Limite de estrangeiros nas grandes ligas

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Com as transmissões de principais ligas europeias por todo mundo, bem como o desfile das principais estrelas mundiais entre as grandes equipes do cenário mundial, um detalhe acaba passando despercebido: qual o limite de estrangeiros nessas ligas europeias?

Tomando por exemplo a rica Premier League, é fácil perceber como esse detalhe acaba se tornando muito relevante. Olhando para a equipe titular do Chelsea, último campeão da liga, podemos ver que dos 11 titulares e mais os “reservas de luxo”, jogadores que costumam entrar sempre, apenas o zagueirão e capitão Gary Cahill é inglês. Além dele o Chelsea conta ainda com Danny Drinkwater, que está voltando de lesão e veio do Leicester City na temporada passada.

Se compararmos o número de jogadores ingleses com outras nacionalidades na própria equipe vemos que o Chelsea é uma equipe muito pouco inglesa. Com destaque para os espanhóis, que são 4, Azpilicueta, Marcos Alonso, Cesc Fàbregas e Pedro. Além disso são 3 brasileiros no elenco, David Luiz, Willian e Kennedy, e 3 belgas, Courtois, Hazard e Batshuayi.

Mas esse cenário não é exclusividade da Premier League. É só analisarmos a badalada Liga Espanhola, mais especificamente duas das maiores equipes do mundo, Barcelona e Real Madrid.

No Barça os únicos espanhóis titulares são o zagueiro Gerard Piqué, o lateral-esquerdo Jordi Alba, e os volantes Sérgio Busquets e Andrés Iniesta. Além desses, os outros espanhóis com espaço na equipe são Sergi Roberto, Aleix Vidal e Paco Alcácer. Entretanto as estrelas da equipe são Sul-Americanas, Lionel Messi e Luiz Suárez.

Com o Real Madrid a história se repete, já que apenas o zagueiro Sérgio Ramos e o lateral-direito Carvajal são titulares absolutos. Outros espanhóis que vêm ganhando espaço são Isco Alcarcón, Marco Asensio, Lucas Vásquez, Théo Hernandez e Nacho Fernandez. Mas também no tradicional Real Madrid os grandes destaques são estrangeiros, como o trio BBC, Benzema (França), Bale (País de Gales) e Cristiano Ronaldo (Portugal) e o meio-campo considerado ideal, formado por Toni Kroos (Alemanha), Luka Modric (Croácia) e Casemiro (Brasil).

Saiba como funciona as principais ligas europeias e também o cenário no Brasil

Espanha

Em regra são permitidos 3 jogadores extra-comunitários, ou seja, que não possuem passaporte espanhol. Mas devido a União Europeia, qualquer jogador que seja de países participantes desse acordo conseguem transferência para outras ligas sem serem considerados extra-comunitários. Outro caso muito comum é a emissão de passaporte para quem já vive há anos na Espanha, caso de Messi, que sai da condição de extra-comunitário.

Inglaterra

A Premier League talvez seja o campeonato mais aberto ao estrangeiro, situação que pode mudar com a saída do país da União Europeia. Atualmente não há um limite de estrangeiros no elenco, desde que se cumpram algumas regras como a inscrição de ao menos 8 jogadores formados na Inglaterra até os 21 anos, não importando se são ou não ingleses. Por exemplo o brasileiro Andreas Pereira, entraria nessa cota de 8 atletas por ter sido formado na Inglaterra.

No entanto a Premier League tem alguns critérios para contratar jogadores estrangeiros que não sejam da União Europeia, são eles: Colecionar convocações para partidas oficiais pela seleção do seu país nos últimos 2 anos; o país do jogador precisa estar pelo menos na 70ª posição no Ranking da FIFA; caso o atleta seja jovem, ele até pode ser aceito, desde que seja considerado como um potencial destaque futuro para o futebol inglês, exemplo: Gabriel Jesus; caso não seja jovem, deve ser um jogador considerado de classe mundial, exemplo: Mohammed Salah. Esses critérios habilitam o jogador a tirar a licença de trabalho, necessária para atuar na Premier League.

Itália

A Liga Italiana segue padrões próximos da Inglaterra, que também é adotado pela UEFA, em que são obrigatórios ao menos 8 atletas formados no país inscritos nos campeonatos, com 4 sendo formados no próprio clube. No entanto a Itália possui outras especificidades como contratação de dois jogadores extra-comunitários por temporada.

Alemanha

Segue os moldes da UEFA, com ao menos 8 jogadores formados na Alemanha e 4 formados no clube, sem limite de atletas da União Europeia e mesmo de fora. No entanto a Bundesliga exige dos clubes não escalar mais do que 5 jogadores extra-comunitários para uma partida, com a obrigatoriedade de cada clube possuir ao menos 12 jogadores alemães em seus elencos.

França

Liga que tem ganhado notoriedade desde a injeção de dinheiro em algumas equipes como o PSG, que coleciona brasileiros em seu plantel, não possui limites para contratação de jogadores estrangeiros em seus elencos. No entanto são permitidos apenas 4 jogadores extra-comunitários na equipe, ou seja, que não possuam passaporte de nenhuma nacionalidade que faça parte da União Europeia.

Brasil

Não possui limitação na contratação de estrangeiros, no entanto são permitidos escalar apenas 5 estrangeiros em cada partida do Brasileirão, regra que não se aplica em competições da Conmebol. Com isso, equipes como o Flamengo que chegou a contar com 7 estrangeiros em seu elenco, precisou revezar entre esses atletas no Brasileirão, mas todos os 7 poderiam atuar na Libertadores e posteriormente na Sul-Americana.

Por Gustavo Pereira

 

 

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Depois de Neymar e mercado aquecido, tudo parece ser possível!!

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Diversos motivos fazem com que as principais equipes do mundo tenham, atualmente, cada vez um maior poder de fogo na hora de contratar. Dentre eles podemos citar os direitos de televisão, vendas de camisas, sócio-torcedores etc. Mas para além disso, um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum é a compra de muitos desses clubes por milionários, ou até bilionários, sejam do Qatar, Rússia, China, e outros mais, que investem pesado afim de levarem suas equipes à glória.

Um dos casos mais emblemáticos desse fenômeno é o Paris Saint-Germain, que há anos vem gastando rios de dinheiro e contratando diversas estrelas mundiais. Entretanto, nessa temporada (2017/2018), seus investidores foram além e ignoraram as diversas recusas do Barcelona sobre o sonho de consumo, Neymar, e por incríveis 222 milhões de euros + o salário do mundo, trouxe o brasileiro para Paris.

Outras equipes como Manchester City, Chelsea, e mais recentemente, o Milan, são outros exemplos de que o investimento desses empresários tem elevado o patamar financeiro do futebol mundial.

Nem mesmo o fair-play financeiro parece ser capaz de parar essas equipes, que conseguem receita de diversas formas, inclusive com publicidade e venda de camisas. Um exemplo disso foi a contratação de Paul Pogba, pelo Manchester United, que foi possibilitada apenas com a venda de camisas do sueco Zlatan Ibrahimovic.

Pensando nisso, e tendo como caso mais emblemático Neymar, os clubes parecem se movimentar para proteger como podem os seus principais jogadores do assédio de poderosos investidores que parecem não ter limites. Como exemplo temos o também poderoso Real Madrid, que após a venda de Neymar, renovou os contratos de duas promessas de seu elenco, Isco e Asensio, por valores astronômicos. É preciso pagar incríveis 700 milhões de euros para tirar Isco dos merengues e 500 milhões de euros para comprar o jovem Asensio.

Além do Real Madrid, outros clubes parecem estar dispostos a criarem um plano de renovação de contratos de suas estrelas e promessas, afim de protegê-los de assédios dos grandes empresários do ramo futebolístico.

Por Gustavo Pereira

 

Por que as equipes da Premier League não conseguem sucesso nas últimas edições da Champions League?

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Uma das ligas mais badaladas do mundo, a Premier League (Campeonato Inglês), conta com craques a nível mundial como Zlatan Ibrahimovic, Paul Pogba, Aléxis Sanchéz, Mesut Ozil, Eden Hazard, Diego Costa, Kevin De Bruyne, entre outros. Além disso a liga tem diversas promessas como Dele Alli, Harry Kane, Héctor Bellerín, Leroy Sané, John Stones, James Ward-Prowse e muitos outros.

Entretanto, mesmo a Premier League sendo a terceira colocada no coeficiente de países da UEFA, desde a temporada 2011/2012, quando o Chelsea foi campeão, nenhuma equipe inglesa chegou às finais da Champions League, que é o principal campeonato europeu.

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Desde a temporada 2008/2009 a Inglaterra não tem mais de um representante nas semi-finais do campeonato. Na atual temporada apenas o Leicester City, que participa da competição pela primeira vez, tem chances de disputar o título da Champions.

Olhando para o ranking de coeficiente da UEFA, o Chelsea é o primeiro clube inglês na lista, e ocupa a 10 ª colocação, seguido por Arsenal, 11 ª, e Manchester City, 12 ª posição.

Mas o que acontece com os clubes da Premier League? 

Uma das possíveis causas para isso pode estar relacionada ao insucesso da seleção inglesa nos últimos anos, que mesmo com muitos talentos, não consegue transformar as várias promessas em realidade na seleção e consequentemente em seus clubes.

Outra possível causa é o predomínio do futebol espanhol, principalmente da trinca Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, que parece ter atingido um patamar superior as equipes da Premier League. O futebol alemão é outro que cresceu bastante nos últimos anos, principalmente com a dupla Bayern Munique e Borussia Dortmund, e com isso, os clubes ingleses acabaram ficando pra trás.

Um dos principais fatores que faz com que os clubes ingleses ficarem pra trás, principalmente da Espanha e Alemanha é a falta de planejamento e destino dos recursos financeiros que cada equipe possui.

Uma das equipes mais ricas do mundo atualmente, o Manchester City coleciona uma série de reforços milionários que não renderam nem um pouco do que era esperado.

O Chelsea, após o título da Champions League na temporada 2011/2012, não conseguiu repetir o desempenho, tendo ficado de fora de algumas edições, como na temporada passada, que os Blues não conseguiram nem uma vaga para a Liga Europa.

Outra tradicional equipe inglesa, o Manchester United, temporada após temporada gasta milhões em seu ataque e meio-campo mas não consegue acertar nem mesmo um reforço indiscutível para o setor de defesa.

Luz no fim do túnel

O campeonato inglês na temporada 2016/2017 pode significar uma virada no desempenho das equipes inglesas na Champions League. E isso porque o nível técnico das equipes vem crescendo.

O Chelsea de Antônio Conte parece ter encontrado seu melhor futebol. O Liverpool de Klopp mostra a cara do treinador e vem crescendo de produção, apesar da dificuldade contra equipes pequenas. O Tottenham de Maurício Pochettino continua apresentando um futebol consistente, e tem tudo para chegar a próxima edição da Champions League e apresentar um melhor futebol do que o apresentado na atual edição, que a equipe não conseguiu nem mesmo uma vaga para as oitavas de final.

Além disso dois técnicos conseguiram recuperar o bom futebol das equipes de Manchester. Trata-se de Josep Guardiola que apesar da eliminação para o Mônaco na Champions vem encaixando sua equipe e José Mourinho, que resgatou o bom futebol do Manchester United e ostenta uma longa invencibilidade na Premier League, apesar de em muitos jogos a equipe ainda oscilar muito.

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Além disso, Arsenal e Everton correm por fora. O Arsenal vem em uma decrescente, com muita pressão para que Arsene Wenger deixe a equipe, e o Everton em uma crescente, comandado pelo artilheiro Romenu Lukaku, que já marcou 24 gols na Premier League.

Por Gustavo Pereira

As mudanças do futebol chinês

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Com uma liga em plena ascensão e com muito capital envolvido, nos últimos anos a China surgiu como uma grande concorrente a comprar jogadores a nível mundial, devido ao seu elevado poder de compra, onde permitiu por exemplo, que equipes da segunda divisão local, como o Tianjin Quanjian, que na época (temporada 2016) era treinado por Vanderlei Luxemburgo, torrasse 160 milhões de reais em contratações de jogadores, principalmente do mercado brasileiro como Jadson (contratado por 5 milhões de euros, com vencimentos acima de 1 milhão mensais), a jovem promessa santista Geuvânio (contratado por 11 milhões de euros e com vencimentos de 2,7 milhões de euros por ano), e Luís Fabiano, que veio a custo zero.

Com muitos atrativos como salários astronômicos, vários benefícios, presentes e bonificações, o mercado chinês sempre se mostrou muito ambicioso, com a pretensão de criar uma liga forte e com uma boa visibilidade. O atual presidente da China, Xi Jinping, é apaixonado por futebol e com isso tornou obrigatório o esporte nos colégios e dá incentivos fiscais para empresários investirem no esporte. Outra meta dos chineses é sediar uma Copa do Mundo, o que poderia dar uma maior visibilidade à liga.

Entretanto,no início parecia difícil convencer as grandes estrelas mundiais que jogar na China era um bom negócio futebolisticamente falando. A partir daí o mercado brasileiro apareceu como uma opção para os chineses, por ser o país do futebol, devido a moeda não ser tão valorizada, e pelos muitos talentos revelados no país.

Foi aí que o mercado da bola brasileiro começou a temer os chineses. No fim de 2015, o campeão Corinthians sofreu muito assédio e consequentemente um desmanche no time, perdendo peças essenciais no elenco como o zagueiro Gil, o volante Ralf e os meias Jadson e Renato Augusto. Além do Corinthians, outras equipes brasileiras perderam atletas para o mercado até então emergente e cheio de dinheiro para investir em contratações e salários. O argentino Dário Conca, saiu na época para se tornar um dos jogadores mais bem pagos do mundo, além de outro argentino que atuava no Brasil, Walter Montillo e do brasileiro Diego Tardelli.

Uma diferença da Superliga Chinesa em relação à MLS (dos Estados Unidos), por exemplo, é que o projeto é a mais a curto prazo, já que o país tem uma grande população apaixonada pelo futebol, e com isso, a principal busca não é por atletas em fim de carreira e que levem público aos estádios, mas sim jogadores a nível mundial que possam se tornar verdadeiros ídolos em suas equipes e consigam elevar o nível do campeonato nacional.

Mudanças nas regras da Superliga Chinesa

No início de 2017, a Associação Chinesa de Futebol mudou as regras para a uso de jogadores estrangeiros pelas equipes nos jogos do campeonato chinês e mesmo com a janela de transferências já aberta, a mudança entra em vigor já na próxima temporada da Superliga Chinesa.

A partir de agora as equipes poderão ter cinco estrangeiros em seu elenco, antes eram 4 mais 1 do continente asiático e apenas 3 estrangeiros poderão ser escalados por partida, antes era possível colocar 3 estrangeiros mais 1 do continente asiático. A grande mudança foi a inclusão de jogadores estrangeiros do continente asiático na cota de estrangeiros das equipes. Outra mudança é que agora cada equipe deve escalar no mínimo 2 jogadores sub-23 para os jogos, sendo que no mínimo 1 dos 2 deve constar como titular para a partida. Além disso, permanece a regra de que todos os goleiros da Superliga devem ser chineses.

Mudanças no perfil de contratações

Agora melhor estruturada e conhecida mundialmente, o projeto da Superliga Chinesa passa por uma mudança no perfil de jogadores contratados, que antes eram promessas de países emergentes ou jogadores de destaques em seus países, e agora vem se tornando cada vez mais ambicioso.

E essa troca de perfil fica clara na atual temporada onde os chineses vem assediando alguns dos principais jogadores do mundo. Na imprensa ouve-se especulações com nomes como Wayne Rooney, Diego Costa e até Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Mas na realidade, o mercado chinês vem se reforçando com atletas de destaque mundial, como Graziano Pellé (13 milhões de euros), Oscar (29,75 milhões de euros), Hulk (47,43 milhões de euros), Axel Witsel (17 milhões de euros) e Carlitos Tévez (8,93 milhões de euros), que são atletas de destaque mundial e que tem um elevado poder de decisão.

Essas mudanças também se dão pelos chineses terem alcançado influentes treinadores de destaque mundial, como Manuel Pelegrini, Fabio Canavarro, Felipão e André Villas-Boas.

Salvo algumas exceções como Marinho (contratado pelo Changchun Yatai por 4,75 milhões de euros), que se destacou no Vitória e foi um dos melhores jogadores do brasileirão, vários jogadores brasileiros ou que jogavam no Brasil antes dessas mudanças estão em um processo de retorno ao país. Casos de Montillo, que voltou para o Botafogo, Conca, que vai passar uma temporada no Flamengo se recuperando de lesão e depois como atleta rubro-negro, Jadson, que está perto de fechar com o Corinthians entre outros.  Além deles, jogadores como Diego Tardelli, Luís Fabiano, Marcelo Moreno estão tentando retornar ao Brasil, para jogarem mais e voltarem a se destacar.

Utilizando como exemplo o caso do ex-corinthiano Jadson, que foi contratado após uma excelente temporada no clube campeão brasileiro de 2015 e de ter ficado na seleção do campeonato brasileiro, se transferiu para o Tianjin Quanjian, time até então na segunda divisão, mas com muito dinheiro para investir. Passou a ganhar mais de 1 milhão na equipe, mas não conseguiu se tornar uma estrela. Com a mudança de treinadores, saiu Vanderlei Luxemburgo e entrou Fábio Canavarro, o brasileiro acabou perdendo um pouco o espaço e busca a volta para o Brasil, com o próprio Corinthians, que vendeu o atleta a pouco menos de 2 anos, como principal interessado.

Mas alguns brasileiros acabaram se dando bem por lá. Como Ricardo Goulart, que foi considerado o melhor jogador da última temporada chinesa, Gil, Renato Augusto e Paulinho, que frequentemente figuram entre os selecionáveis de Felipão e Aloísio, que saiu do São Paulo e vem se tornando um ídolo na China.

Por Gustavo Pereira

 

A mudança do Liverpool com Jurgen Klopp

jurgen-klopp.jpgO treinador alemão Jurgen Klopp ficou conhecido mundialmente por seu trabalho de destaque no Borussia Dortmund (ALE), tendo conquistado dois títulos do Campeonato Alemão (2010/2011 e 2011/2012), uma Copa da Alemanha (2011/2012) e três Supercopas da Alemanha (2008, 2013 e 2014) e ganhando o Treinador do Ano na Alemanha em duas oportunidades, 2012 e 2013. Em abril de 2015 o técnico anunciou que deixaria o Borussia, mas em outubro do mesmo ano aceitou uma proposta do Liverpool (ING) e passou a comandar os Reds.

Klopp no Liverpool

O treinador alemão assumiu os Reds já com a temporada em andamento, e apenas na metade da temporada é que teve autonomia para contratações e para começar a dar a sua cara aos Reds.

O Liverpool conquistou seu último título em 2011, quando venceu a Copa da Inglaterra. Mas há muitas temporadas que os Reds não conseguiam repetir seu desempenho das décadas anteriores, onde se tornou temido por conquistar vários títulos ingleses e europeus. Até que na temporada 2013/2014 o Liverpool conseguiu o vice-campeonato inglês e voltou a disputar a Champions League, entretanto a campanha não foi além da fase de grupos.

Em 2015/2016, já com Jurgen Klopp, o Liverpool voltou ao protagonismo europeu ao chegar na final da Liga Europa após eliminar o ex-clube de Klopp, Borussia Dortmund, em uma virada sensacional. Mas acabou sendo batido pelo Sevilla na final, por 3 a 0 em pleno Anfield Stadium.

Temporada 2016/2017

Na primeira temporada de Klopp desde o início (2016/2017), o treinador alemão trouxe alguns jogadores para compor e qualificar o elenco:

Goleiros:

Loris Karius junto ao Mainz 05, por 5,27 milhões de euros

Alexander Manninger, junto ao Augsburg, de graça

Zagueiros:

Joel Matip, junto ao Schalke 04, de graça

Ragnar Klavan, junto ao Augsburg, por 4,25 milhões de euros

Meio-campistas

Georginio Wijnaldum, junto ao Newcastle, por 23,28 milhões de euros

Sadio Mané, junto ao Southampton, por 35,02 milhões de euros

E os resultados vieram dentro de campo. O Liverpool em 21 jogos conquistou 45 pontos e está em 3 º lugar na Premier League, com a mesma pontuação do segundo, Tottenham. Comandado pelo brasileiro Phillippe Coutinho e Sadio Mané, além do goleador Roberto Firmino, a equipe de Jurgen Klopp vem fazendo uma boa campanha, disputando ainda a semi-final da Copa da Liga Inglesa contra o Southampton.

Raio-X do Liverpool para temporada

Os Reds não estão disputando nenhuma competição europeia nesse ano, e por isso, Klopp tem a possibilidade de apostar todas suas fichas na Premier League, competição que o Liverpool não vence desde a temporada 1989/1990.

Em seu favor o Liverpool tem alguns jogadores como Coutinho e Mané em excelente fase. Firmino também vive um bom momento e a equipe com Klopp passou a ter uma cara, coisa que há um bom tempo não vinha tendo. Outro ponto positivo é o bom retrospecto contra os grandes ingleses, já que o Liverpool segue sem perder na temporada para as equipes que estão até a 9 ª posição na tabela.

Contra os Reds tem o excelente desempenho do Chelsea na temporada, desde que Antonio Conte chegou ao clube, algumas falhas técnicas defensivas, principalmente do questionável zagueiro Dejan Lovren e do capitão da Estônia, Ragnar Klavan.

Além disso, o Liverpool ainda tem dificuldades em bater os times considerados pequenos e médios. Nessa temporada, os Reds sofreram derrotas para o Burnley, por 2 a 0, e para o Bournemouth, por 4 a 3, em um jogo que os Reds tiveram o jogo na mão e sofreram a virada nos últimos minutos. E empatou com o Southampton, por 0 a 0, West Ham por 2 a 2 e Sunderland, por 2 a 2.

Candidatos a zebra 2016/2017

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O futebol é um dos esportes mais difundidos mundialmente. Não por acaso temos ligas fortes e ricas ao redor do mundo. É impossível pensar em Alemanha, Espanha, França Inglaterra e Itália, sem lembrarmos dos chamados “grandes”, equipes que possuem um grande predomínio e sempre entram como favoritas em todas as ligas que disputam nacionalmente.

Porém um fato interessante e fascinante do futebol é o que chamamos de “zebra”. A zebra pode ser definida como uma equipe que não entra na disputa como favorita ou como umas das favoritas, mas acabam surpreendendo e batendo todas as expectativas.

No futebol, podemos dizer  que as zebras sempre estiveram presentes no futebol, mas atualmente, esse fenômeno se destaca ainda mais, devido a equipes tão poderosas, com um alto investimento financeiro e com elencos cheios de craques.

As vezes acontecem algumas máximas, como recentemente ocorreu com o Leicester City, na temporada 2015/2016, que tinha um dos menores investimentos da Premier League, mas mesmo assim conseguiu chegar à glória máxima, conquistando uma das mais fortes ligas do mundo, com incríveis 81 pontos, 10 a mais que o vice-campeão, Arsenal, com uma campanha de 23 vitórias, 12 empates e apenas 3 derrotas.

A liga inglesa é a 3 ª colocada no coeficiente da Uefa, com 68.819 pontos. O coeficiente tem por base os resultados de todos os clubes em competições europeias no ano, para distribuição de vagas nas competições do ano seguinte. A federação espanhola ocupa a 1 ª posição, 93.570 pontos e a alemã a 2 ª, 72.729 pontos.

Possíveis zebras pelo mundo

Com a temporada europeia no início, alguns times já demonstram desempenhos surpreendentes, e mesmo sendo muito cedo, podemos projetar algumas possíveis zebras em algumas das principais ligas, que podem chegar a uma vaga na Liga Europa, Champions League, ou até mesmo ser o novo Leicester City.

Premier League (Inglaterra)

Apesar da liga ter alguns dos times mais poderosos do mundo, a divisão das cotas de TV é um ingrediente a mais, que permite equipes de pequeno e médio porte montar elencos satisfatórios e até mesmo surpreender os grandes.

-Southampton: Apesar de não ter começado bem a temporada, a equipe costuma crescer frente a grandes equipes, se notabilizando por fazer partidas duras contra esses times.

A principal arma para a equipe se tornar uma zebra é o fato de ter um elenco jovem, com atletas querendo mostrar serviço, juntamente com alguns jogadores de seleção, casos de Dusan Tadic e Van Dijk. Além disso, na temporada passada os “The Saints” deixaram de fora da Liga Europa equipes como Liverpool e Chelsea.

O ponto negativo da equipe é escorregar em jogos contra equipes do mesmo nível ou inferior. Se conseguir uma maior regularidade, tem tudo para ser uma zebra.

-Tottenham Hotspurs: Apesar de ser uma equipe tradicional na Inglaterra, o Tottenham não tem muitos títulos conquistados. Na temporada 2015/2016 travou uma briga até as últimas partidas com Leicester e Arsenal pelo título inglês. Tem uma boa equipe, comandada pelo argentino Maurício Pochettino, e não perdeu nenhum dos seus principais jogadores. Além disso, se reforçou pontualmente, trazendo os volantes Victor Wanyama, Moussa Sissoko e o ponta de lança Vicent Janssen, somados a uma defesa sólida. É o único time inglês que ainda não perdeu na Premier League.

O ponto negativo é a campanha que os Spurs fazem na Champions League, com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas, que pode ter um reflexo negativo nos comandados de Pochettino.

Ligue 1 (França)

-Nice: Uma das maiores surpresas da temporada até aqui, o clube já teve um passado de glórias, conquistando alguns títulos. Mas passou por maus bocados, e chegou a disputar até a 3 ª divisão francesa. Após voltar a Ligue 1, repetiu campanhas médias e nunca começa as temporadas como um dos favoritos. Na atual temporada, se aproveitou da queda de rendimento do Paris Saint-Germain e comandado por Mario Balotelli e pelo brasileiro Dante, tem surpreendido. Lidera a liga francesa com 32 pontos e apenas 1 derrota em 13 jogos.

O ponto negativo é que Balotelli vem atuando muito acima do que nas últimas temporadas, e por conta disso, não sabemos até quando ele vai continuar em alta.

Bundesliga (Alemanha)

Apesar do domínio recente de Bayern Munique e Borussia Dortmund, nessa temporada algumas equipes tem conseguido fazer da Bundesliga um campeonato mais igual.

-Leipzig RB: O time mais odiado da Alemanha está encantando o mundo. Devido a política da liga alemã, em que nenhuma empresa pode ser sócia-majoritária de um clube, a Red Bull detém apenas 49% dos direitos do clube, suficiente para implantar sua filosofia de investir em jovens talentos, a exemplo do que faz em outras equipes ao redor do mundo, inclusive com uma no Brasil. Com uma campanha dos sonhos até agora, o Leipzig ainda não perdeu na Bundesliga e aposta em jovens como os zagueiros Lukas Klostermann e Willi Orban e  meio campistas Emil Forsberg, Naby Keita, Marcel Sabitzer e os atacantes Timo Werner, Youssuf Poulsen e David Selke.

O ponto negativo é que por ser um time jovem, pode acabar sentindo a pressão da Bundesliga e alguns jogadores poderão cair um pouco de rendimento.

Colônia: Outra surpresa da temporada, a pequena equipe investiu bem nas últimas janelas de transferências e tem feito uma boa Bundesliga. Alguns jogadores tem se destacado, casos do jovem goleiro Timo Horn, do defensor da seleção alemã, Jonas Héctor, do volante Marco Hoger e dos atacantes Yuya Osako e Anthony Modeste. Desde 2013, o treinador Peter Stoger aposta na empatia com o elenco para continuar a boa campanha.

O ponto negativo é que não tem muitas peças de reposição, e caso alguns dos principais atletas se machuquem, pode acabar prejudicando o desempenho da equipe.

-Hoffenheim: De uma temporada horrível, com um quase rebaixamento à segunda divisão, a uma temporada consistente. Esse grande salto se deve a um nome, Julian Nagelsmann. O jovem treinador tem apenas 29 anos, mas vive uma temporada de gente grande. Sua equipe, juntamente com o Leipzig, são as únicas que ainda não perderam na Bundesliga, apesar do Hoffenheim ocupar a 5 ª posição, com 5 vitórias e 6 empates. O zagueiro Fabian Schar, o meio campista Sebastian Rudy e os atacantes Eduardo Vargas e Adam Szalai são as principais esperanças de fazer do Hoffenheim uma zebra.

O ponto negativo é que o estilo ofensivo do jovem treinador pode acabar o traindo em algumas rodadas.

Champions League

O Leicester City continua fazendo história! Apesar do mau começo na Premier League, é evidente que o foco da equipe é na principal competição europeia. O time comandado por Claudio Ranieri conseguiu mais um feito inédito na história do clube, avançando em primeiro lugar isolado em seu grupo, com uma rodada de antecedência, na Champions League. Agora terá a chance de enfrentar um segundo lugar dentre as oito chaves.

Chape Terror

Não poderia encerrar esse texto sem falar da zebra na Sul-Americana. Essa zebra é brasileira e atende por Associação Chapecoense de Futebol ! A equipe venceu a desconfiança de muitos no Brasil e na América do Sul, e conseguiu chegar a uma inédita final de Sul-Americana. Agora enfrentará o Atlético Nacional da Colômbia na final, atual campeão da Libertadores da América. É importante lembrar que a Chape jogava a Série D em 2009 e hoje vive um momento que muitos grandes do Brasil nunca tiveram a chance de vivenciar! Boa sorte à Chape!!!

Por Gustavo Pereira

O que acontece com a seleção da Holanda?

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Foto retirada do Uol esporte

Desde a década de 1970, o futebol holandês se acostumou a ver um futebol atrativo e que produzia grandes jogadores. Johan Cruyff e Rinus Michels são símbolos que mudaram a história do esporte na Holanda. De um país que raramente disputava competições importantes por seleções ou que tinha bons desempenhos por clubes para finais de Copa do Mundo, título de Eurocopa e ótimas participações em competições internacionais por clubes.

Porém, o vexame da seleção nas eliminatórias da Euro 2016, liga o alerta para não ficar fora de mais uma competição, a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e assim, não repetir 1984-1986, a última vez que ficou fora de duas competições em sequência.

O ano de 2016 foi abaixo do que se espera da Holanda, que teve cinco vitórias, três empates e três derrotas. E o curioso é que os melhores resultados são jogando fora de casa. O início das eliminatórias para a Copa de 2018, apesar da segunda colocação do grupo A após quatro partidas, não é tão animador. Partidas com baixo rendimento são cada vez mais comuns, até mesmo contra a fraca seleção de Luxemburgo, que os holandeses venceram por 3×1.

A geração que teve boa participação nas Copas de 2010 e 2014 e bons momentos na Eurocopa de 2008 envelheceu. Nomes como van der Vaart, Kuyt, de Jong, Heitinga, Mathijsen e Van Persie, que tiveram espaço após a ausência dos holandeses na Copa de 2002, não fazem parte da seleção. Sobraram Robben e Sneijder, que não conseguem repetir o que já fizeram em outros anos, sobretudo o segundo. Robben ainda faz boas partidas, mas não tanto com a frequência que deveria, devido aos problemas físicos, que sempre atrapalharam sua carreira.

A renovação vem sendo complicada. Strootman, meio-campista da Roma, era um dos jogadores que poderia liderar a troca de bastão, mas teve lesões graves, que o impediram de tornar o jogador que prometia e que fez com que ficasse fora da Copa de 2014. Memphis Depay, de 22 anos, que apareceu muito bem no PSV, mas ainda tem dificuldades para mostrar o seu futebol no Manchester United é outro jogador que pode ser considerado como uma das lideranças técnicas entre os mais jovens.

Tirando Robben, nenhum jogador está entre os destaques da posição no mundo. E as últimas convocações mostram que poucos jogadores jogam em grandes equipes. Além de Robben (Bayern), Cillessen (reserva do Barcelona), Blind (Manchester United), Wijnaldum (Liverpool) e Depay (reserva do Manchester United). Muito pouco.

Outro fator que deve ser levado em conta são os técnicos. Ronald Koeman, após bom trabalho nas últimas temporadas pelo Southampton, vem bem no início de trabalho pelo Everton. Mas van Gaal, que comandou a seleção holandesa na Copa de 2014, e Frank de Boer fracassaram recentemente. O primeiro no Manchester United e o segundo na Internazionale. Guus Hiddink também fracassou, só que pela seleção após a saída de van Gaal. Desde julho de 2015 como treinador da seleção holandesa, Danny Blind, pai de Daley Blind, do Manchester United, vem tendo um aproveitamento ruim e vem sofrendo com o sistema defensivo. Até as fracas seleções de Luxemburgo, Belarus e Cazaquistão conseguiram marcar contra os comandados de Blind. Fica claro que o atual técnico não é o mais capacitado para fazer a reconstrução da Holanda.

Raio X seleção holandesa

Após uma decepcionante não classificação para disputa da Eurocopa 2016, a seleção holandesa passou por uma reformulação. Agora, nas eliminatórias tem a chance de retomar um bom futebol e conseguir uma vaga na Copa do Mundo da Rússia 2018. A equipe está no Grupo A, junto com França, Suécia, Bulgária, Belarus e Luxemburgo.

Nos 4 primeiros jogos, a equipe venceu Belarus (4×1) e Luxemburgo (3×1), empatou com a Suécia (1×1) e perdeu da França (0x1).

-Gols sofridos: Usando apenas as eliminatórias como parâmetro, em todos os jogos a seleção sofreu um gol. Porém, a equipe que já foi chamada de carrossel holandês, atualmente não demonstra mais tanto poder ofensivo.

-Geração de ouro sem títulos: Nos últimos anos, a seleção holandesa foi considerada uma das mais fortes do mundo. Uma equipe até então jovem, porém com vários destaques a nível mundial, impressionavam. Só que depois de seguidas decepções desde 2010, e principalmente após a Holanda sequer disputar a Eurocopa 2016, foi preciso ligar o alerta e reformular a equipe.

-Craques em baixa: Alguns dos grandes nomes da seleção, como Sneijder, Depay e Blind não vem de bons momentos em suas equipes, o que tira a confiança de todo o plantel quando se juntam a eles. Robben está voltando de lesão, porém é a única estrela que tem rendido por seu clube.

-Baixo número de jogadores titulares nas principais ligas: Da equipe considerada titular, Stekelenburg, Everton (ING), Van Dijk, Southampton (ING) e Robben, Bayern Munique (ALE), são os únicos dentre os que atuam nas 5 maiores ligas européias que jogam como titular. Bruma joga pelo Wolfsburg (ALE), Blind e Depay pelo Manchester United (ING), mas são reservas. Além deles, Sneijder, Galatasaray (TUR) e Bas Dost, Sporting Lisboa (POR), são outros dos destaques da equipe.

Por Bernardo Medeiros e Gustavo Pereira

Acabou a “Neymardependência”?

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Foto retirada do site Humor Político

O Brasil é reconhecido por sempre ter grandes craques tanto atuando no futebol nacional como no futebol internacional, principalmente na Europa. Grandes jogadores da história do futebol são brasileiros, e não por acaso, o país é conhecido como país do futebol.

Se formos a qualquer país do mundo, e fizermos uma pesquisa perguntando para as pessoas se elas conhecem algum jogador brasileiro de destaque, provavelmente a resposta será “SIM”. Desde os mais antigos, que viram jogar Pelé, Garrincha, Zagallo entre tantos outros… Passando por Zico, Tostão… Depois Romário, Bebeto… E mais recentemente Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Kaká… Além do brasileiro da moda, Neymar Jr, que atua no Barcelona (ESP) e ano passado foi considerado o 3 º melhor jogador do mundo.

Mas nenhuma equipe sobrevive com apenas um jogador que se destaca. No futebol são sempre 11 contra 11, e mesmo que um jogador possua um nível muito acima dos seus companheiros, é uma tarefa muito árdua ter que carregar uma equipe ou seleção nas costas.

Alguns casos recentes nos mostra que quando uma equipe possui uma certa dependência de um jogador, dificilmente ela consegue atingir um alto nível futebolístico, até porque até o craque tem os seus dias maus.

Na Eurocopa 2016, dois casos refletem que o jogo coletivo se sobressai a jogar em função de apenas um atleta:

País de Gales- conseguiu fazer uma campanha muito consistente, chegando à semi-final da competição. Sem dúvida alguma o grande destaque da seleção é Gareth Bale, que atua pelo Real Madrid (ESP), e que fez uma excelente Eurocopa desempenhando com maestrria sua função de ponta-direita. Mas além dele, a seleção contava ainda com outros jogadores conhecidos, casos de Andy King, que foi campeão inglês pelo Leicester City (ING), de Joe Allen, que atua pelo Liverpool (ING) e de Aaron Ramsey, que atua pelo Arsenal (ING).

Portugal- atualmente, ao falarmos de Portugal, é inevitável não pensarmos em Cristiano Ronaldo, porém a equipe provou que não é mais tão dependente do craque, fruto de uma geração muito boa que está surgindo. Durante toda a competição vários jogadores dividiram o papel de protagonista com a estrela do Real Madrid (ESP). Rui Patrício (goleiro), que atua pelo Sporting Lisboa (POR) e Raphael Guerreiro (lateral-esquerdo), que atua pelo Borussia Dortmund (ALE), figuraram na seleção da Eurocopa juntamente com o craque CR7, e outros jogadores se valorizaram, casos de Renato Sanches (Bayern Munique-ALE) e André Gomes (Barcelona-ESP). Na final, CR7 se lesionou ainda no primeiro tempo, e mesmo assim a seleção portuguesa conseguiu bater de frente com a poderosa França e vencer pela primeira vez a Eurocopa com gol do atacante Éder.

Caso da Seleção Brasileira

A era Dunga, além de muitas decepções, não conseguiu fazer a seleção jogar de forma natural. E isso criou uma certa “Neymardependência”, já que na época, o craque tinha a faixa de capitão e em muitos jogos não atuava em sua posição natural, pelo lado esquerdo do campo, mas sim centralizado e com a obrigação de organizar o jogo e também de chegar ao gol adversário, acontecendo com Neymar o que por alguns anos ocorreu com Cristiano Ronaldo pela seleção portuguesa. O resultado foi desastroso, e mesmo que em números o trabalho do treinador não foi tão ruim, não foi capaz de dar à seleção brasileira uma cara de jogo coletivo.

Na Copa América a equipe não teve Neymar, que por decisão da CBF e do Barcelona poderia atuar apenas em uma das duas competições, ou Copa América ou Olimpíadas. E o que se viu foi uma seleção sem criatividade e jogando retrancada. O resultado foi uma eliminação precoce na competição.

Já nas Olimpíadas esse panorama passou a mudar um pouco. Nos primeiros jogos o treinador Rogério Micale escalou a equipe com Neymar mais centralizado, e portanto, com mais responsabilidades. Mas com atuações não tão boas do craque, e consequentemente, da sua equipe, que ainda dependia de Ney, Micale decidiu apostar no jogo coletivo.

Após dois jogos sem muito brilho, o treinador teve uma conversa com o já contratado para dirigir a seleção brasileira principal, Tite, e a conversa surtiu um efeito muito positivo, principalmente para dar uma cara coletiva à equipe e com isso a seleção olímpica conquistou o seu primeiro ouro na modalidade.

Trabalho de Tite

O principal nome dos últimos 5 jogos da seleção brasileira nas eliminatórias é Adenor Leonardo Bacchi, mais conhecido com Tite. O treinador deu outra cara à equipe desde que chegou e venceu os conquistou os últimos 15 pontos disputados. Com isso, a seleção que somava apenas 9 pontos em 6 jogos na competição, saltou para 24 em 11 jogos e lidera as eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Tite não só implantou seu estilo de jogo, como fez a seleção brasileira voltar a ter um padrão tático, com os jogadores sendo exigidos nas posições onde mais rendem. Além disso o treinador convocou alguns nomes como Thiago Silva, Marcelo, que não vinham sendo chamados por Dunga, mas que são considerados um dos melhores do mundo em suas posições atualmente, e é claro, Phillipe Coutinho, que vem jogando muita bola já faz um tempo pelo Liverpool, mas apenas com Tite ganhou oportunidades na seleção, e justificou sua escolha na bola.

Fim da Neymardependência

Outra melhora para a seleção brasileira, fruto do trabalho de Tite foi uma melhor distribuição de funções entre os convocados. Vários dos jogadores falaram com a imprensa que o treinador valoriza cada atleta e mostra que ele tem importância na seleção.

Mais uma mudança do comando de Tite foi de não estabelecer um capitão fixo. Em cada jogo um atleta usa a faixa e tem o dever de comandar a equipe, o que faz com que o jogador se sinta ainda mais valorizado. Com isso, até o próprio Neymar passou a jogar mais solto e ter atuações com mais destaque.

Usando como parâmetro apenas as eliminatórias, notamos uma grande diferença entre o comando de Dunga e o de Tite:

Dunga:

6 jogos e 9 pontos conquistados

2 vitórias: Venezuela (3×1) e Peru (3×0)

3 empates: Argentina (1X1), Uruguai (2×2) e Paraguai (2×2)

1 derrota: Chile (0x2)

Tite:

5 jogos e 15 pontos conquistados

5 vitórias: Equador (3×0), Colômbia (2×1), Bolívia (5×0), Venezuela (2×0) e Argentina (3×0)

0 empates

0 derrotas

Mas esses números são ainda mais discrepantes ao analisarmos as campanhas jogo a jogo:

-Com Dunga foram 11 gols marcados e 8 gols sofridos

-Com Tite foram 15 gols marcados e apenas 1 gol sofrido

Desempenho de Neymar

Na única derrota da seleção brasileira Neymar não jogou pois estava suspenso, fato que se repetiu nos dois confrontos contra a Venezuela, que o Brasil venceu por por 3×1 com Dunga e por 2×0 com Tite e no jogo contra o Paraguai que o Brasil empatou por 2×2.

Com Dunga o craque fez 3 jogos: tomou 2 cartões amarelos e deu 1 assistência, mas não balançou as redes

Com Tite, Ney fez 4 jogos: tomou 2 cartões amarelos, deu 5 assistências e marcou 4 gols.

Jogadores de alto nível dividem peso da amarelinha com Neymar

O Brasil passa por um momento onde muitos jogadores vivem grandes momentos em seus clubes. Talvez as exceções a essa regra são justamente atletas que trabalharam com Tite no Corinthians, casos de Fágner, Gil, Paulinho e Renato Augusto, porém o treinador tem confiança nos atletas e consegue extrair deles o máximo. Exemplos disso é que Paulinho e Renato Augusto vem sendo titular na seleção de Tite e tem feito boas partidas. A exceção de Fágner, que permanece no Corinthians, os outros 3 atletas se apresentam sempre alguns dias antes do restante do elenco.

Considerando os 24 convocados, 14 atuam nas 5 principais ligas da Europa, e desses, apenas Alisson e Douglas Costa não são titulares absolutos em suas equipes. 6 jogadores atuam no Brasil, todos como titular, o trio Gil, Paulinho e Renato Augusto atua na liga chinesa e completa a lista Giuliano, que joga pelo Zenit (RUS).

Por Gustavo Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

História atrás de história!

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Precisamos falar sobre o Leicester City. Não falo sobre um time modinha, só porque venceu a disputadíssima Premier League na temporada 2015/2016, mas por toda sua história de superação no futebol inglês.

Fundado em 1884, o Leicester City é chamado de “The Foxes”, em português “As raposas”, em referência à intensa caça do animal na região Centro-Sul do Reino Unido, e foi admitido apenas em 1894 pela Football League (liga que representava todas as equipes do futebol inglês, até que, por questões financeiras, os clubes considerados grandes da Inglaterra romperam com a entidade e criaram a Premier League), e em sua história possui vários altos e baixos.

A equipe é, juntamente com o Manchester City, a maior vencedora da Segunda Divisão Inglesa (Football League Championship), com 7 títulos, e possui um outro recorde, é o clube com mais acessos à Premier League, 11 vezes.

Além disso, os Foxes disputaram a Liga Europa em duas oportunidades, 1998 e 2001, venceram 3 Copas da Liga Inglesa, 1 vez a Supercopa da Inglaterra e foram 4 vezes vice-campeões da Copa da Inglaterra.

História do clube

Passou a maior parte de sua história como coadjuvante, com apenas alguns momentos positivos, casos das temporadas 1928/1929 e 1929/1930, alcançando o terceiro e segundo lugar na antiga Football League e na temporada 1962/1963. A década de 60 entretanto, é considerada a década de ouro para a equipe, já que no período fez participações consistentes, todas na elite inglesa, conquistou pela primeira vez a Copa da Liga Inglesa e chegou à 3 finais da Copa da Inglaterra.

Em 2008/2009 a equipe viveu um de seus piores momentos em toda a sua história, teve de disputar a 3 ª divisão inglesa. A equipe desde então foi crescendo e o grande expoente dessa guinada é o empresário Vichai Srivaddhanaprabha, dono do grupo asiático Asian Football Investments que tem como sócia a maior empresa de freeshops do mundo, a King Power, que comprou o clube.

Na temporada 2012/2013, mais um drama: a equipe viu o retorno à Barclays Premier League escapar por muito pouco. Após cobrança de pênalti perdida aos 47 minutos do segundo tempo, o clube de Leicester viu o Watford fazer o gol de sua classificação em um contra-ataque, eliminando os Foxes, que teriam de disputar mais um ano a Football League Championship.

Porém, após a luta veio a redenção, e o Leicester foi campeão da temporada 2013/2014, alcançando 102 pontos e a vaga direta à Premier League. Foi aí que Vichai entrou efetivamente, investindo cerca de 180 milhões de libras no clube, com o objetivo de nos próximos 3 anos o clube figurar entre os 5 primeiros colocados.

Mas como nada vem fácil para a aguerrida equipe do Leicester City, a temporada 2014/2015 foi quase um pesadelo. Dado como rebaixado após a virada do ano de 2015, os Foxes, que desde julho de 2015 contavam com o comando de Claudio Ranieri, tiraram forças de onde parecia não terem mais e deixaram a lanterna do campeonato rumo aos 38 pontos e a 14 ª colocação na Premier League.

Uma curiosidade marcou esse ano. O treinador italiano convidou após a primiera vitória da equipe na Premier League, na 10 ª rodada, todos os seus atletas para irem a uma de suas pizzarias prediletas. Chegando lá, o treinador disse que seriam os jogadores quem preparariam e pizza, e lhes ensinaram a lição de que eles são capazes e que portanto deveriam acreditar em seu potencial. O resultado foi pronto, marcando o início de uma parceria de sucesso entre comandante e seus comandados.

A temporada dos sonhos

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Ao iniciar a temporada 2015/2016, o objetivo de Ranieri era claro, evitar o rebaixamento. Porém, a cada jogo, o Leicester City desafiava a tudo e a todos e surpreendia. O treinador continuava com os pés no chão. Comandados pela dupla Mahrez e Vardy, a equipe fazia história a cada rodada. Mesmo não apresentando um futebol bonito e envolvente, a equipe conquistava os 3 pontos em diversas ocasiões com vitórias magras por 1 a 0. Mas isso era comemorado como uma goleada.

As rodadas foram passando, e o sonho se tornando cada vez mais realidade. A equipe estava unida em seu objetivo antes impensado, e o sonho de ser campeão inglês pela primeira vez em 130 de história era cada vez mais próximo.

O elenco que mesclava atletas desacreditados e jogadores que estavam no clube desde os maus tempos, quando a equipe estava na segunda divisão, conseguia tentos incríveis. Tirou pontos de praticamente todos os considerados grandes da Inglaterra e o time formado por Schmeichel no gol, Wes Morgan e Robert Huth na zaga, Simpson e Fuchs nas laterais, Kanté e Drinkwater (King) como volantes, Mahrez e Albrighton (Gray) no meio-campo e Okasaki (Ulloa) e Vardy, a cada jogo ganhava mais admiração e torcida pelo inédito título que se tornava realidade.

O que no início parecia um tento impossível, ao fim da temporada era real. O Leicester City fez uma campanha praticamente irretocável, conquistou 81 pontos em 38 rodadas, sendo 23 vitórias, 12 empates e apenas 3 derrotas. E o que era sonho se tornou realidade.

O site do globoesporte.com colocou os 10 passos para que o clube conseguisse o feito inédito.

Temporada 2016/2017

Com a conquista inédita, o clube foi um dos mais assediados pelos grandes europeus. Porém, conseguiu segurar as suas principais estrelas, Mahrez e Vardy e perdeu do time titular apenas N´Golo Kanté, para o Chelsea. Porém, foi ao mercado e reforçou sua equipe, já que pela primeira vez disputa a Uefa Champions League.

Os contratados para a temporada foram, o goleiro Ron-Robert Zieler (Hannover), o bom zagueiro Luis Hernández (Sporting Gijón), o meia Nampalys Mendy (Nice), e os atacantes Ahmed Musa, do CSKA Moscou, a jovem promessa Raúl Uche, de apenas 18 anos vindo do Rayo Vallecano da Espanha e a mais cara contratação do clube para temporada, que vem após ótima passagem pelo Sporting Lisboa, Slimani.

Expectativas para temporada

O clube não deve conseguir novamente fazer frente aos grandes da Inglaterra, porém, não será nenhuma surpresa se a equipe voltar a figurar entre os 6 primeiros colocados da Premier League. A expectativa é que o clube conquiste ao menos uma vaga para a Liga Europa.

Já na Champions League, o Leicester foi beneficiado por ser cabeça de chave e tem a seu favor um grupo um pouco mais fraco. Seu principal desafio é bater o Porto e conquistar o primeiro lugar do grupo, e a equipe iniciou bem a competição, vencendo o Club Brugge por 3 a 0 fora de casa e o Porto por 1 a 0 em casa. Resultado? Mais dois feitos inéditos na história do clube, que nunca disputou a Champions League e tem tudo para fazer uma campanha consistente, chegando aos mata-mata da competição. Porém, passar das quartas-de-final é um feito um tanto improvável, porém, os Foxes provaram saber lidar com as adversidades e sempre sendo coadjuvante.

A Champions League parece ser o campeonato onde Ranieri dá mais importância, e isso se evidencia nas escalações da equipe na Premier League e Champions League. O bom elenco do clube, somado à vontade de continuar fazendo história, é o principal fator de motivação para o plantel.

Devemos esperar o desenrolar da temporada 2016/2017 para vermos do que essa equipe é capaz.

Por Gustavo Pereira

Os leões querem voltar a rugir

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A equipe do Sporting Clube de Futebol, mais conhecida como Sporting Lisboa, foi fundada em 1906, no complexo Alvalade XXI, na cidade de Lisboa, e é considerado um dos três grandes de Portugal, ao lado de Benfica e Porto. O time de Lisboa ostenta 120 mil sócios registrados e segundo o site oficial da do Sporting tem mais de 3,5 milhões de simpatizantes pelo mundo.

Apelidado por seus torcedores de Leões, o Sporting manda suas partidas no estádio José Alvalade. A equipe soma à sua história 18 títulos da Primeira Liga (campeonato português), 16 Taças de Portugal e 8 Supertaças Cândido de Oliveira (confronto entre campeão português e campeão da taça de Portugal).

Porém, o clube nunca atingiu a glória máxima em uma campeonato internacional. Tendo 17 participações na UEFA Champions League e 30 participações na Liga Europa, o melhor resultado do Sporting foi um vice-campeonato na temporada 2004/2005, quando perdeu para o CSKA Moscou por 3-1.

Clássico com Benfica

O jogo disputado entre Sporting e Benfica é chamado de Dérbi Eterno ou Dérbi da Capital, por envolver duas equipes de Lisboa. A rivalidade entre as equipes tem uma explicação histórica, já que no início do século XX a equipe do Benfica era considerada o clube dos trabalhadores e do povo, enquanto o Sporting era o clube das classes mais altas da sociedade portuguesa.

Mas o fato que fez com que essa rivalidade se acirrasse foi em 1907, quando oito jogadores de Benfica se transferiram para o Sporting em busca de melhores condições financeiras e de trabalho.

História do clube

A equipe já nasceu grande, conquistando títulos desde os primeiros anos de história. Mas foi entre as décadas de 40 e 80 o melhor período do Sporting Clube de Futebol. Os leões conquistaram 15 dos seus 18 títulos do Campeonato Português e 10 das 16 Taças de Portugal.

Porém, após um longo período de seca de títulos e de recursos financeiros, voltou a ser protagonista na temporada 2004/2005, sendo vice-campeão da Liga Europa. Desde então, o clube foi melhorando seu desempenho e na temporada 2014/2015 venceu a Taça de Portugal e a Supertaça Cândido de Oliveira. Na temporada 2016/2017, conquistou a vaga para a UEFA Champions League, e vai medir forças com Real Madrid, Borussia Dortmund e Legia Varsóvia.

Academia de base premiada

O Sporting Clube de Futebol é o único clube na Europa a receber o certificado de qualidade (ISO), atribuído pela Empresa Internacional de Certificação devido à excelente academia utilizada para formação de jovens talentos. Nomeada de Academia Sporting/Macron, que fica em Alcochete, é utilizada como centro de estágio e preparação da Seleção Portuguesa de Futebol.

Sendo referência no quesito estrutura para categorias de bases, é normal se esperar frutos dessa estrutura. E alguns dos grandes exemplos de atletas revelados pela base do Sporting é Luís Figo e Cristiano Ronaldo.

Para se ter uma ideia da força dessa base, na seleção portuguesa campeã da Eurocopa em 2016, tinha três atletas formados na base do Sporting: o goleiro Rui Patrício, que é o 10 º jogador que mais atuou pela equipe e os meio-campistas  Adrien Silva e Willian Carvalho.

Além disso, uma história curiosa envolve um jogador brasileiro. Trata-se de Matheus Pereira. O jovem de apenas 20 anos é tratado como fenômeno em Portugal e após assédio de grandes clubes da Europa, o Sporting colocou em seu contrato uma cláusula de aproximadamente 210 milhões de reais. O meio-campista foi formado pela equipe de Lisboa e é considerada uma grande promessa para a temporada 2016/2017.

Expectativa para a temporada 2016/2017

O Sporting fez uma boa temporada 2015/2016, com vários jogadores se destacando. Com isso, alguns deles acabam deixando a equipe, casos de João Mário, que foi para a Inter de Milão e de Slimani, que foi para o Leicester City.

Porém, conta com a força de seus atletas provenientes da base e com alguns reforços pontuais, para surpreender na Champions League e na Primeira Liga. Entre eles estão o goleiro Rui Patrício, o zagueiro Rúben Semedo e os meio-campistas Adrien Silva e Willian Carvalho, que foram formados na base dos leões; o zagueiro Sebastian Coátes, que busca reencontrar o seu bom futebol, os meio-campistas Lazar Markovic e Brian Ruiz e o atacante e principal contratação da temporada, Bas Dost.

Além disso, a equipe conta com 4 brasileiros em seu elenco: o jovem Matheus Pereira, Bruno César, Elias e André.

Alguns jovens jogadores podem se destacar nessa temporada, casos do ponta-de-lança Gelson Martins, 21 anos, que tem muita velocidade e vigor físico, ocupando todo o campo, do atacante Carlos Mané, que também é muito rápido, mas tem boa presença de área e do lateral Mauro Riquicho, que atua pelo Sporting B, mas é presença certa nas seleções de base de Portugal desde o sub-17 e que pode subir para a equipe principal dada a sua boa qualidade nos cruzamentos e desarmes.

Champions League: A equipe caiu em um grupo difícil e deve conseguir um 3 º lugar no grupo, indo para os play-offs da Liga Europa, competição onde tem mais chances de chegar às finais.

Primeira Liga: Conseguiu nos últimos anos tirar a diferença para os seus principais adversários, Porto e Benfica. Com a liga portuguesa em crescimento, vai encontrar dificuldades na temporada, mas pode surpreender e voltar a figurar entre os 3 melhores de Portugal.

Por Gustavo Pereira