A Itália é sua Wagner!

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(Foto: Reprodução Facebook/ Wagner Pereira recebendo troféu Viva Vôlei pelo Bento Vôlei)

O jovem atleta Wagner Pereira da Silva, nascido em Mar de Espanha (MG) está de malas prontas para a sua primeira temporada em solos estrangeiros, defendendo o Santa Croce, da Série A2 da Itália, após passagem de destaque pelo Bento Vôlei.

Wagner tem 24 anos, 1,97 metros e joga como oposto. Iniciou a sua carreira em Mar de Espanha, passou por Paraíba do Sul, mas foi em Juiz de Fora, defendendo o Granbery, que o atleta foi projetado como jogador profissional. Wagner soma passagens por Sesi-SP, Santo André, Montes Claro e Bento Vôlei, clube pelo qual disputou a última Superliga 2016/2017 e foi o maior pontuador da equipe.

O oposto tem ainda passagens pelas seleções brasileiras de base, e conquistou, entre outros títulos, a Copa Pan-Americana Sub-23, em Reno (EUA), em 2015. Wagner disputou também o Campeonato Mundial de Seleções Sub-23, em Dubai, Emirados Árabes.

Sobre o que mais lhe motivou a se tornar profissional, Wagner lembra da época em que esse era apenas um sonho:

_”Objetivo, força de vontade. Sempre corri atrás do que eu queria. Sempre assistia a final da superliga, e um dia eu queria jogar também uma superliga, daí fui me dedicando pra chegar aonde eu cheguei”

Sobre a experiência na seleção brasileira de base, o agora oposto do Santa Croce ressaltou o crescimento que teve:

_”Comecei a me tornar um outro jogador depois que passei pelas seleções de base. Comecei a ver o vôlei de outra forma, ter experiências internacionais que me ajudaram muito, tive uma vivencia muito boa. Comecei a competir contra jogadores tão bons quanto eu da mesma idade e até mais novos. Isso me fez dar muito valor ao esporte, sofri na pele algumas vezes, fui cortado da seleção 2 vezes porque outros jogadores naquele momento tiveram muito mais “culhão” do que eu”

Wagner ainda falou sobre uma frase que carrega consigo:

_”Não esqueço até hoje o que meus técnicos na seleção falavam, não só comigo, mas com o grupo, é uma das lições mais importante e que levo comigo: – Você tem que matar um leão por dia, infelizmente o esporte é assim

O oposto ainda lembrou das dificuldades até chegar a se tornar profissional, e das pessoas que lhe ajudaram:

_”Olha se eu for ficar falando nomes fico ate amanha (risos), tantas pessoas já passaram na minha vida e me ajudaram tanto, sempre por onde eu passo faço amigos que querendo ou não me ajudaram de certa forma ou com uma palavra ou um conselho. Mais isso tudo só foi possível graça aos meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram. E, principalmente, me incentivaram! De onde eu venho nada e fácil, sempre tive que correr atrás pra conseguir algo, meus pais foram o alicerce que fez com que eu seguisse em frente”

Sobre seu ídolo, Wagner não titubeou:

_ “Sempre fui fã do Andre Nascimento pelo vôlei que ele jogava e por ser canhoto, tive a oportunidade de conhecer ele e de trabalhar ao lado dele no Montes Claros, fiquei mais fã ainda”

Wagner também lembrou do seu pior momento da carreira:

_”Eu estava vindo de um momento muito bom, tinha voltado da seleção sub-23 muito confiante no meu trabalho, tanto que viajei com a seleção pro mundial e fui campeão da copa Pan nos USA. Quando voltei ao Montes Claros, não estava conseguindo exercer o mesmo voleibol, era cobrado constantemente, tentei seguir uma linha de raciocínio que não era a minha, tentei ser um jogador que eu não sou, comecei a jogar sem meu sorriso no rosto sem poder de certa forma me divertir dentro da quadra. No meio disso tudo tive que fazer uma cirurgia inesperada na bexiga que me fez sair do vôlei, e isso me fez perder tudo, tudo o que você pode imaginar. O brilho nos meus olhos foi embora, minha vida profissional não era mais a mesma nem a pessoal. Quando saí de lá senti um peso saindo das costas”

Mas ressaltou que a oportunidade de ter ido para o Bento Vôlei o fez recuperar seu bom voleibol.

_”No time do Bento Vôlei tive a oportunidade de jogar, as coisas começaram a acontecer, eu tive liberdade de ser quem eu era dentro de quadra, de poder sorrir, me divertir, sem perder a responsabilidade consegui mostrar pra mim mesmo e pra todo mundo o que eu sou capaz de fazer”

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(Foto: Reprodução Facebook / Wagner em ação pelo Bento Vôlei)

Sobre a temporada, Wagner lembra que ficou entre os 10 maiores pontuadores da Superliga e ressaltou:

_”Essa temporada foi mérito do meu trabalho, quem me via treinando pode falar melhor do que eu, me dediquei muito para conseguir essa marca que tive na temporada, Bento Vôlei me deu a oportunidade de voltar ao mundo do vôlei, eu não podia decepcionar eles e nem perder essa oportunidade, com o passar das rodadas eu sentia que a equipe confiava mais e mais em mim, todos me cobravam e me davam conselhos, os troféus Viva Vôlei que consegui foram graças a eles, tanto que quando eu recebi o primeiro Viva Vôlei até chorei, porque ele representava tudo o que eu tinha passado, toda a volta por cima que eu estava dando na minha vida”

Por fim, Wagner Pereira projetou sua primeira temporada fora do Brasil:

_”Essa temporada vai ser muito importante pra mim, vai consolidar ainda mais tudo o que eu venho fazendo. Estou de mente aberta e muito motivado pra essa nova jornada, sei que não vai ser nada fácil, mas estou determinado. Tenho meus objetivos pessoais e ainda sonho em ir pra seleção principal. Para isso, quero me destacar na Itália, e aprender muito mais, para um dia ter a oportunidade de representar o meu pais novamente”

Por Gustavo Pereira

 

 

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É hora de juntar os cacos…

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Após um péssimo resultado do Flamengo fora de casa, no Nuevo Gasómetro, onde perdeu por 2 a 1 para o San Lorenzo, e, como o Atlético-PR venceu a Universid Católica no Chile, acabou sendo eliminado mais uma vez na fase de grupos da Libertadores.

O Flamengo desde o início do ano deixou claro que montou um plantel equilibrado e forte, para brigar pelo título nas principais competições em que disputasse, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.

Entretanto, nem tudo saiu como planejado. O Flamengo contratou o volante Rômulo e o ponta-direita Berrío para serem titulares incontestáveis, mas nenhum dos jogadores conseguiu até agora justificar o investimento, não passando de partidas medianas. Além disso alguns jogadores parecem não estar em seus melhores momentos, casos de Alex Muralha, visivelmente sem confiança, Willian Arão, que mal tem conseguido aparecer para o jogo, e o termômetro do time, Éverton, que parece não estar em uma boa condição física.

Só que o ponto alto da falha no planejamento está sendo intensificada desde a lesão de Diego, que vinha jogando muito bem, mas que após 1 mês fora dos gramados mostrou que o Flamengo ainda é muito frágil sem um camisa 10. E esse impacto foi sentido nas partidas da Libertadores contra Universidad Católica, Atlético-PR e principalmente San Lorenzo.

Sem querer apontar, mas já apontando, nomes como Gabriel, Rafael Vaz e Leandro Damião não podem de maneira alguma serem a esperança de um time que quer ganhar tudo no ano. Além disso, o técnico Zé Ricardo vem se mostrando muito conservador, por vezes retranqueiro, e apesar de ser notadamente um treinador inteligente e estudioso, vem pecando muito, e o maior exemplo disso foi a derrota para o San Lorenzo.

Mas agora a eliminação já foi! E mesmo que a ferida ainda esteja aberta, é hora de juntar os cacos, reerguer a equipe e recuperar o espírito de time que joga pra cima. O Flamengo sempre foi conhecido por buscar o gol até o último minuto, mas de uns anos pra cá, parece ter perdido o posto de “time da virada”, para “time que sofre virada”, e infelizmente, o rubro-negro tem se tornado especialista em ter o jogo nas mãos, recuar a equipe, e acabar sofrendo gols (em inúmeras oportunidades).

O foco deve ser na reestruturação da equipe? Claro, reforços precisam chegar em posições pontuais, mas antes de tudo, é preciso que haja uma mudança de postura no Flamengo. E isso tem que partir do Zé Ricardo? Com toda certeza! Mas também, e principalmente, dos jogadores, que vem recebendo cifras milionários no Mengão para simplesmente passearem em campo. Salvo algumas exceções, o time é apático e joga com mentalidade de pequeno.

Após o vexame na Libertadores, é hora de voltar as atenções para o que temos, em busca de salvar o ano rubro-negro e dar no mínimo uma alegria ao torcedor, que por mais feliz que sinta vendo as finanças em dia, vive de títulos!!! As opções são Copa do Brasil, onde o Flamengo tem tradição e costuma crescer nos mata-matas, Sul-Americana, que apesar das últimas campanhas pífias, pode ser uma espécie de prêmio de consolo, e Brasileirão, que é um campeonato longo, de pontos corridos, mas que o Flamengo conhece bem, inclusive se deixou levar pelo “cheirinho” ano passado e acabou com o modesto 3 º lugar.

O Flamengo é gigante, e quem está representando essa camisa, precisa urgentemente mudar a mentalidade!

Por Gustavo Pereira

A realidade das equipes pequenas

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Nesse próximo sábado,13, começa o Campeonato Brasileiro das séries A,B e C, (a série D começa no dia 21) e com isso as equipes que não se encontram em nenhuma Série (A.B.C ou D), costumam dar um tempo no futebol e só voltarem no meio do segundo semestre, para retornarem aos treinos e a preparação para o ano seguinte.

Enquanto as grandes equipes do futebol brasileiro tem que se dividir entre as várias competições, Campeonatos estaduais, Campeonato Brasileiro, Libertadores, Sul-Americana, Copa do Brasil e Primeira Liga, outras equipes, de menor expressão, sobrevivem no futebol graças aos campeonatos estaduais.

Salvo uma exceção ou outra em que os times pequenos conseguem fazer uma boa campanha nos estaduais e conseguem vagas para a Série D ou até Copa do Brasil, o período de competições de muitas equipes de futebol não dura mais que 3 meses.

Exemplo das dificuldades de uma equipe pequena

baeta-1(Foto: Antonio Paulo Neto)

Um dos exemplos disso é o Tupynambás, equipe juiz-forana que disputa a 2 ª divisão mineira e montou um elenco para tentar subir à primeira divisão mineira. Grande parte dos contratos foram assinados até o término do campeonato, e alguns até o fim da primeira fase apenas. Mas como a campanha no hexagonal final não foi suficiente para classificação à primeira divisão do campeonato mineiro, as incertezas passam a rondar a equipe.

-Primeiro é a questão dos jogadores, que ficam sem contratos, e consequentemente, sem trabalho. Com isso cabe aos atletas se destacarem e tentarem conquistar uma vaguinha no mercado.

-Outra questão é a falta de verba das equipes para pagar seus atletas durante todo ano, o que obriga elas a fazerem contratos curtos.

-Além disso tem o fator falta de campeonatos durante o ano para essas equipes. A Inglaterra por exemplo tem mais de 10 divisões, e mesmo que algumas sejam amadoras, poderia ser um caminho para incentivar as equipes pequenas a se projetarem durante todo um ano.

E com isso restam a elas tentar a sobrevivência ano após ano no futebol, e torcer sempre para um ano atípico que possa fazer com que elas tenham a oportunidade de disputar campeonatos durante todo ano.

 

Ingredientes que fazem da final da Superliga Masculina 2016/2017 o melhor jogo do ano

No próximo domingo, 07 de maio de 2017, será disputada às 10 horas da manhã a final da Superliga Masculina 2016/2017 em jogo único, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. E não por acaso, as duas equipes de melhor campanha na atual temporada duelam pelo título.

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(Duelo entre as equipes no dia 18 de fevereiro de 2016)

O Sada Cruzeiro iniciou o ano sem dois dos seus principais nomes, o oposto Wallace e o central Éder, que não puderam continuar na equipe devido ao ranking de pontos da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Mas a equipe mineira rapidamente se movimentou e trouxe dois reforços importantes para suprir as perdas: o oposto Evandro (que voltou da Europa) e o central cubano Simon.

Já o Funvic Taubaté se aproveitou do fato da equipe do Sada/Cruzeiro ter ultrapassado o limite de pontos segundo o ranking da CBV e com isso trouxe o oposto Wallace e o central Éder. Além disso, a equipe contratou o ponteiro Lucas Lóh, que saiu do Brasil Kirin para o Taubaté, e o líbero Mário Júnior, que veio do rival São José dos Campos, todos para serem titulares da equipe.

Ingredientes para uma final histórica

Desde os últimos anos, as duas equipes vem se destacando no cenário nacional devido ao sucesso de seus projetos. O Sada/Cruzeiro é o atual tricampeão da competição e bi campeão do Mundial de Clubes, e o Taubaté só vem melhorando seu desempenho, com isso, não resta dúvidas que atualmente, o Funvic Taubaté é considerada a equipe capaz de bater o Sada/Cruzeiro. No segundo turno da fase de grupos da Superliga, o Taubaté foi o único time a bater o Sada/Cruzeiro, por 3 sets a 0, porém o Sada poupou os seus titulares por já estar classificado para os play-offs da competição.

Fatores que deixam o jogo mais emocionante

1 º- As duas equipes possuem nomes recorrentes na Seleção Brasileira.

Pelo lado do Sada, o levantador Willian, o central Isac e o oposto Evandro são presenças certas nas convocações da Seleção, o líbero Serginho é outro nome que já frequentou a seleção, além disso, o ponteiro Leal se naturalizou brasileiro e é considerado uma das principais apostas para o futuro próximo da seleção.

Pelo lado do Funvic Taubaté, nomes como o do ponteiro Lucarelli e do oposto Wallace parecem hoje incontestáveis na Seleção Brasileira, e outros nomes como os do central Éder e do ponteiro Lucas Lóh, vira a mexe aparecem entre os selecionados. Além deles, o líbero Mário Júnior coleciona diversos campeonatos e títulos pela Seleção Verde e Amarela.

2 º- Ambas as equipes vem com força máxima para a final.

Diferentemente do Sesi-SP que tinha o ponteiro Douglas Souza voltando de lesão, Sada Cruzeiro e Taubaté mostraram por que sobram nas quadras pelo Brasil, não só na bola, mas também fisicamente, já que seus jogadores mostraram um bom condicionamento físico e as duas equipes tiveram poucas lesões ao longo do campeonato.

3 º- A lei do ex

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(Wallace e Éder vão enfrentar pela primeira vez em uma final o Sada/Cruzeiro, ex-time dos dois atletas)

Mesmo que os atletas tenham compreendido o motivo pelo qual tiveram que sair do Sada/Cruzeiro (devido ao ranking da CBV), o oposto Wallace e o central Éder são possíveis nomes para fazer valer a lei do ex, e vencerem o Sada/Cruzeiro em pleno Mineirinho. Wallace por exemplo participou dos 4 títulos do Cruzeiro na história da Superliga, e acabou tendo que sair da equipe pela porta dos fundos.

No lugar do atleta a diretoria do Sada/Cruzeiro optou por ficar Willian e Isac.

4º- O projeto do Funvic Taubaté precisa vingar.

É inquestionável que o Taubaté vem crescendo de produção nas últimas Superligas. Mas mais do que isso, vem investindo forte em sua equipe, e essa é uma ótima hora para que esse retornou seja dado dentro de quadra.

O elenco conta com nomes badalados e para que essa equipe consiga se consagrar na história da Superliga, precisam desse título. Nomes como do central Otávio começam a ser avaliados na seleção e com o título da Superliga sobre o atual tricampeão, tanto Otávio quanto Lucas Lóh e Éder podem pedir passagem na nova fase da Seleção Brasileira após a saída de Bernardinho.

5 º- Por outro lado, o Sada Cruzeiro quer provar que é soberana na Superliga e que seu planejamento vem dando muito certo. Em uma Superliga onde grande parte das equipes conviveu com dificuldade financeira, projetos como o do Sada/Cruzeiro que são desenvolvidos mais a longo prazo, precisam destacar e mostrar sua força dentro de quadra.