O que aconteceu com o Manchester United?

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A tradicional equipe de Manchester, na Inglaterra, foi fundada em 1878, e é conhecida por sua história gloriosa, regada a vários títulos e grandes contratações. Porém, nos últimos anos, os Red Devils (como a equipe é conhecida por seus torcedores) tem deixado a desejar em resultados, e, principalmente, em conquistas. O United manda suas partidas no Old Trafford, que tem capacidade para 76 mil pessoas.

Títulos

O Manchester United é a equipe com mais títulos do campeonato nacional, com:

-20 Barclays Premier League

-12 Copas da Inglaterra (FA Cup)

-4 Copas da Liga Inglesa

-21 Supercopas da Inglaterra

E o segundo clube inglês com mais títulos europeus, atrás apenas do Liverpool, com:

-3 Champions Leagues

-1 Supercopa da UEFA

-1 Recopa da UEFA

Além de conquistar em 2008 o Mundial Interclubes da FIFA.

História

Apesar da fundação em 1878, apenas em 1902 é que o Manchester United iniciou sua trajetória com esse nome, após investimentos do empresário John Henry Davies, que foi presidente do clube até 1927.

Na temporada 1908/1909, o começo de uma história magnífica, com o 1 º título do campeonato inglês e da FA Cup, após contratar jogadores do Manchester City, clube que havia sofrido uma punição por pagar salários acima do teto estabelecidos pela Associação Inglesa de Futebol.

Porém, em 1922, conheceu seu primeiro rebaixamento, confirmando as campanhas ruins que o clube vinha tendo desde o fim da década de 1910. E apenas em 1925 o clube conseguiu o acesso e o retorno à principal divisão do campeonato inglês.

A 2 ª Guerra Mundial veio, e com isso a competição foi interrompida. Mas após o seu fim, o United trouxe o técnico Matt Busby, que tinha construído uma sólida carreira no rival City. E na temporada 1946/1947 os resultados começaram a aparecer, com um vice campeonato inglês. Na temporada 1951/1952, o United volta a ser campeão inglês após 51 anos.

Em 1956/1957 o Manchester surpreendeu. Após 4 temporadas longe dos primeiros lugares, a equipe com média de idade de 22 anos conquistou o campeonato nacional e se tornou o primeiro clube inglês a participar da récem-criada Champions League. Depois disso, o clube se consolidou como grande, tendo apenas mais uma mancha em sua história, outro rebaixamento em 1974.

-Sir Alex Ferguson

Foram 27 anos à frente do Red Devils, e 38 títulos. Antes de sua chegada, o United tinha apenas 7 títulos ingleses, sendo apenas o 4 º maior vencedor, juntamente com Aston Villa. Seu primeiro título veio apenas em 1990, com a conquista da Copa da Inglaterra.

Na temporada 1992/1993, o campeonato inglês muda sua configuração e passa a se chamar Premier League. Desde então, Sir Alex Ferguson se torna uma figura notável, vencendo 13 títulos do novo campeonato nacional. Além disso, Ferguson conquista 2 Champions League em sua passagem pelo clube.

Nessa passagem, vários ídolos surgiram, dentre eles Hughes, Eric Cantona, Andriy Kančelskis, Gary Neville, Paul Scholes, Ryan Giggs, Van Nistelroo, Rio Ferdinand, Van der Sar, Wayne Rooney (que atua até hoje pela equipe) e a fera, Cristiano Ronaldo.

Ao fim da temporada 2012/2013, Ferguson se aposenta e deixa uma lacuna no comando do trdicional Manchester United. Soma-se a isso o principal rival, Manchester City, que há pouco havia sido comprado por um grupo de empresários e começava a dar largos passos para entrar entre os grandes da Inglaterra, posto que antes era destinado apenas a Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United.

Era pós Ferguson

Após a aposentadoria de um dos maiores ídolos da história do Manchester United, Sir Alex Ferguson, David Moyes foi o encarregado de substituir o grande treinador. Mas desde então, os Red Devils não conseguiram voltar à glória, e mais, tem encontrado dificuldades de se qualificar à Champions League. Na última temporada, ficou em 5 º lugar, com 66 pontos, e atrás do seu rival, City.

Um dos clubes mais ricos do mundo

O Manchester United é sempre um time que movimenta muito o mercado de transferências europeu. Sempre com grandes e caras contratações, os Red Devils possuem um grande poder monetário e costumam fazer valer essa riqueza.

Nas últimas temporadas vários craques passaram pelo clube, com Van Persie, Beckham, Tévez, De Gea, entre outros. Além disso, o United se notabiliza por trazer promessas ofensivas a preço de ouro, como Juan Mata, Depay e Martial.

Um levantamento feito pela PR Marketing desde a temporada 2011/12 revelou que o Manchester United é o clube que mais vende camisas no mundo, no período foram 1 milhão e 750 mil peças. Para se ter uma ideia, apenas as camisas de Zlatan Ibrahimovic rendeu aos cofres dos Red Devils mais de 300 milhões de reais.

Problema na defesa

Após a aposentadoria de Rio Ferdinand, um grande problema tem incomodado a todos que acompanham o Manchester United, o sistema defensivo. Vários nomes passaram pela zaga e lateral, mas nenhum com grande destaque. Para se ter ideia da dificuldade defensiva do United, um jogador antes super criticado, o zagueiro Smalling agora é titular absoluto da zaga dos Diabos Vermelhos.

Jogadores considerados promessas como Luke Shaw, Phil Jones e Marcos Rojo nunca conseguiram se firmar na equipe. Darmian é outro atleta que tenta o seu espaço, mas sem muito brilho.

Entretanto, não vemos uma grande contratação de atleta do sistema defensivo, assim como fez recentemente o Manchester City, que também sofria com o mesmo problema, e contratou Mangala e Otamendi.

Expectativa para a temporada

Recém-contratado, o polêmico treinador José Mourinho é um dos destaques dessa equipe. Além dele, foi contratado o jovem zagueiro Eric Bailly, o volante Paul Pogba (contratação mais cara da temporada), o meia-direita Henrikh Mkhitaryan e o famoso atacante Zlatan Ibrahimovic, que veio de graça após ter o seu contrato terminado com o Paris-Saint-Germain.

O elenco conta com grandes jogadores, principalmente do meio pra frente, como Juan Mata, Depay, Martial, o ídolo Wayne Rooney, e a jovem promessa Marcus Rashford, que fez uma grande temporada já no ano passado.

Mas a fraca defesa pode acabar complicando o United que entra como favorito em todas as competições que vai disputar. Mourinho precisa encontrar uma forma de compactar sua defesa e meio-campo, para assim sofrer menos gols e conquistar as vitórias lá na frente.

Premier League: Tem tudo pra brigar pelo título, entra com um time badalado, mas com bons jogadores desmotivados desde as temporadas passadas. Trazer de volta o melhor futebol desses jogadores é uma das maiores missões de José Mourinho.

Além disso, Mourinho abriu mão de Bastian Schweinsteiger, tirando o campeão da Copa do Mundo dos planos para a temporada, e isso pode fazer diferença tanto técnica, como de relacionamentos em Old Trafford.

Apesar de um início de campeonato mediano, com 18 pontos conquistados em 8 partidas, a Champions League é uma obrigação do United pelo elenco que possui e por não ter conseguido a qualificação para essa temporada.

Liga Europa: Os Red Devils não conseguiram vaga na maior competição européia (Champions League), mas há um bom tempo o clube não vence um título europeu. Na teoria não terá grandes dificuldades no caminho até uma semi-final ou final, mas tem de se atentar para as surpresas e possíveis zebras da competição.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

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JF Vôlei: o que falta pra engrenar?

(Imagem retirada do site jfvolei.com.br)

Criado em 2007, o atual JF Vôlei passou por muitas transformações. O projeto inicialmente era vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e, no início, a Superliga de Voleibol era apenas um sonho distante, já que a equipe era composta por voluntários, alguns deles estudantes de Educação Física da UFJF.

História da equipe

Em sua essência, a equipe foi criada, principalmente, com o objetivo dos alunos desenvolverem pesquisas acadêmicas, e terem dentro da Universidade uma oportunidade de estagiar em um clube de voleibol, além do acréscimo de ter uma melhor acessibilidade a atletas de alto rendimento. Inclusive, diversos projetos de monografia, e até mesmo de mestrado, de alunos de vários cursos da UFJF, utilizaram a equipe do JF Vôlei como laboratório e objeto de pesquisa

Mauricio Bara, professor da UFJF e atual diretor do JF Vôlei, diz que “a principal motivação para a criação do time foi a dificuldade dos alunos e dos professores em coletarem dados de atletas de alta performance, já que a única possibilidade até então era o Tupi, mas que era de difícil acessibilidade para os estudantes”.

Porém, os resultados vieram mais rápido do que se esperava, e na temporada 2010/2011, com a conquista do vice-campeonato da Liga Nacional (que corresponde à Série B do vôlei), o então UFJF Vôlei conquistou o acesso para a Superliga do ano seguinte.

Desde então a equipe disputou todas as edições do principal campeonato de vôlei do cenário nacional, 5 já terminadas, e com participação garantida para a 6 ª Superliga, com estréia marcada para o dia 26 de outubro, contra o Brasil Kirin, no ginásio da Faefid.

Desempenho na competição

O histórico da equipe na Superliga não contém muitas glórias, mas isso não significa que não teve muita emoção.

  • 11ª colocação nas temporadas 2011/2012 e 2012/2013
  • 9 ª colocação nas temporadas 2013/2014 e 2014/2015, nas duas últimas ficando muito próxima da classificação para os play-offs (jogos de ida e volta onde quem perder é eliminado).
  • 12 ª colocação na temporada 2015/2016 (vaga garantida ao ser campeão da seletiva ou repescagem para a Superliga)

Por que a equipe não engrena?

Essa é uma pergunta que não se tem uma resposta exata, mas trarei alguns pontos que mostram alguns problemas da equipe do JF Vôlei

-Falta de uma categoria de base eficiente

Juiz de Fora é conhecido por revelar vários atletas para o voleibol nacional, tanto no masculino como no feminino, tendo como maiores exemplos Giovane Gávio, André Nascimento e Márcia Fu, mas tantos outros atletas iniciaram suas carreiras na cidade da Zona da Mata mineira.

Entretanto, a equipe até 4 anos atrás, sequer tinha uma categoria de base. Apenas em 2012 foi fechada uma parceria entre UFJF Vôlei e o Clube Bom Pastor, onde os atletas do Bom Pastor representariam a base do UFJF Vôlei.

Mas em termos de resultados, a parceria até agora não gerou muitos frutos, já que nenhum atleta que veio da base conseguiu se firmar no elenco profissional do JF Vôlei.

Alguns dos principais clubes do cenário nacional, Sada Cruzeiro, Minas e Sesi-SP, são exemplos de que investir nas categorias de base pode ser um bom caminho para se ter uma equipe forte e conseguir reciclar o elenco.

No caso do Minas, esse fator se evidencia ainda mais após corte de parte dos patrocínios que a equipe recebia, obrigando o tradicional clube de voleibol a utilizar praticamente toda sua base para compor o elenco principal que disputará a Superliga 2016/2017.

-Excessivas trocas no elenco

Um outro grande problema do JF Vôlei é a falta de uma equipe base.Os torcedores mais apaixonados, ou mesmo aqueles que, mesmo de longe, sempre acompanharam a equipe de Juiz de Fora, devem se lembrar de inúmeros nomes que já passaram pela equipe, mas não permaneceram por mais de duas temporadas.

Alguns nomes com Vitor Hugo, Sérgio Félix, Juninho, Japa, entre outros, ainda deixam saudade em Juiz de Fora, principalmente pelas boas temporadas que os atletas desempenharam no clube e pela continuidade após saírem do JF Vôlei.

Para se ter ideia, nenhum atleta que disputou a primeira temporada, do então UFJF Vôlei na Superliga, permanece na equipe. E um outro fato é que, dos atletas da temporada 2016/2017, apenas o central Diego é nascido na cidade de Juiz de Fora. O atleta que mais temporadas defendeu a equipe do JF Vôlei foi o líbero Octacílio Netto (Tatinho), 5 temporadas.

Além disso, apenas Diego (central), Rodrigo (levantador) e Fábio Paes (líbero) já vestiram a camisa do JF Vôlei.

-Falta de investimento

Uma outra dificuldade da equipe está no fato de não ter um projeto a longo prazo. Problemas como falta de apoio dos empresários de Juiz de Fora, falta de verba e falta de incentivo da Confederação Brasileira de Voleibol todo ano batem à porta do JF Vôlei. O clube consegue ano após ano se reinventar, mas as finanças parecem cada vez mais serem escassas.

Com isso, aparece as dificuldades de manter a equipe na Superliga, problemas na montagem do elenco e incertezas. E com toda certeza isso faz a diferença na hora de disputar um campeonato com os grandes do Brasil.

Pontos positivos da equipe

-Torcida

A torcida sempre faz um show à parte. Desde o início da saga do JF Vôlei na Superliga, um público fiel ao time nunca deixou de apoiar, mesmo nos momentos mais difíceis que a equipe atravessou. Sempre como um sétimo jogador, a torcida empurra o time e faz do Ginásio da Faefid um verdadeiro caldeirão.

Essa pressão é tão positiva que em casa, o JF Vôlei é reconhecido por ser um adversário complicado. Na história, vitórias sobre Sesi-SP, Taubaté, Sada Cruzeiro, entre outros grandes do Brasil, tornam a torcida um trunfo para a equipe conquistar pontos.

-Elenco jovem

Mesmo sem muita idade, a jovem equipe do JF Vôlei é muito experiente. Muitos dos jogadores tem passagens pelas seleções brasileiras de base e sabem o que é encarar grandes equipes em uma competição muito difícil.

Mostrar serviço deve ser a máxima dos garotos, que juntamente com alguns atletas mais experientes, podem surpreender na Superliga.

Expectativa para temporada

A equipe já iniciou a temporada 2016/2017, mas não teve um bom começo. Perdeu todas as partidas que disputou no campeonato Mineiro de Voleibol e foi eliminada nas semi-finais, após derrota por 3 sets a 0 para o Sada Cruzeiro.

Confira o elenco para a temporada 2016/2017

Levantadores: Rodrigo Ribeiro,  Henrique Adami e Rhendrik
Opostos: Carlos Junio e Renan Buiatti
Ponteiros: Ricardo, Rammé, Raphael e Victor
Líberos: Fábio Paes e Juan Mendez
Centrais: Diego, Bruno, Rômulo, Franco e Matheusão

Treinador: Henrique Furtado

Com estréia em casa contra o Brasil Kirin, no dia 26 de outubro, a equipe de Juiz de Fora tenta melhorar o seu desempenho obtido no campeonato mineiro e busca a permanência da equipe mais um ano na Superliga.

O levantador Rodrigo Ribeiro, 1,90m, vem de uma excelente temporada em Montes Claros e deve comandar o jovem plantel do JF Vôlei. Além dele, o oposto Renan Buiatti, 2,17m, tenta recuperar o seu melhor voleibol, para quem sabe retornar à seleção brasileira.

Outros destaques são o ponteiro Ricardo Júnior, 2,05m, que veio do Taubaté, e os dois únicos remanescentes da temporada passada, o central Diego, 2,05m, e o líbero Fábio Paes, 1,90m.

Entre os jovens, o central Matheusão, 2,04m, e o ponteiro Rammé, 2m, tem boas chances de surpreender na temporada, ambos são jogadores da seleção brasileira juvenil. Além deles, o levantador, Rhendrick, 1,82m, da seleção brasileira infanto, pode ganhar oportunidades para se destacar na Superliga 2016/2017.

Expectativa de colocação: A equipe entra na competição para permanecer mais uma temporada na Superliga. Porém, dificilmente fica entre os 8 melhores colocados, tendo a 9ª ou a 10ª posição como uma boa temporada.

Por Gustavo Pereira

 

Tupi e a síndrome dos últimos 15 minutos

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Fundado em 1912, no ano passado o Tupi Futebol Clube, que manda suas partidas no Mario Helênio, conseguiu um feito grandioso em sua história, quando passou pelo Asa de Arapiraca nas quartas-de-final da Série C do Campeonato Brasileiro, com vitórias por 2 a 0 (em casa) e 2 a 1 (fora de casa), e se classificou para disputar a Série B pela terceira vez na temporada 2016.

A equipe de Juiz de Fora disputou a primeira vez a Série B em 1987, onde conseguiu sua melhor colocação, 11 º lugar, a segunda em 1989, e a terceira em 2016.

Desde o início do ano, o que se esperava da equipe era evitar o rebaixamento, tendo em vista o orçamento do Tupi e por ter conseguido o seu primeiro acesso no novo formato do Campeonato Brasileiro.

Para isso a equipe trouxe alguns reforços e sofreu com algumas perdas no elenco. Com 28 jogos disputados na Série B, o Galo Carijó, como é conhecido por seus torcedores, vem decepcionando enquanto resultados e em muitos jogos os torcedores pediram mais garra e raça para os jogadores.

A equipe ocupa a 18 ª colocação, com apenas 26 pontos e está a 5 do Oeste, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Porém, o Tupi consegue, em quase todas partidas, jogar de igual para igual com seus adversários e tem protagonizados bons jogos de futebol principalmente com as equipes que ocupam as primeiras colocações da Série B.

Fatos que comprovam isso são a vitória por 1 a 0 sobre o vice-líder, Atlético Goianiense, e os empates por 2 a 2 com o líder, Vasco, na 21 ª rodada e por 1 a 1 com o 4 º colocado, Londrina, na 25 ª rodada, todos os jogos no Mario Helênio.

Mas algo que tem incomodado muito os torcedores é a quantidade de gols que o Tupi sofre nos últimos 15 minutos de diversos jogos (sem contar os acréscimos).

Em um levantamento feito da 1 ª até a 28 ª rodada, o que se comprovou foi que, em 28 rodadas disputadas até agora, 15 delas o Tupi sofreu gols após os 75 minutos jogados, ou seja, nos últimos 15 minutos das partidas.

E um fato que preocupa mais ainda é que dessas 15 partidas, em 9 delas o gol foi determinante para tirar pontos do Galo Carijó. Apenas para título de comparação, em apenas 3 oportunidades o Tupi marcou um gol após os 75 minutos, e em apenas 1 jogo o clube de Juiz de Fora somou 3 pontos devido ao gol, que foi na vitória em casa sobre o Ceará, por 2 a 1.

Dos gols sofridos nos últimos 15 minutos, em 6 partidas o Tupi era mandante, e em 4 delas a equipe deixou de somar os 3 pontos. Já fora de casa, o clube sofreu gols em 9 partidas, e em 5 jogos o Galo Carijó deixou a vitória escapar.

Fazendo uma projeção hipotética do número de pontos que o Tupi somou e que deixou de somar ao sofrer gols nos últimos 15 minutos das partidas, o resultado chega a assustar. Contando que todos esses pontos não fossem desperdiçados, a equipe de Juiz de Fora estaria com incríveis 42 pontos. Ou seja, estaria empatada com o 8 º colocado, Naútico, e a apenas 3 pontos do G-4.

Faltando 10 rodadas para o fim do campeonato, esse é um dos grandes desafios que a equipe e o técnico Ricardinho devem enfrentar e melhorar na reta final da Série B para que o Tupi não seja rebaixado.

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Associação Chapecoense de Futebol sensação brasileira

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Fundado em 1973 por um grupo de jovens que queriam criar um clube que não fosse apenas amador em Chapecó, a Chapecoense tem em sua história 5 títulos catarinenses (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016), e é conhecida principalmente por suas jornadas incríveis nesses últimos anos, saindo da Série D em 2009 e chegando à Série A em 2014.

A equipe é considerada nova no futebol brasileiro, já que tem apenas 43 anos de criação, mas até poucos anos atrás, não era nem ao menos conhecida no cenário nacional. Fortíssima nas partidas que manda em casa, na Arena Condá, o clube de Chapecó, que tem como mascote o Índio Condá, costuma dar trabalho para as equipes consideradas “grandes” no Brasil, protagonizando uma série de vitórias sobre elas. Na edição 2016 do Campeonato Brasileiro, o Verdão do Oeste, como é conhecido por seus torcedores, só perdeu em casa para Corinthians, Flamengo e Vitória, onde sofreu uma goleada de 4 a 1, em 14 jogos em casa.

Outro fato curioso da Chapecoense é que a equipe procura sempre desempenhar um futebol ofensivo e destemido. Por conta disso, normalmente proporciona aos seus torcedores jogos com muitos gols, alguns deles que estarão pra sempre na memória dos torcedores, casos da goleada por 5 a 0 sobre o Internacional em 2014 e da goleada de 5 a 1 sobre o Palmeiras em 2015.

Mas com um futebol pra frente, é preciso ter uma boa consistência defensiva, e é aí que está a principal fraqueza da equipe, que em 28 rodadas do Brasileirão já marcou 39 gols, tendo o 4 º melhor ataque da competição até o momento, mas em contrapartida sofreu 47 gols, e tem a pior defesa do campeonato, resultando em um saldo negativo de 8 gols.

A equipe faz sua terceira participação consecutiva na Série A do Brasileirão, e tem se tornado cada vez mais um clube carismático, o que faz com que vários torcedores simpatizem com a “Chape”. Um fato que pode explicar tamanha simpatia com a equipe são suas redes sociais, onde por exemplo, a equipe de Chapecó desafiou a atual campeão inglês Leicester City para um amistoso.

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Outro fato curioso é que a equipe de Chapecó nunca foi rebaixada no campeonato nacional, e portanto muitos torcedores vem criando uma série de memes, onde colocam a Chapecoense no seleto grupo de equipes que nunca caíram para a Série B, que conta com Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos e São Paulo.

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Finanças como fórmula de sucesso

A jovem equipe da Chapecoense até 2005 sofreu muito com dívidas e crises financeiras, o que refletiu no futebol desempenhado pela equipe que já jogou a 2 ª divisão catarinense e em diversas oportunidades nem mesmo conseguiu uma vaga para a Série D.

Mas esse cenário começou a mudar entre 2005 e 2006, onde um grupo de empresários de Chapecó assumiu a gestão do clube, de modo a tentar reerguer a Chapecoense. E o esforço deu certo, já que, quando assumiram a gestão, o Verdão do Oeste estava à beira da falência, com uma dívida estimada em 1,5 milhão.

Desde então o clube cresceu não só financeiramente, como os resultados começaram a aparecer dentro de campo, fazendo com que a equipe conseguisse em poucos anos pular da Série D, para a Série A, e se tornar referência de futebol em Santa Catarina, que conta com equipes tradicionais como Avaí, Joinville e Criciúma.

Boa gestão=Marca forte

A partir de dados disponibilizados pelos clubes, a Divisão Sports Management da BDO Brazil apresentou no último dia 31 de agosto, a edição de seu estudo anual Valor das Marcas dos Clubes Brasileiros

E um dado em específico impressiona. A equipe de Chapecó foi a que mais cresceu a marca, em valores percentuais, no período que compreende 2012 até 2016, com incríveis 257 %. Muito à frente do segundo colocado, Atlético Mineiro, 187 % e o terceiro colocado, Cruzeiro, 181 %.

Além disso, a Chapecoense é o 3 º clube que, em percentual, mais fez crescer sua marca apenas em 2016, 39 %, atrás apenas de Palmeiras, 56 % e Ponte Preta, 41 %.

Expectativa para a temporada

A Chapecoense vem oscilando muito no campeonato brasileiro, com uma posição mediana até agora, 28 ª rodada. A equipe não parecer ter forças para uma arrancada no fim do campeonato que faça ela brigar por G-6. A expectativa é que termine o Brasileirão no meio da tabela, sem correr riscos de rebaixamento.

A grande esperança da Chape é a Copa Sul-Americana, onde conseguiu uma classificação heroica nas oitavas-de-final diante do tradicional Independiente, da Argentina, e vai enfrentar nas quartas-de-final a equipe do Junior Barranquila. A competição conta ainda com o Coritiba como representante brasileiro, com o atual campeão da Libertadores, Atlético Nacional, e com o tradicional San Lorenzo.

Elenco

Os destaques do plantel da Chapecoense são o goleiro Danilo, os laterais Gimenez e Claúdio Winck, os volantes Josimar e Sérgio Manoel, os meio-campistas Cléber Santana, Arthur Maia e Martinuccio e os atacantes Bruno Rangel, goleador e por várias vezes artilheiro do ano da Chape, Kempes e Lucas Gomes.

Além deles, o volante Matheus Biteco e o meio-campista Hyoran são outros bons jogadores, com potencial de crescimento na carreira e que podem contribuir para a campanha do clube. O zagueiro Marcelo, nascido em Juiz de Fora e com passagem recente pelo Flamengo, é outro jogador que vem fazendo sua parte pela equipe.

Por Gustavo Pereira