Limite de estrangeiros nas grandes ligas

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Com as transmissões de principais ligas europeias por todo mundo, bem como o desfile das principais estrelas mundiais entre as grandes equipes do cenário mundial, um detalhe acaba passando despercebido: qual o limite de estrangeiros nessas ligas europeias?

Tomando por exemplo a rica Premier League, é fácil perceber como esse detalhe acaba se tornando muito relevante. Olhando para a equipe titular do Chelsea, último campeão da liga, podemos ver que dos 11 titulares e mais os “reservas de luxo”, jogadores que costumam entrar sempre, apenas o zagueirão e capitão Gary Cahill é inglês. Além dele o Chelsea conta ainda com Danny Drinkwater, que está voltando de lesão e veio do Leicester City na temporada passada.

Se compararmos o número de jogadores ingleses com outras nacionalidades na própria equipe vemos que o Chelsea é uma equipe muito pouco inglesa. Com destaque para os espanhóis, que são 4, Azpilicueta, Marcos Alonso, Cesc Fàbregas e Pedro. Além disso são 3 brasileiros no elenco, David Luiz, Willian e Kennedy, e 3 belgas, Courtois, Hazard e Batshuayi.

Mas esse cenário não é exclusividade da Premier League. É só analisarmos a badalada Liga Espanhola, mais especificamente duas das maiores equipes do mundo, Barcelona e Real Madrid.

No Barça os únicos espanhóis titulares são o zagueiro Gerard Piqué, o lateral-esquerdo Jordi Alba, e os volantes Sérgio Busquets e Andrés Iniesta. Além desses, os outros espanhóis com espaço na equipe são Sergi Roberto, Aleix Vidal e Paco Alcácer. Entretanto as estrelas da equipe são Sul-Americanas, Lionel Messi e Luiz Suárez.

Com o Real Madrid a história se repete, já que apenas o zagueiro Sérgio Ramos e o lateral-direito Carvajal são titulares absolutos. Outros espanhóis que vêm ganhando espaço são Isco Alcarcón, Marco Asensio, Lucas Vásquez, Théo Hernandez e Nacho Fernandez. Mas também no tradicional Real Madrid os grandes destaques são estrangeiros, como o trio BBC, Benzema (França), Bale (País de Gales) e Cristiano Ronaldo (Portugal) e o meio-campo considerado ideal, formado por Toni Kroos (Alemanha), Luka Modric (Croácia) e Casemiro (Brasil).

Saiba como funciona as principais ligas europeias e também o cenário no Brasil

Espanha

Em regra são permitidos 3 jogadores extra-comunitários, ou seja, que não possuem passaporte espanhol. Mas devido a União Europeia, qualquer jogador que seja de países participantes desse acordo conseguem transferência para outras ligas sem serem considerados extra-comunitários. Outro caso muito comum é a emissão de passaporte para quem já vive há anos na Espanha, caso de Messi, que sai da condição de extra-comunitário.

Inglaterra

A Premier League talvez seja o campeonato mais aberto ao estrangeiro, situação que pode mudar com a saída do país da União Europeia. Atualmente não há um limite de estrangeiros no elenco, desde que se cumpram algumas regras como a inscrição de ao menos 8 jogadores formados na Inglaterra até os 21 anos, não importando se são ou não ingleses. Por exemplo o brasileiro Andreas Pereira, entraria nessa cota de 8 atletas por ter sido formado na Inglaterra.

No entanto a Premier League tem alguns critérios para contratar jogadores estrangeiros que não sejam da União Europeia, são eles: Colecionar convocações para partidas oficiais pela seleção do seu país nos últimos 2 anos; o país do jogador precisa estar pelo menos na 70ª posição no Ranking da FIFA; caso o atleta seja jovem, ele até pode ser aceito, desde que seja considerado como um potencial destaque futuro para o futebol inglês, exemplo: Gabriel Jesus; caso não seja jovem, deve ser um jogador considerado de classe mundial, exemplo: Mohammed Salah. Esses critérios habilitam o jogador a tirar a licença de trabalho, necessária para atuar na Premier League.

Itália

A Liga Italiana segue padrões próximos da Inglaterra, que também é adotado pela UEFA, em que são obrigatórios ao menos 8 atletas formados no país inscritos nos campeonatos, com 4 sendo formados no próprio clube. No entanto a Itália possui outras especificidades como contratação de dois jogadores extra-comunitários por temporada.

Alemanha

Segue os moldes da UEFA, com ao menos 8 jogadores formados na Alemanha e 4 formados no clube, sem limite de atletas da União Europeia e mesmo de fora. No entanto a Bundesliga exige dos clubes não escalar mais do que 5 jogadores extra-comunitários para uma partida, com a obrigatoriedade de cada clube possuir ao menos 12 jogadores alemães em seus elencos.

França

Liga que tem ganhado notoriedade desde a injeção de dinheiro em algumas equipes como o PSG, que coleciona brasileiros em seu plantel, não possui limites para contratação de jogadores estrangeiros em seus elencos. No entanto são permitidos apenas 4 jogadores extra-comunitários na equipe, ou seja, que não possuam passaporte de nenhuma nacionalidade que faça parte da União Europeia.

Brasil

Não possui limitação na contratação de estrangeiros, no entanto são permitidos escalar apenas 5 estrangeiros em cada partida do Brasileirão, regra que não se aplica em competições da Conmebol. Com isso, equipes como o Flamengo que chegou a contar com 7 estrangeiros em seu elenco, precisou revezar entre esses atletas no Brasileirão, mas todos os 7 poderiam atuar na Libertadores e posteriormente na Sul-Americana.

Por Gustavo Pereira

 

 

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Univolei feminino pede passagem

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Que o vôlei é uma potência em Juiz de Fora todos nós sabemos. Basta lembrar de diversas personalidades que saíram da cidade para o Brasil e o mundo.

Entretanto essa paixão vai além do profissionalismo, atingindo também a classe amadora, que faz do voleibol um lugar de lazer, interação, produção de conhecimento e ainda proporciona experiências únicas para seus praticantes.

Nesse caminho, a equipe feminina do Univolei vem ganhando cada vez mais destaque em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, já que em apenas 1 ano, conquistou praticamente todos os troféus que disputou, e criou um DNA vencedor, que segue os padrões da equipe masculina, que desde 2015 vem ganhando títulos importantes no voleibol amador.

Desde a criação do Univolei feminino foram 6 campeonatos disputados com 5 títulos e 1 vice- campeonato, dentre eles a Liga Zona da Mata e a Copa Tabajara.

Vinícius Ribeiro que é um dos criadores do Univolei masculino e também do feminino destacou que essa foi uma ideia de duas ex- jogadoras de vôlei na base de Juiz de Fora, Ingrid Tagliati e Fernanda Campos e que ajudou a amadurecer a ideia.

“O projeto começou com a Ingrid e a Fernanda montando a equipe com meninas que já tinham jogado vôlei de base ou até mesmo profissional, e depois o projeto cresceu, com a participação de jogadoras dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e até São Paulo”.

Vinícius ressalta entretanto a força que o projeto ganhou:

“Com essas meninas que vieram de fora, mais a adesão de ex-atletas de Juiz de Fora, ocorreu um intercâmbio para fortalecer a equipe. Com isso, a equipe cresceu rapidamente”.

Fernanda Campos, capitã do Univolei, lembra que a criação do projeto da equipe feminina partiu de conversas com Vinícius Ribeiro, até que foi possível ser viabilizado.

“Falei com o Vinícius sobre criar um time feminino e no início ele se mostrou relutante, devido as dificuldades. Mas propus ajudá-lo, e com isso começamos a jogar alguns campeonatos menores, a chamar meninas de Juiz de Fora e também de fora para jogar, e assim nasceu a equipe feminina”.

Ingrid Tagliati é outra atleta do Univolei que está desde o início do projeto:

“Estou na Equipe feminina do Univolei desde o começo do projeto. É excelente a oportunidade de continuar jogando um esporte que sempre fez parte da minha vida! Esse projeto nos dá a oportunidade de construir novas amizades, conhecer lugares diferentes e, competir em alto nível do vôlei amador”.

Ingrid destacou ainda a importância de se investir no voleibol feminino em uma cidade como Juiz de Fora:

“O projeto está crescendo cada vez mais, isso é ótimo para o esporte em Juiz de Fora e região! O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Copa Zona da Mata

Campeonato que tem parceria com a Federação Mineira de Juiz, a Liga Zona da Mata foi vencida pelo Univolei em uma campanha praticamente perfeita, já que venceu mais de uma vez todas as equipes adversárias.

Ingrid Tagliati destacou a dificuldade da competição e a alegria por ter vencido mais esse campeonato.

“A Copa Zona da Mata foi um campeonato de muita qualidade. Tivemos muitos jogos decididos em detalhes! As equipes contavam com ótimas jogadoras! É muito bom ter um campeonato assim em Juiz de Fora, pois são poucas as competições de vôlei feminino organizados na cidade”.

Já Fernanda Campos, enxergou o título como uma possibilidade de dar visibilidade ao projeto:

“Ganhar a Zona da Mata foi muito importante pra gente, para mostrar que somos capazes, e principalmente mostrar essa capacidade para com as meninas de Juiz de Fora mesmo, que ganharam confiança. Além é claro de ajudar na divulgação do nosso nome”.

Univolei feminino como referência no voleibol amador

O que começou como um projeto de reunir amigas e ex-jogadoras de vôlei está tomando proporções cada vez maiores, já que o Univolei feminino tem conseguido resultados expressivos, e com isso tem ganhado notoriedade no cenário regional.

Ingrid destacou ainda o espaço que a equipe amadora abre para o voleibol feminino:

“O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Já Fernanda destaca a reunião de ex-atletas do cenário juiz-forano para formação de uma família.

“O melhor é poder reunir diversas meninas que já jogaram juntas e que apesar da idade, permitem o convívio dentro de quadra e também fortalece a relação fora de quadra. E juntando isso tudo, os títulos estão vindo, o que é o melhor!”

Fernanda ainda projeta voos mais altos para o Univolei feminino, como uma possível participação em campeonatos maiores como o JIMI e até mesmo a Superliga B feminina.

Vinícius Ribeiro vai no mesmo caminho, vislumbrando a participação do Univolei feminino em novas competições: “Só nesse 1 ano de projeto nós ganhamos 5 títulos e conseguimos montar uma equipe forte, que nos permite sonhar com voos mais altos, com a disputa de campeonatos maiores, principalmente devido a boa recepção que o voleibol feminino tem na cidade”.

Por Gustavo Pereira

Brasileirão Série A 2017 comprova que não é um campeonato qualquer

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O Brasileirão Série A está na sua 61 ª edição e pode ser considerado um campeonato diferenciado apenas pelo fato do país ter dimensões continentais, podendo-se disputar partidas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste em intervalos de 3 dias, sendo necessárias viagens longas e cansativas.

Outra particularidade desse campeonato é o número de clubes que já venceu ao menos uma vez o Brasileirão da Série A, 17 no total, com o Palmeiras com 9 títulos sendo o maior vencedor do torneio.

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Mas para além do título, o Brasileirão tem uma grande capacidade de quebrar as expectativas dos comentaristas em suas previsões de começo de temporada, com equipes consideradas favoritas ao título em situações delicadas e também surpresas na zona de Libertadores e boas campanhas.

Usando esse ano como exemplo, grande parte da imprensa esportiva dava Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e Grêmio como postulantes às primeiras colocações. Entretanto o que vemos foi um primeiro turno perfeito do Corinthians, considerado no começo do ano como 4 ª força de São Paulo, disparar na liderança do campeonato e essas equipes até então favoritas derraparem muito, sendo realizadas trocas de comando no Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG.

De um outro lado, equipes como Santos, Cruzeiro, Botafogo e até mesmo Vasco, aproveitam a inconsistência dos adversários de frente e vão ficando em posições muito boas na classificação.

“Grandes” não fogem do rebaixamento

Diferentemente dos campeonatos europeus, em que de 10 em 10 anos uma equipe grande acaba tendo uma campanha desastrosa e caindo para a segunda divisão, no Brasileirão isso é normal! Tanto que hoje, as únicas equipes que nunca caíram são Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Santos e São Paulo.

Na atual edição, diversas equipes com tradição e força no cenário nacional flertaram e ainda flertam com o rebaixamento, como São Paulo, Fluminense, Sport, Atlético-MG e Coritiba.

Baixa diferença de pontos entre rebaixamento e zona da libertadores

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Outro fator que deixa o Brasileirão fascinante é o grande equilíbrio entre as equipes, já que é praticamente normal um dos 4 primeiros colocados perderem para uma equipe do Z-4. Além disso, podemos destacar a baixa diferença entre as zonas de rebaixamento e de classificação para a Libertadores, possibilitando grandes arrancadas como o Vasco que venceu 3 de 4 partidas e agora está em 8 º lugar, com 45 pontos, ou mesmo o São Paulo, que há 6, 7 rodadas estava na zona da degola e agora já ocupa a 9 ª colocação, a 4 pontos do G-7, com 43 pontos.

Ainda merece destaque a grande rotatividade das equipes no antigo G-4 e agora G-6, podendo virar até G-8. Dentre as equipes que estiveram na Libertadores do ano passado, hoje apenas 4 dos 8 times estão na zona de classificação para a principal competição Sul-Americana, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio (que inclusive está na final da competição).

Equipes como Corinthians e Cruzeiro, que já tem sua vaga carimbada para a Libertadores, ficaram em 7 º e  12 º lugares no ano passado. No caminho contrário, Atlético-MG e Atlético Paranaense, que participaram da Libertadores do ano passado, amargam os modestos 12 º e 11 º lugares, respectivamente.

Agora é esperar o fim do Brasileirão e ver se as surpresas dessa edição vão até o final ou se ainda tem tempo de alguns times reagirem na competição.

Por Gustavo Pereira