Com muita vibração, Zóio vai ganhando a Europa

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Apesar de jovem, Dhionathan Willyan da Silva, mais conhecido como Zóio, tem 25 anos, 1.90 de altura, e muita história no mundo do vôlei. O ponteiro começou a sua trajetória no Bonja/Mantac/Joinville, passou pelas categorias de base e se profissionalizou pelo antigo Medley/Campinas (hoje Vôlei Renata), e teve ainda passagens Atibaia, Chapecó, Voleisul e Bento Vôlei até chegar à cidade de Juiz de Fora, para atuar no JF Vôlei, em 2015.

O jogador que chegou para disputar a temporada 2015/2016 chegou como uma jovem promessa, mas foi ganhando seu espaço na equipe e além de terminar a temporada como titular, foi um dos destaques da equipe na disputa da repescagem que garantiu ao JF Vôlei a permanência na elite do voleibol brasileiro.

“Juiz de Fora me ajudou muito por estar jogando uma Superliga e estar jogando contra equipes fortes e de grande nível, pude evoluir e crescer muito com os jogos e também cresci muito e aprendi muito com a comissão técnico e jogadores”, destaca Zóio que lembra com carinho dessa temporada.

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Começo de carreira e consolidação

Entretanto nem tudo veio fácil na vida do atleta. Apesar de não ser muito alto para sua posição, o ponteiro precisou aprimorar ainda mais alguns fundamentos como o passe/defesa e o salto, para conseguir fazer frente aos gigantes do vôlei. Dhionathan lembra que sempre buscou dar o seu melhor por onde passou: “Eu na verdade sempre quis e fiz tudo que pude pra jogar, fiz peneiras em clubes ainda quando era juvenil, mas o que mais determinou foi a força de vontade e a persistência”

O atleta ressalta que algumas pessoas foram muito importantes para sua carreira e que sem elas ele não talvez não teria chegado onde está hoje.

“Tudo que conquistei até hoje, devo primeiramente aos meus pais pelo suporte, apoio e por acreditarem no processo mesmo nos momentos mais difíceis. Devo muito também aos meus primeiros técnicos dos projetos de Joinville pela base e disciplina que me deram e pelo incentivo e força que dão até hoje”

Lesão e volta por cima

Zóio lembra que passou momentos difíceis em sua carreira e que precisou buscar forças para superar seus problemas e testar seus limites:

“Pra maioria dos atletas os piores momentos são os que acontecem as lesões e comigo não foi diferente. Quando estava no Bento/Vôlei tive uma bursite no ombro, que graças a Deus não foi grave, mas que me impedia de fazer os principais movimentos do voleibol. Isso durou 2 meses de recuperação”

Mas para ajudá-lo a dar a volta por cima, o atleta de 25 anos conta que se inspira em personalidades marcantes tanto no mundo esportivo, como também em empresários que venceram barreiras para alcançarem o sucesso:

“No vôlei tento me inspirar em grandes jogadores como Murilo Enders e Giba que são da mesma posição que jogo. Tenho bastante admiração também por alguns atletas de outras modalidades e empresários que superam grandes obstáculos na vida”

Após a lesão no Bento Vôlei, Dhionathan voltou a treinar ainda mais forte e no começo da temporada seguinte recebeu a chance de atuar pelo JF Vôlei, que o projetou para o cenário internacional. “Tive muitos momentos felizes até hoje. Um deles foi em Juiz de Fora mesmo, quando consegui ajudar a manter o time na Superliga A”

Após uma excelente temporada, o atleta recebeu sua primeira proposta internacional, para atuar pela 2 divisão italiana, no Rinascita Lagonegro e buscou agarrar essa oportunidade. Mais uma vez foi protagonista na liga italiana e se tornou ainda mais conhecido no mercado europeu: “O último ano na Itália foi muito importante, tive experiências boas que agregaram muito na minha carreira”

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Da Itália para Espanha

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Agora as metas são outras. Dhionathan Zóio foi contratado pelo Urbia Voley Palma na Espanha e seu principal objetivo é defender importantes títulos conquistados por um dos maiores clubes de voleibol no cenário espanhol.

“Esse ano o desafio é diferente, manter o time campeão da Superliga Espanhola e da Copa do Rei. No dia 1 de Novembro vamos disputar a final da Supercopa da Espanha, que vai ser um grande desafio também e estamos preparados”

Zóio está muito feliz no país e se vê mais preparado e consolidado como atleta profissional: “O melhor momento é o que estou vivendo aqui na Espanha, no Urbia Voley Palma, mais maduro e com mais bagagem.”

Dhionathan está muito confiante para a atual temporada e ainda projeta seu futuro no vôlei:

“Tenho certeza que vai ser uma ótima temporada aqui na Espanha, com muitos desafios e aprendizado. O foco agora são os objetivos da equipe Urbia Voley Palma. Os próximos passos dependem dos acontecimentos e do mercado do voleibol, mas tenho em mente me manter por alguns anos na Europa”

Por Gustavo Pereira

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Tite comprova sua Titebilidade

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Após o Brasil golear o Chile por 3×0 e encerrar as eliminatórias com incríveis 41 pontos, o brasileiro tem muito o que comemorar. Após 3 decepções recentes em Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), a última com o fatídico 7 a 1, atrelado à saída de Dunga e a chegada de Adenor Leonardo Bachi, a confiança parece estar lá em cima e o sonho do hexa aparenta ser possível na Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Desde que chegou à seleção brasileira Tite mostrou um trabalho muito bem feito. Acompanhou diversos jogos, utilizou informações de observadores e conquistou o carinho e respeito dos torcedores e principalmente dos jogadores.

Diversos atletas brasileiros conhecidos mundialmente como Neymar Jr., Daniel Alves, Marquinhos e Phillipe Coutinho revelam o quão positivo é o trabalho de Tite dentro e fora de campo.

Em texto anteriormente escrito para o Raio-X Esportivo, intitulado “A Titebilidade que vem dando certo“, falávamos sobre o fato de Adenor Leonardo Bachi convocar atletas de sua confiança, alguns deles que já trabalharam com o treinador, e como estes jogadores tem correspondido de forma incrível, às vezes jogando melhor do que vem jogando em seus clubes. Nomes como Paulinho e Renato Augusto se tornaram peças-chave no elenco brasileiro e outros jogadores como Fágner e Cássio apesar de não estarem jogando, sempre é lembrado nas convocações de Tite.

O caso que merece mais atenção é o de Paulinho, que em 1 ano passou de esquecido na China a jogador do Barcelona e vem mostrando que a confiança do treinador em seu trabalho não foi vã.

Além disso o treinador consegue dar oportunidades a nomes que dificilmente seriam lembrados como Diego Tardelli, Gil, Taison e Giuliano. Com isso, gera uma disputa natural e uma maior vontade de atletas da excelente geração brasileira mostrarem cada vez mais serviço.

O ponto alto de Tite está na capacidade em que o treinador e seu staff possuem em motivar atletas que vem de seus clubes e conseguem retornar da seleção em um momento melhor.

Apesar das críticas em relação a muitas convocações controversas, Tite demonstra muita tranquilidade em seu trabalho, principalmente porque tem o grupo todo na sua mão. Com isso, apenas comprova que a Titebilidade dá certo.

Agora com poucos amistosos marcados até a Copa do Mundo 2018, Tite precisa fechar seu elenco. As chances parecem já terem sido dadas e a previsão é de que o técnico da seleção brasileira utilize esses amistosos para entrosar ainda mais o grupo que pretende convocar para a Copa.

Boa sorte Tite, o povo brasileiro está com você!!

Por Gustavo Pereira

Se liga no futebol, Bandeira!

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O atual presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, ocupa o cargo desde 2013, quando foi eleito no dia 3 de dezembro de 2012, com 1.414 votos (triênio 2013-2015). Depois disso, voltou a vencer as eleições em dezembro de 2015 (triênio 2016-2018) e seguirá como presidente do Clube de Regatas do Flamengo até dezembro de 2018.

Formado em administração, o presidente vem se destacando desde o início de sua gestão por sua forma exemplar de  gerenciamento das finanças rubro-negras, sendo considerado um modelo de gestão a ser seguido no Brasil. Em menos de 5 anos, Bandeira e sua equipe conseguiram reduzir uma dívida de cerca de 750 milhões de reais para 360 milhões em 2017.

Entretanto um clube de futebol não se faz apenas de gestão financeira, mas também de resultados. E é exatamente nesse ponto que está o calcanhar de aquiles da atual gestão, que soma apenas a conquista de uma Copa do Brasil em 2013 e dois campeonatos carioca, em 2014 e 2017.

No início de seu primeiro mandato (2013-2015), Eduardo Bandeira de Mello pediu compreensão aos milhões de torcedores rubro-negros pois seu objetivo era arrumar a casa e depois de alguns anos voltar a brigar nas cabeças dos principais campeonatos.

Mas estamos em 2017, e com o pouco retorno dentro de campo, atrelado a falta de títulos e a uma equipe estrelada e cara mas que parece não jogar por amor à camisa rubro-negra e nem mesmo tem conseguido bons resultados, o exemplo de gestão financeira não é mais suficiente para tornar Bandeira unanimidade.

Além de não ganhar títulos, o Flamengo também soma diversos vexames, como por exemplo a eliminação para o Palestino (CHI) ano passado na Sul-Americana e a queda ainda na fase de grupos da Libertadores 2017 quando o Flamengo parecia ser um dos favoritos até mesmo a levantar a taça de campeão do torneio.

Outro motivo que vem fazendo a equipe de Bandeira perder força no Flamengo é a dificuldade de lidar com situações adversas e em muitas situações achar que tudo pode ser resolver com uma boa gestão financeira.

Motivos que fazem Bandeira e sua equipe perder popularidade

O primeiro deles, já citado anteriormente, é a falta de títulos e de uma equipe com o DNA do Flamengo de raça e amor ao clube.

-Protegidos de Bandeira: Em diversas situações o presidente saiu em defesa de jogadores muito contestados no atual elenco. Até aí tudo bem, já que faz parte o presidente defender seus atletas.

Entretanto essa defesa vai além, com Bandeira utilizando o termo “protegidos” para se referir a nomes como Alex Muralha, Márcio Araújo e Gabriel, irritando ainda mais os torcedores, que parecem já não suportar mais tais nomes na Gávea. E para piorar, quase que como birra, o presidente faz questão de renovar os contratos desses jogadores.

-Brigas com a imprensa: Dentre diversas atitudes que afastam o Clube de Regatas do Flamengo dos veículos de jornalismo esportivo, destaca-se a proibição do jornalista Daniel Dantas, do Jornal Extra, de fazer perguntas nas coletivas de imprensa, em represália a uma publicação do jornal que fazia uma brincadeira chamando Alex Muralha apenas por Alex Roberto, seu nome e sobrenome. Após se criar esse mal-estar, o vice- presidente de comunicação e humorista Antônio Tabet foi cortado da lista de colunistas do jornal Globo, gerando ainda mais rasura na relação Flamengo e Imprensa

-Problemas com a CBF: Que a Confederação Brasileira de Futebol é cheia de assuntos mal explicados, todo mundo sabe. Mas a atual gestão do Flamengo conseguiu arrumar um jeito de prejudicar o órgão máximo a nível nacional, o que ainda pode causar efeitos negativos para o Flamengo.

Todo o problema começa com a inscrição de Vinícius Jr. no mundial sub-17, inclusive com documentação paga pela CBF, e convocação do jovem talento rubro-negro. Entretanto, o Flamengo após perder a Copa do Brasil nos pênaltis, disse que tinha avisado à CBF que vencer o campeonato era a condição para liberar o menino. O que gerou um grande mal- estar entre clube e CBF, já que a Confederação tinha tido gastos com o jogador e como o anuncio foi feito em cima da hora, não era viável convocar outro no seu lugar.

O caso repercutiu, e fala-se até que a “desconvocação” do meia Diego teria relação direta com a represália feita pela CBF. Se for verdade, o clube ainda tem muito o que perder, por uma irresponsabilidade sem tamanho da gestão Bandeira.

-Falta de futebol: Como último e talvez mais visível motivo que a gestão Bandeira tem criticada é pelas muitas contratações e pouco resultado desses jogadores. Nomes badalados, como Geuvânio, Rômulo e Conca por exemplo, pouco jogaram na temporada e ostentam elevados salários. Além deles o clube investiu em nomes como Diego Alves, Rodolpho e Éverton Ribeiro ainda não conseguiram justificar suas contratações, o que pressiona ainda mais o presidente e sua equipe.

Por Gustavo Pereira

Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira