogadores bascos, após pressão de outros clubes bascos, dentre eles o atual Real Sociedad e o modesto Real Irun, que não concordavam com a ideia de que atletas britânicos pudessem jogar em um clube basco.

Mas foi durante a ditadura de Francisco Franco, que proibia o uso de qualquer outra língua que não a castelhana na Espanha, que o Atlético de Bilbao se tornou um dos maiores símbolos de resistência da etnia basca.

Além disso, a equipe basca originou o Atlético de Madrid, com a ideia de uma filial do clube na capital espanhola. Por isso tamanha semelhança no nome, escudo e uniforme.

Nacionalidade basca como exigência

O Atlético de Bilbao é, atualmente, o único clube da primeira divisão do campenato espanhol a aceitar apenas jogadores bascos ou de origem basca em suas equipes. O outro clube basco na primeira divisão, o Real Sociedad, passou a aceitar jogadores de outras nacionalidades desde 1998.

Porém, um jogador brasileiro chamado José Vicente Fernández Biurrun, nascido em São Paulo, no ano de 1959, foi o único atleta estrangeiro a atuar pelo Atlético de Bilbao, devido à sua ascendência basca. O atleta iniciou sua carreira na Real Sociedad, mas foi no Osasuna que ganhou destaque e se transferiu para a equipe de Bilbao em 1986, clube onde jogou por 4 temporadas.

Outra particularidade dessa equipe é que não existe uma exigência de que os treinadores sejam de origem basca, tendo em sua história, técnicos de várias nacionalidades, dentre eles o brasileiro Martim Francisco (1958-1960), o alemão Jupp Heynckes (1992-1994/2000-2001) e recentemente o argentino Marcelo “El Loco” Bielsa (2011-2013), que comandou o clube na disputa de uma competição internacional, a Liga Europa, na temporada 2012/2013, após mais de uma década sem conseguir a classificação, e que saiu por desentendimentos com membros da diretoria.

Foi aí que assumiu Ernesto Valverde. O treinador de origem basca deu um novo folego à equipe do Atlético de Bilbao, conseguindo em sua primeira temporada a frente do clube um 4º lugar na liga espanhola, classificando a equipe para os play-offs da UEFA Champions League.

Mas o grande questionamento é, como o Atlético de Bilbao consegue se manter na elite do futebol espanhol sem contar em seu elenco com nenhum craque do futebol internacional, e sem contar com atletas de outras nacionalidades.

Bem, a resposta está na base do Bilbao, que assim como o Southampton, tem conseguido produzir atletas de destaque no cenário internacional e no amor à camisa.

Obs: Lembrando que o Atlético de Bilbao não aceita sequer jogadores ditos apenas espanhóis ou de origem catalã, devido a conflitos separatistas que partem da etnia basca e catalã, em relação à Espanha, principalmente a capital Madrid.

Base forte é a chave para o reerguimento do Bilbao

A etnia basca possui cerca de 3 milhões de habitantes que se encontram no País Basco, em Navarra ou Iparralde, ou seja, o clube do Atlético de Bilbao precisa encontrar nesse universo reduzido de pessoas, jogadores de qualidade para que o clube continue em sua filosofia e não tenha uma queda de produção. Por isso, uma das melhores alternativas é investir nas categorias de base, com vista a produzir atletas de alto nível, e é isso que tem conseguido fazer o Bilbao nos últimos anos.

Atletas provenientes das categorias de base do clube ou que são comprados ainda jovens de equipes espanholas são responsáveis não só por levantar o nível futebolístico jogado pelo Bilbao, como também ajudam as finanças do clube, já que para se conseguir tirar um atleta da equipe basca é uma tarefa árdua, e os clubes precisam sempre pagar um alto valor para contar com atletas revelados pelo clube do extremo norte da Espanha.

Esse fato se comprova com o centroavante Fernando Llorente, revelado no clube e que jogou pelo Atlético de Bilbao entre 2004 e 2013, tendo 333 jogos e 118 gols marcados pela equipe A e 16 jogos e 4 gols marcados pela equipe B, mas que saiu sem custos para a Juventus-Ita, e com as vendas do volante/zagueiro Javi Martinez, que apesar de ter sido revelado pelo Osasuna, foi para o Bilbao com apenas 18 anos e fez 251 jogos pela equipe, marcando 26 gols, e em 2012 foi vendido para o Bayern Munique-Ale, por 40 milhões de euros e do meia-central Ander Herrera, que chegou do Zaragoza com 22 anos e ficou no Atlético de Bilbao até a metade de 2014, quando foi vendido por cerca de 35 milhões de euros, para o Manchester United-Ing.

Além disso, o clube de Bilbao possui vários jogadores com passagens pela seleção espanhola, casos de Aritz Adúriz, que tem 9 jogos e 1 gol marcado, do zagueiro Mikel San José, especulado em vários dos gigantes europeus e com passagens pelas seleções sub 19, sub 21, sub 23 e tendo 7 jogos pela seleção principal e de Joseba Exteberria, que atuou durante 54 jogos pela fúria no período de 1997 a 2004, inclusive a Copa do Mundo de 1998.

A equipe basca tem sido alvo dos grandes clubes do cenário mundial nesses últimos anos, pois conseguiu a partir de uma base forte, montar uma equipe competitiva e com jogadores de alto nível. Alguns deles já são realidade, casos de Mikel San José, Aymeric Laporte, Óscar de Marcos e Iker Munian. Outros, devemos ficar de olho, casos do defensor Auternetxe de 24 anos e do atacante Iñaki Williams, de 22 anos e o primeiro negro a marcar um gol pelo Atlético de Bilbao.

Por Gustavo Pereira