Superliga do Sudeste

sada-cruzeiro-campeao-supercopa

Que o Brasil é um país de níveis continentais, todo mundo sabe. Logo, o mais lógico era que os grandes campeonatos esportivos contemplassem as várias regiões do país, o que seria uma ótima forma de representar as mais diversas culturas presentes por aqui, certo?

Na prática, o que ocorre faz com que essa lógica seja totalmente refutada. Se pegarmos os principais esportes nacionais, e aí rapidamente tentarmos nos lembrar dos times protagonistas desses esportes, inevitavelmente pensaremos em muitas equipes do Sudeste, talvez uma ou outra do Sul… E só!

Pegando como exemplo a Série A do Brasileirão 2018, temos 11 equipes do Sudeste, 5 do Sul, e 4 do Nordeste. Se formos mais afundo nessa análise, das 5 do Sul, apenas Grêmio e Internacional costumam ser protagonistas a nível nacional, na região Nordeste, salvo exceções, as equipes costumam brigar para não cair.

Levando esse mesmo pensamento para o voleibol brasileiro, a situação se agrava, e muito!

Protecionismo? Panelinha? Reflexos da sociedade?

Sempre que falamos de voleibol, nos vem à cabeça que é um esporte em geral elitista. Não vemos redes de vôlei montadas em qualquer lugar por aí, e na escola, normalmente é o esporte que poucos sabem jogar ou tem interesse de aprender.

Além disso, é um esporte que exige uma técnica muito apurada, e demanda muita paciência, tempo e por vezes dinheiro, para que os jovens atletas consigam aprender como jogar vôlei.

A partir dessas demandas, bem como a cultura de esporte elitista que o voleibol acabou ganhando, torna-se necessária a reflexão: Por que a Superliga A, principal campeonato nacional, tem sua maioria esmagadora de times provenientes da região Sudeste.

canoas 2.jpg

Se pegarmos a última edição da Superliga A (2017/2018), tivemos 12 equipes. Dentre elas, 9 da região Sudeste e 3 da região Sul. Olhando a classificação, a equipe da região Sul mais bem classificada foi a Lebes/Gedore/Canoas, oitava colocada.

A última equipe que não vem da região Sudeste a ser campeã da Superliga é o CIMED, que conquistou 4 títulos entre as temporadas 2005/2006 e 2009/2010 (ano do último título). A equipe do CIMED, no entanto, encerrou suas atividades no ano de 2012, quando foram retirados os investimentos da equipe de Florianópolis.

Por que só os projetos do Sudeste tem continuidade?

Desde umas duas temporadas atrás, diversas equipes tem reclamado de forma veemente sobre as dificuldades de se manterem na Superliga A. Os motivos são principalmente falta de patrocinadores, que muitas vezes ficam por poucas temporadas no projeto, e por falta de resultados muito expressivos acabam retirando os investimentos; e o pensamento da CBV de buscar o lucro exacerbado, não se importando com os clubes e seus gastos.

O resultado? A Superliga se encontra em um momento muito crítico, em que várias equipes garantem a permanência na primeira divisão dentro das quadras, mas fora delas não conseguem cumprir as exigências da CBV, e com isso acabam encerrando suas atividades ou se auto-rebaixando, a fim de recomeçar. Exemplos disso não faltam… Principalmente fora da região Sudeste…

E o mais recente deles é o do próprio Lebes/Gedore/Canoas, que anunciou que não terá condições de disputar a edição 2018/2019, abrindo mão de sua vaga na Superliga. A equipe do Sul do país se encontra com muitos débitos e diante do não cumprimento dos compromissos financeiros de um dos patrocinadores, teve que se auto-rebaixar.

O Copel Maringá, outra equipe do Sul do país, vem capengando há várias temporadas, sempre terminando nas duas últimas colocações, e permanecendo na Série A justamente devido a falta de condições de outras equipes de continuarem na Superliga. Vale lembrar que o Maringá tem o levantador Ricardinho, que por toda sua história, ainda consegue captar recursos.

O terceiro representante do Sul na temporada 2017/2018, Vôlei Caramuru, ainda tem pendências financeiras da última temporada, e não tem sua permanência na Superliga A assegurada, apesar da expectativa positiva da diretoria dos paranaenses.

A questão financeira dos estados pode até interferir, entretanto o grande problema é que o voleibol atual sobrevive dos grandes empresários e patrocinadores, e como a região Sudeste possui maior visibilidade, os investimentos costumam se concentrar.

Entretanto, uma boa iniciativa seria um pensamento de expansão de territórios por parte da CBV, incentivando de forma mais ativa os campeonatos regionais, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Outra possibilidade era uma maior procura de equipes de regiões periféricas por leis de incentivo ao esporte. Mas essa é uma iniciativa muito particular de projetos que surgem e às vezes não se mantém por falta de patrocínio.

E por último, é necessário que a CBV diminua esse protecionismo, principalmente na Superliga A, que favorece cada vez mais os projetos já fortificados, e além de não incentivarem, ainda desmotivam muitas das equipes de participarem das principais divisões do voleibol nacional.

 

Anúncios

O Flamengo que dá certo

paqueta vinicius junior flamengo

É bem verdade que o Flamengo em nenhum momento do ano de 2018 o Flamengo viveu uma sequência de maus resultados. A equipe iniciou a temporada com um time reserva, em algumas partidas utilizando até uma equipe prioritariamente Sub-20.

E os meninos da base rubro-negra corresponderam muito bem quando foram solicitados no campeonato carioca. Foi aí que o ainda técnico Paulo César Carpegiani começou a utilizar seus titulares, que até então possuíam status de titulares ou de reservas de luxo, muito por conta das fases finais do campeonato carioca e do início da Libertadores, e o Flamengo simplesmente parou de jogar bem.

O clube começou a Libertadores de forma sonolenta, empatando com o River Plate por 2 a 2, no Maracanã, e venceu o Emelec fora de casa, por 2 a 1, muito mais por muita inspiração do garoto Vinícius Jr., do que por uma boa atuação do elenco.

Com a equipe jogando mal desde a entrada dos titulares, Carpegiani começou a ser pressionado, e no dia 28 de março, após derrota por 1 a 0 para o Botafogo na semi final do campeonato carioca, quando o Flamengo tinha a vantagem do empate, o até então técnico rubro-negro caiu, juntamente com membros da diretoria, dentre eles Rodrigo Caetano, diretor de futebol e um dos responsáveis pelas contratações do clube nos últimos anos.

Virada de chave e valorização da base

Com uma grande reformulação nos cargos mais altos do rubro-negro, coube ao jovem Maurício Barbieri, de apenas 36 anos, reerguer o Flamengo e tornar uma equipe que até então não tinha alegria de jogar futebol, em uma equipe competitiva e que buscasse títulos e vitórias atrás de vitórias.

E seu início não foi muito fácil, principalmente por conta de jogos importantes na Libertadores, competição em que o Flamengo foi eliminado na fase de grupos nas últimas três vezes, e representa um trauma para o torcedor.

No começo de seu trabalho Barbieri foi muito criticado, principalmente porque no início os resultados não vinham saindo como o esperado. Iniciou o Brasileirão com um empate fora contra o Vitória e empatou duas vezes contra o Santa Fé, da Colômbia.

Com isso, os torcedores passaram a temer pelo pior: uma nova eliminação na fase de grupos da Libertadores e um campanha mediana no Brasileirão.

No entanto Barbieri provou que tudo que precisava era de tempo para trabalhar e estabelecer seu padrão de jogo. Promoveu algumas mudanças no elenco como a efetivação de Lucas Paquetá jogando como uma espécie de segundo volante, promoveu a titularidade de Vinícius Jr., muito por conta da venda de Éverton para o São Paulo, e promoveu a entrada de Léo Duarte na zaga titular do Flamengo, devido às lesões de Réver, Juan e até de Rodolpho.

Mas além do padrão tático, Barbieri parece carregar em sua filosofia o que é ser Flamengo. Totalmente fechado com o grupo, o principal trunfo do treinador foi resgatar a importância da base no planejamento do ano, e não apenas como jovens que atuaram no campeonato carioca para darem mais tempo para os considerados “titulares” trabalharem melhor na pré-temporada.

Muito mais do que dar importância e confiança a jovens promessas do Flamengo como Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, Maurício Barbieri seguiu um caminho diferente do que Zé Ricardo tinha feito: resolveu apostar suas fichas na máxima de que “Craque o Flamengo faz em casa”

E foi justamente a partir disso que outras promessas rubro-negras começaram a aparecer. Léo Duarte jogou muitas partidas com o novo treinador e retomou sua confiança, passando a ser importante peça no elenco. Jean Lucas se tornou uma espécie de reserva de luxo, já que entra em quase todas partidas. Felipe Vizeu, que apesar de já vendido, é uma promessa da base, retomou seu espaço após lesão e vem sendo importante nas últimas partidas do Flamengo. Além disso, o jovem Thuler foi solicitado em duas partidas e demonstrou muita segurança, sendo uma opção a mais para a zaga rubro-negra, que vem se mostrando muito eficiente.

Com isso os resultados voltaram a aparecer, a torcida parou de reclamar e voltou a lotar os estádios, resultando em grandes médias de público, e o Flamengo voltou a ser um time que busca a vitória a todo momento.

O jovem Maurício Barbieri mudou totalmente a configuração do rubro-negro atuar, dando mais importância para o futebol alegre e efetivo, onde a busca pelo gol é uma obrigação. Além disso, recuperou a confiança de muitos dos medalhões do elenco, e podemos ver atletas como Diego Alves, Rodinei, Renê e Diego, que iniciaram a temporada muito mal, recuperando suas melhores formas e sendo importantes na conquista dos resultados.

O resultado provisório é melhor do que se poderia imaginar:

-Na Libertadores, mesmo com alguns apertos a equipe avançou em segundo do seu grupo e pega o Cruzeiro nas oitavas de final.

-Na Copa do Brasil o rubro-negro está classificado para as quartas de final e enfrenta o Grêmio.

-No Brasileirão é o 1º lugar isolado e tem a chance de ir para a parada da Copa com alguns pontinhos de folga para o segundo lugar.

Devido a essa mudança de chave, o assunto é de efetivação de Maurício Barbieri, principalmente após o treinador ter tempo de implantar sua filosofia no clube.

O principal acerto da diretoria foi não afobar. Não sei se o fato de Barbieri ainda ocupar o cargo de treinador do Flamengo foi uma opção da diretoria ou falta de sucesso quando foi no mercado. Fato é que o Clube de Regatas do Flamengo voltou a ser respeitado pelo futebol apresentado, e Barbieri tem grande parte nisso, principalmente na valorização dos jovens jogadores do time.

Apenas a título de curiosidade, na última vitória do clube, no Fla-Flu, a média de idade dos 11 iniciais foi de 25,7 anos, segundo o transfermarkt, mesma média de idade do plantel atual rubro-negro. O que apenas legitima a oportunidade que os jovens vem tendo com Barbieri no comando, o que vem dando bons resultados.

Por Gustavo Teixeira

Uma aventura de menino que se tornou um sonho de gente grande

pedro1

(Imagens cedidas: Arquivo pessoal de Pedro Londero)

Nascido em 1997, e com apenas 21 anos, Pedro Londero é mais um exemplo de jovem que precisou amadurecer muito cedo, já que saiu de casa com apenas 17 anos, rumo a São José dos Campos, onde teria a oportunidade de buscar a realização de seu sonho: se tornar atleta profissional de voleibol.

Pedro que é ponteiro, e tem 1,90 m, lembrou as dificuldades da decisão de sair de casa e tentar a sorte no estado de São Paulo, reconhecido por possuir os campeonatos de base mais disputados do Brasil, e um grande celeiro de revelações para o nível nacional:

“Inicialmente, tomar a decisão foi difícil, pois desconhecia a realidade do esporte em outro estado, mesmo ouvindo vários relatos e opiniões de amigos que já tinham vivido o momento que eu estava para viver. Além disso, pensar em sair e morar sozinho, em outra cidade, longe dos pais e da família era apostar alto nessa decisão. No entanto, ao chegar na cidade e vivenciar o esporte de forma muito mais intensa e exigente, me senti feliz, pois percebi que ali era o melhor lugar para evoluir e ter oportunidades para crescer dentro do esporte.”

O ponteiro do São José dos Campos lembrou ainda do seu período de adaptação à sua nova realidade, quando chegou ao clube em 2015:

“Foi um processo lento e intenso, principalmente se tratando da intensidade dos treinos, jogos, e a convivência diária com o grupo. A responsabilidade veio, apesar de um pouco mais tarde, junto com a maturação como atleta, e a maior compreensão da importância do meu esforço pro sucesso do meu futuro. Acredito que esse processo de adaptação durou por volta de uns 6 meses, mas considero que foram meses essenciais pra mim.”

Voltas do esporte

pedro2

(Pedro Londero em atuação pelos profissionais do São José dos Campos em 2017)

Pedro Londero lembrou ainda do momento mais difícil para a equipe, quando após ter ficado em 8º lugar na Superliga 2015/2016, o que lhe garantiu a disputa das quartas-de-final da competição, o São José dos Campos não conseguiu viabilizar a permanência na principal competição nacional, e acabou com a equipe profissional:

“A queda da equipe foi um ponto marcante e muito negativo, pois com isso ocorreu a perda significativa de investimentos na estrutura, bem como uma maior dificuldade de inserção em uma equipe adulta profissional em um projeto que eu estava começando a caminhar. Haja vista que tendo um projeto adulto local na cidade que já eu estava atuando, ficaria mais fácil para mim ter oportunidades no profissional, por já ter a confiança da comissão técnica.”

No entanto, após um ano sem equipe profissional, em 2017 o São José dos Campos retomou o projeto de ter uma equipe na categoria profissional, o que também deu um fôlego a mais para o ponteiro Pedro Londero, que passou por essa experiência complicada, mas que se manteve nas categorias de base do São José mesmo com as inseguranças e possibilidades de menor visibilidade do seu desempenho.

Assim como todo atleta das categorias de base, foco é uma palavra-chave, já que não é possível caminhar sem estar fixado nos objetivos de um dia chegar ao profissionalismo. Com Pedro não foi diferente, principalmente ao passar por bons e maus momentos em meio à sua caminhada:

“Por incrível que pareça, o meu melhor e o meu pior momento ocorreram na mesma temporada, no ano de 2017. O time foi muito bem formado, com um elenco bem equilibrado, impossibilitando a formação de um time titular absoluto, já que nos treinos o time sempre sofria variações visando altura, volume de jogo, passe ou ataque. E no início das competições eu não vinha conseguindo mostrar o meu melhor nos treinos, e com isso acabei ficando de fora dos primeiros jogos da temporada. Essa fase foi muito difícil, pois me vi perdendo minha maior oportunidade no ano, a mais importante para um atleta, que é a transição para o nível adulto.”

Nesse momento Pedro Londero se viu em uma sinuca de bico, onde só ele poderia virar o jogo, e voltar a ocupar um espaço de destaque. E foi isso que ele fez:

“Logo após esse período inicial de uns 4 meses, com o início do treinamento do time adulto, eu me esforcei ao máximo para conseguir meu espaço dentro da equipe titular juvenil, ganhando visibilidade e passando confiança aos treinadores. E dessa forma, essas circunstâncias adversas do início da temporada, e minha vontade de melhorar, me projetaram para a participação nos jogos do time adulto, que começaram a ocorrer principalmente no Paulistão.”

O ponteiro lembra que foi aí que recuperou sua confiança e se viu motivado a alçar voos mais altos:

“Fiz ótimas atuações contra grandes times como: Sesi-SP, Taubaté e Corinthians Guarulhos, gerando maior experiência, e melhorando meu nível de jogo. E assim cheguei na minha melhor fase da carreira até hoje, em que tive participação total nos jogos da equipe juvenil, fazendo boas partidas, e além disso, ainda consegui estar presente de forma constante nos jogos da categoria adulta, entrando em quase todos os jogos.”

Títulos e conquistas

pedro3

(Passagem pelas categorias infanto e juvenil renderam várias conquistas a Pedro)

Algo importante na carreira de todo atleta, seja ele amador ou profissional, é a conquista de títulos e medalhas, o que lhe torna mais conhecido e reconhecido, e o motiva a buscar sempre mais e mais troféus e medalhas.

E nesse quesito o ponteiro Pedro Londero não tem do que reclamar. Apesar de ter apenas 21 anos, o atleta soma muitas conquistas importantes tanto em Juiz de Fora, onde iniciou sua carreira no voleibol em 2008 e permaneceu até 2014, quanto no São José dos Campos, onde terminou sua formação nas categorias de base e se tornou profissional.

-Granbery (Juiz de Fora):

5 vezes campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG): Etapas microrregional, regional e estadual em 2009 ), e etapas microrregional e regional em 2010;

Campeão da Copa Minas Tênis Clube em 2013, com premiações individuais de melhor passe e MVP da competição.

-São José dos Campos:

2015- Vice- campeão dos Jogos Abertos da Juventude, categoria infanto; vice- campeão da Taça Prata Paulista, categorias infanto e juvenil.
2016 – Campeão dos Jogos Abertos da Juventude de São Paulo, categoria juvenil; vice- campeão dos Jogos Regionais de São Paulo, categoria adulto.
2017 – Vice campeão dos Jogos Regionais Juvenil de São Paulo; 3° lugar da Taça Ouro do Paulista Juvenil; vice- campeão dos Jogos Abertos de São Paulo Juvenil 1ª divisão; 3º lugar da Taça Prata, categoria adulto
Para além das conquistas de medalhas e trofeús, Pedro recorda com muito carinho do seu início em São José dos Campos:
“Uma história marcante pra mim foi a semifinal da Taça Prata em 2015, pelo infanto, já que a decisão era em 2 jogos e perdemos o primeiro de 3 sets a 0 para o Ibirapuera, e no segundo jogo, jogando em casa, não só ganhamos os três sets seguidos, e devolvemos o 3 sets a 0, como também vencemos o Golden set e avançamos para final. Esse foi uma partida muito emocionante, pois apesar dos 4 sets a 0, saímos com a vitória em parciais apertadas. E foram partidas como essas que me fizeram ainda mais apaixonado pelo esporte.”
Projeção para o futuro
pedro
(Pedro com a camisa 3 em partida pelo profissional do São José dos Campos)
Após ter se desenvolvido nas categorias de base, Pedro tem agora um novo desafio: se consolidar como atleta profissional em um mercado que só se fecha, e provar o seu valor a nível nacional.
E no que depender dele, todos os esforços serão feitos para a realização de suas metas:
“Meu maior sonho no vôlei é estar jogando e evoluindo em uma equipe adulta profissional, principalmente de Superliga A. Além disso, também penso em atuar no exterior, conhecer culturas novas, times novos, e ganhar um bom dinheiro para me estabilizar financeiramente e também ser respeito profissionalmente”
Ainda sem ter renovado seu contrato com a equipe profissional do São José dos Campos para a temporada 2018, Pedro aguarda propostas para definir seu futuro no esporte.
E em sua entrevista, o nome de Pedro Londero foi citado, juntamente com os nomes de Tárik e Diego, os três juiz-foranos, como atletas chave para o prosseguimento do projeto do Juiz de Fora Vôlei.
Nesse caminho, Pedro tem mantido a forma, e segue analisando a melhor opção para o seu futuro no voleibol profissional.
Por Gustavo Teixeira

 

Recomeçar é preciso

Após uma temporada com mais baixos do que altos, dificuldades financeiras e elenco muito jovem, JF Vôlei sofreu muito na temporada 2017/2018, e com o rebaixamento à Superliga B, precisa se reinventar!

Na temporada atual a equipe foi a lanterna, com apenas 8 pontos conquistados, e uma campanha de 3 vitórias e 19 derrotas. A equipe juiz-forana só ganhou do Copel Maringá, duas vezes, por 3 sets a 2 fora de casa, e 3 a 0 em casa, e do Minas Tênis Clube fora de casa, por 3 sets a 2.

Ou seja, a equipe conquistou 7 dos seus 8 pontos com vitórias, e apenas 1 por derrota por 3 sets a 2, fora de casa contra o Sesc-RJ. E nas outras 18 derrotas o JF Vôlei sofreu um 3 a 0 ou 3 a 1.

Elenco jovem

A princípio poderíamos justificar o baixo desempenho da equipe de Juiz de Fora pelo elenco jovem e pelo baixo orçamento financeiro, já que o próprio Maurício Bara afirmou que o time passa por dificuldades financeiras desde a temporada 2016/2017, quando firmou uma parceria com o Sada Cruzeiro.

No entanto essa não é exatamente uma desculpa para o desempenho abaixo da equipe do JF Vôlei, já que na temporada passada o time passou pelos mesmos problemas e conseguiu uma histórica classificação para as quartas de final da Superliga, comandados por Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro, e municiados pelo líbero Fábio Paes.

O que ocorreu na temporada atual foi um descuido na montagem do elenco, que ficou muito focado na juventude e se esqueceu de dar oportunidades para atletas que tem identificação com a equipe e poderiam fazer um bom trabalho por aqui.

Se pegarmos como comparação o elenco da temporada 2016/2017, temos Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro como os mais valorizados, tanto que foram para equipes que subiram recentemente da Superliga B, e que prometem investimento pesado para alcançar em breve o topo, como Sesc-RJ e Corinthians, respectivamente. De fato era impossível segurar esses atletas, devido ao assédio de equipes com maior investimento. Só que o JF Vôlei acabou não conseguindo repor bem essas duas posições, e tanto o oposto venezuelano Emerson Rodriguez, quanto o levantador Felipe Hernandez, alternaram bons e maus momentos na temporada, e contribuíram para a queda de desempenho do time.

Além disso, outros jogadores como o líbero Fábio Paes e o central Diego, que jogaram mais de uma temporada pelo JF Vôlei, acabaram dispensados da equipe em prol da renovação do elenco, e para seus lugares foram utilizadas duas opções que já estavam na temporada passada, Juan Méndez para líbero, e Rômulo e Bruno como centrais. Só que os jovens sentiram o peso de uma Superliga A, e acabaram prejudicando o desempenho do coletivo em alguns jogos, até porque no vôlei a experiência faz diferença, tanto psicológica como também na resolução dos jogos.

Como ponto positivo, o JF Vôlei contou com o ponteiro Leozinho, fenômeno das categorias de base, e que carregou a equipe em muitas partidas. Só que não ter ninguém para dividir a responsabilidade pesou sobre o jovem, o que fez com que seu rendimento fosse caindo ao longo da temporada.

Reconstrução e recomeço

Agora a equipe vai precisar se reinventar na Superliga B se quiser retornar à elite do voleibol nacional.

As muitas temporadas na Superliga A foram muito positivas para Juiz de Fora, mas o recomeço chega em um bom momento, já que a diretoria da equipe espera contar com apoio financeiros de leis estaduais e/ou federais de incentivo ao esporte, o que pode impulsionar novamente o projeto JF Vôlei.

Uma boa forma de reconstrução é voltar a valorizar os atletas locais, algo que o projeto foi perdendo na medida em que se via pressionado a se manter na elite do voleibol nacional.

Nomes como o do líbero Fábio Paes (que contribuiu para o acesso do Ribeirão Preto para a Superliga A e deve continuar na equipe), do central Diego (atualmente sem clube), do levantador Tarik (que atuou na Superliga B pelo Monte Cristo) e do ponteiro Pedro Londero (que atua pelas categorias de base do São José e que é visto com muito potencial) precisam ser analisados com carinho pela diretoria do JF Vôlei, por serem da casa, ou por possuírem um vínculo forte com Juiz de Fora.

Além disso, para o comando da equipe é possível pensar no nome do Marcus Vinícius, conhecido como Didi, e que trabalha há algumas temporadas no voleibol de São Paulo, e tem como especialidade as categorias de base, o que poderia auxiliar até mesmo na montagem de um elenco barato e com jovens promissores e com muito potencial de desenvolvimento.

Não podemos esquecer que o JF Vôlei já perdeu a oportunidade de contar com grandes nomes da região como os opostos Wagner, atualmente no Santa Croce, da Itália; Felipe Roque, atualmente no Minas Tenis Clube; e o central Maycon Leite, atualmente no Palavollo Molfetta.

Nesse momento de recomeço é necessário o JF Vôlei retornar à mentalidade do início do projeto, e voltar a crescer pouco a pouco, para voltar forte para a Superliga A.

Por Gustavo Teixeira

O Leão voltou a rugir! Avante Baeta!

baeta-1

(Foto: Antônio Paulo Neto)

Após bater na trave ano passado, Tupynambás Futebol Clube consegue o acesso e está de volta à primeira divisão do campeonato mineiro após 84 anos, quando disputou o campeonato mineiro da primeira divisão por duas vezes, nas temporadas 1933 e 1934, conseguindo na sua segunda participação a sua melhor marca, o vice-campeonato.

Fundado em 1911, O Tupynambás por muitas vezes largou e retomou o projeto de uma equipe profissional de futebol, mas foi em 2016 que o projeto retornou com ainda mais força, impulsionado pela venda do lateral-direito Danilo para o Real Madrid, que rendeu mais de 1 milhão ao clube por ser a equipe formadora do atleta, e logo na volta o Baeta conseguiu o acesso para a segunda divisão do campeonato mineiro, que disputou em 2017 e 2018.

Na primeira temporada o Leão do Poço Rico começou a todo vapor, se classificando em 2º lugar para o hexagonal final. No entanto, teve dificuldades nessa segunda fase da competição e conquistou apenas uma vitória em 10 jogos.

Mas o projeto até então já tinha se consolidado, e o Tupynambás abraçou, juntamente com seus muitos torcedores, a ideia de retornar à primeira divisão do campeonato mineiro.

Nesse ano o panorama do módulo II do campeonato mineiro foi outro. Muito mais organizado e com 12 equipes disputando o acesso, o Baeta se classificou em 3º lugar, com 19 pontos, e uma campanha de 6 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, o que o tornou semifinalista do módulo II.

Na semifinal da competição o Tupynambás encarou o América de Teófilo Otoni, sendo que o Mecão tinha a vantagem de dois resultados iguais.

Após um empate em 0x0 em casa a esperança ainda tomava conta do Leão do Poço Rico e os jogadores deram entrevistas em que confiavam na classificação fora de casa.

E ela veio! Jogando em Teófilo Otoni a equipe juiz-forana fez um jogo muito duro com os donos de casa e venceu por 2 a 1, com um gol salvador de Ademilson, de 43 anos, aos 43 minutos do segundo tempo. O outro gol foi marcado por Yan, e Jonatas Obina descontou para o Mecão.

Com a vitória o Baeta volta à primeira divisão do campeonato mineiro e a cidade de Juiz de Fora terá dois representantes na elite estadual, já que o Tupi também se assegurou na primeirona mineira.

Mas o campeonato ainda não terminou e o Leão do Poço Rico ainda pode rugir mais alto, já que enfrenta o Guarani de Divinópolis na final do Módulo II, e pode sagrar-se campeão.

Os jogos serão nos próximos dois sábados, dia 29/04, às 11 horas e 05/05, às 15 horas, sendo o primeiro em Juiz de Fora e o segundo em Divinópolis.

Todo apoio ao Tupynambás Futebol Clube que conseguiu uma vaga suada e consolidou o seu projeto no retorno ao futebol. Agora é torcer para que a equipe coloque mais um troféu a nível estadual em sua galeria, já que em 2016 o Baeta foi campeão da terceira divisão do campeonato mineiro.

Por Gustavo Pereira

Polêmicas no mundo do futebol

O futebol é um esporte que sempre gerou muita discussão e exploração pela mídia em geral, principalmente quanto a questão extracampo de alguns atletas, que tem suas vidas vigiadas de perto por muitos veículos de comunicação. Atualmente dois dos melhores jogadores do mundo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, tem suas vidas constantemente monitoradas, e é possível saber cada passo desses atletas por meio da mídia.

No entanto venho para apresentar alguns jogadores atuam em nível mundial, porém não recebem chances em suas seleções por motivos extracampo.

icardi

Mauro Icardi (Argentina): Com apenas 25 anos o atleta argentino se tornou um dos mais polêmicos do futebol atual por seu estilo irreverente e por não ter papas na língua. No entanto, uma história fez ele ser odiado por muitos argentinos e ainda ser rejeitado pela seleção devido à possibilidade de clima ruim caso o atleta fizesse parte do plantel dos hermanos. Trata-se de uma traição dupla por parte de Icardi no ano de 2013 para 2014, em que o atacante argentino ficou com Wanda Nara, enquanto ela era casada com Máxi Lopez, que hoje tem 33 anos, e era seu amigo íntimo na época.

Em sua biografia, Icardi conta que a aproximação dele com Wanda partiu da moça, que o procurou por mensagem com o pretexto de comprar um tablet, e depois intensificou frequência das conversas com o centroavante da Inter de Milão.

Porém a traição de Icardi a seu compatriota não foi bem digerida na Argentina, e desde então o atleta não disputou mais partidas com a camisa hermana. É curioso pois o atleta é avaliado em 75 milhões de euros segundo o transfermarkt e já marcou 18 gols na temporada atual. Mesmo assim, Sampaoli se nega a chamar o polêmico jogador para atuar pela Argentina.

benzema

Karim Benzema (França): Talentoso e um dos mais badalados camisas 9 da atualidade, o jogador do Real Madrid tem valor de mercado de 50 milhões de euros, e com 30 anos é sempre especulado em grandes equipes do cenário mundial. Na atual temporada o atleta marcou 4 gols e distribuiu 8 assistências, número considerados baixos para um atacante, no entanto Benzema é frequentemente elogiado por Zinedine Zidane, seu técnico.

Mas as convocações de Benzema para a seleção francesa já não ocorrem há anos, mais propriamente desde o fim de 2015, quando o centroavante de origem argelina foi acusado pelo poder judiciário francês de chantagear e cobrar o até então parceiro de seleção, Mathieu Valbuena, por um vídeo erótico do jogador. Com isso, Benzema passou a ficar restringido de manter contato com Valbuena, e desde então foi sacado das convocações da seleção. Apesar de em março de 2016 a restrição ter sido retirada na justiça, a convocação de Benzema é mal vista pelos principais dirigentes franceses e também pelo técnico Didier Deschamps.

balotelli

Mario Balotelli (Itália): Sempre cercado de polêmicas, Balotelli é daqueles jogadores que possui vários altos e baixos em sua carreira, com temporadas sensacionais, como a 2013/2014 com o Milan, em que marcou 30 gols em 54 jogos, e temporadas medianas, como os 3 anos que ficou na Inter de Milão (2007 a 2010) e marcou apenas 28 gols em 86 jogos, e no retorno ao Milan, em que fez apenas 3 gols em 23 jogos.

Pela seleção italiana, Mário Balotelli fez sua última partida em 2010, ano em que disputou a Copa do Mundo pela seleção. Depois disso ficou de fora de duas Eurocopas e de uma Copa do Mundo, sendo preterido por jogadores desconhecidos no cenário mundial.

Em alta desde que voltou para França, atuando pelo Nice, onde já soma 22 gols em 30 jogos na temporada atual, com mais 17 gols em 28 jogos na temporada passada, Balotelli não ganha sequer uma chance na seleção italiana, e suas não convocações tem muito mais a ver com o fator extracampo do que propriamente pelo seu desempenho.

Balotelli soma muitas polêmicas, com diversas falas quentes, ostentação com dinheiro e carros de valores absurdos, gestos polêmico, namoros cercados de repercussão, comentários direcionados a outros boleiros e envolvimento direto em diversos casos em que sofreu racismo, como o último que ocorreu em 2018, contra o Bastia, pela Ligue 1.

Por conta de ser um jogador extremamente midiático e que está sempre no centro das atenções, Balotelli não tem sido convocado pela Itália desde 2010, quando o atleta tinha apenas 20 anos e era cotado para ser um dos principais atacantes do mundo na época.

Por Gustavo Pereira

Fifa e PES, olhem para a Superliga Chinesa

china

O mundo dos e-Sports vem crescendo cada vez mais no cenário nacional e internacional, com cada vez mais equipes profissionais e competições organizadas exclusivamente para a modalidade. Mas para além disso, é importante pensarmos que não só profissionais, mas também milhões de amadores movimentam o cenário dos e-Sports e são apaixonados pelos jogos virtuais, dispendendo horas e horas em seus videogames.

Falando mais especificamente de futebol, que mexe com a cabeça de muita gente não só na vida real, mas também nos games, uma demanda parece cada vez mais latente nos principais jogos do esporte, a presença da Superliga Chinesa.

Há alguns anos atrás o futebol chinês chocou o mundo com contratações de grandes estrelas a nível mundial, com salários estratosféricos e com promessas de transformação do campeonato chinês em um dos mais fortes do mundo.

Em 2018 a Superliga Chinesa já está muito mais conhecida, possui sua identidade, tem um nível de disputa considerável e já é mais respeitada. Além disso, muitos atletas de alto padrão continuam sendo seduzidos pelo mercado chinês e tem conseguido elevar o patamar da competição. A última bomba foi a ida da dupla Yannick Ferreira Carrasco e Nico Gaitán do Atlético de Madrid para o recém promovido Dalian Yifang, por incríveis 65 milhões de euros, além da contratação do xerife do West Ham, José Fonte, por 5 milhões de euros.

Outros nomes conhecidos mundialmente atuam por clubes chineses, casos de Javier Mascherano, Ezequiel Lavezzi, Gervinho e o brasileiro Hernanes do Hebei Fortune, Axel Witsel, Anthony Modeste e o brasileiro Alexandre Pato, do Tianjin Quanjian, Cédric Bakambu, Jonathan Vieira e o brasileiro Renato Augusto, Beijing Guoan.

china2

Sem contar outros vários brasileiros como Hulk e Oscar, que jogam pelo Shanghai SIPG, Ricardo Goulart e Alan, que atuam pelo supercampeão Guangzhou Evergrande, Alex Teixeira, do Jiangsu Suning, Diego Tardelli, que atua pelo Shandong Luneng, Marinho, do Changchun Yatai e os brasileiros do Júnior Urso e Renatinho, que jogam pelo Guangzhou R&F, equipe que conta ainda com o chinês ex-Corinthians Zhizhao Chen.

Com isso, os diversos modos de jogar carreira de treinadores ou mesmo os modos online, casos do Ultimate Team do Fifa, poderiam sofrer um sensível ganho com esses atletas provenientes dessa liga, o que daria mais opções aos jogadores, e também seria um excelente modo de tornar a Superliga Chinesa ainda mais conhecida.

Pelo crescimento que o futebol chinês vem tendo, vale à pena a aposta dessas duas empresas na Superliga Chinesa. Quem sabe já para a próxima edição?

Por Gustavo Pereira

 

Superliga de Vôlei e o abismo entre equipes

voleibol1

Com a fase de grupos próxima do fim, com 18 jogos já tendo sido disputados, mais uma Superliga de voleibol vai chegando à fase de play-offs e com isso podemos ter uma noção mais clara sobre o papel de cada equipe na Superliga.

Na temporada 2017/2018, assim como nas últimas temporadas disputadas, vemos muita pouca mudança em questão de classificação, com o Sada Cruzeiro na ponta da tabela, Taubaté e Sesi-SP tentando chegarem próximos do nível técnico da equipe mineira, equipes tradicionais no esporte como Minas e Campinas se firmando no G-8, mas sem conseguirem bater de frente com o poder econômico do pelotão da frente e outras várias equipes apenas sobrevivendo à competição, tentando não serem rebaixadas, e com muito esforço, beliscando uma vaga nos play-offs.

Como exceção à regra temos a equipe do Sesc-RJ. Entretanto essa exceção se dá por conta do elevado poder econômico do clube, somado à experiência e influência de Giovane Gávio, que montou uma equipe forte desde a temporada passada e agora está entre as potências nacionais.

Além do Sesc-RJ, podemos colocar o projeto do Corinthians/Garulhos com relativo sucesso. Em seu primeiro ano na Superliga A, a equipe que conta com vários jogadores experientes, puxados pelo líbero Serginho, consegue “fazer o seu”, ganhando jogos mais fácies, e fazendo duros jogos contra equipes mais fortes.

De resto podemos ver em muitos clubes o reflexo da CBV, equipes sem muita verba, com muitos jogadores jovens, e por vezes desorganizadas dentro e fora de quadra, focadas em permanecer na elite do voleibol brasileiro a despeito dos cortes de orçamento que lhes atingem ano após ano.

Mas ninguém parece se preocupar com o fato de que o líder Sada Cruzeiro possui 48 pontos em 18 jogos e o lanterna, JF Vôlei, possui apenas 5 pontos, seguido de muito perto pelo Copel/Maringá, que tem 7, e só permaneceu na Superliga A na temporada atual pois não havia outras equipes com situação financeira que lhes possibilitassem disputar o maior campeonato de voleibol do Brasil.

Histórias provavelmente se repetirão

O voleibol nacional tem se tornado basicamente mais do mesmo, em que as ricas e poderosas equipes massacram as pequenas, algumas tentam sem muito sucesso fazer frente aos grandes, e no fim já sabemos que o campeonato começa mesmo nas semi-finais, quando normalmente do 1º ao 4º lugar disputam o título da competição, tendo como brecha uma ou outra zebra que ocorre entre os jogos de 4º x 5º e 3º x 6º.

Além disso, as mesmas equipes vão brigar para não caírem até o fim da competição. No entanto, já sabem que se conseguirem apenas dar continuidade ao projeto, as chances de permanecerem na Superliga A, mesmo em último ou penúltimo lugar, são muito grandes. Sem contar que infelizmente parece que tem se tornado regra o fato de a cada temporada uma equipe se desmoronar e não ter mais condição de disputar o principal campeonato da CBV.

É preciso repensar essa situação, não tirando o mérito de equipes e projetos bem consolidados e que trabalham duro como Sada Cruzeiro, Sesc e Taubaté, mas dando mecanismos que possibilitem às outras equipes que disputam a Superliga A se tornarem mais competitivas, permitindo inclusive as surpresas e trocas de hegemonia.

Enquanto isso, o interesse da Confederação Brasileira de Voleibol parece ser apenas em continuar com a organização (ou desorganização) de seus campeonatos e em esperar que os talentos do voleibol surjam naturalmente nas equipes, chegando ao serviço a seleção brasileira em todas as suas categorias, afinal, o Brasil se tornou também o país do voleibol.

Por Gustavo Pereira

As muitas voltas do esporte: Um pouco da carreira de Tarik Bellini

WhatsApp Image 2018-02-01 at 00.20.10 (2)

(Tarik Bellini em ação pelo Monte Cristo)

Com apenas 21 anos, o atual levantador do Monte Cristo (Goiânia), Tarik Bellini Pereira do Valle, 1,86 m, já passou por muita coisa dentro do voleibol, e hoje é mais um jovem que busca o seu espaço no reduzido mundo do esporte.

Natural de Juiz de Fora, Tarik iniciou ainda pequeno no voleibol, juntamente com seu irmão mais velho, Octacílio Netto, que jogou várias Superligas pelo JF Vôlei, e passou por todas as categorias de base até o profissional. O atleta sempre teve seu talento reconhecido dentro das quadras, e por isso atuou também em equipes de Juiz de Fora como o Clube Bom Pastor e Granbery, como também fez parte de sua transição da base para o profissional em reconhecidos clubes do cenário nacional como o Campinas, hoje Vôlei Renata, tradicional equipe brasileira, e o São José dos Campos, que possui uma base muito sólida e já disputou várias Superligas.

Títulos e conquistas pessoais

WhatsApp Image 2018-02-01 at 00.20.10 (1)

Tarik conseguiu se destacar desde cedo em uma posição muito difícil e que exige muita precisão: a de levantador. Seu talento ajudou e muito na conquista de muitos títulos ao longo das categorias de base.

Ainda em Juiz de Fora, o atleta somou 7 medalhas de ouro do JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais), uma medalha de ouro da Copa Minas, campeonato em que foi escolhido o melhor levantador da competição, além de um 3 º lugar no Campeonato Mineiro de 2012.

Em 2013 o levantador foi convidado para jogar em São Paulo, e por lá venceu os Jogos abertos da juventude, os jogos abertos divisão especial, e o Campeonato Paulista Taça Prata.

Para além dos títulos, Tarik conseguiu duas conquistas particulares e muito importantes em sua carreira: uma convocação para seleção mineira de vôlei de areia, pelo qual atuou em algumas etapas do campeonato brasileiro em 2013, e convocações para seleção mineira, em que teve na conquista do 3 º lugar no campeonato brasileiro de seleções o seu principal expoente.

Transição da base para o profissional

WhatsApp Image 2018-02-01 at 00.20.10 (3)

Assim como muitos jovens que sonham em se tornarem atletas de sucesso e chegarem às grandes equipes da Superliga, com Tarik não foi diferente. Com apenas 18 anos surgiu sua primeira oportunidade dentre os profissionais, ainda em Campinas, e o jovem levantador buscou agarrar da melhor maneira, tanto que logo foi contactado pelo JF Vôlei e teve a sua primeira oportunidade de disputar uma Superliga aos 19 anos, na temporada 2015/2016.

“É um pouco complicada essa transição por causa do mercado do vôlei, que não é favorável para pessoas que vem da categoria de base procurando espaço no profissional”, Tarik Bellini, levantador do Monte Cristo.

Na única temporada que disputou pelo JF Vôlei, adquiriu experiência de disputar uma Superliga, mas lamenta não ter tido tantas oportunidades: “Acho que faltam oportunidades principalmente para quem é o mais novo do time, o voleibol já tem muitos jogadores consolidados em suas posições, o que dificulta ainda mais para nós, jovens.”

Ao analisar o mercado do voleibol, Tarik Bellini enfatiza:

“É um mercado difícil pois em algumas posições você tem vários jogadores que estão lá por vários anos e consolidados. E então para você buscar seu espaço fica difícil, e acaba que vários desses jogadores que saem da base, por não possuírem mercado aqui, escolhem ir jogar fora do Brasil ou até mesmo parar.”

Monte Cristo e a volta por cima

WhatsApp Image 2018-02-01 at 00.20.10

Após disputar sua primeira Superliga, Tarik ganhou destaque a nível nacional, e por isso foi contratado pelo Monte Cristo, de Goiânia, na temporada 2016/2017, para disputar a Superliga B.

Assim que chegou o jovem levantador encantou comissão técnica, torcida e imprensa local, sendo manchete de vários jornais especializados em voleibol, devido as suas atuações consistentes, mesmo a despeito da equipe do Monte Cristo sair ou não vitoriosa. Pela equipe conquistou dois campeonatos goianos, da primeira vez batendo o Clube Jaó, principal adversário, e mais recentemente, na temporada atual, venceu o APROVEC e sagrou-se bicampeão estadual.

Além disso, mesmo com a equipe do Monte Cristo não terminando entre os primeiros colocados na temporada passada, Tarik teve seu contrato renovado devido as suas boas atuações, e já está disputando sua segunda Superliga B pelo clube de Goiânia.

No segundo jogo do Monte Cristo na temporada, seu primeiro jogo no ano, Tarik Bellini ajudou a equipe a bater o Ribeirão Preto por 3 sets a 2, em Ribeirão Preto. Vale lembrar que a equipe é comandada pelo renomado técnico Marcos Pacheco, e que é uma das favoritas ao título da Superliga B.

O atleta se mostrou motivado com a oportunidade de disputar mais uma Superliga B pela equipe: “Eu espero uma temporada difícil, mas de sucesso! Nossa equipe é muito jovem, mas também é muito talentosa e unida!”

Por Gustavo Pereira

 

 

Alguns jogadores para ficarmos de olho em 2018

Tottenham Hotspur v Liverpool - Premier League

Sempre que começa um novo ano, as esperanças aumentam, os projetos são novamente traçados e a busca por melhoras se renova. E no futebol não é diferente! Mesmo que na Europa e em alguns outros campeonatos pelo mundo a temporada esteja no meio ou próximo da metade, essa é uma chance única para jogadores que não vem tão bem se recuperarem, outros prosseguirem fazendo grandes feitos, e até mesmo se transferirem para outras equipes, afim de conseguir retomar a confiança em seu futebol.

Pensando nisso, somado a 2018 ser ano de Copa do Mundo, muitos atletas fazem de tudo para ganharem espaço em suas seleções, e isso se deve a seguidas excelentes atuações dentro de campo. E por isso, montaremos uma seleção de jogadores que merecem ser observados pelo que já vem fazendo dentro das 4 linhas e que tem tudo para serem protagonistas na Copa do Mundo de 2018.

Goleiro- De Gea (Espanha): Titular absoluto da Fúria há anos, De Gea é um goleiro muito acima da média. Com atuações sempre seguras, o goleiro espanhol elevou o nível do Manchester United desde a chegada de José Mourinho, e é responsável por diversos milagres. Além disso está em uma equipe em que a zaga não possui nenhum defensor de renome e ainda assim o United possui a melhor defesa da Premier League, juntamente com o Chelsea.

Lateral-direito- Joshua Kimmich (Alemanha): Começou a carreira como volante, mas acabou sendo improvisado como lateral-direito e caiu como uma luva tanto no Bayern de Munique, como também na temida seleção alemã. Nascido em 1995 e com quase 23 anos, Kimmich parece ser nome certo na Copa e vem justificando a confiança com atuações intocáveis pelo Bayern, fazendo a torcida sentir menos falta do ídolo Philipp Lahm.

Zagueiro- Davinson Sánchez (Colômbia): Contratado por muito dinheiro pelo Tottenham Hotspurs, o jovem zagueiro de apenas 21 anos cresceu muito de produção com Maurício Pochettino, sendo fundamental para a solidez defensiva da equipe inglesa, que na temporada 2017/2018 avançou em primeiro lugar na Champions League, deixando Real Madrid (2º) e Borussia Dortmund (3º) para trás. Atualmente é titular absoluto no Tottenham, deslocando o experiente Jan Vertoghen para lateral-esquerda em muitas partidas. Tem muito potencial e tem tudo para deslanchar na seleção colombiana, assim como o ex-Palmeiras, Mina.

Zagueiro- Victor Lindelof (Suécia): Contratado a peso de ouro pelo Manchester United, o jovem zagueiro de 23 anos encontrou dificuldades em se adaptar na bagunçada zaga do United e hoje é reserva na equipe de Mourinho. No entanto é titular absoluto da seleção sueca e a expectativa é de que apenas melhore o seu desempenho na segunda metade da temporada inglesa.

Lateral-esquerdo- Ricardo Rodríguez (Suíça): Contratado junto ao Wolfsburg, Rodríguez logo assumiu a titularidade na irregular equipe do Milan e mesmo com o colapso em que a equipe vem vivendo, ocupando a modesta 7 ª colocação, a força ofensiva de Rodríguez é um ponto forte do lateral, que faz parte da seleção Suíça há muitos anos, conhecida por sofrer poucos gols. Tem muito o que melhorar ainda, mas promete elevar o seu futebol, assim como todo o plantel do Milan, e é bom ficarmos de olho nele.

Volante- N´Golo Kanté (França): Talvez um dos melhores volantes do mundo na atualidade, Kanté foi um dos responsáveis diretos pelo título inglês inédito conquistado pelo Leicester na temporada 2015/2016. Por isso foi negociado com o Chelsea e após ser novamente campeão, desta vez com os Blues, na temporada 2016/2017, provou o seu valor e se revelou como um dos volantes com maior poder de desarme do mundo. Além disso tem aprimorado suas chegadas ao ataque e é um verdadeiro motorzinho.

Volante- Paulinho (Brasil): Chegou com muita desconfiança ao Barcelona, mas logo tratou de mostrar o seu valor, e somado a lesão de Ousmane Dembelé, virou titular da equipe. Na temporada atual tem vivido um sonho, com 8 gols marcados e atuações intocáveis. Deixou de lado o rótulo de pior contratação do Tottenham nos últimos anos para ser ovacionado pela torcida no Camp Nou. Vive uma fase incrível e só tem a acrescentar na seleção brasileira.

Meia-atacante- Dries Mertens (Bélgica): Atleta da promissora geração belga tem sido um dos destaques da boa temporada do Napoli, que lidera o campeonato Italiano, mesmo com a poderosa Juventus em segundo, e uma incrível campanha de 17 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Individualmente Mertens marcou 13 gols e distribuiu 9 assistências em 27 jogos pelo Napoli.

Ponta-direita- Mohammed Salah (Egito): Contratado pelo Liverpool, caiu como uma luva na equipe dos Reds e conseguiu elevar o patamar da equipe. Jogador de muita correria atrelado a inteligência e habilidade, Salah se tornou uma máquina de fazer gols no Liverpool, tendo sido 24 em 31 jogos, sem contar as mais de 10 assistências, e podemos dizer que carregou a seleção egípcia rumo à Copa do Mundo. Hoje é o principal nome dos Reds.

Ponta-esquerda- Nabil Fekir (França): O jovem de origem argelina, mas nascido e naturalizado francês, de apenas 24 anos vem de duas temporadas excepcionais pelo Lyon da França, sendo o principal nome da equipe. Conhecido por sua habilidade e faro de gol, juntamente com as muitas assistências que distribui, Fekir só tem subido de nível, e parece cada vez mais um jogador que se candidatará a titular da forte seleção francesa.

Atacante- Mauro Icardi (Argentina): O polêmico centroavante ficou muitos anos sem ser chamado pela seleção argentina por ter sido pivô de uma traição de um dos seus melhores amigos na época, Maxi Lopez, e Wanda Nara, com quem Icardi, de 24 anos, se casou em 2014. No entanto, há alguns anos vem jogando o fino da bola e é um dos responsáveis pelo crescimento de produção da Internazionale de Milão, que atualmente ocupa a 4 ª colocação no campeonato Italiano. Na atual temporada são 18 gols em 23 jogos.

Outros nomes para ficar de olho:

Goleiro: Alisson, Roma (Brasil)

Lateral- esquerdo: Raphael Guerreiro, Borussia Dortmund (Portugal)

Zagueiro: Yerri Mina, Barcelona (Colômbia)

Zagueiro: Andreas Christensen, Chelsea (Dinamarca)

Meia: Johann Berg Gudmundsson, Burnley (Islândia)

Meia- atacante: Emil Fosberg, RB Leipzig (Suécia)

Meia- atacante: Milinkovic-Savic, Lazio (Sérvia)

Ponta-esquerda: Sadio Mané, Liverpool (Senegal)

Atacante: Marcus Rashford, Manchester United (Inglaterra)

Por Gustavo Pereira