É preciso recomeçar Tupi!

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Após uma eliminação amarga, com um sentimento de que era possível ter chegado a Série B, sem contar com os erros de arbitragem que interferiram diretamente no resultado do jogo da volta, o ano do Tupi terminou.

O clube juiz-forano foi valente, tentou do começo ao fim reverter a desvantagem que trouxe de Fortaleza, mas acabou sucumbindo. Devido a derrota por 2 a 0 fora de casa, nem mesmo a vitória por 1 a 0 foi suficiente para salvar o ano do Tupi.

Após um campeonato mineiro muito abaixo das expectativas e um início de Série C ruim, o Galo Carijó foi aos poucos se acertando, no meio da temporada foi ganhando fôlego, e devido a um brilhante trabalho de Ailton Ferraz, por muitos torcedores chamado do Mago, conseguiu transformar um elenco limitado e abatido em uma equipe forte e sonhadora.

Méritos totais ao treinador, mas também aos jogadores que aceitaram sua filosofia e abraçaram o que o “Mago” passava. Com isso a equipe que iniciou a Série C sem muitas expectativas, terminou em 2 º lugar em seu grupo, atrás apenas do São Bento e empolgou seus torcedores.

Entretanto o adversário era ninguém menos que o tradicional Fortaleza, que apesar de viver um ano conturbado, na fila pra subir durante 7 temporadas, tinha na força do seu torcedor uma arma.

No jogo da ida foi isso que aconteceu, a torcida embalou a equipe, também muito limitada tecnicamente, e o Leão conseguiu 2 gols muito importantes. Na volta, o Tupi também não pode reclamar, teve o torcedor ao seu lado a todo momento, o público presente surpreendeu e apoiou o Galo Carijó do início ao fim.

Em campo se via uma outra equipe em relação ao primeiro jogo. O Tupi amassou o Fortaleza desde os minutos iniciais, chegou a marcar com Ítalo, em impedimento, teve uma chance clara de gol com Romarinho, entre outras oportunidades, todas no 1 º tempo.

No 2 º tempo, raça e vontade não faltaram para os atletas juiz-foranos. Entretanto a bola insistia em não entrar. Sem contar um pênalti não marcado e um gol mal anulado, o Tupi chegou ao gol aos 35 minutos, porém o 1 a 0 não foi suficiente e acabou com o sonho do torcedor de retornar para a Série B.

O que fazer agora?

Com a eliminação na Série C, e a não conquista do acesso para a Série B, o clube juiz-forano dá como encerradas suas atividades em competições no ano de 2017. Por isso é hora de já pensar em 2018!

A primeira ação a ser feita pela diretoria é uma avaliação do elenco, já que muitas peças mostraram seu valor e provaram que tem condições de atuar em mais uma temporada pelo Tupi. Além disso, a manutenção de um grupo base é essencial para se repetir um bom trabalho e o trabalho de renovação de contratos deve ser feito o quanto antes.

Nessa perspectiva, manter o técnico Ailton Ferraz seria fundamental para o planejamento do clube em 2018, já que o treinador mostrou ter o grupo na mão. Mas por conta do excelente trabalho realizado, deve ter sondagens para clubes de Série B e dificilmente permanece.

Entretanto também é necessário pensar naquelas peças que não encaixaram e representaram mais custos do que benefícios para o Tupi, e com isso, uma barca não pode ser descartada, com nomes que não estão na mesma sintonia com o restante do grupo.

Para 2018, planejamento é uma palavra-chave. Primeiro, para não se repetir os muitos erros de 2017 e segundo, para se criar um projeto mais atraente e que tenha mais possibilidades de gerar resultados na prática.

Mas para além disso, cativar o torcedor é uma das principais estratégias a serem pensadas, porque com o seu apoio, o Tupi Football Clube se torna mais forte.

Por Gustavo Pereira

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Comentaristas Esportivos: É preciso ou não ser jornalista?

Texto base: http://www.portalimprensa.com.br/especialcarreira/mercado_05.asp

A figura do comentarista esportivo, seja nas bancadas de debates, nas transmissões de jogos, entre outros, é importante para o atual cenário esportivo que o Brasil se encontra. Nessas figuras temos não apenas opiniões, mas pretende-se que também venha um conhecimento esportivo que embase as opiniões de informação.

Por esse motivo, espera-se sempre dessa profissão uma contextualização dos fatos, links com acontecimentos no mundo esportivo e conhecimentos básicos sobre os esportes a serem comentados, bem como suas regras e normas.

Mas além disso, ideais de isenção e imparcialidade também são delegados aos comentaristas, fato que são princípios estudados nas faculdades de jornalismo (comunicação social). E portanto, é estabelecida a pergunta chave, um comentarista precisa ou não ser jornalista?

Questionado, o jornalista Fábio Sormani afirma que “O entretenimento no jornalismo pode ser encarado de forma mais visível com a presença de ex-jogadores nas equipes de esporte das emissoras. Com experiência nos gramados e forte apelo popular, eles mostram a visão de quem já esteve naquela posição, com uma percepção mais intimista. Ao analisar o caso, os jornalistas avaliam que há espaço para todos, mas que o conhecimento mais profundo sobre a área não pode ser descartado.”

Entretanto, é preciso tomar certos cuidados quando falamos de ex-jogadores nas bancadas esportivas. E um exemplo desse fenômeno é o programa Jogo Aberto, transmitido pela Rede Bandeirantes. Nele, pegando como recorte o programa transmitido em São Paulo, temos a apresentadora Renata Fan, jornalista por formação, Paulo Morsa e Ulisses Costa, que desempenham o papel de comentarista esportivo há anos, mas sem nenhuma formação na área, além do ex-jogadores Ronaldo Giovanelli (conhecido como ex-goleiro do Corinthians) e Denílson (ex- jogador, com destaque no São Paulo e Palmeiras e com passagens pela Seleção Brasileira). Com isso, os debates acabam sendo sempre tendenciosos e cada um “puxa sardinha para o seu lado”, e algumas equipes ganham maior destaque no programa, mesmo que de forma humorada como faz Denílson.

Mas o problema é quando a opinião toma o lugar da informação. E ainda mais grave do que isso, quando se passa dos limites éticos. Caso do chamado “Craque” Neto. Personagem polêmico da mídia que se envolve em várias polêmicas por defender o Corinthians acima de tudo e por falar “o que vem na cabeça”. Exemplos não faltam, como o recente caso em que sem perceber que o microfone estava aberto xingou a Seleção Brasileira. http://virgula.uol.com.br/esporte/cbf-emite-nota-de-repudio-ao-comentarista-neto-apos-declaracao-polemica-do-ex-jogador-contra-a-selecao/

Mas exemplos de polêmicas desse ex-jogador é o que não falta… http://torcedores.com/noticias/2015/12/relembre-as-maiores-polemicas-de-neto-em-2015

Bons exemplos também aparecem nas mesas de debates, vindo de ex-jogadores, como ressalta Vladir Lemos, “O importante, ao informar, é ser reconhecido como alguém capaz e ter conhecimento suficiente para exercer tal ofício”.

Outro aspecto a se refletir é que os jornalistas que desejam se tornar comentaristas, precisam passar por um longo tempo de experiência, para aí sim conseguirem sua vaga, como ressalta Sormani “Isso (ser comentarista) veio com o passar dos anos, com a experiência adquirida e o senso crítico tornando-se mais apurado”. Contudo, os comentaristas que são ex-jogadores, acabam conseguindo seu espaço de forma muito mais fácil, e na maioria das vezes por terem se destacado como atletas. Caso que exemplifica essa situação foi a incorporação de Ronaldo “Fenômeno” na equipe esportiva da Rede Globo para a transmissão da Copa do Mundo, que gerou vários memes que viralizaram nas redes sociais.

Mas na visão de Wagner Vilaron, uma figura não anula a outra, “a presença de alguém preparado e com estudos sobre todas as questões que envolvem o esporte irá apenas “enriquecer as transmissões”. Pela SporTV, o comentarista diz ter o prazer o trabalhar ao lado de grandes ex-jogadores, como Casagrande, Caio Ribeiro, Júnior, Belletti, entre outros”.

Pensar na figura do comentarista esportivo é pensar no jornalismo esportivo, e portanto, essa pergunta deve ser analisada, pois o esporte é um local para opinião… Seja em lances, em jogos, mercado de contratações, etc!

Não se deve apenas opinar, mas sim refletir sobre a repercussão da opinião, e nunca esquecer, sendo jornalista ou não, que o mais importante é unir Opinião & Informação

Por Gustavo Pereira

ANTES DESACREDITADO, SURGE UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

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(Partida disputada em 2017 no Estádio Soares de Azevedo)

O ano de 2017 para o Tupi Foot Ball Club, não começou da melhor forma possível. Após o rebaixamento na série B de 2016, o Galo Carijó teve que se preparar para um recomeço, que todos já sabiam que não seria algo fácil. A equipe contava com orçamento equivalente a 500 mil reais mensais na disputa da Série B, com o rebaixamento, teve esse valor reduzido para aproximadamente 100 mil reais. A diretoria Carijó, tinha uma missão praticamente impossível em suas mãos.

CAMPEONATO MINEIRO

Como já era previsto, o ano seria de muitas dificuldades e no campeonato mineiro a luta foi para permanecer na elite. O Tupi contava com o atacante Flávio Caça-Rato como a sua principal peça e Éder Bastos deu lugar ao então atual técnico, Ailton Ferraz, na campanha que rendeu apenas a oitava posição na competição. Colocação que nem sequer, garantiu uma vaga na Copa do Brasil de 2018.

SÉRIE C

A chave foi virada e o Carijó iniciava mais uma competição, novamente entrava apenas para se manter na divisão, até os próprios torcedores sabiam que a chance da queda era grande. O time foi reformulado, e entre as contratações estava Romarinho o filho do baixinho Romário.

Uma equipe claramente limitada, que teve um péssimo início de competição, sendo derrotado na estreia em casa, jogo que era válido pela segunda rodada do Brasileiro. Entretanto o Tupi seguiu em frente, engatou uma sequência de bons resultados, ficou por várias rodadas sem saber o que era perder, e com isso a luz no fim do túnel vinha se tornando realidade, e a temporada não estava mais perdida.

O Galo Carijó conseguiu a classificação antes mesmo de entrar em campo contra o Volta Redonda pela penúltima rodada da primeira fase, devido as combinações de resultados. No fim da primeira fase da Série C, o Tupi terminou em segundo lugar no Grupo B, com 28 pontos, após encerrar a fase sendo derrotado pelo Bragantino por 3 a 2.

Confirmados os 4 classificados de cada grupo e suas posições, o adversário do Tupi será a tradicional equipe do Fortaleza, que já está disputando a série C pelo oitavo ano seguido e vem forte para disputar a vaga com o Galo Carijó. A equipe de Juiz de Fora terá a vantagem de disputar a segunda partida em casa. Os jogos serão realizados nos dias 16 (às 16 horas) e 23 de setembro (às 20:30 horas) e o apoio da torcida é muito importante para ajudar a equipe juiz-forana.

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(Com torcedores fanáticos como modelos, Tupi lançou sua camisa para a temporada 2017)

Após essas datas, saberemos se o time do Bairro Santa Terezinha conseguirá ou não alçar voos mais altos para aí sim chegar na possível luz no fim do túnel!

Por Antônio Paulo Neto

Mercado europeu fecha e clubes brasileiros celebram as poucas perdas

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Apesar de muitos torcedores lamentarem a perda de bons jogadores de seus clubes, a janela de verão europeia pode ser celebrada por grande parte das equipes brasileiras no fator competitivo, já que apesar do assédio em alguns dos principais jogadores do cenário nacional, poucos efetivamente foram vendidos de imediato.

Um dos grandes fatores que fizeram a janela de transferências de verão na Europa e Ásia não ser tão aquecida na busca pela mercado brasileiro foi as mudanças impostas pelo governo chinês que agora dificultou em muito a gastança por lá e com isso poucos jogadores brasileiros se mudaram para o outro lado do mundo.

Dentre os clubes que mais sofreram com as investidas nessa janela está o São Paulo, que vendeu dois atletas para o LOSC Lille, de El Loco Bielsa, sendo o volante Thiago Mendes e o atacante por 9 e 10,5 milhões de euros. Além disso o clube ainda perdeu 3 peças do setor defensivo: o xerife Maicon, que por 7 milhões de euros foi para o Galatasaray (TUR), o zagueiro Lyanco, que custou 7 milhões de euros ao Torino (ITA) e o zagueiro Lucão, que foi emprestado ao Estoril (POR). Entretanto, trouxe o zagueiro Aderllan dos Santos, que veio emprestado do Valencia, o profeta Hernanes, que veio do Hebei Fortuna (CHI) e o meio-campista Marcos Guilherme, vindo do Dínamo de Zagreb (CRO).

A Chape foi outra equipe que sofreu baixas nesta janela, tendo vendido o atacante Rossi para o Shenzhen FC (CHI), por 3,4 milhões de euros e o volante Andrei Girotto, que foi para o Nantes (FRA), por 1 milhão de euros.

Alguns clubes perderam apenas um dos jogadores importantes para seus elencos, casos de Santos, que manteve nomes como Lucas Lima e Bruno Henrique, mas aceitou negociar o jovem Thiago Maia por 4,5 milhões de euros, do Vasco, que por 12 milhões de euros vendeu o jovem volante Douglas Luiz, que apesar de ter sido vendido ao Manchester City (ING), foi repassado por empréstimo ao Girona (ESP), do Grêmio, que segurou Luan mas acabou perdendo Pedro Rocha, que por 1,5 milhões de euros foi para o Spartak Moscou (RUS) e do Atlético-MG, que perdeu o volante Rafael Carioca para o Tigres (MEX) por 6 milhões de euros.

Ao todo a janela brasileira movimentou 94 milhões de euros segundo a TransferMarkt, mas grande parte desse valor foi utilizado em transferências a nível nacional ou em transações Ásia/Europa –> Brasil.

O que observou-se nesta janela foi que chegaram mais jogadores repatriados do que saíram jogadores importantes no cenário nacional, como por exemplo Éverton Ribeiro, Diego Alves, Rodolpho e Geuvânio que vieram para o Flamengo, Deyverson e Bruno Henrique que reforçaram o Palmeiras, Petros e os próprios Aderllan, Hernanes e Marcos Guilherme que reforçaram o São Paulo entre outros jogadores que tornam as competições brasileiras mais competitivas e os clubes mais fortes para disputar competições como a Libertadores e Sul-Americana.

Outro motivo de celebração foi que nomes muito assediados como Yerri Mina do Palmeiras, Wendell do Fluminense, Luan do Grêmio e Paolo Guerrero do Flamengo, permaneceram em suas equipes.

Por Gustavo Pereira