De volta a São José dos Campos, Didi consegue se estabelecer como treinador em São Paulo

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(Após duas temporadas no Mogi das Cruzes, Didi volta ao São José dos Campos)

Assim que saiu de Juiz de Fora, em 2014, Marcus Vinícius, mais conhecido como Didi rumou para o São José dos Campos, local onde iniciava sua trajetória como treinador de base em São Paulo, sua primeira experiência longe de casa.

De 2014 até agora muita coisa mudou na vida do treinador. Se transferiu do São José dos Campos para o Mogi das Cruzes, conquistou títulos e medalhas importantes, e o mais importante, se estabeleceu no mercado de base mais competitivo do Brasil, o voleibol de São Paulo.

Em 2016, à frente do Mogi das Cruzes, Didi foi campeão dos jogos regionais, com direito a uma vitória na final sobre o São José dos Campos por 3 sets a 1, vice-campeão dos jogos abertos e 4º colocado no campeonato paulista sub-21. No total foram 6 campeonatos disputados durante sua passagem por Mogi, com 5 medalhas conquistadas.

Velho novo desafio

Após duas temporadas além das expectativas, Marcus Vinícius recebeu uma proposta para retornar à equipe do São José dos Campos, que está reestruturando sua equipe profissional, mas continuou investindo em sua base, mesmo a despeito do fim da equipe profissional em 2015/2016.

Didi acumulará os cargos de assistente técnico da equipe profissional e técnico do juvenil e se mostrou muito confiante para essa nova temporada que vai começar em 2018.

“Eu saí de São José com o dever por cumprir, faltando algo…E agora eu tenho essa nova chance de fazer diferente, deixar meu nome na história do clube. Eu tô afim de trabalhar muito, tô muito animado, até porque eu vou ter um contato direto com a equipe adulta, mas também com a base, então é um retorno muito positivo.”

Sobre a sua projeção acerca da temporada 2018, motivação define:

“Nós vamos jogar os jogos regionais e abertos, os jogos da juventude divisão especial e a Taça Prata, buscando o acesso à Superliga B. O objetivo é chegar às finais e disputar medalhas em todas as competições que disputarmos.”

Sobre o tempo que está em São Paulo, Didi disse que conseguiu ir muito além do voleibol de base, e ao longo dos anos foi adquirindo muita bagagem:

“Em São Paulo há um rotina muito forte de competições, com muitos jogos, viagens, o que me possibilitou uma experiência muito boa. Eu conheci muita gente tanto em São José, quanto em Mogi, fiz muitas amizades. Além disso, trabalho no clube de campo em que tenho a oportunidade de dirigir uma equipe feminina, e também em uma equipe de medicina da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), o que acrescenta em muito no conhecimento e troca de experiência.”

Entretanto, Marcus Vinícius ainda sente saudades de Juiz de Fora:

“Sinto muita falta de Juiz de Fora, pois é uma cidade acolhedora, que eu gosto demais, enfim, da minha família, dos meus amigos. E são eles que me dão forças para continuar aqui, principalmente da minha mãe, que depende de mim.”

E não descarta um retorno à sua cidade de origem:

“Bem, eu procuro viver o momento. As coisas tem andado bem aqui em São Paulo, mas nunca fecharia as portas para voltar a trabalhar em Juiz de Fora, seja com o vôlei, ou com outra coisa, ainda quero voltar. Mas no momento, e enquanto eu tiver gás, pretendo continuar por aqui e dar retorno por onde eu passar.”

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(Reprodução Didi: Visita de Didi ao seu ex-atleta, Wagner, que está no Santa Croce-ITA)

Didi lembra ainda que celebra muito poder ver alguns de seus ex-atletas vingando no vôlei nacional e até internacional, como por exemplo Wagner, atleta que está atualmente no Santa Croce, da primeira divisão italiana, e que desde pequeno foi treinado por ele:

“É muito gratificante que atletas que passaram por minhas mãos estarem hoje no voleibol profissional. Eu procuro manter o contato com eles e é muito bom saber que fui importante para o sucesso de cada um deles. Creio que isso nos motiva também a continuar nesse caminho, de buscar formar novos atletas, mesmo com algumas desavenças e atritos.”

Por Gustavo Pereira

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A persistência quebra paradigmas: o relato de uma repórter de campo no Rio Grande do Sul

Atuação na Divisão de Acesso 2017.jpg ( Foto: Cobertura do jogo de acesso do São Luiz à primeira divisão do Gauchão em 2017)

A presença da mulher em coberturas esportivas começa a acontecer aos poucos. No jornalismo, cabe salientar, a execução das funções sempre foi predominantemente masculina, sejam nos jornais, rádios, tribunas ou televisão, no entanto, as mulheres hoje assumem alguns dos espaços que há muito tempo pareciam impossíveis e não só no jornalismo esportivo.

Mas o que representa para as mulheres a presença delas nas coberturas de esportes? É fundamental compreendermos um pouco do que é a cultura do Brasil, principalmente a da criação dos filhos e filhas. Naturalmente os meninos desde pequenos são orientados a saírem de dentro das casas, ou seja, ir brincar de carrinho, jogar bola, sair com o pai.

No entanto, as meninas sempre foram educadas para permanecerem dentro de casa ao ganhar brinquedos como bonecas (para saber ser mãe e ter o cuidado com os futuros filhos) e panelas (para fazer comida). O ponto que chego é que a criação reflete na personalidade e comportamento das crianças que um dia irão crescer e se tornar adultas.

Atualmente as mulheres ocupam cargos fundamentais na sociedade, sendo juízas, advogadas, jornalistas, contadoras, médicas, veterinárias, motoristas, engenheiras, arquitetas, administradoras, economistas, etc. Enfim, atuando para fora de casa e não somente com as tarefas do lar. Aos poucos as mulheres conseguem seus empregos que antes eram ocupados apenas por homens.

A inserção da mulher na sociedade é gradual, sendo um rompimento de paradigmas, contrariando algumas obrigações que antigamente eram impostas exclusivamente para elas (nós). A mulher hoje tem mais liberdade para buscar seu espaço e o respeito, em qualquer situação, principalmente no trabalho.

Em qualquer profissão a busca pelo respeito e reconhecimento é fundamental para o prosseguimento e sucesso da carreira, e no jornalismo  não é diferente, principalmente para as mulheres. Em específico o jornalismo esportivo e coberturas de futebol, no entanto, as mulheres enfrentam alguns desafios como a provação. A mulher tem que provar que sabe do assunto, provar que entende do que está fazendo e isso já pode ser considerado um preconceito. O fato de alguém duvidar da capacidade do outro justamente em virtude do gênero, é sim, preconceito.

Inúmeras repórteres de televisão, rádio ou jornal já passaram por situações constrangedoras pelo fato de ser mulher. E sim, é unânime entre as mulheres, pelo menos em algum momento da carreira, já sofreram com algum tipo de comentário preconceituoso, pergunta maldosa, ou desrespeito por gênero.

Atuação como repórter de campo no futebol

Quando estudantes de jornalismo que estão no início do curso me perguntam sobre a profissão e atuação na cobertura do futebol, sou enfática em dizer que é apaixonante e ao mesmo tempo desafiador. Além disso, em muitos momentos é necessário ter sangue frio para absorver situações adversas e seguir em frente de cabeça erguida.

Acredito que o ponto principal para as mulheres terem motivação para seguir em frente, principalmente no jornalismo esportivo, mesmo com as adversidades, é ter persistência e acreditar que aquilo que cada uma faz contribui de alguma forma para a sociedade.

A persistência e luta de mulheres no decorrer dos anos em busca de direitos e igualdade de gênero, faz com que hoje, possamos ter mais oportunidades, principalmente espaço para mostrarmos nosso potencial e dizer: sim, podemos contribuir e fazer a diferença.

Por Valéria Foletto, estudante de jornalismo e repórter na rádio Progresso em Ijuí, RS.

Limite de estrangeiros nas grandes ligas

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Com as transmissões de principais ligas europeias por todo mundo, bem como o desfile das principais estrelas mundiais entre as grandes equipes do cenário mundial, um detalhe acaba passando despercebido: qual o limite de estrangeiros nessas ligas europeias?

Tomando por exemplo a rica Premier League, é fácil perceber como esse detalhe acaba se tornando muito relevante. Olhando para a equipe titular do Chelsea, último campeão da liga, podemos ver que dos 11 titulares e mais os “reservas de luxo”, jogadores que costumam entrar sempre, apenas o zagueirão e capitão Gary Cahill é inglês. Além dele o Chelsea conta ainda com Danny Drinkwater, que está voltando de lesão e veio do Leicester City na temporada passada.

Se compararmos o número de jogadores ingleses com outras nacionalidades na própria equipe vemos que o Chelsea é uma equipe muito pouco inglesa. Com destaque para os espanhóis, que são 4, Azpilicueta, Marcos Alonso, Cesc Fàbregas e Pedro. Além disso são 3 brasileiros no elenco, David Luiz, Willian e Kennedy, e 3 belgas, Courtois, Hazard e Batshuayi.

Mas esse cenário não é exclusividade da Premier League. É só analisarmos a badalada Liga Espanhola, mais especificamente duas das maiores equipes do mundo, Barcelona e Real Madrid.

No Barça os únicos espanhóis titulares são o zagueiro Gerard Piqué, o lateral-esquerdo Jordi Alba, e os volantes Sérgio Busquets e Andrés Iniesta. Além desses, os outros espanhóis com espaço na equipe são Sergi Roberto, Aleix Vidal e Paco Alcácer. Entretanto as estrelas da equipe são Sul-Americanas, Lionel Messi e Luiz Suárez.

Com o Real Madrid a história se repete, já que apenas o zagueiro Sérgio Ramos e o lateral-direito Carvajal são titulares absolutos. Outros espanhóis que vêm ganhando espaço são Isco Alcarcón, Marco Asensio, Lucas Vásquez, Théo Hernandez e Nacho Fernandez. Mas também no tradicional Real Madrid os grandes destaques são estrangeiros, como o trio BBC, Benzema (França), Bale (País de Gales) e Cristiano Ronaldo (Portugal) e o meio-campo considerado ideal, formado por Toni Kroos (Alemanha), Luka Modric (Croácia) e Casemiro (Brasil).

Saiba como funciona as principais ligas europeias e também o cenário no Brasil

Espanha

Em regra são permitidos 3 jogadores extra-comunitários, ou seja, que não possuem passaporte espanhol. Mas devido a União Europeia, qualquer jogador que seja de países participantes desse acordo conseguem transferência para outras ligas sem serem considerados extra-comunitários. Outro caso muito comum é a emissão de passaporte para quem já vive há anos na Espanha, caso de Messi, que sai da condição de extra-comunitário.

Inglaterra

A Premier League talvez seja o campeonato mais aberto ao estrangeiro, situação que pode mudar com a saída do país da União Europeia. Atualmente não há um limite de estrangeiros no elenco, desde que se cumpram algumas regras como a inscrição de ao menos 8 jogadores formados na Inglaterra até os 21 anos, não importando se são ou não ingleses. Por exemplo o brasileiro Andreas Pereira, entraria nessa cota de 8 atletas por ter sido formado na Inglaterra.

No entanto a Premier League tem alguns critérios para contratar jogadores estrangeiros que não sejam da União Europeia, são eles: Colecionar convocações para partidas oficiais pela seleção do seu país nos últimos 2 anos; o país do jogador precisa estar pelo menos na 70ª posição no Ranking da FIFA; caso o atleta seja jovem, ele até pode ser aceito, desde que seja considerado como um potencial destaque futuro para o futebol inglês, exemplo: Gabriel Jesus; caso não seja jovem, deve ser um jogador considerado de classe mundial, exemplo: Mohammed Salah. Esses critérios habilitam o jogador a tirar a licença de trabalho, necessária para atuar na Premier League.

Itália

A Liga Italiana segue padrões próximos da Inglaterra, que também é adotado pela UEFA, em que são obrigatórios ao menos 8 atletas formados no país inscritos nos campeonatos, com 4 sendo formados no próprio clube. No entanto a Itália possui outras especificidades como contratação de dois jogadores extra-comunitários por temporada.

Alemanha

Segue os moldes da UEFA, com ao menos 8 jogadores formados na Alemanha e 4 formados no clube, sem limite de atletas da União Europeia e mesmo de fora. No entanto a Bundesliga exige dos clubes não escalar mais do que 5 jogadores extra-comunitários para uma partida, com a obrigatoriedade de cada clube possuir ao menos 12 jogadores alemães em seus elencos.

França

Liga que tem ganhado notoriedade desde a injeção de dinheiro em algumas equipes como o PSG, que coleciona brasileiros em seu plantel, não possui limites para contratação de jogadores estrangeiros em seus elencos. No entanto são permitidos apenas 4 jogadores extra-comunitários na equipe, ou seja, que não possuam passaporte de nenhuma nacionalidade que faça parte da União Europeia.

Brasil

Não possui limitação na contratação de estrangeiros, no entanto são permitidos escalar apenas 5 estrangeiros em cada partida do Brasileirão, regra que não se aplica em competições da Conmebol. Com isso, equipes como o Flamengo que chegou a contar com 7 estrangeiros em seu elenco, precisou revezar entre esses atletas no Brasileirão, mas todos os 7 poderiam atuar na Libertadores e posteriormente na Sul-Americana.

Por Gustavo Pereira

 

 

Univolei feminino pede passagem

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Que o vôlei é uma potência em Juiz de Fora todos nós sabemos. Basta lembrar de diversas personalidades que saíram da cidade para o Brasil e o mundo.

Entretanto essa paixão vai além do profissionalismo, atingindo também a classe amadora, que faz do voleibol um lugar de lazer, interação, produção de conhecimento e ainda proporciona experiências únicas para seus praticantes.

Nesse caminho, a equipe feminina do Univolei vem ganhando cada vez mais destaque em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, já que em apenas 1 ano, conquistou praticamente todos os troféus que disputou, e criou um DNA vencedor, que segue os padrões da equipe masculina, que desde 2015 vem ganhando títulos importantes no voleibol amador.

Desde a criação do Univolei feminino foram 6 campeonatos disputados com 5 títulos e 1 vice- campeonato, dentre eles a Liga Zona da Mata e a Copa Tabajara.

Vinícius Ribeiro que é um dos criadores do Univolei masculino e também do feminino destacou que essa foi uma ideia de duas ex- jogadoras de vôlei na base de Juiz de Fora, Ingrid Tagliati e Fernanda Campos e que ajudou a amadurecer a ideia.

“O projeto começou com a Ingrid e a Fernanda montando a equipe com meninas que já tinham jogado vôlei de base ou até mesmo profissional, e depois o projeto cresceu, com a participação de jogadoras dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e até São Paulo”.

Vinícius ressalta entretanto a força que o projeto ganhou:

“Com essas meninas que vieram de fora, mais a adesão de ex-atletas de Juiz de Fora, ocorreu um intercâmbio para fortalecer a equipe. Com isso, a equipe cresceu rapidamente”.

Fernanda Campos, capitã do Univolei, lembra que a criação do projeto da equipe feminina partiu de conversas com Vinícius Ribeiro, até que foi possível ser viabilizado.

“Falei com o Vinícius sobre criar um time feminino e no início ele se mostrou relutante, devido as dificuldades. Mas propus ajudá-lo, e com isso começamos a jogar alguns campeonatos menores, a chamar meninas de Juiz de Fora e também de fora para jogar, e assim nasceu a equipe feminina”.

Ingrid Tagliati é outra atleta do Univolei que está desde o início do projeto:

“Estou na Equipe feminina do Univolei desde o começo do projeto. É excelente a oportunidade de continuar jogando um esporte que sempre fez parte da minha vida! Esse projeto nos dá a oportunidade de construir novas amizades, conhecer lugares diferentes e, competir em alto nível do vôlei amador”.

Ingrid destacou ainda a importância de se investir no voleibol feminino em uma cidade como Juiz de Fora:

“O projeto está crescendo cada vez mais, isso é ótimo para o esporte em Juiz de Fora e região! O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Copa Zona da Mata

Campeonato que tem parceria com a Federação Mineira de Juiz, a Liga Zona da Mata foi vencida pelo Univolei em uma campanha praticamente perfeita, já que venceu mais de uma vez todas as equipes adversárias.

Ingrid Tagliati destacou a dificuldade da competição e a alegria por ter vencido mais esse campeonato.

“A Copa Zona da Mata foi um campeonato de muita qualidade. Tivemos muitos jogos decididos em detalhes! As equipes contavam com ótimas jogadoras! É muito bom ter um campeonato assim em Juiz de Fora, pois são poucas as competições de vôlei feminino organizados na cidade”.

Já Fernanda Campos, enxergou o título como uma possibilidade de dar visibilidade ao projeto:

“Ganhar a Zona da Mata foi muito importante pra gente, para mostrar que somos capazes, e principalmente mostrar essa capacidade para com as meninas de Juiz de Fora mesmo, que ganharam confiança. Além é claro de ajudar na divulgação do nosso nome”.

Univolei feminino como referência no voleibol amador

O que começou como um projeto de reunir amigas e ex-jogadoras de vôlei está tomando proporções cada vez maiores, já que o Univolei feminino tem conseguido resultados expressivos, e com isso tem ganhado notoriedade no cenário regional.

Ingrid destacou ainda o espaço que a equipe amadora abre para o voleibol feminino:

“O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Já Fernanda destaca a reunião de ex-atletas do cenário juiz-forano para formação de uma família.

“O melhor é poder reunir diversas meninas que já jogaram juntas e que apesar da idade, permitem o convívio dentro de quadra e também fortalece a relação fora de quadra. E juntando isso tudo, os títulos estão vindo, o que é o melhor!”

Fernanda ainda projeta voos mais altos para o Univolei feminino, como uma possível participação em campeonatos maiores como o JIMI e até mesmo a Superliga B feminina.

Vinícius Ribeiro vai no mesmo caminho, vislumbrando a participação do Univolei feminino em novas competições: “Só nesse 1 ano de projeto nós ganhamos 5 títulos e conseguimos montar uma equipe forte, que nos permite sonhar com voos mais altos, com a disputa de campeonatos maiores, principalmente devido a boa recepção que o voleibol feminino tem na cidade”.

Por Gustavo Pereira

Com muita vibração, Zóio vai ganhando a Europa

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Apesar de jovem, Dhionathan Willyan da Silva, mais conhecido como Zóio, tem 25 anos, 1.90 de altura, e muita história no mundo do vôlei. O ponteiro começou a sua trajetória no Bonja/Mantac/Joinville, passou pelas categorias de base e se profissionalizou pelo antigo Medley/Campinas (hoje Vôlei Renata), e teve ainda passagens Atibaia, Chapecó, Voleisul e Bento Vôlei até chegar à cidade de Juiz de Fora, para atuar no JF Vôlei, em 2015.

O jogador que chegou para disputar a temporada 2015/2016 chegou como uma jovem promessa, mas foi ganhando seu espaço na equipe e além de terminar a temporada como titular, foi um dos destaques da equipe na disputa da repescagem que garantiu ao JF Vôlei a permanência na elite do voleibol brasileiro.

“Juiz de Fora me ajudou muito por estar jogando uma Superliga e estar jogando contra equipes fortes e de grande nível, pude evoluir e crescer muito com os jogos e também cresci muito e aprendi muito com a comissão técnico e jogadores”, destaca Zóio que lembra com carinho dessa temporada.

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Começo de carreira e consolidação

Entretanto nem tudo veio fácil na vida do atleta. Apesar de não ser muito alto para sua posição, o ponteiro precisou aprimorar ainda mais alguns fundamentos como o passe/defesa e o salto, para conseguir fazer frente aos gigantes do vôlei. Dhionathan lembra que sempre buscou dar o seu melhor por onde passou: “Eu na verdade sempre quis e fiz tudo que pude pra jogar, fiz peneiras em clubes ainda quando era juvenil, mas o que mais determinou foi a força de vontade e a persistência”

O atleta ressalta que algumas pessoas foram muito importantes para sua carreira e que sem elas ele não talvez não teria chegado onde está hoje.

“Tudo que conquistei até hoje, devo primeiramente aos meus pais pelo suporte, apoio e por acreditarem no processo mesmo nos momentos mais difíceis. Devo muito também aos meus primeiros técnicos dos projetos de Joinville pela base e disciplina que me deram e pelo incentivo e força que dão até hoje”

Lesão e volta por cima

Zóio lembra que passou momentos difíceis em sua carreira e que precisou buscar forças para superar seus problemas e testar seus limites:

“Pra maioria dos atletas os piores momentos são os que acontecem as lesões e comigo não foi diferente. Quando estava no Bento/Vôlei tive uma bursite no ombro, que graças a Deus não foi grave, mas que me impedia de fazer os principais movimentos do voleibol. Isso durou 2 meses de recuperação”

Mas para ajudá-lo a dar a volta por cima, o atleta de 25 anos conta que se inspira em personalidades marcantes tanto no mundo esportivo, como também em empresários que venceram barreiras para alcançarem o sucesso:

“No vôlei tento me inspirar em grandes jogadores como Murilo Enders e Giba que são da mesma posição que jogo. Tenho bastante admiração também por alguns atletas de outras modalidades e empresários que superam grandes obstáculos na vida”

Após a lesão no Bento Vôlei, Dhionathan voltou a treinar ainda mais forte e no começo da temporada seguinte recebeu a chance de atuar pelo JF Vôlei, que o projetou para o cenário internacional. “Tive muitos momentos felizes até hoje. Um deles foi em Juiz de Fora mesmo, quando consegui ajudar a manter o time na Superliga A”

Após uma excelente temporada, o atleta recebeu sua primeira proposta internacional, para atuar pela 2 divisão italiana, no Rinascita Lagonegro e buscou agarrar essa oportunidade. Mais uma vez foi protagonista na liga italiana e se tornou ainda mais conhecido no mercado europeu: “O último ano na Itália foi muito importante, tive experiências boas que agregaram muito na minha carreira”

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Da Itália para Espanha

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Agora as metas são outras. Dhionathan Zóio foi contratado pelo Urbia Voley Palma na Espanha e seu principal objetivo é defender importantes títulos conquistados por um dos maiores clubes de voleibol no cenário espanhol.

“Esse ano o desafio é diferente, manter o time campeão da Superliga Espanhola e da Copa do Rei. No dia 1 de Novembro vamos disputar a final da Supercopa da Espanha, que vai ser um grande desafio também e estamos preparados”

Zóio está muito feliz no país e se vê mais preparado e consolidado como atleta profissional: “O melhor momento é o que estou vivendo aqui na Espanha, no Urbia Voley Palma, mais maduro e com mais bagagem.”

Dhionathan está muito confiante para a atual temporada e ainda projeta seu futuro no vôlei:

“Tenho certeza que vai ser uma ótima temporada aqui na Espanha, com muitos desafios e aprendizado. O foco agora são os objetivos da equipe Urbia Voley Palma. Os próximos passos dependem dos acontecimentos e do mercado do voleibol, mas tenho em mente me manter por alguns anos na Europa”

Por Gustavo Pereira

Comentaristas Esportivos: É preciso ou não ser jornalista?

Texto base: http://www.portalimprensa.com.br/especialcarreira/mercado_05.asp

A figura do comentarista esportivo, seja nas bancadas de debates, nas transmissões de jogos, entre outros, é importante para o atual cenário esportivo que o Brasil se encontra. Nessas figuras temos não apenas opiniões, mas pretende-se que também venha um conhecimento esportivo que embase as opiniões de informação.

Por esse motivo, espera-se sempre dessa profissão uma contextualização dos fatos, links com acontecimentos no mundo esportivo e conhecimentos básicos sobre os esportes a serem comentados, bem como suas regras e normas.

Mas além disso, ideais de isenção e imparcialidade também são delegados aos comentaristas, fato que são princípios estudados nas faculdades de jornalismo (comunicação social). E portanto, é estabelecida a pergunta chave, um comentarista precisa ou não ser jornalista?

Questionado, o jornalista Fábio Sormani afirma que “O entretenimento no jornalismo pode ser encarado de forma mais visível com a presença de ex-jogadores nas equipes de esporte das emissoras. Com experiência nos gramados e forte apelo popular, eles mostram a visão de quem já esteve naquela posição, com uma percepção mais intimista. Ao analisar o caso, os jornalistas avaliam que há espaço para todos, mas que o conhecimento mais profundo sobre a área não pode ser descartado.”

Entretanto, é preciso tomar certos cuidados quando falamos de ex-jogadores nas bancadas esportivas. E um exemplo desse fenômeno é o programa Jogo Aberto, transmitido pela Rede Bandeirantes. Nele, pegando como recorte o programa transmitido em São Paulo, temos a apresentadora Renata Fan, jornalista por formação, Paulo Morsa e Ulisses Costa, que desempenham o papel de comentarista esportivo há anos, mas sem nenhuma formação na área, além do ex-jogadores Ronaldo Giovanelli (conhecido como ex-goleiro do Corinthians) e Denílson (ex- jogador, com destaque no São Paulo e Palmeiras e com passagens pela Seleção Brasileira). Com isso, os debates acabam sendo sempre tendenciosos e cada um “puxa sardinha para o seu lado”, e algumas equipes ganham maior destaque no programa, mesmo que de forma humorada como faz Denílson.

Mas o problema é quando a opinião toma o lugar da informação. E ainda mais grave do que isso, quando se passa dos limites éticos. Caso do chamado “Craque” Neto. Personagem polêmico da mídia que se envolve em várias polêmicas por defender o Corinthians acima de tudo e por falar “o que vem na cabeça”. Exemplos não faltam, como o recente caso em que sem perceber que o microfone estava aberto xingou a Seleção Brasileira. http://virgula.uol.com.br/esporte/cbf-emite-nota-de-repudio-ao-comentarista-neto-apos-declaracao-polemica-do-ex-jogador-contra-a-selecao/

Mas exemplos de polêmicas desse ex-jogador é o que não falta… http://torcedores.com/noticias/2015/12/relembre-as-maiores-polemicas-de-neto-em-2015

Bons exemplos também aparecem nas mesas de debates, vindo de ex-jogadores, como ressalta Vladir Lemos, “O importante, ao informar, é ser reconhecido como alguém capaz e ter conhecimento suficiente para exercer tal ofício”.

Outro aspecto a se refletir é que os jornalistas que desejam se tornar comentaristas, precisam passar por um longo tempo de experiência, para aí sim conseguirem sua vaga, como ressalta Sormani “Isso (ser comentarista) veio com o passar dos anos, com a experiência adquirida e o senso crítico tornando-se mais apurado”. Contudo, os comentaristas que são ex-jogadores, acabam conseguindo seu espaço de forma muito mais fácil, e na maioria das vezes por terem se destacado como atletas. Caso que exemplifica essa situação foi a incorporação de Ronaldo “Fenômeno” na equipe esportiva da Rede Globo para a transmissão da Copa do Mundo, que gerou vários memes que viralizaram nas redes sociais.

Mas na visão de Wagner Vilaron, uma figura não anula a outra, “a presença de alguém preparado e com estudos sobre todas as questões que envolvem o esporte irá apenas “enriquecer as transmissões”. Pela SporTV, o comentarista diz ter o prazer o trabalhar ao lado de grandes ex-jogadores, como Casagrande, Caio Ribeiro, Júnior, Belletti, entre outros”.

Pensar na figura do comentarista esportivo é pensar no jornalismo esportivo, e portanto, essa pergunta deve ser analisada, pois o esporte é um local para opinião… Seja em lances, em jogos, mercado de contratações, etc!

Não se deve apenas opinar, mas sim refletir sobre a repercussão da opinião, e nunca esquecer, sendo jornalista ou não, que o mais importante é unir Opinião & Informação

Por Gustavo Pereira

Depois de Neymar e mercado aquecido, tudo parece ser possível!!

isco e asensio

Diversos motivos fazem com que as principais equipes do mundo tenham, atualmente, cada vez um maior poder de fogo na hora de contratar. Dentre eles podemos citar os direitos de televisão, vendas de camisas, sócio-torcedores etc. Mas para além disso, um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum é a compra de muitos desses clubes por milionários, ou até bilionários, sejam do Qatar, Rússia, China, e outros mais, que investem pesado afim de levarem suas equipes à glória.

Um dos casos mais emblemáticos desse fenômeno é o Paris Saint-Germain, que há anos vem gastando rios de dinheiro e contratando diversas estrelas mundiais. Entretanto, nessa temporada (2017/2018), seus investidores foram além e ignoraram as diversas recusas do Barcelona sobre o sonho de consumo, Neymar, e por incríveis 222 milhões de euros + o salário do mundo, trouxe o brasileiro para Paris.

Outras equipes como Manchester City, Chelsea, e mais recentemente, o Milan, são outros exemplos de que o investimento desses empresários tem elevado o patamar financeiro do futebol mundial.

Nem mesmo o fair-play financeiro parece ser capaz de parar essas equipes, que conseguem receita de diversas formas, inclusive com publicidade e venda de camisas. Um exemplo disso foi a contratação de Paul Pogba, pelo Manchester United, que foi possibilitada apenas com a venda de camisas do sueco Zlatan Ibrahimovic.

Pensando nisso, e tendo como caso mais emblemático Neymar, os clubes parecem se movimentar para proteger como podem os seus principais jogadores do assédio de poderosos investidores que parecem não ter limites. Como exemplo temos o também poderoso Real Madrid, que após a venda de Neymar, renovou os contratos de duas promessas de seu elenco, Isco e Asensio, por valores astronômicos. É preciso pagar incríveis 700 milhões de euros para tirar Isco dos merengues e 500 milhões de euros para comprar o jovem Asensio.

Além do Real Madrid, outros clubes parecem estar dispostos a criarem um plano de renovação de contratos de suas estrelas e promessas, afim de protegê-los de assédios dos grandes empresários do ramo futebolístico.

Por Gustavo Pereira

 

O esporte na dramaturgia

É fato que o esporte tem impactos diretos e indiretos na vida do ser humano. Mas para além disso, a palavra esporte é sinônimo de paixão, sentimentos à flor da pele e até de fanatismo. Tanto que figuras esportivas são consideradas todos os anos como destaques mundiais a nível de influência.

Pensando nisso, a indústria cinematográfica produz diversos filmes baseados no esporte e em figuras emblemáticas. Confira algumas produções que podem te fazer vivenciar um pouco mais da vida de um atleta, tal como seus desafios, bônus e, principalmente, ônus.

Bons filmes ou documentários sobre esporte

ze aldo

1- Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo

O filme narra a história do lutador José Aldo, desde sua infância sofrida, até os dias de glória no octógono do UFC, somando incríveis nocautes e vitórias espetaculares. Além disso, o filme traz informações sobre o mundo das lutas, principalmente o UFC.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-241667/trailer-19550010/

2- Gol!

O filme trabalha o sonho de um jovem e talentoso atleta que mora em uma cidade pequena dos Estados Unidos e como muitos jogadores amadores ao redor do mundo, tem o sonho de se tornar profissional. Sua grande chance é quando o garoto recebe uma chance de ir para o Newcastle United (ING).

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-56435/trailer-19372248/

3- I am Bolt

O documentário traz a história de um dos maiores nomes do esporte mundial atualmente, o jamaicano Usain Bolt. O documentário traz o dia a dia do irreverente corredor e é uma ótima opção para quem gosta de atletismo.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-237539/trailer-19552491/

4- Winning: The racing life of Paul Newman

Para os amantes de corrida, o documentário traz a vida de Paul Newman, que teve uma carreira de 35 anos dedicados à luta. Além disso, o documentário aborda também aspectos para além da vida esportiva.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-237119/trailer-19548723/

5: Hoovey ou Força de Viver

O filme mostra uma verdadeira história de superação, quando uma promessa do basquete descobre ter um tumor maligno na cabeça e, após isso tem que reaprender a jogar, além de precisar manter sua família junta.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-242468/trailer-19547675/

A Itália é sua Wagner!

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(Foto: Reprodução Facebook/ Wagner Pereira recebendo troféu Viva Vôlei pelo Bento Vôlei)

O jovem atleta Wagner Pereira da Silva, nascido em Mar de Espanha (MG) está de malas prontas para a sua primeira temporada em solos estrangeiros, defendendo o Santa Croce, da Série A2 da Itália, após passagem de destaque pelo Bento Vôlei.

Wagner tem 24 anos, 1,97 metros e joga como oposto. Iniciou a sua carreira em Mar de Espanha, passou por Paraíba do Sul, mas foi em Juiz de Fora, defendendo o Granbery, que o atleta foi projetado como jogador profissional. Wagner soma passagens por Sesi-SP, Santo André, Montes Claro e Bento Vôlei, clube pelo qual disputou a última Superliga 2016/2017 e foi o maior pontuador da equipe.

O oposto tem ainda passagens pelas seleções brasileiras de base, e conquistou, entre outros títulos, a Copa Pan-Americana Sub-23, em Reno (EUA), em 2015. Wagner disputou também o Campeonato Mundial de Seleções Sub-23, em Dubai, Emirados Árabes.

Sobre o que mais lhe motivou a se tornar profissional, Wagner lembra da época em que esse era apenas um sonho:

_”Objetivo, força de vontade. Sempre corri atrás do que eu queria. Sempre assistia a final da superliga, e um dia eu queria jogar também uma superliga, daí fui me dedicando pra chegar aonde eu cheguei”

Sobre a experiência na seleção brasileira de base, o agora oposto do Santa Croce ressaltou o crescimento que teve:

_”Comecei a me tornar um outro jogador depois que passei pelas seleções de base. Comecei a ver o vôlei de outra forma, ter experiências internacionais que me ajudaram muito, tive uma vivencia muito boa. Comecei a competir contra jogadores tão bons quanto eu da mesma idade e até mais novos. Isso me fez dar muito valor ao esporte, sofri na pele algumas vezes, fui cortado da seleção 2 vezes porque outros jogadores naquele momento tiveram muito mais “culhão” do que eu”

Wagner ainda falou sobre uma frase que carrega consigo:

_”Não esqueço até hoje o que meus técnicos na seleção falavam, não só comigo, mas com o grupo, é uma das lições mais importante e que levo comigo: – Você tem que matar um leão por dia, infelizmente o esporte é assim

O oposto ainda lembrou das dificuldades até chegar a se tornar profissional, e das pessoas que lhe ajudaram:

_”Olha se eu for ficar falando nomes fico ate amanha (risos), tantas pessoas já passaram na minha vida e me ajudaram tanto, sempre por onde eu passo faço amigos que querendo ou não me ajudaram de certa forma ou com uma palavra ou um conselho. Mais isso tudo só foi possível graça aos meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram. E, principalmente, me incentivaram! De onde eu venho nada e fácil, sempre tive que correr atrás pra conseguir algo, meus pais foram o alicerce que fez com que eu seguisse em frente”

Sobre seu ídolo, Wagner não titubeou:

_ “Sempre fui fã do Andre Nascimento pelo vôlei que ele jogava e por ser canhoto, tive a oportunidade de conhecer ele e de trabalhar ao lado dele no Montes Claros, fiquei mais fã ainda”

Wagner também lembrou do seu pior momento da carreira:

_”Eu estava vindo de um momento muito bom, tinha voltado da seleção sub-23 muito confiante no meu trabalho, tanto que viajei com a seleção pro mundial e fui campeão da copa Pan nos USA. Quando voltei ao Montes Claros, não estava conseguindo exercer o mesmo voleibol, era cobrado constantemente, tentei seguir uma linha de raciocínio que não era a minha, tentei ser um jogador que eu não sou, comecei a jogar sem meu sorriso no rosto sem poder de certa forma me divertir dentro da quadra. No meio disso tudo tive que fazer uma cirurgia inesperada na bexiga que me fez sair do vôlei, e isso me fez perder tudo, tudo o que você pode imaginar. O brilho nos meus olhos foi embora, minha vida profissional não era mais a mesma nem a pessoal. Quando saí de lá senti um peso saindo das costas”

Mas ressaltou que a oportunidade de ter ido para o Bento Vôlei o fez recuperar seu bom voleibol.

_”No time do Bento Vôlei tive a oportunidade de jogar, as coisas começaram a acontecer, eu tive liberdade de ser quem eu era dentro de quadra, de poder sorrir, me divertir, sem perder a responsabilidade consegui mostrar pra mim mesmo e pra todo mundo o que eu sou capaz de fazer”

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(Foto: Reprodução Facebook / Wagner em ação pelo Bento Vôlei)

Sobre a temporada, Wagner lembra que ficou entre os 10 maiores pontuadores da Superliga e ressaltou:

_”Essa temporada foi mérito do meu trabalho, quem me via treinando pode falar melhor do que eu, me dediquei muito para conseguir essa marca que tive na temporada, Bento Vôlei me deu a oportunidade de voltar ao mundo do vôlei, eu não podia decepcionar eles e nem perder essa oportunidade, com o passar das rodadas eu sentia que a equipe confiava mais e mais em mim, todos me cobravam e me davam conselhos, os troféus Viva Vôlei que consegui foram graças a eles, tanto que quando eu recebi o primeiro Viva Vôlei até chorei, porque ele representava tudo o que eu tinha passado, toda a volta por cima que eu estava dando na minha vida”

Por fim, Wagner Pereira projetou sua primeira temporada fora do Brasil:

_”Essa temporada vai ser muito importante pra mim, vai consolidar ainda mais tudo o que eu venho fazendo. Estou de mente aberta e muito motivado pra essa nova jornada, sei que não vai ser nada fácil, mas estou determinado. Tenho meus objetivos pessoais e ainda sonho em ir pra seleção principal. Para isso, quero me destacar na Itália, e aprender muito mais, para um dia ter a oportunidade de representar o meu pais novamente”

Por Gustavo Pereira

 

 

Univolei é exemplo de profissionalismo no vôlei amador juiz-forano

A cidade de Juiz de Fora sempre teve tradição no voleibol. Atletas como Giovane Gávio, André Nascimento, entre tantos outros saíram de Juiz de Fora para disputar Superliga e até mesmo chegar a seleção.

Para além disso, a cidade vem se mostrando apaixonada pelo esporte, e esse sentimento tem se intensificado com o JF Vôlei, que há anos disputa a Superliga, principal campeonato de voleibol em âmbito nacional.

A torcida juiz-forana sempre comparece em bom público e em muitas oportunidades tem lotado o ginásio da UFJF.

Mas não é apenas o vôlei profissional que faz sucesso em Juiz de Fora. O esporte tem ganhado notoriedade e participação de forma amadora. Pela cidade é possível jogar voleibol em vários pontos da cidade e várias equipes vem sendo montadas a partir do voleibol amador.

Um dos principais exemplos de que o vôlei amador é levado a sério em Juiz de Fora é a equipe Univolei.

Projeto Univolei

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Um dos criadores da equipe, Vinícius Ribeiro falou do início do projeto:

“A equipe foi formada no início do ano de 2015, por ex-atletas da UFJF e Clube Bom Pastor  e também novos talentos, situado na cidade de Juiz de Fora e também através de seleção para cada competição de acordo com as necessidades”

Logo no primeiro ano de criação (2015), os resultados começaram a vir. A equipe rodou várias cidades da Zona da Mata mineira e conquistou 8 títulos (Copa Verão, Copa Tabajara, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira, Copa Amagrama, Jogos Universitários de Cataguases, Copa Aiuruoca e Copa Sesi).

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Em 2016 a equipe fortaleceu o seu projeto, e contando com alguns patrocinadores, conquistou mais 8 títulos (foi bi-campeão da Copa Verão, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira e Copa Sesi, e venceu o Jopan etapa Olaria, Copa Super Four, Copa Cascatinha e Copa 3 Rios), além de ter sido vice-campeã da SuperCopa de Matias Barbosa.

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Além da equipe masculina, o Univolei incorporou a equipe feminina e em sua primeira temporada ganhou 4 títulos (Taça Juiz de Fora, Copa Barbacena, SuperCopa de Matias Barbosa e Copa Super Four.

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Em 2017, Vinícius Ribeiro projetou um ano de resultados positivos e de um crescimento ainda maior do Univolei. A equipe já disputou três campeonatos, sendo campeão da Copa Pequeri, vice-campeão da Liga São Vicente e 3 º colocado na 3 ª Taça Juiz de Fora.

Para além de um time amador

O Univolei tem se destacado não apenas dentro de quadra, mas também fora dela. A equipe realiza um projeto social no Instituto Aviva, que leva um pouco de alegria e voleibol para a criançada.

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Laerte Stroppa é um dos vários atletas da equipe e na temporada 2015/2016 chegou a ser inscrito na Superliga pelo JF Vôlei. O estudante de direito e jogador nos tempos vagos falou da importância do vôlei amador, mais especificamente do Univolei, que permitiu a ele essa oportunidade.

“Desde novo eu treinava vôlei e pensei até em me profissionalizar, mas só em 2015 que voltei a disputar campeonatos e aí surgiu a oportunidade de jogar a Superliga, que é o principal objetivo de quem quer ser jogador, e o Univolei me ajudou a chegar lá.”