As equipes do horário nobre do Brasileirão 2018

Mais um ano se encerrando, e junto com ele o Brasileirão Série A vai chegando ao fim. Até o momento, Palmeiras possui uma considerável vantagem rumo ao título e as equipes do Internacional, Flamengo, Grêmio e São Paulo ainda possuem chances matemáticas de título.

Do outro lado da tabela tudo parece muito embolado, com muitas equipes na briga para não cair, sendo os principais concorrentes a queda o Paraná, América-MG, Vitória, Chapecoense, Sport, Vasco e Ceará. Entretanto, Corinthians, Botafogo, Bahia e Fluminense ainda tem chances matemáticas de cair.

Na turma do meio, Atlético-MG, Atlético-PR e Santos disputam uma última vaguinha para a Libertadores, enquanto o Cruzeiro já está garantido na próxima edição do principal campeonato da América do Sul e joga para cumprir tabela.

 

Raio X dos horários dos jogos

Todos sabemos que as transmissões de jogos podem variar de acordo com as posições das equipes nas tabelas e também por conta da disputa dos times em outras competições como Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.

Além disso, há diferentes tipos de contratos entre equipes e emissoras de televisão, que fazem com que alguns times acabem sendo mais privilegiados com jogos nos ditos horários nobres, que seriam aqueles horários em que as emissoras de televisão aberta costumeiramente transmitem as partidas.

Pensando nisso, o Raio-X Esportivo dissecou a tabela do Brasileirão 2018 para ver quais equipes tiveram mais jogos com possibilidade de transmissão no horário nobre, e quais acabaram com o maior número de jogos em horários ditos alternativos.

Para o parâmetro do levantamento, tomaremos como horário nobre os jogos de quarta-feira às 21:45 e de domingo às 16 horas (17 horas no horário de verão).

 

horario nobre

Pelo gráfico é possível ver que o líder Palmeiras ocupa o primeiro lugar com mais jogos no horário nobre, com 21 partidas, justificando sua boa fase e atraindo os olhares da televisão.

Outras equipes que merecem destaque nesse levantamento são Atlético-MG com 19 jogos com possibilidade de transmissão, Corinthians, Cruzeiro e Vitória com 18 partidas em horário nobre.

Por outro lado, algumas equipes acabaram jogando grande parte da temporada em horários alternativos, casos de Chapecoense, com apenas 6 partidas no horário nobre, Paraná com 8 jogos e Santos com 9 partidas com possibilidade de transmissão por uma emissora aberta. Vale dizer que dessas poucas partidas, grande parte delas só esteve presente no horário nobre por envolver algum dos times que mais tiveram partidas nessa faixa horária.

Raio-X por região

Se pegarmos as três regiões do Brasil que são contempladas com equipes no Brasileirão Série A (Nordeste, Sudeste e Sul) temos:

–> Mais transmissões:

-Vitória 18 (Nordeste)

-Palmeiras 21 (Sudeste)

-Internacional 15 (Sul)

–> Menos transmissões:

-Ceará 10 (Nordeste)

-Santos 9 (Sudeste)

-Chapecoense 6 (Sul)

Por Gustavo Teixeira

Anúncios

Conmebol você é uma vergonha… E não fala a nossa língua

dede2

Não é nenhuma novidade que o Brasil possui uma clara diferença em relação aos outros países sul-americanos. Seja pela extensão de terra, diversidade cultural ou língua, fica evidente que há uma distinção entre o Brasil e as outras nações sul-americanas.

No entanto, ao trazermos para o futebol, essa situação se agrava. Dentro de campo as equipes brasileiras encontram mais dificuldade em se comunicarem com os árbitros e com isso são menos entendidos. A reconhecida catimba sul-americana é outra que costuma passar longe dos times brasileiros, que claramente não sabem “fazer cera”, e quando tentam, normalmente são punidos pelo árbitro ou pela bola. Além disso, observamos também uma centralidade brasileira como o principal mercado da bola na América do Sul, salvo exceções como Boca Juniors, River Plate e poucas outras equipes.

Só que uma diferença entretanto tem chamado muita atenção nas competições sul-americanas, principalmente na Libertadores: a grande tendência da Conmebol em prejudicar equipes brasileiras, e por outro lado favorecer equipes de outras nações da América do Sul, com um grande destaque para a Argentina, que parece ser a queridinha da Conmebol.

O mais recente e absurdo dos casos

dede.jpeg

Torna-se inevitável começar pelo grotesco episódio ocorrido no jogo de ontem (19/09/2018), entre Cruzeiro e Boca Juniors. Já é muito difícil jogar na Bombonera, ainda mais quando vemos 11 jogadores do Boca, trio de arbitragem, e ainda árbitro de vídeo (que deveria ajudar a diminuir os erros) contra a equipe do Cruzeiro.

Já perdendo por 1 a 0 e sofrendo uma grande pressão do Boca Juniors, em lance de dividida entre o zagueiro Dedé e o goleiro Andrada (que levou a pior e saiu do lance sangrando), o árbitro paraguaio (que nem merece ter o nome citado) simplesmente inventou uma agressão e expulsou Dedé. O lance foi bizarro! Grotesto! Absurdo! Inacreditável!

Agora o Cruzeiro vai tentar recorrer da decisão… Mas parte do estrago já foi feito… A equipe mineira jogou quase 30 minutos com um a menos e acabou sofrendo um segundo gol. Agora os argentinos podem até perder por 1 gol que se garantem na semifinal da Conmebol Libertadores.

Conmebol escancara seu amadorismo em 2018

No entanto, se depender da Conmebol, o Cruzeiro (brasileiro) vai continuar prejudicado, até porque lisura é algo que passa muito longe dessa instituição vergonhosa.

Apenas para ilustrar o amadorismo da Conmebol, tivemos três casos de jogadores que supostamente teriam atuado de forma irregular. Digo supostamente porque em seu centenário (2016), a mesma instituição reduziu a pena de todos os atletas que teriam alguma partida de suspensão a cumprir.

Nesse bolo tínhamos Carlos Sanchéz, hoje no Santos e suspenso em 2015 na Copa Sul-Americana, Bruno Zuculini, hoje no River Plate e suspenso em 2013, e Ramón Ábila, hoje no Boca Juniors e suspenso na final da Sul-Americana de 2015.

Dos três casos, o Indepediente (Argentina) entrou com ação contra o Santos e a equipe brasileira foi punida com uma derrota por 3 a 0.

No caso do River Plate, a própria Conmebol acusou a irregularidade e logo tratou de ajudar a equipe, falando que como ninguém entrou com ação, não haveria punição.

No terceiro caso, o próprio Boca Juniors foi denunciado pelo Libertad do Paraguai, mas a Conmebol nada fez, deixando claro que tem dois pesos e duas medidas.

Os motivos

Apesar de não ser nada certo… Parte da comissão da Conmebol é argentina, o Brasil (CBF) foi o único país Sul-Americano que votou contra a Copa de 2026 nos EUA, México e Canadá… Além disso Boca Juniors e River Plate possuem um longo histórico de serem ajudados na Libertadores…Entre outros motivos que nos fazem acreditar que a Conmebol é uma vergonha em todos os pontos de vista!

Por Gustavo Teixeira

 

Como futebol brasileiro vem mudando a mentalidade no mercado

vinicius jr e arthur

Há muitos anos o futebol brasileiro é reconhecidamente um celeiro de exportação de talentos. São muitos os jogadores brasileiros que são envolvidos em transferências milionárias para os principais mercados mundiais, e também para mercados periféricos como China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, etc.

No entanto, algo parece que vem mudando em relação às transferências para exterior, já que antes os clubes brasileiros costumavam vender seus grandes talentos a preço de banana, e agora essa lógica vem mudando por dois motivos: maiores investimentos no futebol nacional, aumentando o poder de compra das equipes brasileiras, e maior profissionalismo na gerência dos clubes.

Caso Neymar

Talvez o principal divisor de águas no quesito transferências é Neymar Júnior, na temporada 2013/2014, que saiu do Santos rumo ao Barcelona por um valor próximo de 88 milhões de euros segundo o transfermarkt.

A partir de uma transferências por valores exorbitantes para a época, começou-se a mudar a cabeça dos gerentes de futebol dos clubes, bem como se impulsionou a busca por pessoas mais capacitadas e que tivessem maior influencia no mercado internacional para que fosse possível novas transferências próximas desse calibre.

Antes disso, algumas transferências com elevados valores foram concretizadas, como a de Lucas Moura para o PSG na temporada 2012/2013, por 40 milhões de euros e Oscar para o Chelsea, por 32 milhões de euros.

Após Neymar, as coisas começaram a fluir melhor para os brasucas

Após essa mudança de pensamentos, os clubes brasileiros passaram a “vender melhor pra fora”. Entre os casos mais emblemáticos podemos colocar as transferências de 20 milhões de euros de Paulinho do Corinthians para o Tottenham na temporada 2013/2014, Gabriel Jesus do Palmeiras para o Manchester City, por 32,5 milhões de euros, de Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Santos para a Internazionale de Milão, por 29,5 milhões de euros e de Gerson do Fluminense para Roma por 16,6 milhões de euros.

Além disso, os altos valores apenas subiram na questão da frequência de transferências regadas a milhões. Na atual temporada o maior dos casos é o de Vinícius Júnior, vendido há mais de um ano do Flamengo para o Real Madrid por incríveis 45 milhões de euros, quando sequer tinha 18 anos (completados no dia 12 de julho). Além dele, Arthur saiu do Grêmio rumo ao Barcelona por 31 milhões de euros e Paulinho saiu do Vasco para o Bayer Leverkusen por 18,5 milhões de euros.

Na temporada passada, outros tantos atletas incrementaram as receitas dos clubes brasileiros: Jô e Guilherme Arana, do Corinthians para o Nagoya Grampus e Sevilla, que custaram 11 milhões de euros cada, Thiago Maia, do Santos para o LOSC Lille, 14 milhões de euros, Pedro Rocha, do Grêmio para o Spartak Mouscou, 12 milhões de euros, Mina do Palmeiras para o Barcelona por 11,8 milhões de euros, Douglas Luiz, do Vasco para o Manchester City, 11 milhões de euros e Richarlison, do Fluminense para o Watford, por 12,4 milhões de euros.

Com tanto dinheiro em caixa, torna-se cada vez mais fácil os clubes contratarem mais e se esforçarem mais para aumentarem o nível do futebol brasileiro.

Parece que pouco a pouco o futebol brasileiro vem retomando seus rumos, mesmo que ainda perdendo suas grandes promessas para os principais mercados mundiais.

Por Gustavo Teixeira

Onde está o futuro da Seleção de Portugal?

wolves portugal

(Wolverhampton vem se tornando um celeiro de jovens talentos portugueses)

Após mais uma eliminação, mesmo com Cristiano Ronaldo liderando o esquadrão português na Copa, surge uma pergunta, o que será do futuro da seleção portuguesa? E onde ele está?

Se pegarmos a escalação titular da equipe, vemos uma mistura entre jovens talentos e jogadores experientes, que talvez não tenham pique para mais uma Copa do Mundo, mais especificamente a que ocorrerá no Qatar, em 2022.

-No gol, Rui Patrício está 30 anos e ainda deve ter fôlego para continuar. Beto, de 36 anos deve se aposentar, e Anthony Lopes é um bom nome para a reserva, já que atualmente tem 27 anos.

-Na zaga encontra-se o maior problema da seleção. Os dois zagueiros titulares, Pepe e José Fonte, tem idade avançada, 35 e 34 anos respectivamente. Além deles, Bruno Alves tem 36 anos e é outro que não deve chegar à outra Copa. O único zagueiro convocado que deve prosseguir na seleção é Rúben Dias, de 21 anos.

-As laterais ainda não preocupam, já que o mais velho dos convocados é o reserva na esquerda, de 27 anos, Mário Rui. No entanto, nenhum dos 4 convocados é unanimidade na laterais, sofrendo com altos e baixos na carreira, mesmo sendo promissores.

-No meio de campo, a equipe pode sofrer algumas baixas, no entanto, grande parte dos convocados tem idade para continuarem na próxima Copa. Nomes como João Moutinho, 31 anos, Manuel Fernandes, 32 anos e Adrien Silva, 29 anos, dependerão de uma boa continuidade em suas equipes para prosseguirem jogando em alto nível.

-No ataque, talvez a principal dor de cabeça. Ricardo Quaresma, 34 anos, e Cristiano Ronaldo, 33 anos, são duas das maiores lendas portuguesas e ainda não podemos afirmar que continuarão no elenco português até 2022, quando estarão com 38 e 37 anos. Com isso, a seleção perderia muito em referência, já que são dois dos principais nomes do elenco e contam com a idolatria nacional.

Renovação Portuguesa

Após uma queda precoce em uma Copa do Mundo em que visivelmente a seleção portuguesa não conseguiu jogar todo o futebol esperado, surgem preocupações e dúvidas, além de um olhar mais atento para o futuro da seleção.

Pois bem, apresento-lhes uma equipe inglesa que tem funcionado como uma mini formadora de jovens promessas portuguesas: Wolverhampton Wanderers.

Recém-promovida à Premier League, o clube tem um relacionamento muito bom e próximo para com o conhecido empresário português, Jorge Mendes, e com isso, tem começado a se tornar especialista em lapidar promessas portuguesas.

O goleirão dos Wolves é ninguém menos que Rui Patrício, contratado para a temporada 2018/2019, é titular absoluto da seleção portuguesa e deve permanecer nessa posição para a Copa do Qatar 2022.

Na zaga e lateral, dois nomes que atuam ou atuaram na equipe chamam atenção: o primeiro é o zagueiro luso-brasileiro Roderick Miranda, de 27 anos, que podemos começar a olhar como um bom substituto para outro luso-brasileiro que marcou época na seleção portuguesa, Pepe; o segundo ainda é muito jovem, mas promissor. Trata-se de Rúben Vinagre, de apenas 18 anos, que chegou emprestado do AC Mônaco, e demonstrou muita personalidade quando teve oportunidades.

Na meiuca, outro bom nome surge dos Wolves: Rúben Neves, de apenas 21 anos, e que já tem passagens pela seleção principal de Portugal, estando inclusive na pré-lista para a Copa da Rússia. Deve ser um substituto natural de João Moutinho.

No ataque, apesar da seleção portuguesa já ter nomes como Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, Gelson Martins e André Silva, do Wolverhampton surgem outros atletas que podem, aos poucos, serem utilizados na renovação portuguesa. São eles os pontas-direitos Ivan Cavaleiro e Hélder Costa, ambos de 24 anos, e o ponta-esquerdo Diogo Jota, de apenas 21 anos, e que já tem conquistado muitos fãs por ser uma grande promessa mundial, podendo atuar também como centroavante.

Além dos jogadores do Wolves, bem como os atletas que atuaram na Copa da Rússia, a seleção portuguesa pode celebrar uma boa safra, com outros jovens que devem estar em um melhor nível em 2022, casos do goleiro José Sá, 25 anos; o zagueiro Edgar Ié, 24 anos; os laterais-direitos João Cancelo e Nélson Semedo, ambos de 24 anos; os meio-campistas Danilo Pereira, 26 anos, e André Gomes, 24 anos; e os atacantes Bruma, 23 anos e Rony Lopes, 22 anos.

Agora, no entanto, a seleção portuguesa e seus torcedores ainda devem estar lamentando a oportunidade de classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de uma seleção parcialmente jovem, e atual campeã da Eurocopa 2016.

Por Gustavo Teixeira

Superliga do Sudeste

sada-cruzeiro-campeao-supercopa

Que o Brasil é um país de níveis continentais, todo mundo sabe. Logo, o mais lógico era que os grandes campeonatos esportivos contemplassem as várias regiões do país, o que seria uma ótima forma de representar as mais diversas culturas presentes por aqui, certo?

Na prática, o que ocorre faz com que essa lógica seja totalmente refutada. Se pegarmos os principais esportes nacionais, e aí rapidamente tentarmos nos lembrar dos times protagonistas desses esportes, inevitavelmente pensaremos em muitas equipes do Sudeste, talvez uma ou outra do Sul… E só!

Pegando como exemplo a Série A do Brasileirão 2018, temos 11 equipes do Sudeste, 5 do Sul, e 4 do Nordeste. Se formos mais afundo nessa análise, das 5 do Sul, apenas Grêmio e Internacional costumam ser protagonistas a nível nacional, na região Nordeste, salvo exceções, as equipes costumam brigar para não cair.

Levando esse mesmo pensamento para o voleibol brasileiro, a situação se agrava, e muito!

Protecionismo? Panelinha? Reflexos da sociedade?

Sempre que falamos de voleibol, nos vem à cabeça que é um esporte em geral elitista. Não vemos redes de vôlei montadas em qualquer lugar por aí, e na escola, normalmente é o esporte que poucos sabem jogar ou tem interesse de aprender.

Além disso, é um esporte que exige uma técnica muito apurada, e demanda muita paciência, tempo e por vezes dinheiro, para que os jovens atletas consigam aprender como jogar vôlei.

A partir dessas demandas, bem como a cultura de esporte elitista que o voleibol acabou ganhando, torna-se necessária a reflexão: Por que a Superliga A, principal campeonato nacional, tem sua maioria esmagadora de times provenientes da região Sudeste.

canoas 2.jpg

Se pegarmos a última edição da Superliga A (2017/2018), tivemos 12 equipes. Dentre elas, 9 da região Sudeste e 3 da região Sul. Olhando a classificação, a equipe da região Sul mais bem classificada foi a Lebes/Gedore/Canoas, oitava colocada.

A última equipe que não vem da região Sudeste a ser campeã da Superliga é o CIMED, que conquistou 4 títulos entre as temporadas 2005/2006 e 2009/2010 (ano do último título). A equipe do CIMED, no entanto, encerrou suas atividades no ano de 2012, quando foram retirados os investimentos da equipe de Florianópolis.

Por que só os projetos do Sudeste tem continuidade?

Desde umas duas temporadas atrás, diversas equipes tem reclamado de forma veemente sobre as dificuldades de se manterem na Superliga A. Os motivos são principalmente falta de patrocinadores, que muitas vezes ficam por poucas temporadas no projeto, e por falta de resultados muito expressivos acabam retirando os investimentos; e o pensamento da CBV de buscar o lucro exacerbado, não se importando com os clubes e seus gastos.

O resultado? A Superliga se encontra em um momento muito crítico, em que várias equipes garantem a permanência na primeira divisão dentro das quadras, mas fora delas não conseguem cumprir as exigências da CBV, e com isso acabam encerrando suas atividades ou se auto-rebaixando, a fim de recomeçar. Exemplos disso não faltam… Principalmente fora da região Sudeste…

E o mais recente deles é o do próprio Lebes/Gedore/Canoas, que anunciou que não terá condições de disputar a edição 2018/2019, abrindo mão de sua vaga na Superliga. A equipe do Sul do país se encontra com muitos débitos e diante do não cumprimento dos compromissos financeiros de um dos patrocinadores, teve que se auto-rebaixar.

O Copel Maringá, outra equipe do Sul do país, vem capengando há várias temporadas, sempre terminando nas duas últimas colocações, e permanecendo na Série A justamente devido a falta de condições de outras equipes de continuarem na Superliga. Vale lembrar que o Maringá tem o levantador Ricardinho, que por toda sua história, ainda consegue captar recursos.

O terceiro representante do Sul na temporada 2017/2018, Vôlei Caramuru, ainda tem pendências financeiras da última temporada, e não tem sua permanência na Superliga A assegurada, apesar da expectativa positiva da diretoria dos paranaenses.

A questão financeira dos estados pode até interferir, entretanto o grande problema é que o voleibol atual sobrevive dos grandes empresários e patrocinadores, e como a região Sudeste possui maior visibilidade, os investimentos costumam se concentrar.

Entretanto, uma boa iniciativa seria um pensamento de expansão de territórios por parte da CBV, incentivando de forma mais ativa os campeonatos regionais, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Outra possibilidade era uma maior procura de equipes de regiões periféricas por leis de incentivo ao esporte. Mas essa é uma iniciativa muito particular de projetos que surgem e às vezes não se mantém por falta de patrocínio.

E por último, é necessário que a CBV diminua esse protecionismo, principalmente na Superliga A, que favorece cada vez mais os projetos já fortificados, e além de não incentivarem, ainda desmotivam muitas das equipes de participarem das principais divisões do voleibol nacional.

 

O Flamengo que dá certo

paqueta vinicius junior flamengo

É bem verdade que o Flamengo em nenhum momento do ano de 2018 o Flamengo viveu uma sequência de maus resultados. A equipe iniciou a temporada com um time reserva, em algumas partidas utilizando até uma equipe prioritariamente Sub-20.

E os meninos da base rubro-negra corresponderam muito bem quando foram solicitados no campeonato carioca. Foi aí que o ainda técnico Paulo César Carpegiani começou a utilizar seus titulares, que até então possuíam status de titulares ou de reservas de luxo, muito por conta das fases finais do campeonato carioca e do início da Libertadores, e o Flamengo simplesmente parou de jogar bem.

O clube começou a Libertadores de forma sonolenta, empatando com o River Plate por 2 a 2, no Maracanã, e venceu o Emelec fora de casa, por 2 a 1, muito mais por muita inspiração do garoto Vinícius Jr., do que por uma boa atuação do elenco.

Com a equipe jogando mal desde a entrada dos titulares, Carpegiani começou a ser pressionado, e no dia 28 de março, após derrota por 1 a 0 para o Botafogo na semi final do campeonato carioca, quando o Flamengo tinha a vantagem do empate, o até então técnico rubro-negro caiu, juntamente com membros da diretoria, dentre eles Rodrigo Caetano, diretor de futebol e um dos responsáveis pelas contratações do clube nos últimos anos.

Virada de chave e valorização da base

Com uma grande reformulação nos cargos mais altos do rubro-negro, coube ao jovem Maurício Barbieri, de apenas 36 anos, reerguer o Flamengo e tornar uma equipe que até então não tinha alegria de jogar futebol, em uma equipe competitiva e que buscasse títulos e vitórias atrás de vitórias.

E seu início não foi muito fácil, principalmente por conta de jogos importantes na Libertadores, competição em que o Flamengo foi eliminado na fase de grupos nas últimas três vezes, e representa um trauma para o torcedor.

No começo de seu trabalho Barbieri foi muito criticado, principalmente porque no início os resultados não vinham saindo como o esperado. Iniciou o Brasileirão com um empate fora contra o Vitória e empatou duas vezes contra o Santa Fé, da Colômbia.

Com isso, os torcedores passaram a temer pelo pior: uma nova eliminação na fase de grupos da Libertadores e um campanha mediana no Brasileirão.

No entanto Barbieri provou que tudo que precisava era de tempo para trabalhar e estabelecer seu padrão de jogo. Promoveu algumas mudanças no elenco como a efetivação de Lucas Paquetá jogando como uma espécie de segundo volante, promoveu a titularidade de Vinícius Jr., muito por conta da venda de Éverton para o São Paulo, e promoveu a entrada de Léo Duarte na zaga titular do Flamengo, devido às lesões de Réver, Juan e até de Rodolpho.

Mas além do padrão tático, Barbieri parece carregar em sua filosofia o que é ser Flamengo. Totalmente fechado com o grupo, o principal trunfo do treinador foi resgatar a importância da base no planejamento do ano, e não apenas como jovens que atuaram no campeonato carioca para darem mais tempo para os considerados “titulares” trabalharem melhor na pré-temporada.

Muito mais do que dar importância e confiança a jovens promessas do Flamengo como Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, Maurício Barbieri seguiu um caminho diferente do que Zé Ricardo tinha feito: resolveu apostar suas fichas na máxima de que “Craque o Flamengo faz em casa”

E foi justamente a partir disso que outras promessas rubro-negras começaram a aparecer. Léo Duarte jogou muitas partidas com o novo treinador e retomou sua confiança, passando a ser importante peça no elenco. Jean Lucas se tornou uma espécie de reserva de luxo, já que entra em quase todas partidas. Felipe Vizeu, que apesar de já vendido, é uma promessa da base, retomou seu espaço após lesão e vem sendo importante nas últimas partidas do Flamengo. Além disso, o jovem Thuler foi solicitado em duas partidas e demonstrou muita segurança, sendo uma opção a mais para a zaga rubro-negra, que vem se mostrando muito eficiente.

Com isso os resultados voltaram a aparecer, a torcida parou de reclamar e voltou a lotar os estádios, resultando em grandes médias de público, e o Flamengo voltou a ser um time que busca a vitória a todo momento.

O jovem Maurício Barbieri mudou totalmente a configuração do rubro-negro atuar, dando mais importância para o futebol alegre e efetivo, onde a busca pelo gol é uma obrigação. Além disso, recuperou a confiança de muitos dos medalhões do elenco, e podemos ver atletas como Diego Alves, Rodinei, Renê e Diego, que iniciaram a temporada muito mal, recuperando suas melhores formas e sendo importantes na conquista dos resultados.

O resultado provisório é melhor do que se poderia imaginar:

-Na Libertadores, mesmo com alguns apertos a equipe avançou em segundo do seu grupo e pega o Cruzeiro nas oitavas de final.

-Na Copa do Brasil o rubro-negro está classificado para as quartas de final e enfrenta o Grêmio.

-No Brasileirão é o 1º lugar isolado e tem a chance de ir para a parada da Copa com alguns pontinhos de folga para o segundo lugar.

Devido a essa mudança de chave, o assunto é de efetivação de Maurício Barbieri, principalmente após o treinador ter tempo de implantar sua filosofia no clube.

O principal acerto da diretoria foi não afobar. Não sei se o fato de Barbieri ainda ocupar o cargo de treinador do Flamengo foi uma opção da diretoria ou falta de sucesso quando foi no mercado. Fato é que o Clube de Regatas do Flamengo voltou a ser respeitado pelo futebol apresentado, e Barbieri tem grande parte nisso, principalmente na valorização dos jovens jogadores do time.

Apenas a título de curiosidade, na última vitória do clube, no Fla-Flu, a média de idade dos 11 iniciais foi de 25,7 anos, segundo o transfermarkt, mesma média de idade do plantel atual rubro-negro. O que apenas legitima a oportunidade que os jovens vem tendo com Barbieri no comando, o que vem dando bons resultados.

Por Gustavo Teixeira

Uma aventura de menino que se tornou um sonho de gente grande

pedro1

(Imagens cedidas: Arquivo pessoal de Pedro Londero)

Nascido em 1997, e com apenas 21 anos, Pedro Londero é mais um exemplo de jovem que precisou amadurecer muito cedo, já que saiu de casa com apenas 17 anos, rumo a São José dos Campos, onde teria a oportunidade de buscar a realização de seu sonho: se tornar atleta profissional de voleibol.

Pedro que é ponteiro, e tem 1,90 m, lembrou as dificuldades da decisão de sair de casa e tentar a sorte no estado de São Paulo, reconhecido por possuir os campeonatos de base mais disputados do Brasil, e um grande celeiro de revelações para o nível nacional:

“Inicialmente, tomar a decisão foi difícil, pois desconhecia a realidade do esporte em outro estado, mesmo ouvindo vários relatos e opiniões de amigos que já tinham vivido o momento que eu estava para viver. Além disso, pensar em sair e morar sozinho, em outra cidade, longe dos pais e da família era apostar alto nessa decisão. No entanto, ao chegar na cidade e vivenciar o esporte de forma muito mais intensa e exigente, me senti feliz, pois percebi que ali era o melhor lugar para evoluir e ter oportunidades para crescer dentro do esporte.”

O ponteiro do São José dos Campos lembrou ainda do seu período de adaptação à sua nova realidade, quando chegou ao clube em 2015:

“Foi um processo lento e intenso, principalmente se tratando da intensidade dos treinos, jogos, e a convivência diária com o grupo. A responsabilidade veio, apesar de um pouco mais tarde, junto com a maturação como atleta, e a maior compreensão da importância do meu esforço pro sucesso do meu futuro. Acredito que esse processo de adaptação durou por volta de uns 6 meses, mas considero que foram meses essenciais pra mim.”

Voltas do esporte

pedro2

(Pedro Londero em atuação pelos profissionais do São José dos Campos em 2017)

Pedro Londero lembrou ainda do momento mais difícil para a equipe, quando após ter ficado em 8º lugar na Superliga 2015/2016, o que lhe garantiu a disputa das quartas-de-final da competição, o São José dos Campos não conseguiu viabilizar a permanência na principal competição nacional, e acabou com a equipe profissional:

“A queda da equipe foi um ponto marcante e muito negativo, pois com isso ocorreu a perda significativa de investimentos na estrutura, bem como uma maior dificuldade de inserção em uma equipe adulta profissional em um projeto que eu estava começando a caminhar. Haja vista que tendo um projeto adulto local na cidade que já eu estava atuando, ficaria mais fácil para mim ter oportunidades no profissional, por já ter a confiança da comissão técnica.”

No entanto, após um ano sem equipe profissional, em 2017 o São José dos Campos retomou o projeto de ter uma equipe na categoria profissional, o que também deu um fôlego a mais para o ponteiro Pedro Londero, que passou por essa experiência complicada, mas que se manteve nas categorias de base do São José mesmo com as inseguranças e possibilidades de menor visibilidade do seu desempenho.

Assim como todo atleta das categorias de base, foco é uma palavra-chave, já que não é possível caminhar sem estar fixado nos objetivos de um dia chegar ao profissionalismo. Com Pedro não foi diferente, principalmente ao passar por bons e maus momentos em meio à sua caminhada:

“Por incrível que pareça, o meu melhor e o meu pior momento ocorreram na mesma temporada, no ano de 2017. O time foi muito bem formado, com um elenco bem equilibrado, impossibilitando a formação de um time titular absoluto, já que nos treinos o time sempre sofria variações visando altura, volume de jogo, passe ou ataque. E no início das competições eu não vinha conseguindo mostrar o meu melhor nos treinos, e com isso acabei ficando de fora dos primeiros jogos da temporada. Essa fase foi muito difícil, pois me vi perdendo minha maior oportunidade no ano, a mais importante para um atleta, que é a transição para o nível adulto.”

Nesse momento Pedro Londero se viu em uma sinuca de bico, onde só ele poderia virar o jogo, e voltar a ocupar um espaço de destaque. E foi isso que ele fez:

“Logo após esse período inicial de uns 4 meses, com o início do treinamento do time adulto, eu me esforcei ao máximo para conseguir meu espaço dentro da equipe titular juvenil, ganhando visibilidade e passando confiança aos treinadores. E dessa forma, essas circunstâncias adversas do início da temporada, e minha vontade de melhorar, me projetaram para a participação nos jogos do time adulto, que começaram a ocorrer principalmente no Paulistão.”

O ponteiro lembra que foi aí que recuperou sua confiança e se viu motivado a alçar voos mais altos:

“Fiz ótimas atuações contra grandes times como: Sesi-SP, Taubaté e Corinthians Guarulhos, gerando maior experiência, e melhorando meu nível de jogo. E assim cheguei na minha melhor fase da carreira até hoje, em que tive participação total nos jogos da equipe juvenil, fazendo boas partidas, e além disso, ainda consegui estar presente de forma constante nos jogos da categoria adulta, entrando em quase todos os jogos.”

Títulos e conquistas

pedro3

(Passagem pelas categorias infanto e juvenil renderam várias conquistas a Pedro)

Algo importante na carreira de todo atleta, seja ele amador ou profissional, é a conquista de títulos e medalhas, o que lhe torna mais conhecido e reconhecido, e o motiva a buscar sempre mais e mais troféus e medalhas.

E nesse quesito o ponteiro Pedro Londero não tem do que reclamar. Apesar de ter apenas 21 anos, o atleta soma muitas conquistas importantes tanto em Juiz de Fora, onde iniciou sua carreira no voleibol em 2008 e permaneceu até 2014, quanto no São José dos Campos, onde terminou sua formação nas categorias de base e se tornou profissional.

-Granbery (Juiz de Fora):

5 vezes campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG): Etapas microrregional, regional e estadual em 2009 ), e etapas microrregional e regional em 2010;

Campeão da Copa Minas Tênis Clube em 2013, com premiações individuais de melhor passe e MVP da competição.

-São José dos Campos:

2015- Vice- campeão dos Jogos Abertos da Juventude, categoria infanto; vice- campeão da Taça Prata Paulista, categorias infanto e juvenil.
2016 – Campeão dos Jogos Abertos da Juventude de São Paulo, categoria juvenil; vice- campeão dos Jogos Regionais de São Paulo, categoria adulto.
2017 – Vice campeão dos Jogos Regionais Juvenil de São Paulo; 3° lugar da Taça Ouro do Paulista Juvenil; vice- campeão dos Jogos Abertos de São Paulo Juvenil 1ª divisão; 3º lugar da Taça Prata, categoria adulto
Para além das conquistas de medalhas e trofeús, Pedro recorda com muito carinho do seu início em São José dos Campos:
“Uma história marcante pra mim foi a semifinal da Taça Prata em 2015, pelo infanto, já que a decisão era em 2 jogos e perdemos o primeiro de 3 sets a 0 para o Ibirapuera, e no segundo jogo, jogando em casa, não só ganhamos os três sets seguidos, e devolvemos o 3 sets a 0, como também vencemos o Golden set e avançamos para final. Esse foi uma partida muito emocionante, pois apesar dos 4 sets a 0, saímos com a vitória em parciais apertadas. E foram partidas como essas que me fizeram ainda mais apaixonado pelo esporte.”
Projeção para o futuro
pedro
(Pedro com a camisa 3 em partida pelo profissional do São José dos Campos)
Após ter se desenvolvido nas categorias de base, Pedro tem agora um novo desafio: se consolidar como atleta profissional em um mercado que só se fecha, e provar o seu valor a nível nacional.
E no que depender dele, todos os esforços serão feitos para a realização de suas metas:
“Meu maior sonho no vôlei é estar jogando e evoluindo em uma equipe adulta profissional, principalmente de Superliga A. Além disso, também penso em atuar no exterior, conhecer culturas novas, times novos, e ganhar um bom dinheiro para me estabilizar financeiramente e também ser respeito profissionalmente”
Ainda sem ter renovado seu contrato com a equipe profissional do São José dos Campos para a temporada 2018, Pedro aguarda propostas para definir seu futuro no esporte.
E em sua entrevista, o nome de Pedro Londero foi citado, juntamente com os nomes de Tárik e Diego, os três juiz-foranos, como atletas chave para o prosseguimento do projeto do Juiz de Fora Vôlei.
Nesse caminho, Pedro tem mantido a forma, e segue analisando a melhor opção para o seu futuro no voleibol profissional.
Por Gustavo Teixeira

 

Recomeçar é preciso

Após uma temporada com mais baixos do que altos, dificuldades financeiras e elenco muito jovem, JF Vôlei sofreu muito na temporada 2017/2018, e com o rebaixamento à Superliga B, precisa se reinventar!

Na temporada atual a equipe foi a lanterna, com apenas 8 pontos conquistados, e uma campanha de 3 vitórias e 19 derrotas. A equipe juiz-forana só ganhou do Copel Maringá, duas vezes, por 3 sets a 2 fora de casa, e 3 a 0 em casa, e do Minas Tênis Clube fora de casa, por 3 sets a 2.

Ou seja, a equipe conquistou 7 dos seus 8 pontos com vitórias, e apenas 1 por derrota por 3 sets a 2, fora de casa contra o Sesc-RJ. E nas outras 18 derrotas o JF Vôlei sofreu um 3 a 0 ou 3 a 1.

Elenco jovem

A princípio poderíamos justificar o baixo desempenho da equipe de Juiz de Fora pelo elenco jovem e pelo baixo orçamento financeiro, já que o próprio Maurício Bara afirmou que o time passa por dificuldades financeiras desde a temporada 2016/2017, quando firmou uma parceria com o Sada Cruzeiro.

No entanto essa não é exatamente uma desculpa para o desempenho abaixo da equipe do JF Vôlei, já que na temporada passada o time passou pelos mesmos problemas e conseguiu uma histórica classificação para as quartas de final da Superliga, comandados por Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro, e municiados pelo líbero Fábio Paes.

O que ocorreu na temporada atual foi um descuido na montagem do elenco, que ficou muito focado na juventude e se esqueceu de dar oportunidades para atletas que tem identificação com a equipe e poderiam fazer um bom trabalho por aqui.

Se pegarmos como comparação o elenco da temporada 2016/2017, temos Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro como os mais valorizados, tanto que foram para equipes que subiram recentemente da Superliga B, e que prometem investimento pesado para alcançar em breve o topo, como Sesc-RJ e Corinthians, respectivamente. De fato era impossível segurar esses atletas, devido ao assédio de equipes com maior investimento. Só que o JF Vôlei acabou não conseguindo repor bem essas duas posições, e tanto o oposto venezuelano Emerson Rodriguez, quanto o levantador Felipe Hernandez, alternaram bons e maus momentos na temporada, e contribuíram para a queda de desempenho do time.

Além disso, outros jogadores como o líbero Fábio Paes e o central Diego, que jogaram mais de uma temporada pelo JF Vôlei, acabaram dispensados da equipe em prol da renovação do elenco, e para seus lugares foram utilizadas duas opções que já estavam na temporada passada, Juan Méndez para líbero, e Rômulo e Bruno como centrais. Só que os jovens sentiram o peso de uma Superliga A, e acabaram prejudicando o desempenho do coletivo em alguns jogos, até porque no vôlei a experiência faz diferença, tanto psicológica como também na resolução dos jogos.

Como ponto positivo, o JF Vôlei contou com o ponteiro Leozinho, fenômeno das categorias de base, e que carregou a equipe em muitas partidas. Só que não ter ninguém para dividir a responsabilidade pesou sobre o jovem, o que fez com que seu rendimento fosse caindo ao longo da temporada.

Reconstrução e recomeço

Agora a equipe vai precisar se reinventar na Superliga B se quiser retornar à elite do voleibol nacional.

As muitas temporadas na Superliga A foram muito positivas para Juiz de Fora, mas o recomeço chega em um bom momento, já que a diretoria da equipe espera contar com apoio financeiros de leis estaduais e/ou federais de incentivo ao esporte, o que pode impulsionar novamente o projeto JF Vôlei.

Uma boa forma de reconstrução é voltar a valorizar os atletas locais, algo que o projeto foi perdendo na medida em que se via pressionado a se manter na elite do voleibol nacional.

Nomes como o do líbero Fábio Paes (que contribuiu para o acesso do Ribeirão Preto para a Superliga A e deve continuar na equipe), do central Diego (atualmente sem clube), do levantador Tarik (que atuou na Superliga B pelo Monte Cristo) e do ponteiro Pedro Londero (que atua pelas categorias de base do São José e que é visto com muito potencial) precisam ser analisados com carinho pela diretoria do JF Vôlei, por serem da casa, ou por possuírem um vínculo forte com Juiz de Fora.

Além disso, para o comando da equipe é possível pensar no nome do Marcus Vinícius, conhecido como Didi, e que trabalha há algumas temporadas no voleibol de São Paulo, e tem como especialidade as categorias de base, o que poderia auxiliar até mesmo na montagem de um elenco barato e com jovens promissores e com muito potencial de desenvolvimento.

Não podemos esquecer que o JF Vôlei já perdeu a oportunidade de contar com grandes nomes da região como os opostos Wagner, atualmente no Santa Croce, da Itália; Felipe Roque, atualmente no Minas Tenis Clube; e o central Maycon Leite, atualmente no Palavollo Molfetta.

Nesse momento de recomeço é necessário o JF Vôlei retornar à mentalidade do início do projeto, e voltar a crescer pouco a pouco, para voltar forte para a Superliga A.

Por Gustavo Teixeira

O Leão voltou a rugir! Avante Baeta!

baeta-1

(Foto: Antônio Paulo Neto)

Após bater na trave ano passado, Tupynambás Futebol Clube consegue o acesso e está de volta à primeira divisão do campeonato mineiro após 84 anos, quando disputou o campeonato mineiro da primeira divisão por duas vezes, nas temporadas 1933 e 1934, conseguindo na sua segunda participação a sua melhor marca, o vice-campeonato.

Fundado em 1911, O Tupynambás por muitas vezes largou e retomou o projeto de uma equipe profissional de futebol, mas foi em 2016 que o projeto retornou com ainda mais força, impulsionado pela venda do lateral-direito Danilo para o Real Madrid, que rendeu mais de 1 milhão ao clube por ser a equipe formadora do atleta, e logo na volta o Baeta conseguiu o acesso para a segunda divisão do campeonato mineiro, que disputou em 2017 e 2018.

Na primeira temporada o Leão do Poço Rico começou a todo vapor, se classificando em 2º lugar para o hexagonal final. No entanto, teve dificuldades nessa segunda fase da competição e conquistou apenas uma vitória em 10 jogos.

Mas o projeto até então já tinha se consolidado, e o Tupynambás abraçou, juntamente com seus muitos torcedores, a ideia de retornar à primeira divisão do campeonato mineiro.

Nesse ano o panorama do módulo II do campeonato mineiro foi outro. Muito mais organizado e com 12 equipes disputando o acesso, o Baeta se classificou em 3º lugar, com 19 pontos, e uma campanha de 6 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, o que o tornou semifinalista do módulo II.

Na semifinal da competição o Tupynambás encarou o América de Teófilo Otoni, sendo que o Mecão tinha a vantagem de dois resultados iguais.

Após um empate em 0x0 em casa a esperança ainda tomava conta do Leão do Poço Rico e os jogadores deram entrevistas em que confiavam na classificação fora de casa.

E ela veio! Jogando em Teófilo Otoni a equipe juiz-forana fez um jogo muito duro com os donos de casa e venceu por 2 a 1, com um gol salvador de Ademilson, de 43 anos, aos 43 minutos do segundo tempo. O outro gol foi marcado por Yan, e Jonatas Obina descontou para o Mecão.

Com a vitória o Baeta volta à primeira divisão do campeonato mineiro e a cidade de Juiz de Fora terá dois representantes na elite estadual, já que o Tupi também se assegurou na primeirona mineira.

Mas o campeonato ainda não terminou e o Leão do Poço Rico ainda pode rugir mais alto, já que enfrenta o Guarani de Divinópolis na final do Módulo II, e pode sagrar-se campeão.

Os jogos serão nos próximos dois sábados, dia 29/04, às 11 horas e 05/05, às 15 horas, sendo o primeiro em Juiz de Fora e o segundo em Divinópolis.

Todo apoio ao Tupynambás Futebol Clube que conseguiu uma vaga suada e consolidou o seu projeto no retorno ao futebol. Agora é torcer para que a equipe coloque mais um troféu a nível estadual em sua galeria, já que em 2016 o Baeta foi campeão da terceira divisão do campeonato mineiro.

Por Gustavo Pereira

Polêmicas no mundo do futebol

O futebol é um esporte que sempre gerou muita discussão e exploração pela mídia em geral, principalmente quanto a questão extracampo de alguns atletas, que tem suas vidas vigiadas de perto por muitos veículos de comunicação. Atualmente dois dos melhores jogadores do mundo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, tem suas vidas constantemente monitoradas, e é possível saber cada passo desses atletas por meio da mídia.

No entanto venho para apresentar alguns jogadores atuam em nível mundial, porém não recebem chances em suas seleções por motivos extracampo.

icardi

Mauro Icardi (Argentina): Com apenas 25 anos o atleta argentino se tornou um dos mais polêmicos do futebol atual por seu estilo irreverente e por não ter papas na língua. No entanto, uma história fez ele ser odiado por muitos argentinos e ainda ser rejeitado pela seleção devido à possibilidade de clima ruim caso o atleta fizesse parte do plantel dos hermanos. Trata-se de uma traição dupla por parte de Icardi no ano de 2013 para 2014, em que o atacante argentino ficou com Wanda Nara, enquanto ela era casada com Máxi Lopez, que hoje tem 33 anos, e era seu amigo íntimo na época.

Em sua biografia, Icardi conta que a aproximação dele com Wanda partiu da moça, que o procurou por mensagem com o pretexto de comprar um tablet, e depois intensificou frequência das conversas com o centroavante da Inter de Milão.

Porém a traição de Icardi a seu compatriota não foi bem digerida na Argentina, e desde então o atleta não disputou mais partidas com a camisa hermana. É curioso pois o atleta é avaliado em 75 milhões de euros segundo o transfermarkt e já marcou 18 gols na temporada atual. Mesmo assim, Sampaoli se nega a chamar o polêmico jogador para atuar pela Argentina.

benzema

Karim Benzema (França): Talentoso e um dos mais badalados camisas 9 da atualidade, o jogador do Real Madrid tem valor de mercado de 50 milhões de euros, e com 30 anos é sempre especulado em grandes equipes do cenário mundial. Na atual temporada o atleta marcou 4 gols e distribuiu 8 assistências, número considerados baixos para um atacante, no entanto Benzema é frequentemente elogiado por Zinedine Zidane, seu técnico.

Mas as convocações de Benzema para a seleção francesa já não ocorrem há anos, mais propriamente desde o fim de 2015, quando o centroavante de origem argelina foi acusado pelo poder judiciário francês de chantagear e cobrar o até então parceiro de seleção, Mathieu Valbuena, por um vídeo erótico do jogador. Com isso, Benzema passou a ficar restringido de manter contato com Valbuena, e desde então foi sacado das convocações da seleção. Apesar de em março de 2016 a restrição ter sido retirada na justiça, a convocação de Benzema é mal vista pelos principais dirigentes franceses e também pelo técnico Didier Deschamps.

balotelli

Mario Balotelli (Itália): Sempre cercado de polêmicas, Balotelli é daqueles jogadores que possui vários altos e baixos em sua carreira, com temporadas sensacionais, como a 2013/2014 com o Milan, em que marcou 30 gols em 54 jogos, e temporadas medianas, como os 3 anos que ficou na Inter de Milão (2007 a 2010) e marcou apenas 28 gols em 86 jogos, e no retorno ao Milan, em que fez apenas 3 gols em 23 jogos.

Pela seleção italiana, Mário Balotelli fez sua última partida em 2010, ano em que disputou a Copa do Mundo pela seleção. Depois disso ficou de fora de duas Eurocopas e de uma Copa do Mundo, sendo preterido por jogadores desconhecidos no cenário mundial.

Em alta desde que voltou para França, atuando pelo Nice, onde já soma 22 gols em 30 jogos na temporada atual, com mais 17 gols em 28 jogos na temporada passada, Balotelli não ganha sequer uma chance na seleção italiana, e suas não convocações tem muito mais a ver com o fator extracampo do que propriamente pelo seu desempenho.

Balotelli soma muitas polêmicas, com diversas falas quentes, ostentação com dinheiro e carros de valores absurdos, gestos polêmico, namoros cercados de repercussão, comentários direcionados a outros boleiros e envolvimento direto em diversos casos em que sofreu racismo, como o último que ocorreu em 2018, contra o Bastia, pela Ligue 1.

Por conta de ser um jogador extremamente midiático e que está sempre no centro das atenções, Balotelli não tem sido convocado pela Itália desde 2010, quando o atleta tinha apenas 20 anos e era cotado para ser um dos principais atacantes do mundo na época.

Por Gustavo Pereira