Conmebol você é uma vergonha… E não fala a nossa língua

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Não é nenhuma novidade que o Brasil possui uma clara diferença em relação aos outros países sul-americanos. Seja pela extensão de terra, diversidade cultural ou língua, fica evidente que há uma distinção entre o Brasil e as outras nações sul-americanas.

No entanto, ao trazermos para o futebol, essa situação se agrava. Dentro de campo as equipes brasileiras encontram mais dificuldade em se comunicarem com os árbitros e com isso são menos entendidos. A reconhecida catimba sul-americana é outra que costuma passar longe dos times brasileiros, que claramente não sabem “fazer cera”, e quando tentam, normalmente são punidos pelo árbitro ou pela bola. Além disso, observamos também uma centralidade brasileira como o principal mercado da bola na América do Sul, salvo exceções como Boca Juniors, River Plate e poucas outras equipes.

Só que uma diferença entretanto tem chamado muita atenção nas competições sul-americanas, principalmente na Libertadores: a grande tendência da Conmebol em prejudicar equipes brasileiras, e por outro lado favorecer equipes de outras nações da América do Sul, com um grande destaque para a Argentina, que parece ser a queridinha da Conmebol.

O mais recente e absurdo dos casos

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Torna-se inevitável começar pelo grotesco episódio ocorrido no jogo de ontem (19/09/2018), entre Cruzeiro e Boca Juniors. Já é muito difícil jogar na Bombonera, ainda mais quando vemos 11 jogadores do Boca, trio de arbitragem, e ainda árbitro de vídeo (que deveria ajudar a diminuir os erros) contra a equipe do Cruzeiro.

Já perdendo por 1 a 0 e sofrendo uma grande pressão do Boca Juniors, em lance de dividida entre o zagueiro Dedé e o goleiro Andrada (que levou a pior e saiu do lance sangrando), o árbitro paraguaio (que nem merece ter o nome citado) simplesmente inventou uma agressão e expulsou Dedé. O lance foi bizarro! Grotesto! Absurdo! Inacreditável!

Agora o Cruzeiro vai tentar recorrer da decisão… Mas parte do estrago já foi feito… A equipe mineira jogou quase 30 minutos com um a menos e acabou sofrendo um segundo gol. Agora os argentinos podem até perder por 1 gol que se garantem na semifinal da Conmebol Libertadores.

Conmebol escancara seu amadorismo em 2018

No entanto, se depender da Conmebol, o Cruzeiro (brasileiro) vai continuar prejudicado, até porque lisura é algo que passa muito longe dessa instituição vergonhosa.

Apenas para ilustrar o amadorismo da Conmebol, tivemos três casos de jogadores que supostamente teriam atuado de forma irregular. Digo supostamente porque em seu centenário (2016), a mesma instituição reduziu a pena de todos os atletas que teriam alguma partida de suspensão a cumprir.

Nesse bolo tínhamos Carlos Sanchéz, hoje no Santos e suspenso em 2015 na Copa Sul-Americana, Bruno Zuculini, hoje no River Plate e suspenso em 2013, e Ramón Ábila, hoje no Boca Juniors e suspenso na final da Sul-Americana de 2015.

Dos três casos, o Indepediente (Argentina) entrou com ação contra o Santos e a equipe brasileira foi punida com uma derrota por 3 a 0.

No caso do River Plate, a própria Conmebol acusou a irregularidade e logo tratou de ajudar a equipe, falando que como ninguém entrou com ação, não haveria punição.

No terceiro caso, o próprio Boca Juniors foi denunciado pelo Libertad do Paraguai, mas a Conmebol nada fez, deixando claro que tem dois pesos e duas medidas.

Os motivos

Apesar de não ser nada certo… Parte da comissão da Conmebol é argentina, o Brasil (CBF) foi o único país Sul-Americano que votou contra a Copa de 2026 nos EUA, México e Canadá… Além disso Boca Juniors e River Plate possuem um longo histórico de serem ajudados na Libertadores…Entre outros motivos que nos fazem acreditar que a Conmebol é uma vergonha em todos os pontos de vista!

Por Gustavo Teixeira

 

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Onde está o futuro da Seleção de Portugal?

wolves portugal

(Wolverhampton vem se tornando um celeiro de jovens talentos portugueses)

Após mais uma eliminação, mesmo com Cristiano Ronaldo liderando o esquadrão português na Copa, surge uma pergunta, o que será do futuro da seleção portuguesa? E onde ele está?

Se pegarmos a escalação titular da equipe, vemos uma mistura entre jovens talentos e jogadores experientes, que talvez não tenham pique para mais uma Copa do Mundo, mais especificamente a que ocorrerá no Qatar, em 2022.

-No gol, Rui Patrício está 30 anos e ainda deve ter fôlego para continuar. Beto, de 36 anos deve se aposentar, e Anthony Lopes é um bom nome para a reserva, já que atualmente tem 27 anos.

-Na zaga encontra-se o maior problema da seleção. Os dois zagueiros titulares, Pepe e José Fonte, tem idade avançada, 35 e 34 anos respectivamente. Além deles, Bruno Alves tem 36 anos e é outro que não deve chegar à outra Copa. O único zagueiro convocado que deve prosseguir na seleção é Rúben Dias, de 21 anos.

-As laterais ainda não preocupam, já que o mais velho dos convocados é o reserva na esquerda, de 27 anos, Mário Rui. No entanto, nenhum dos 4 convocados é unanimidade na laterais, sofrendo com altos e baixos na carreira, mesmo sendo promissores.

-No meio de campo, a equipe pode sofrer algumas baixas, no entanto, grande parte dos convocados tem idade para continuarem na próxima Copa. Nomes como João Moutinho, 31 anos, Manuel Fernandes, 32 anos e Adrien Silva, 29 anos, dependerão de uma boa continuidade em suas equipes para prosseguirem jogando em alto nível.

-No ataque, talvez a principal dor de cabeça. Ricardo Quaresma, 34 anos, e Cristiano Ronaldo, 33 anos, são duas das maiores lendas portuguesas e ainda não podemos afirmar que continuarão no elenco português até 2022, quando estarão com 38 e 37 anos. Com isso, a seleção perderia muito em referência, já que são dois dos principais nomes do elenco e contam com a idolatria nacional.

Renovação Portuguesa

Após uma queda precoce em uma Copa do Mundo em que visivelmente a seleção portuguesa não conseguiu jogar todo o futebol esperado, surgem preocupações e dúvidas, além de um olhar mais atento para o futuro da seleção.

Pois bem, apresento-lhes uma equipe inglesa que tem funcionado como uma mini formadora de jovens promessas portuguesas: Wolverhampton Wanderers.

Recém-promovida à Premier League, o clube tem um relacionamento muito bom e próximo para com o conhecido empresário português, Jorge Mendes, e com isso, tem começado a se tornar especialista em lapidar promessas portuguesas.

O goleirão dos Wolves é ninguém menos que Rui Patrício, contratado para a temporada 2018/2019, é titular absoluto da seleção portuguesa e deve permanecer nessa posição para a Copa do Qatar 2022.

Na zaga e lateral, dois nomes que atuam ou atuaram na equipe chamam atenção: o primeiro é o zagueiro luso-brasileiro Roderick Miranda, de 27 anos, que podemos começar a olhar como um bom substituto para outro luso-brasileiro que marcou época na seleção portuguesa, Pepe; o segundo ainda é muito jovem, mas promissor. Trata-se de Rúben Vinagre, de apenas 18 anos, que chegou emprestado do AC Mônaco, e demonstrou muita personalidade quando teve oportunidades.

Na meiuca, outro bom nome surge dos Wolves: Rúben Neves, de apenas 21 anos, e que já tem passagens pela seleção principal de Portugal, estando inclusive na pré-lista para a Copa da Rússia. Deve ser um substituto natural de João Moutinho.

No ataque, apesar da seleção portuguesa já ter nomes como Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, Gelson Martins e André Silva, do Wolverhampton surgem outros atletas que podem, aos poucos, serem utilizados na renovação portuguesa. São eles os pontas-direitos Ivan Cavaleiro e Hélder Costa, ambos de 24 anos, e o ponta-esquerdo Diogo Jota, de apenas 21 anos, e que já tem conquistado muitos fãs por ser uma grande promessa mundial, podendo atuar também como centroavante.

Além dos jogadores do Wolves, bem como os atletas que atuaram na Copa da Rússia, a seleção portuguesa pode celebrar uma boa safra, com outros jovens que devem estar em um melhor nível em 2022, casos do goleiro José Sá, 25 anos; o zagueiro Edgar Ié, 24 anos; os laterais-direitos João Cancelo e Nélson Semedo, ambos de 24 anos; os meio-campistas Danilo Pereira, 26 anos, e André Gomes, 24 anos; e os atacantes Bruma, 23 anos e Rony Lopes, 22 anos.

Agora, no entanto, a seleção portuguesa e seus torcedores ainda devem estar lamentando a oportunidade de classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de uma seleção parcialmente jovem, e atual campeã da Eurocopa 2016.

Por Gustavo Teixeira

Conheça os ingredientes que fazem a final entre Liverpool x Real Madrid tão importante para os clubes

final champions 2018

Após uma temporada incrível na UEFA Champions League, Liverpool e Real Madrid medem forças no dia 26 de Maio, em Kiev (Ucrânia), às 15:45 horas (horário de Brasília), e essa é uma oportunidade ímpar para os clubes chegarem ao final da temporada com a sensação de dever cumprido. Por isso, conheça os ingredientes para a partida entre os dois clubes.

-Salvação do ano

_ Para o Real Madrid, que já possui 12 títulos da Champions, sendo os últimos três conquistados nas últimas três temporadas, conquistar o título da principal competição europeia é uma forma de demonstração de força para a torcida, que está na bronca com o time por ter perdido o título para o Barcelona, sendo apenas o 3º colocado na La Liga, com 76 pontos, contra incríveis 96 do Barça. Na Copa do Rei, a equipe também caiu cedo, nas quartas de final, para o modesto Leganés, e decepcionou a torcida.

Apesar de ter vencido dois títulos na atual temporada, Supercopa da UEFA e Supercopa da Espanha, o clima é de ano ruim para o lado dos merengues, e ganhar a Champions muda totalmente esse cenário, já que assim o clube demonstraria força e continuaria respeitado como o maior da Europa.

_ Já para o Liverpool, ganhar a Champions tem um significado ainda maior. O clube foi apenas o 4º colocado na Premier League, com 75 pontos, 25 atrás do campeão Manchester City; não foi bem na F.A Cup, quando caiu na 4ª eliminatória para o modesto West Browmich e nem na EFL Cup, que caiu na 3ª eliminatória para o Leicester City.

Na Champions League, o Liverpool vive o seu maior sonho. O clube sofre com a falta de títulos durante várias temporadas, e na principal competição europeia tem a chance de voltar a ser respeitado, já que para muitos os Reds são um time do passado.

Melhores ataques da competição

Liverpool e Real Madrid possuem os melhores ataques da Champions League, além de terem os principais artilheiros da competição.

O Real Madrid marcou 29 gols na competição, 15 deles de Cristiano Ronaldo, o CR7, e na final, tem a missão de não só marcar gols, como também parar o melhor ataque da competição.

Melhor ataque disparado, O Liverpool já marcou incríveis 40 gols, passando em branco apenas na volta das oitavas de final, quando empatou em 0 a 0 com o Porto, e tem no seu trio ofensivo, composto por Salah, Firmino e Mané, sua principal aposta, já que a defesa também costuma sofrer muitos gols. O trio já marcou , sendo 10 de Salah, 10 de Firmino (vice-artilheiros da Champions) e 9 de Mané. Além disso, os três já distribuíram 14 assistências na competição, demonstrando o grande poder de fogo dos Reds.

Fase especial de Salah e Cristiano Ronaldo

-Todo ano cotado como melhor do mundo, CR7 começou 2018 com dificuldades para marcar, mas foi só a Champions League começar sua fase eliminatória que Cristiano Ronaldo voltou a aparecer, e a marcar muitos gols. Na temporada 2017/2018 foram 44 gols marcados e 8 assistências. Por isso, CR7 é a principal aposta dos merengues para desequilibrar na final, e de quebra, ir mais forte para a disputa de mais um prêmio de melhor do mundo.

-Por um outro lado, Mohammed Salah vive um verdadeiro sonho, já que faz uma temporada muito acima da média, o credenciando como um dos melhores jogadores do ano. Salah também marcou 44 gols na temporada, sendo 32 deles na Premier League, se tornando o maior artilheiro de uma edição do campeonato inglês com 20 times, desbancando o recorde de Alan Shearer, Luiz Suárez, e do próprio CR7, que tinham marcado 31 gols em uma temporada de Premier League. Além dos muitos gols, Salah ainda distribuiu incríveis 16 assistências, ou seja, participou diretamente de 60 gols na temporada 2017/2018.

Coroação de trabalhos brilhantes

Zinedine Zidane e Jurgen Klopp travam um duelo pessoal.

Zidane conquistou a Champions League em sua primeira temporada como técnico, mas sofre com críticas de que ainda não está entre os melhores treinadores do mundo. Para isso, a conquista em Kiev representa uma afirmação para o francês.

Já Klopp, chega novamente a uma final de Champions League após ter batido na trave com o Borussia Dortmund na temporada 2012/2013, perdendo o título para o principal rival, o Bayern de Munique, por 2 a 1. Por isso, conquistar a Champions League, agora pelo Liverpool, significaria um momento de rendição para Jurgen Klopp, e de quebra, coroaria o excelente trabalho que vem fazendo à frente dos Reds, tornando o time novamente competitivo.

Por Gustavo Teixeira

 

Polêmicas no mundo do futebol

O futebol é um esporte que sempre gerou muita discussão e exploração pela mídia em geral, principalmente quanto a questão extracampo de alguns atletas, que tem suas vidas vigiadas de perto por muitos veículos de comunicação. Atualmente dois dos melhores jogadores do mundo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, tem suas vidas constantemente monitoradas, e é possível saber cada passo desses atletas por meio da mídia.

No entanto venho para apresentar alguns jogadores atuam em nível mundial, porém não recebem chances em suas seleções por motivos extracampo.

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Mauro Icardi (Argentina): Com apenas 25 anos o atleta argentino se tornou um dos mais polêmicos do futebol atual por seu estilo irreverente e por não ter papas na língua. No entanto, uma história fez ele ser odiado por muitos argentinos e ainda ser rejeitado pela seleção devido à possibilidade de clima ruim caso o atleta fizesse parte do plantel dos hermanos. Trata-se de uma traição dupla por parte de Icardi no ano de 2013 para 2014, em que o atacante argentino ficou com Wanda Nara, enquanto ela era casada com Máxi Lopez, que hoje tem 33 anos, e era seu amigo íntimo na época.

Em sua biografia, Icardi conta que a aproximação dele com Wanda partiu da moça, que o procurou por mensagem com o pretexto de comprar um tablet, e depois intensificou frequência das conversas com o centroavante da Inter de Milão.

Porém a traição de Icardi a seu compatriota não foi bem digerida na Argentina, e desde então o atleta não disputou mais partidas com a camisa hermana. É curioso pois o atleta é avaliado em 75 milhões de euros segundo o transfermarkt e já marcou 18 gols na temporada atual. Mesmo assim, Sampaoli se nega a chamar o polêmico jogador para atuar pela Argentina.

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Karim Benzema (França): Talentoso e um dos mais badalados camisas 9 da atualidade, o jogador do Real Madrid tem valor de mercado de 50 milhões de euros, e com 30 anos é sempre especulado em grandes equipes do cenário mundial. Na atual temporada o atleta marcou 4 gols e distribuiu 8 assistências, número considerados baixos para um atacante, no entanto Benzema é frequentemente elogiado por Zinedine Zidane, seu técnico.

Mas as convocações de Benzema para a seleção francesa já não ocorrem há anos, mais propriamente desde o fim de 2015, quando o centroavante de origem argelina foi acusado pelo poder judiciário francês de chantagear e cobrar o até então parceiro de seleção, Mathieu Valbuena, por um vídeo erótico do jogador. Com isso, Benzema passou a ficar restringido de manter contato com Valbuena, e desde então foi sacado das convocações da seleção. Apesar de em março de 2016 a restrição ter sido retirada na justiça, a convocação de Benzema é mal vista pelos principais dirigentes franceses e também pelo técnico Didier Deschamps.

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Mario Balotelli (Itália): Sempre cercado de polêmicas, Balotelli é daqueles jogadores que possui vários altos e baixos em sua carreira, com temporadas sensacionais, como a 2013/2014 com o Milan, em que marcou 30 gols em 54 jogos, e temporadas medianas, como os 3 anos que ficou na Inter de Milão (2007 a 2010) e marcou apenas 28 gols em 86 jogos, e no retorno ao Milan, em que fez apenas 3 gols em 23 jogos.

Pela seleção italiana, Mário Balotelli fez sua última partida em 2010, ano em que disputou a Copa do Mundo pela seleção. Depois disso ficou de fora de duas Eurocopas e de uma Copa do Mundo, sendo preterido por jogadores desconhecidos no cenário mundial.

Em alta desde que voltou para França, atuando pelo Nice, onde já soma 22 gols em 30 jogos na temporada atual, com mais 17 gols em 28 jogos na temporada passada, Balotelli não ganha sequer uma chance na seleção italiana, e suas não convocações tem muito mais a ver com o fator extracampo do que propriamente pelo seu desempenho.

Balotelli soma muitas polêmicas, com diversas falas quentes, ostentação com dinheiro e carros de valores absurdos, gestos polêmico, namoros cercados de repercussão, comentários direcionados a outros boleiros e envolvimento direto em diversos casos em que sofreu racismo, como o último que ocorreu em 2018, contra o Bastia, pela Ligue 1.

Por conta de ser um jogador extremamente midiático e que está sempre no centro das atenções, Balotelli não tem sido convocado pela Itália desde 2010, quando o atleta tinha apenas 20 anos e era cotado para ser um dos principais atacantes do mundo na época.

Por Gustavo Pereira

Fifa e PES, olhem para a Superliga Chinesa

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O mundo dos e-Sports vem crescendo cada vez mais no cenário nacional e internacional, com cada vez mais equipes profissionais e competições organizadas exclusivamente para a modalidade. Mas para além disso, é importante pensarmos que não só profissionais, mas também milhões de amadores movimentam o cenário dos e-Sports e são apaixonados pelos jogos virtuais, dispendendo horas e horas em seus videogames.

Falando mais especificamente de futebol, que mexe com a cabeça de muita gente não só na vida real, mas também nos games, uma demanda parece cada vez mais latente nos principais jogos do esporte, a presença da Superliga Chinesa.

Há alguns anos atrás o futebol chinês chocou o mundo com contratações de grandes estrelas a nível mundial, com salários estratosféricos e com promessas de transformação do campeonato chinês em um dos mais fortes do mundo.

Em 2018 a Superliga Chinesa já está muito mais conhecida, possui sua identidade, tem um nível de disputa considerável e já é mais respeitada. Além disso, muitos atletas de alto padrão continuam sendo seduzidos pelo mercado chinês e tem conseguido elevar o patamar da competição. A última bomba foi a ida da dupla Yannick Ferreira Carrasco e Nico Gaitán do Atlético de Madrid para o recém promovido Dalian Yifang, por incríveis 65 milhões de euros, além da contratação do xerife do West Ham, José Fonte, por 5 milhões de euros.

Outros nomes conhecidos mundialmente atuam por clubes chineses, casos de Javier Mascherano, Ezequiel Lavezzi, Gervinho e o brasileiro Hernanes do Hebei Fortune, Axel Witsel, Anthony Modeste e o brasileiro Alexandre Pato, do Tianjin Quanjian, Cédric Bakambu, Jonathan Vieira e o brasileiro Renato Augusto, Beijing Guoan.

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Sem contar outros vários brasileiros como Hulk e Oscar, que jogam pelo Shanghai SIPG, Ricardo Goulart e Alan, que atuam pelo supercampeão Guangzhou Evergrande, Alex Teixeira, do Jiangsu Suning, Diego Tardelli, que atua pelo Shandong Luneng, Marinho, do Changchun Yatai e os brasileiros do Júnior Urso e Renatinho, que jogam pelo Guangzhou R&F, equipe que conta ainda com o chinês ex-Corinthians Zhizhao Chen.

Com isso, os diversos modos de jogar carreira de treinadores ou mesmo os modos online, casos do Ultimate Team do Fifa, poderiam sofrer um sensível ganho com esses atletas provenientes dessa liga, o que daria mais opções aos jogadores, e também seria um excelente modo de tornar a Superliga Chinesa ainda mais conhecida.

Pelo crescimento que o futebol chinês vem tendo, vale à pena a aposta dessas duas empresas na Superliga Chinesa. Quem sabe já para a próxima edição?

Por Gustavo Pereira

 

Alguns jogadores para ficarmos de olho em 2018

Tottenham Hotspur v Liverpool - Premier League

Sempre que começa um novo ano, as esperanças aumentam, os projetos são novamente traçados e a busca por melhoras se renova. E no futebol não é diferente! Mesmo que na Europa e em alguns outros campeonatos pelo mundo a temporada esteja no meio ou próximo da metade, essa é uma chance única para jogadores que não vem tão bem se recuperarem, outros prosseguirem fazendo grandes feitos, e até mesmo se transferirem para outras equipes, afim de conseguir retomar a confiança em seu futebol.

Pensando nisso, somado a 2018 ser ano de Copa do Mundo, muitos atletas fazem de tudo para ganharem espaço em suas seleções, e isso se deve a seguidas excelentes atuações dentro de campo. E por isso, montaremos uma seleção de jogadores que merecem ser observados pelo que já vem fazendo dentro das 4 linhas e que tem tudo para serem protagonistas na Copa do Mundo de 2018.

Goleiro- De Gea (Espanha): Titular absoluto da Fúria há anos, De Gea é um goleiro muito acima da média. Com atuações sempre seguras, o goleiro espanhol elevou o nível do Manchester United desde a chegada de José Mourinho, e é responsável por diversos milagres. Além disso está em uma equipe em que a zaga não possui nenhum defensor de renome e ainda assim o United possui a melhor defesa da Premier League, juntamente com o Chelsea.

Lateral-direito- Joshua Kimmich (Alemanha): Começou a carreira como volante, mas acabou sendo improvisado como lateral-direito e caiu como uma luva tanto no Bayern de Munique, como também na temida seleção alemã. Nascido em 1995 e com quase 23 anos, Kimmich parece ser nome certo na Copa e vem justificando a confiança com atuações intocáveis pelo Bayern, fazendo a torcida sentir menos falta do ídolo Philipp Lahm.

Zagueiro- Davinson Sánchez (Colômbia): Contratado por muito dinheiro pelo Tottenham Hotspurs, o jovem zagueiro de apenas 21 anos cresceu muito de produção com Maurício Pochettino, sendo fundamental para a solidez defensiva da equipe inglesa, que na temporada 2017/2018 avançou em primeiro lugar na Champions League, deixando Real Madrid (2º) e Borussia Dortmund (3º) para trás. Atualmente é titular absoluto no Tottenham, deslocando o experiente Jan Vertoghen para lateral-esquerda em muitas partidas. Tem muito potencial e tem tudo para deslanchar na seleção colombiana, assim como o ex-Palmeiras, Mina.

Zagueiro- Victor Lindelof (Suécia): Contratado a peso de ouro pelo Manchester United, o jovem zagueiro de 23 anos encontrou dificuldades em se adaptar na bagunçada zaga do United e hoje é reserva na equipe de Mourinho. No entanto é titular absoluto da seleção sueca e a expectativa é de que apenas melhore o seu desempenho na segunda metade da temporada inglesa.

Lateral-esquerdo- Ricardo Rodríguez (Suíça): Contratado junto ao Wolfsburg, Rodríguez logo assumiu a titularidade na irregular equipe do Milan e mesmo com o colapso em que a equipe vem vivendo, ocupando a modesta 7 ª colocação, a força ofensiva de Rodríguez é um ponto forte do lateral, que faz parte da seleção Suíça há muitos anos, conhecida por sofrer poucos gols. Tem muito o que melhorar ainda, mas promete elevar o seu futebol, assim como todo o plantel do Milan, e é bom ficarmos de olho nele.

Volante- N´Golo Kanté (França): Talvez um dos melhores volantes do mundo na atualidade, Kanté foi um dos responsáveis diretos pelo título inglês inédito conquistado pelo Leicester na temporada 2015/2016. Por isso foi negociado com o Chelsea e após ser novamente campeão, desta vez com os Blues, na temporada 2016/2017, provou o seu valor e se revelou como um dos volantes com maior poder de desarme do mundo. Além disso tem aprimorado suas chegadas ao ataque e é um verdadeiro motorzinho.

Volante- Paulinho (Brasil): Chegou com muita desconfiança ao Barcelona, mas logo tratou de mostrar o seu valor, e somado a lesão de Ousmane Dembelé, virou titular da equipe. Na temporada atual tem vivido um sonho, com 8 gols marcados e atuações intocáveis. Deixou de lado o rótulo de pior contratação do Tottenham nos últimos anos para ser ovacionado pela torcida no Camp Nou. Vive uma fase incrível e só tem a acrescentar na seleção brasileira.

Meia-atacante- Dries Mertens (Bélgica): Atleta da promissora geração belga tem sido um dos destaques da boa temporada do Napoli, que lidera o campeonato Italiano, mesmo com a poderosa Juventus em segundo, e uma incrível campanha de 17 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Individualmente Mertens marcou 13 gols e distribuiu 9 assistências em 27 jogos pelo Napoli.

Ponta-direita- Mohammed Salah (Egito): Contratado pelo Liverpool, caiu como uma luva na equipe dos Reds e conseguiu elevar o patamar da equipe. Jogador de muita correria atrelado a inteligência e habilidade, Salah se tornou uma máquina de fazer gols no Liverpool, tendo sido 24 em 31 jogos, sem contar as mais de 10 assistências, e podemos dizer que carregou a seleção egípcia rumo à Copa do Mundo. Hoje é o principal nome dos Reds.

Ponta-esquerda- Nabil Fekir (França): O jovem de origem argelina, mas nascido e naturalizado francês, de apenas 24 anos vem de duas temporadas excepcionais pelo Lyon da França, sendo o principal nome da equipe. Conhecido por sua habilidade e faro de gol, juntamente com as muitas assistências que distribui, Fekir só tem subido de nível, e parece cada vez mais um jogador que se candidatará a titular da forte seleção francesa.

Atacante- Mauro Icardi (Argentina): O polêmico centroavante ficou muitos anos sem ser chamado pela seleção argentina por ter sido pivô de uma traição de um dos seus melhores amigos na época, Maxi Lopez, e Wanda Nara, com quem Icardi, de 24 anos, se casou em 2014. No entanto, há alguns anos vem jogando o fino da bola e é um dos responsáveis pelo crescimento de produção da Internazionale de Milão, que atualmente ocupa a 4 ª colocação no campeonato Italiano. Na atual temporada são 18 gols em 23 jogos.

Outros nomes para ficar de olho:

Goleiro: Alisson, Roma (Brasil)

Lateral- esquerdo: Raphael Guerreiro, Borussia Dortmund (Portugal)

Zagueiro: Yerri Mina, Barcelona (Colômbia)

Zagueiro: Andreas Christensen, Chelsea (Dinamarca)

Meia: Johann Berg Gudmundsson, Burnley (Islândia)

Meia- atacante: Emil Fosberg, RB Leipzig (Suécia)

Meia- atacante: Milinkovic-Savic, Lazio (Sérvia)

Ponta-esquerda: Sadio Mané, Liverpool (Senegal)

Atacante: Marcus Rashford, Manchester United (Inglaterra)

Por Gustavo Pereira

Limite de estrangeiros nas grandes ligas

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Com as transmissões de principais ligas europeias por todo mundo, bem como o desfile das principais estrelas mundiais entre as grandes equipes do cenário mundial, um detalhe acaba passando despercebido: qual o limite de estrangeiros nessas ligas europeias?

Tomando por exemplo a rica Premier League, é fácil perceber como esse detalhe acaba se tornando muito relevante. Olhando para a equipe titular do Chelsea, último campeão da liga, podemos ver que dos 11 titulares e mais os “reservas de luxo”, jogadores que costumam entrar sempre, apenas o zagueirão e capitão Gary Cahill é inglês. Além dele o Chelsea conta ainda com Danny Drinkwater, que está voltando de lesão e veio do Leicester City na temporada passada.

Se compararmos o número de jogadores ingleses com outras nacionalidades na própria equipe vemos que o Chelsea é uma equipe muito pouco inglesa. Com destaque para os espanhóis, que são 4, Azpilicueta, Marcos Alonso, Cesc Fàbregas e Pedro. Além disso são 3 brasileiros no elenco, David Luiz, Willian e Kennedy, e 3 belgas, Courtois, Hazard e Batshuayi.

Mas esse cenário não é exclusividade da Premier League. É só analisarmos a badalada Liga Espanhola, mais especificamente duas das maiores equipes do mundo, Barcelona e Real Madrid.

No Barça os únicos espanhóis titulares são o zagueiro Gerard Piqué, o lateral-esquerdo Jordi Alba, e os volantes Sérgio Busquets e Andrés Iniesta. Além desses, os outros espanhóis com espaço na equipe são Sergi Roberto, Aleix Vidal e Paco Alcácer. Entretanto as estrelas da equipe são Sul-Americanas, Lionel Messi e Luiz Suárez.

Com o Real Madrid a história se repete, já que apenas o zagueiro Sérgio Ramos e o lateral-direito Carvajal são titulares absolutos. Outros espanhóis que vêm ganhando espaço são Isco Alcarcón, Marco Asensio, Lucas Vásquez, Théo Hernandez e Nacho Fernandez. Mas também no tradicional Real Madrid os grandes destaques são estrangeiros, como o trio BBC, Benzema (França), Bale (País de Gales) e Cristiano Ronaldo (Portugal) e o meio-campo considerado ideal, formado por Toni Kroos (Alemanha), Luka Modric (Croácia) e Casemiro (Brasil).

Saiba como funciona as principais ligas europeias e também o cenário no Brasil

Espanha

Em regra são permitidos 3 jogadores extra-comunitários, ou seja, que não possuem passaporte espanhol. Mas devido a União Europeia, qualquer jogador que seja de países participantes desse acordo conseguem transferência para outras ligas sem serem considerados extra-comunitários. Outro caso muito comum é a emissão de passaporte para quem já vive há anos na Espanha, caso de Messi, que sai da condição de extra-comunitário.

Inglaterra

A Premier League talvez seja o campeonato mais aberto ao estrangeiro, situação que pode mudar com a saída do país da União Europeia. Atualmente não há um limite de estrangeiros no elenco, desde que se cumpram algumas regras como a inscrição de ao menos 8 jogadores formados na Inglaterra até os 21 anos, não importando se são ou não ingleses. Por exemplo o brasileiro Andreas Pereira, entraria nessa cota de 8 atletas por ter sido formado na Inglaterra.

No entanto a Premier League tem alguns critérios para contratar jogadores estrangeiros que não sejam da União Europeia, são eles: Colecionar convocações para partidas oficiais pela seleção do seu país nos últimos 2 anos; o país do jogador precisa estar pelo menos na 70ª posição no Ranking da FIFA; caso o atleta seja jovem, ele até pode ser aceito, desde que seja considerado como um potencial destaque futuro para o futebol inglês, exemplo: Gabriel Jesus; caso não seja jovem, deve ser um jogador considerado de classe mundial, exemplo: Mohammed Salah. Esses critérios habilitam o jogador a tirar a licença de trabalho, necessária para atuar na Premier League.

Itália

A Liga Italiana segue padrões próximos da Inglaterra, que também é adotado pela UEFA, em que são obrigatórios ao menos 8 atletas formados no país inscritos nos campeonatos, com 4 sendo formados no próprio clube. No entanto a Itália possui outras especificidades como contratação de dois jogadores extra-comunitários por temporada.

Alemanha

Segue os moldes da UEFA, com ao menos 8 jogadores formados na Alemanha e 4 formados no clube, sem limite de atletas da União Europeia e mesmo de fora. No entanto a Bundesliga exige dos clubes não escalar mais do que 5 jogadores extra-comunitários para uma partida, com a obrigatoriedade de cada clube possuir ao menos 12 jogadores alemães em seus elencos.

França

Liga que tem ganhado notoriedade desde a injeção de dinheiro em algumas equipes como o PSG, que coleciona brasileiros em seu plantel, não possui limites para contratação de jogadores estrangeiros em seus elencos. No entanto são permitidos apenas 4 jogadores extra-comunitários na equipe, ou seja, que não possuam passaporte de nenhuma nacionalidade que faça parte da União Europeia.

Brasil

Não possui limitação na contratação de estrangeiros, no entanto são permitidos escalar apenas 5 estrangeiros em cada partida do Brasileirão, regra que não se aplica em competições da Conmebol. Com isso, equipes como o Flamengo que chegou a contar com 7 estrangeiros em seu elenco, precisou revezar entre esses atletas no Brasileirão, mas todos os 7 poderiam atuar na Libertadores e posteriormente na Sul-Americana.

Por Gustavo Pereira

 

 

Depois de Neymar e mercado aquecido, tudo parece ser possível!!

isco e asensio

Diversos motivos fazem com que as principais equipes do mundo tenham, atualmente, cada vez um maior poder de fogo na hora de contratar. Dentre eles podemos citar os direitos de televisão, vendas de camisas, sócio-torcedores etc. Mas para além disso, um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum é a compra de muitos desses clubes por milionários, ou até bilionários, sejam do Qatar, Rússia, China, e outros mais, que investem pesado afim de levarem suas equipes à glória.

Um dos casos mais emblemáticos desse fenômeno é o Paris Saint-Germain, que há anos vem gastando rios de dinheiro e contratando diversas estrelas mundiais. Entretanto, nessa temporada (2017/2018), seus investidores foram além e ignoraram as diversas recusas do Barcelona sobre o sonho de consumo, Neymar, e por incríveis 222 milhões de euros + o salário do mundo, trouxe o brasileiro para Paris.

Outras equipes como Manchester City, Chelsea, e mais recentemente, o Milan, são outros exemplos de que o investimento desses empresários tem elevado o patamar financeiro do futebol mundial.

Nem mesmo o fair-play financeiro parece ser capaz de parar essas equipes, que conseguem receita de diversas formas, inclusive com publicidade e venda de camisas. Um exemplo disso foi a contratação de Paul Pogba, pelo Manchester United, que foi possibilitada apenas com a venda de camisas do sueco Zlatan Ibrahimovic.

Pensando nisso, e tendo como caso mais emblemático Neymar, os clubes parecem se movimentar para proteger como podem os seus principais jogadores do assédio de poderosos investidores que parecem não ter limites. Como exemplo temos o também poderoso Real Madrid, que após a venda de Neymar, renovou os contratos de duas promessas de seu elenco, Isco e Asensio, por valores astronômicos. É preciso pagar incríveis 700 milhões de euros para tirar Isco dos merengues e 500 milhões de euros para comprar o jovem Asensio.

Além do Real Madrid, outros clubes parecem estar dispostos a criarem um plano de renovação de contratos de suas estrelas e promessas, afim de protegê-los de assédios dos grandes empresários do ramo futebolístico.

Por Gustavo Pereira

 

Por que as equipes da Premier League não conseguem sucesso nas últimas edições da Champions League?

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Uma das ligas mais badaladas do mundo, a Premier League (Campeonato Inglês), conta com craques a nível mundial como Zlatan Ibrahimovic, Paul Pogba, Aléxis Sanchéz, Mesut Ozil, Eden Hazard, Diego Costa, Kevin De Bruyne, entre outros. Além disso a liga tem diversas promessas como Dele Alli, Harry Kane, Héctor Bellerín, Leroy Sané, John Stones, James Ward-Prowse e muitos outros.

Entretanto, mesmo a Premier League sendo a terceira colocada no coeficiente de países da UEFA, desde a temporada 2011/2012, quando o Chelsea foi campeão, nenhuma equipe inglesa chegou às finais da Champions League, que é o principal campeonato europeu.

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Desde a temporada 2008/2009 a Inglaterra não tem mais de um representante nas semi-finais do campeonato. Na atual temporada apenas o Leicester City, que participa da competição pela primeira vez, tem chances de disputar o título da Champions.

Olhando para o ranking de coeficiente da UEFA, o Chelsea é o primeiro clube inglês na lista, e ocupa a 10 ª colocação, seguido por Arsenal, 11 ª, e Manchester City, 12 ª posição.

Mas o que acontece com os clubes da Premier League? 

Uma das possíveis causas para isso pode estar relacionada ao insucesso da seleção inglesa nos últimos anos, que mesmo com muitos talentos, não consegue transformar as várias promessas em realidade na seleção e consequentemente em seus clubes.

Outra possível causa é o predomínio do futebol espanhol, principalmente da trinca Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, que parece ter atingido um patamar superior as equipes da Premier League. O futebol alemão é outro que cresceu bastante nos últimos anos, principalmente com a dupla Bayern Munique e Borussia Dortmund, e com isso, os clubes ingleses acabaram ficando pra trás.

Um dos principais fatores que faz com que os clubes ingleses ficarem pra trás, principalmente da Espanha e Alemanha é a falta de planejamento e destino dos recursos financeiros que cada equipe possui.

Uma das equipes mais ricas do mundo atualmente, o Manchester City coleciona uma série de reforços milionários que não renderam nem um pouco do que era esperado.

O Chelsea, após o título da Champions League na temporada 2011/2012, não conseguiu repetir o desempenho, tendo ficado de fora de algumas edições, como na temporada passada, que os Blues não conseguiram nem uma vaga para a Liga Europa.

Outra tradicional equipe inglesa, o Manchester United, temporada após temporada gasta milhões em seu ataque e meio-campo mas não consegue acertar nem mesmo um reforço indiscutível para o setor de defesa.

Luz no fim do túnel

O campeonato inglês na temporada 2016/2017 pode significar uma virada no desempenho das equipes inglesas na Champions League. E isso porque o nível técnico das equipes vem crescendo.

O Chelsea de Antônio Conte parece ter encontrado seu melhor futebol. O Liverpool de Klopp mostra a cara do treinador e vem crescendo de produção, apesar da dificuldade contra equipes pequenas. O Tottenham de Maurício Pochettino continua apresentando um futebol consistente, e tem tudo para chegar a próxima edição da Champions League e apresentar um melhor futebol do que o apresentado na atual edição, que a equipe não conseguiu nem mesmo uma vaga para as oitavas de final.

Além disso dois técnicos conseguiram recuperar o bom futebol das equipes de Manchester. Trata-se de Josep Guardiola que apesar da eliminação para o Mônaco na Champions vem encaixando sua equipe e José Mourinho, que resgatou o bom futebol do Manchester United e ostenta uma longa invencibilidade na Premier League, apesar de em muitos jogos a equipe ainda oscilar muito.

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Além disso, Arsenal e Everton correm por fora. O Arsenal vem em uma decrescente, com muita pressão para que Arsene Wenger deixe a equipe, e o Everton em uma crescente, comandado pelo artilheiro Romenu Lukaku, que já marcou 24 gols na Premier League.

Por Gustavo Pereira

As mudanças do futebol chinês

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Com uma liga em plena ascensão e com muito capital envolvido, nos últimos anos a China surgiu como uma grande concorrente a comprar jogadores a nível mundial, devido ao seu elevado poder de compra, onde permitiu por exemplo, que equipes da segunda divisão local, como o Tianjin Quanjian, que na época (temporada 2016) era treinado por Vanderlei Luxemburgo, torrasse 160 milhões de reais em contratações de jogadores, principalmente do mercado brasileiro como Jadson (contratado por 5 milhões de euros, com vencimentos acima de 1 milhão mensais), a jovem promessa santista Geuvânio (contratado por 11 milhões de euros e com vencimentos de 2,7 milhões de euros por ano), e Luís Fabiano, que veio a custo zero.

Com muitos atrativos como salários astronômicos, vários benefícios, presentes e bonificações, o mercado chinês sempre se mostrou muito ambicioso, com a pretensão de criar uma liga forte e com uma boa visibilidade. O atual presidente da China, Xi Jinping, é apaixonado por futebol e com isso tornou obrigatório o esporte nos colégios e dá incentivos fiscais para empresários investirem no esporte. Outra meta dos chineses é sediar uma Copa do Mundo, o que poderia dar uma maior visibilidade à liga.

Entretanto,no início parecia difícil convencer as grandes estrelas mundiais que jogar na China era um bom negócio futebolisticamente falando. A partir daí o mercado brasileiro apareceu como uma opção para os chineses, por ser o país do futebol, devido a moeda não ser tão valorizada, e pelos muitos talentos revelados no país.

Foi aí que o mercado da bola brasileiro começou a temer os chineses. No fim de 2015, o campeão Corinthians sofreu muito assédio e consequentemente um desmanche no time, perdendo peças essenciais no elenco como o zagueiro Gil, o volante Ralf e os meias Jadson e Renato Augusto. Além do Corinthians, outras equipes brasileiras perderam atletas para o mercado até então emergente e cheio de dinheiro para investir em contratações e salários. O argentino Dário Conca, saiu na época para se tornar um dos jogadores mais bem pagos do mundo, além de outro argentino que atuava no Brasil, Walter Montillo e do brasileiro Diego Tardelli.

Uma diferença da Superliga Chinesa em relação à MLS (dos Estados Unidos), por exemplo, é que o projeto é a mais a curto prazo, já que o país tem uma grande população apaixonada pelo futebol, e com isso, a principal busca não é por atletas em fim de carreira e que levem público aos estádios, mas sim jogadores a nível mundial que possam se tornar verdadeiros ídolos em suas equipes e consigam elevar o nível do campeonato nacional.

Mudanças nas regras da Superliga Chinesa

No início de 2017, a Associação Chinesa de Futebol mudou as regras para a uso de jogadores estrangeiros pelas equipes nos jogos do campeonato chinês e mesmo com a janela de transferências já aberta, a mudança entra em vigor já na próxima temporada da Superliga Chinesa.

A partir de agora as equipes poderão ter cinco estrangeiros em seu elenco, antes eram 4 mais 1 do continente asiático e apenas 3 estrangeiros poderão ser escalados por partida, antes era possível colocar 3 estrangeiros mais 1 do continente asiático. A grande mudança foi a inclusão de jogadores estrangeiros do continente asiático na cota de estrangeiros das equipes. Outra mudança é que agora cada equipe deve escalar no mínimo 2 jogadores sub-23 para os jogos, sendo que no mínimo 1 dos 2 deve constar como titular para a partida. Além disso, permanece a regra de que todos os goleiros da Superliga devem ser chineses.

Mudanças no perfil de contratações

Agora melhor estruturada e conhecida mundialmente, o projeto da Superliga Chinesa passa por uma mudança no perfil de jogadores contratados, que antes eram promessas de países emergentes ou jogadores de destaques em seus países, e agora vem se tornando cada vez mais ambicioso.

E essa troca de perfil fica clara na atual temporada onde os chineses vem assediando alguns dos principais jogadores do mundo. Na imprensa ouve-se especulações com nomes como Wayne Rooney, Diego Costa e até Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Mas na realidade, o mercado chinês vem se reforçando com atletas de destaque mundial, como Graziano Pellé (13 milhões de euros), Oscar (29,75 milhões de euros), Hulk (47,43 milhões de euros), Axel Witsel (17 milhões de euros) e Carlitos Tévez (8,93 milhões de euros), que são atletas de destaque mundial e que tem um elevado poder de decisão.

Essas mudanças também se dão pelos chineses terem alcançado influentes treinadores de destaque mundial, como Manuel Pelegrini, Fabio Canavarro, Felipão e André Villas-Boas.

Salvo algumas exceções como Marinho (contratado pelo Changchun Yatai por 4,75 milhões de euros), que se destacou no Vitória e foi um dos melhores jogadores do brasileirão, vários jogadores brasileiros ou que jogavam no Brasil antes dessas mudanças estão em um processo de retorno ao país. Casos de Montillo, que voltou para o Botafogo, Conca, que vai passar uma temporada no Flamengo se recuperando de lesão e depois como atleta rubro-negro, Jadson, que está perto de fechar com o Corinthians entre outros.  Além deles, jogadores como Diego Tardelli, Luís Fabiano, Marcelo Moreno estão tentando retornar ao Brasil, para jogarem mais e voltarem a se destacar.

Utilizando como exemplo o caso do ex-corinthiano Jadson, que foi contratado após uma excelente temporada no clube campeão brasileiro de 2015 e de ter ficado na seleção do campeonato brasileiro, se transferiu para o Tianjin Quanjian, time até então na segunda divisão, mas com muito dinheiro para investir. Passou a ganhar mais de 1 milhão na equipe, mas não conseguiu se tornar uma estrela. Com a mudança de treinadores, saiu Vanderlei Luxemburgo e entrou Fábio Canavarro, o brasileiro acabou perdendo um pouco o espaço e busca a volta para o Brasil, com o próprio Corinthians, que vendeu o atleta a pouco menos de 2 anos, como principal interessado.

Mas alguns brasileiros acabaram se dando bem por lá. Como Ricardo Goulart, que foi considerado o melhor jogador da última temporada chinesa, Gil, Renato Augusto e Paulinho, que frequentemente figuram entre os selecionáveis de Felipão e Aloísio, que saiu do São Paulo e vem se tornando um ídolo na China.

Por Gustavo Pereira