Marcus Vinícius, o Didi: de JF para o sucesso em São Paulo!

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(Treinador Marcus Vinícius / Foto: Cairo Oliveira)

Marcus Vinícius de Oliveira, mais conhecido como Didi trabalha há muitos anos com vôlei e em Juiz de Fora, cidade onde trabalhou durante grande parte de sua carreira, conquistou muitos títulos em diversas categorias de base, tendo maior destaque com as equipes do Clube Bom Pastor e Colégio Metodista Granbery.

Com vários títulos e participações importantes nos principais campeonatos de Minas Gerais, entre o fim de 2013 e início de 2014 o treinador se viu desafiado a se transferir para uma das mais fortes federações de vôlei de base, a de São Paulo.

Transferência para São Paulo

Didi conta que as primeiras conversas foram informais, um de seus ex-atletas, Tárik Pereira, que jogava por lá na época indicou o nome de Marcus Vinícius para Pedro Moska que era o técnico do juvenil e Moska levou o nome até o coordenador do projeto de São José dos Campos, Fernando Basílio, que procurava um técnico para a equipe infanto e que auxiliasse no juvenil.

Ainda sem acreditar muito que poderia dar certo, Didi lembra que apenas quando foi convidado para conhecer a estrutura e as instalações do clube que começou a cair a ficha que trabalhar em São Paulo era uma realidade.

Porém, o técnico tinha vínculo com a equipe de base do JF Vôlei, e pela primeira vez estava treinando uma equipe de base que tinha uma equipe adulta na Superliga, e com isso teve de tomar uma decisão importante.

Conversei com o Mauricio Bara, coordenador do projeto do JF Vôlei e com muitas pessoas que pudessem me orientar e todos acharam que seria uma ótima oportunidade de crescimento na carreira. Aceitei a proposta de São José e iniciei os trabalhos no início de 2014. Foi muito difícil a ida pra lá, deixar família, amigos e os atletas com quem trabalhava, chorei muito na despedida mas fui em busca de vôos mais altos.” 

Adaptação a São Paulo e à Liga Paulista

Didi contou que apesar de estar realizando um de seus sonhos profissionais, a adaptação foi muito complicada, primeiro por nunca ter saído de Juiz de Fora e segundo devido ao estilo de jogo e calendário totalmente diferentes da Federação Mineira de Vôlei. Mas que de modo geral, foi muito tranquila e positiva.

“A adaptação foi rápida. São José dos Campos e uma cidade maravilhosa, promissora e me senti muito acolhido pelas pessoas do projeto e pelas pessoas que fui conhecendo ao longo do trabalho envolvidas ou não com o voleibol de la. A adaptação ao voleibol foi um pouco mais difícil, aqui em Minas, como tem poucos jogos e o campeonato é muito curto, o macrociclo de treinamento e as fases de preparação pra etapa de competição são bem diferentes de São Paulo, a preparação ela é muito mais complexa.”

O treinador passou dois anos em São José e os resultados vieram de forma rápida. Didi foi campeão da série Prata infanto-juvenil e dos jogos da juventude em 2014, ficou com o vice na série Prata e conquistou a medalha de bronze nos jogos da juventude em 2015. Até que no início de 2016 ele se transferiu para a equipe do Mogi Vôlei, para assumir o sub-21, uma categoria acima do que estava acostumado a trabalhar (sub-19).

Mudança pra Mogi das Cruzes

Já adaptado ao estilo paulista de voleibol, Marcus Vinícius encarou com um desafio a oportunidade de assumir uma equipe juvenil, mesmo não possuindo uma equipe adulta na Superliga como tinha o São José dos Campos no período em quem trabalhou por lá. O ano de 2016 pode ser considerado o seu melhor ano profissionalmente falando.

Após participação na Copa SP, que serviu como preparação para a equipe, Didi conseguiu elevar o nível de jogo do Mogi Vôlei e os resultados apareceram, principalmente com a conquista do Campeonato Regional e com a medalha de bronze nos Jogos Abertos de SP e no Campeonato Paulista, batendo a forte equipe do Brasil Kirin (Campinas) na disputa do 3 º lugar, após perderem do campeão São Bernardo.

Questionado sobre como manter a motivação do elenco, Didi foi direto:

“A motivação ela é constante, todos os jogos são importantíssimos em termos de classificação. Saíamos do campeonato Paulista para jogar os Regionais, depois voltávamos para o Paulista, depois fomos pros Abertos e voltávamos mais uma vez para o Paulista. Então a gente levava a motivação de uma para a outra, porque estávamos fazendo uma boa campanha em todas elas, com isso o grupo estava sempre motivado”

Marcus Vinícius ainda ressaltou a dificuldade de disputar contra equipes tradicionais do cenário do vôlei local e nacional, como Sesi-SP, Brasil Kirin (Campinas), entre outras. Mas afirmou ser essa dificuldade um fator motivacional a mais, porque assim buscava extrair o máximo de seus atletas e os levava a dar sempre o que tinham de melhor na quadra.15781827_1508565869171685_1313443849_n

(Foto de comemoração do 3 º lugar no Campeonato Paulista)

Trabalho com base

O treinador tem orgulho de já ter formado vários atletas que atuam ou já atuaram na Superliga e até nas seleções brasileiras de base. Ele contou que até hoje mantém contato com muitos deles. Porém, o trabalho de base é bem diferente, já que é de responsabilidade do técnico moldar os jogadores e após um amadurecimento dos atletas, é preciso buscar novos atletas, já que a base é dividida por uma série de categorias, todas por idade.

“Trabalhar com a base é muito gratificante, poder contribuir na vida esportiva do atleta e vê- lo evoluir e depois ele dar continuidade na carreira, isso é que me motiva sempre. Como trabalhei muitos anos em Juiz de Fora sem ter uma equipe adulta, era normal que o atleta que se despontasse tivesse convites de equipes de fora e eu me sentia orgulhoso com isso, depois com a chegada do voleibol profissional na cidade o pensamento mudou, queria que o atleta permanecesse na cidade e quem sabe tivesse uma chance de ingressar na equipe local.”

Resumo de 2016

De férias em Juiz de Fora, Didi está tranquilo por ter desempenhado um trabalho bem acima das expectativas e confiante em mais um ano no voleibol paulista de base.

“Foi um ano de muitas provações na minha vida, nunca deixei de acreditar em Deus e nas pessoas de Boa fé que estavam do meu lado, de perto ou de longe, os resultados vieram pra coroar um trabalho feito com erros e acertos, mas feito com honestidade”.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

 

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