Conmebol você é uma vergonha… E não fala a nossa língua

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Não é nenhuma novidade que o Brasil possui uma clara diferença em relação aos outros países sul-americanos. Seja pela extensão de terra, diversidade cultural ou língua, fica evidente que há uma distinção entre o Brasil e as outras nações sul-americanas.

No entanto, ao trazermos para o futebol, essa situação se agrava. Dentro de campo as equipes brasileiras encontram mais dificuldade em se comunicarem com os árbitros e com isso são menos entendidos. A reconhecida catimba sul-americana é outra que costuma passar longe dos times brasileiros, que claramente não sabem “fazer cera”, e quando tentam, normalmente são punidos pelo árbitro ou pela bola. Além disso, observamos também uma centralidade brasileira como o principal mercado da bola na América do Sul, salvo exceções como Boca Juniors, River Plate e poucas outras equipes.

Só que uma diferença entretanto tem chamado muita atenção nas competições sul-americanas, principalmente na Libertadores: a grande tendência da Conmebol em prejudicar equipes brasileiras, e por outro lado favorecer equipes de outras nações da América do Sul, com um grande destaque para a Argentina, que parece ser a queridinha da Conmebol.

O mais recente e absurdo dos casos

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Torna-se inevitável começar pelo grotesco episódio ocorrido no jogo de ontem (19/09/2018), entre Cruzeiro e Boca Juniors. Já é muito difícil jogar na Bombonera, ainda mais quando vemos 11 jogadores do Boca, trio de arbitragem, e ainda árbitro de vídeo (que deveria ajudar a diminuir os erros) contra a equipe do Cruzeiro.

Já perdendo por 1 a 0 e sofrendo uma grande pressão do Boca Juniors, em lance de dividida entre o zagueiro Dedé e o goleiro Andrada (que levou a pior e saiu do lance sangrando), o árbitro paraguaio (que nem merece ter o nome citado) simplesmente inventou uma agressão e expulsou Dedé. O lance foi bizarro! Grotesto! Absurdo! Inacreditável!

Agora o Cruzeiro vai tentar recorrer da decisão… Mas parte do estrago já foi feito… A equipe mineira jogou quase 30 minutos com um a menos e acabou sofrendo um segundo gol. Agora os argentinos podem até perder por 1 gol que se garantem na semifinal da Conmebol Libertadores.

Conmebol escancara seu amadorismo em 2018

No entanto, se depender da Conmebol, o Cruzeiro (brasileiro) vai continuar prejudicado, até porque lisura é algo que passa muito longe dessa instituição vergonhosa.

Apenas para ilustrar o amadorismo da Conmebol, tivemos três casos de jogadores que supostamente teriam atuado de forma irregular. Digo supostamente porque em seu centenário (2016), a mesma instituição reduziu a pena de todos os atletas que teriam alguma partida de suspensão a cumprir.

Nesse bolo tínhamos Carlos Sanchéz, hoje no Santos e suspenso em 2015 na Copa Sul-Americana, Bruno Zuculini, hoje no River Plate e suspenso em 2013, e Ramón Ábila, hoje no Boca Juniors e suspenso na final da Sul-Americana de 2015.

Dos três casos, o Indepediente (Argentina) entrou com ação contra o Santos e a equipe brasileira foi punida com uma derrota por 3 a 0.

No caso do River Plate, a própria Conmebol acusou a irregularidade e logo tratou de ajudar a equipe, falando que como ninguém entrou com ação, não haveria punição.

No terceiro caso, o próprio Boca Juniors foi denunciado pelo Libertad do Paraguai, mas a Conmebol nada fez, deixando claro que tem dois pesos e duas medidas.

Os motivos

Apesar de não ser nada certo… Parte da comissão da Conmebol é argentina, o Brasil (CBF) foi o único país Sul-Americano que votou contra a Copa de 2026 nos EUA, México e Canadá… Além disso Boca Juniors e River Plate possuem um longo histórico de serem ajudados na Libertadores…Entre outros motivos que nos fazem acreditar que a Conmebol é uma vergonha em todos os pontos de vista!

Por Gustavo Teixeira

 

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Como futebol brasileiro vem mudando a mentalidade no mercado

vinicius jr e arthur

Há muitos anos o futebol brasileiro é reconhecidamente um celeiro de exportação de talentos. São muitos os jogadores brasileiros que são envolvidos em transferências milionárias para os principais mercados mundiais, e também para mercados periféricos como China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, etc.

No entanto, algo parece que vem mudando em relação às transferências para exterior, já que antes os clubes brasileiros costumavam vender seus grandes talentos a preço de banana, e agora essa lógica vem mudando por dois motivos: maiores investimentos no futebol nacional, aumentando o poder de compra das equipes brasileiras, e maior profissionalismo na gerência dos clubes.

Caso Neymar

Talvez o principal divisor de águas no quesito transferências é Neymar Júnior, na temporada 2013/2014, que saiu do Santos rumo ao Barcelona por um valor próximo de 88 milhões de euros segundo o transfermarkt.

A partir de uma transferências por valores exorbitantes para a época, começou-se a mudar a cabeça dos gerentes de futebol dos clubes, bem como se impulsionou a busca por pessoas mais capacitadas e que tivessem maior influencia no mercado internacional para que fosse possível novas transferências próximas desse calibre.

Antes disso, algumas transferências com elevados valores foram concretizadas, como a de Lucas Moura para o PSG na temporada 2012/2013, por 40 milhões de euros e Oscar para o Chelsea, por 32 milhões de euros.

Após Neymar, as coisas começaram a fluir melhor para os brasucas

Após essa mudança de pensamentos, os clubes brasileiros passaram a “vender melhor pra fora”. Entre os casos mais emblemáticos podemos colocar as transferências de 20 milhões de euros de Paulinho do Corinthians para o Tottenham na temporada 2013/2014, Gabriel Jesus do Palmeiras para o Manchester City, por 32,5 milhões de euros, de Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Santos para a Internazionale de Milão, por 29,5 milhões de euros e de Gerson do Fluminense para Roma por 16,6 milhões de euros.

Além disso, os altos valores apenas subiram na questão da frequência de transferências regadas a milhões. Na atual temporada o maior dos casos é o de Vinícius Júnior, vendido há mais de um ano do Flamengo para o Real Madrid por incríveis 45 milhões de euros, quando sequer tinha 18 anos (completados no dia 12 de julho). Além dele, Arthur saiu do Grêmio rumo ao Barcelona por 31 milhões de euros e Paulinho saiu do Vasco para o Bayer Leverkusen por 18,5 milhões de euros.

Na temporada passada, outros tantos atletas incrementaram as receitas dos clubes brasileiros: Jô e Guilherme Arana, do Corinthians para o Nagoya Grampus e Sevilla, que custaram 11 milhões de euros cada, Thiago Maia, do Santos para o LOSC Lille, 14 milhões de euros, Pedro Rocha, do Grêmio para o Spartak Mouscou, 12 milhões de euros, Mina do Palmeiras para o Barcelona por 11,8 milhões de euros, Douglas Luiz, do Vasco para o Manchester City, 11 milhões de euros e Richarlison, do Fluminense para o Watford, por 12,4 milhões de euros.

Com tanto dinheiro em caixa, torna-se cada vez mais fácil os clubes contratarem mais e se esforçarem mais para aumentarem o nível do futebol brasileiro.

Parece que pouco a pouco o futebol brasileiro vem retomando seus rumos, mesmo que ainda perdendo suas grandes promessas para os principais mercados mundiais.

Por Gustavo Teixeira

O Flamengo que dá certo

paqueta vinicius junior flamengo

É bem verdade que o Flamengo em nenhum momento do ano de 2018 o Flamengo viveu uma sequência de maus resultados. A equipe iniciou a temporada com um time reserva, em algumas partidas utilizando até uma equipe prioritariamente Sub-20.

E os meninos da base rubro-negra corresponderam muito bem quando foram solicitados no campeonato carioca. Foi aí que o ainda técnico Paulo César Carpegiani começou a utilizar seus titulares, que até então possuíam status de titulares ou de reservas de luxo, muito por conta das fases finais do campeonato carioca e do início da Libertadores, e o Flamengo simplesmente parou de jogar bem.

O clube começou a Libertadores de forma sonolenta, empatando com o River Plate por 2 a 2, no Maracanã, e venceu o Emelec fora de casa, por 2 a 1, muito mais por muita inspiração do garoto Vinícius Jr., do que por uma boa atuação do elenco.

Com a equipe jogando mal desde a entrada dos titulares, Carpegiani começou a ser pressionado, e no dia 28 de março, após derrota por 1 a 0 para o Botafogo na semi final do campeonato carioca, quando o Flamengo tinha a vantagem do empate, o até então técnico rubro-negro caiu, juntamente com membros da diretoria, dentre eles Rodrigo Caetano, diretor de futebol e um dos responsáveis pelas contratações do clube nos últimos anos.

Virada de chave e valorização da base

Com uma grande reformulação nos cargos mais altos do rubro-negro, coube ao jovem Maurício Barbieri, de apenas 36 anos, reerguer o Flamengo e tornar uma equipe que até então não tinha alegria de jogar futebol, em uma equipe competitiva e que buscasse títulos e vitórias atrás de vitórias.

E seu início não foi muito fácil, principalmente por conta de jogos importantes na Libertadores, competição em que o Flamengo foi eliminado na fase de grupos nas últimas três vezes, e representa um trauma para o torcedor.

No começo de seu trabalho Barbieri foi muito criticado, principalmente porque no início os resultados não vinham saindo como o esperado. Iniciou o Brasileirão com um empate fora contra o Vitória e empatou duas vezes contra o Santa Fé, da Colômbia.

Com isso, os torcedores passaram a temer pelo pior: uma nova eliminação na fase de grupos da Libertadores e um campanha mediana no Brasileirão.

No entanto Barbieri provou que tudo que precisava era de tempo para trabalhar e estabelecer seu padrão de jogo. Promoveu algumas mudanças no elenco como a efetivação de Lucas Paquetá jogando como uma espécie de segundo volante, promoveu a titularidade de Vinícius Jr., muito por conta da venda de Éverton para o São Paulo, e promoveu a entrada de Léo Duarte na zaga titular do Flamengo, devido às lesões de Réver, Juan e até de Rodolpho.

Mas além do padrão tático, Barbieri parece carregar em sua filosofia o que é ser Flamengo. Totalmente fechado com o grupo, o principal trunfo do treinador foi resgatar a importância da base no planejamento do ano, e não apenas como jovens que atuaram no campeonato carioca para darem mais tempo para os considerados “titulares” trabalharem melhor na pré-temporada.

Muito mais do que dar importância e confiança a jovens promessas do Flamengo como Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, Maurício Barbieri seguiu um caminho diferente do que Zé Ricardo tinha feito: resolveu apostar suas fichas na máxima de que “Craque o Flamengo faz em casa”

E foi justamente a partir disso que outras promessas rubro-negras começaram a aparecer. Léo Duarte jogou muitas partidas com o novo treinador e retomou sua confiança, passando a ser importante peça no elenco. Jean Lucas se tornou uma espécie de reserva de luxo, já que entra em quase todas partidas. Felipe Vizeu, que apesar de já vendido, é uma promessa da base, retomou seu espaço após lesão e vem sendo importante nas últimas partidas do Flamengo. Além disso, o jovem Thuler foi solicitado em duas partidas e demonstrou muita segurança, sendo uma opção a mais para a zaga rubro-negra, que vem se mostrando muito eficiente.

Com isso os resultados voltaram a aparecer, a torcida parou de reclamar e voltou a lotar os estádios, resultando em grandes médias de público, e o Flamengo voltou a ser um time que busca a vitória a todo momento.

O jovem Maurício Barbieri mudou totalmente a configuração do rubro-negro atuar, dando mais importância para o futebol alegre e efetivo, onde a busca pelo gol é uma obrigação. Além disso, recuperou a confiança de muitos dos medalhões do elenco, e podemos ver atletas como Diego Alves, Rodinei, Renê e Diego, que iniciaram a temporada muito mal, recuperando suas melhores formas e sendo importantes na conquista dos resultados.

O resultado provisório é melhor do que se poderia imaginar:

-Na Libertadores, mesmo com alguns apertos a equipe avançou em segundo do seu grupo e pega o Cruzeiro nas oitavas de final.

-Na Copa do Brasil o rubro-negro está classificado para as quartas de final e enfrenta o Grêmio.

-No Brasileirão é o 1º lugar isolado e tem a chance de ir para a parada da Copa com alguns pontinhos de folga para o segundo lugar.

Devido a essa mudança de chave, o assunto é de efetivação de Maurício Barbieri, principalmente após o treinador ter tempo de implantar sua filosofia no clube.

O principal acerto da diretoria foi não afobar. Não sei se o fato de Barbieri ainda ocupar o cargo de treinador do Flamengo foi uma opção da diretoria ou falta de sucesso quando foi no mercado. Fato é que o Clube de Regatas do Flamengo voltou a ser respeitado pelo futebol apresentado, e Barbieri tem grande parte nisso, principalmente na valorização dos jovens jogadores do time.

Apenas a título de curiosidade, na última vitória do clube, no Fla-Flu, a média de idade dos 11 iniciais foi de 25,7 anos, segundo o transfermarkt, mesma média de idade do plantel atual rubro-negro. O que apenas legitima a oportunidade que os jovens vem tendo com Barbieri no comando, o que vem dando bons resultados.

Por Gustavo Teixeira

Atrativos do Brasileirão 2018

Com o fim de grande parte dos estaduais, todas as atenções se voltam para o início do Campeonato Brasileiro de 2018. O Brasileirão é um campeonato muito peculiar e que tem muitos atrativos em vários aspectos. Por isso, é impossível gostar de futebol e não assistir ao menos um jogo do Brasileirão.

E a partir disso, listamos algumas características que fazem do Brasileirão um campeonato todo especial.

-Imprevisibilidade: o primeiro fator listado está muito relacionado ao grande número de equipes que entram como favoritas ao título e ao rebaixamento, e na frustração daqueles que tentam adivinhar as colocações das equipes, pois mesmo que se tenha algumas projeções, todo ano temos muitas surpresas no Brasileirão!!

-Equiparidade: Um outro fator relevante é a grande equivalência entre muitos elencos, o que possibilita termos um campeonato onde ao menos 6,7 equipes partem como favoritas ao título, algo muito diferente do que ocorre por exemplo na Europa. Se pensarmos nas 20 equipes da Série A, temos Grêmio, Cruzeiro, Corinthians e Ceará jogando o fino da bola, o que os credenciariam a favoritos ao título desse ano. No entanto, podemos somar a elas outras equipes como Flamengo e Palmeiras, que tem muita grana em caixa e podem surpreender, e Santos, São Paulo e Internacional, que tem uma camisa pesada e sempre entram forte nesse campeonato.

Emoção: o Brasileirão é um campeonato que sempre proporciona jogos épicos e com muitas surpresas durante as 38 rodadas. Além disso, o fator casa e a tabela das equipes em relação a outras competições pode influenciar em muito na classificação final do Campeonato, o que faz com que equipes oscilem muito e algumas possam ter grandes fases entre um período, e isso dar uma colocação confortável para a equipe no final do ano.

-Clássicos regionais e nacionais: Outro diferencial do Brasileirão é a grande quantidade de clássicos entre as equipes, clássicos esses que ultrapassam a barreira regional, e alcançam o nível nacional, com muitas partidas em que se tem muita história entre os confrontos e por isso qualquer resultado é possível.

-Fator torcida: Diferentemente dos principais campeonatos europeus, no Brasileirão é possível afirmar que torcida ganha jogo. E essa afirmação ganha embasamento ao vermos diversas equipes que utilizam o fator casa como grande aliado para somar muitos pontos, mesmo sendo frágeis quando saem de seus domínios. Exemplos disso são Atlético-PR, Chapecoense e Bahia, que conseguem fazer de seus estádios grandes caldeirões e dificultam muito a vida s quem vai jogar ali.

-Alta rotatividade na Série A: Uma última questão que faz do Brasileirão um campeonato muito diferente dos outros é a grande quantidade de equipes que passam pelo campeonato das Séries A e B, o que faz com que mesmo aquelas equipes de “camisa pesada” serem rebaixados por uma grande má fase e alta capacidade técnica ou de força de vontade de outras equipes que estariam um patamar abaixo. Exemplos disso não faltam, já que apenas 5 equipes que hoje disputam a Série A nunca caíram: Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Santos e São Paulo. Outras equipes com muitos títulos em sua história recente como Vasco, Internacional e Corinthians não escaparam de rebaixamentos nas últimas temporadas, o que mostra a grande competitividade do Campeonato Brasileiro.

Por Gustavo Pereira

A persistência quebra paradigmas: o relato de uma repórter de campo no Rio Grande do Sul

Atuação na Divisão de Acesso 2017.jpg ( Foto: Cobertura do jogo de acesso do São Luiz à primeira divisão do Gauchão em 2017)

A presença da mulher em coberturas esportivas começa a acontecer aos poucos. No jornalismo, cabe salientar, a execução das funções sempre foi predominantemente masculina, sejam nos jornais, rádios, tribunas ou televisão, no entanto, as mulheres hoje assumem alguns dos espaços que há muito tempo pareciam impossíveis e não só no jornalismo esportivo.

Mas o que representa para as mulheres a presença delas nas coberturas de esportes? É fundamental compreendermos um pouco do que é a cultura do Brasil, principalmente a da criação dos filhos e filhas. Naturalmente os meninos desde pequenos são orientados a saírem de dentro das casas, ou seja, ir brincar de carrinho, jogar bola, sair com o pai.

No entanto, as meninas sempre foram educadas para permanecerem dentro de casa ao ganhar brinquedos como bonecas (para saber ser mãe e ter o cuidado com os futuros filhos) e panelas (para fazer comida). O ponto que chego é que a criação reflete na personalidade e comportamento das crianças que um dia irão crescer e se tornar adultas.

Atualmente as mulheres ocupam cargos fundamentais na sociedade, sendo juízas, advogadas, jornalistas, contadoras, médicas, veterinárias, motoristas, engenheiras, arquitetas, administradoras, economistas, etc. Enfim, atuando para fora de casa e não somente com as tarefas do lar. Aos poucos as mulheres conseguem seus empregos que antes eram ocupados apenas por homens.

A inserção da mulher na sociedade é gradual, sendo um rompimento de paradigmas, contrariando algumas obrigações que antigamente eram impostas exclusivamente para elas (nós). A mulher hoje tem mais liberdade para buscar seu espaço e o respeito, em qualquer situação, principalmente no trabalho.

Em qualquer profissão a busca pelo respeito e reconhecimento é fundamental para o prosseguimento e sucesso da carreira, e no jornalismo  não é diferente, principalmente para as mulheres. Em específico o jornalismo esportivo e coberturas de futebol, no entanto, as mulheres enfrentam alguns desafios como a provação. A mulher tem que provar que sabe do assunto, provar que entende do que está fazendo e isso já pode ser considerado um preconceito. O fato de alguém duvidar da capacidade do outro justamente em virtude do gênero, é sim, preconceito.

Inúmeras repórteres de televisão, rádio ou jornal já passaram por situações constrangedoras pelo fato de ser mulher. E sim, é unânime entre as mulheres, pelo menos em algum momento da carreira, já sofreram com algum tipo de comentário preconceituoso, pergunta maldosa, ou desrespeito por gênero.

Atuação como repórter de campo no futebol

Quando estudantes de jornalismo que estão no início do curso me perguntam sobre a profissão e atuação na cobertura do futebol, sou enfática em dizer que é apaixonante e ao mesmo tempo desafiador. Além disso, em muitos momentos é necessário ter sangue frio para absorver situações adversas e seguir em frente de cabeça erguida.

Acredito que o ponto principal para as mulheres terem motivação para seguir em frente, principalmente no jornalismo esportivo, mesmo com as adversidades, é ter persistência e acreditar que aquilo que cada uma faz contribui de alguma forma para a sociedade.

A persistência e luta de mulheres no decorrer dos anos em busca de direitos e igualdade de gênero, faz com que hoje, possamos ter mais oportunidades, principalmente espaço para mostrarmos nosso potencial e dizer: sim, podemos contribuir e fazer a diferença.

Por Valéria Foletto, estudante de jornalismo e repórter na rádio Progresso em Ijuí, RS.

Brasileirão Série A 2017 comprova que não é um campeonato qualquer

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O Brasileirão Série A está na sua 61 ª edição e pode ser considerado um campeonato diferenciado apenas pelo fato do país ter dimensões continentais, podendo-se disputar partidas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste em intervalos de 3 dias, sendo necessárias viagens longas e cansativas.

Outra particularidade desse campeonato é o número de clubes que já venceu ao menos uma vez o Brasileirão da Série A, 17 no total, com o Palmeiras com 9 títulos sendo o maior vencedor do torneio.

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Mas para além do título, o Brasileirão tem uma grande capacidade de quebrar as expectativas dos comentaristas em suas previsões de começo de temporada, com equipes consideradas favoritas ao título em situações delicadas e também surpresas na zona de Libertadores e boas campanhas.

Usando esse ano como exemplo, grande parte da imprensa esportiva dava Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG e Grêmio como postulantes às primeiras colocações. Entretanto o que vemos foi um primeiro turno perfeito do Corinthians, considerado no começo do ano como 4 ª força de São Paulo, disparar na liderança do campeonato e essas equipes até então favoritas derraparem muito, sendo realizadas trocas de comando no Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG.

De um outro lado, equipes como Santos, Cruzeiro, Botafogo e até mesmo Vasco, aproveitam a inconsistência dos adversários de frente e vão ficando em posições muito boas na classificação.

“Grandes” não fogem do rebaixamento

Diferentemente dos campeonatos europeus, em que de 10 em 10 anos uma equipe grande acaba tendo uma campanha desastrosa e caindo para a segunda divisão, no Brasileirão isso é normal! Tanto que hoje, as únicas equipes que nunca caíram são Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Santos e São Paulo.

Na atual edição, diversas equipes com tradição e força no cenário nacional flertaram e ainda flertam com o rebaixamento, como São Paulo, Fluminense, Sport, Atlético-MG e Coritiba.

Baixa diferença de pontos entre rebaixamento e zona da libertadores

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Outro fator que deixa o Brasileirão fascinante é o grande equilíbrio entre as equipes, já que é praticamente normal um dos 4 primeiros colocados perderem para uma equipe do Z-4. Além disso, podemos destacar a baixa diferença entre as zonas de rebaixamento e de classificação para a Libertadores, possibilitando grandes arrancadas como o Vasco que venceu 3 de 4 partidas e agora está em 8 º lugar, com 45 pontos, ou mesmo o São Paulo, que há 6, 7 rodadas estava na zona da degola e agora já ocupa a 9 ª colocação, a 4 pontos do G-7, com 43 pontos.

Ainda merece destaque a grande rotatividade das equipes no antigo G-4 e agora G-6, podendo virar até G-8. Dentre as equipes que estiveram na Libertadores do ano passado, hoje apenas 4 dos 8 times estão na zona de classificação para a principal competição Sul-Americana, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio (que inclusive está na final da competição).

Equipes como Corinthians e Cruzeiro, que já tem sua vaga carimbada para a Libertadores, ficaram em 7 º e  12 º lugares no ano passado. No caminho contrário, Atlético-MG e Atlético Paranaense, que participaram da Libertadores do ano passado, amargam os modestos 12 º e 11 º lugares, respectivamente.

Agora é esperar o fim do Brasileirão e ver se as surpresas dessa edição vão até o final ou se ainda tem tempo de alguns times reagirem na competição.

Por Gustavo Pereira

Tite comprova sua Titebilidade

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Após o Brasil golear o Chile por 3×0 e encerrar as eliminatórias com incríveis 41 pontos, o brasileiro tem muito o que comemorar. Após 3 decepções recentes em Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), a última com o fatídico 7 a 1, atrelado à saída de Dunga e a chegada de Adenor Leonardo Bachi, a confiança parece estar lá em cima e o sonho do hexa aparenta ser possível na Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Desde que chegou à seleção brasileira Tite mostrou um trabalho muito bem feito. Acompanhou diversos jogos, utilizou informações de observadores e conquistou o carinho e respeito dos torcedores e principalmente dos jogadores.

Diversos atletas brasileiros conhecidos mundialmente como Neymar Jr., Daniel Alves, Marquinhos e Phillipe Coutinho revelam o quão positivo é o trabalho de Tite dentro e fora de campo.

Em texto anteriormente escrito para o Raio-X Esportivo, intitulado “A Titebilidade que vem dando certo“, falávamos sobre o fato de Adenor Leonardo Bachi convocar atletas de sua confiança, alguns deles que já trabalharam com o treinador, e como estes jogadores tem correspondido de forma incrível, às vezes jogando melhor do que vem jogando em seus clubes. Nomes como Paulinho e Renato Augusto se tornaram peças-chave no elenco brasileiro e outros jogadores como Fágner e Cássio apesar de não estarem jogando, sempre é lembrado nas convocações de Tite.

O caso que merece mais atenção é o de Paulinho, que em 1 ano passou de esquecido na China a jogador do Barcelona e vem mostrando que a confiança do treinador em seu trabalho não foi vã.

Além disso o treinador consegue dar oportunidades a nomes que dificilmente seriam lembrados como Diego Tardelli, Gil, Taison e Giuliano. Com isso, gera uma disputa natural e uma maior vontade de atletas da excelente geração brasileira mostrarem cada vez mais serviço.

O ponto alto de Tite está na capacidade em que o treinador e seu staff possuem em motivar atletas que vem de seus clubes e conseguem retornar da seleção em um momento melhor.

Apesar das críticas em relação a muitas convocações controversas, Tite demonstra muita tranquilidade em seu trabalho, principalmente porque tem o grupo todo na sua mão. Com isso, apenas comprova que a Titebilidade dá certo.

Agora com poucos amistosos marcados até a Copa do Mundo 2018, Tite precisa fechar seu elenco. As chances parecem já terem sido dadas e a previsão é de que o técnico da seleção brasileira utilize esses amistosos para entrosar ainda mais o grupo que pretende convocar para a Copa.

Boa sorte Tite, o povo brasileiro está com você!!

Por Gustavo Pereira

Se liga no futebol, Bandeira!

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O atual presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, ocupa o cargo desde 2013, quando foi eleito no dia 3 de dezembro de 2012, com 1.414 votos (triênio 2013-2015). Depois disso, voltou a vencer as eleições em dezembro de 2015 (triênio 2016-2018) e seguirá como presidente do Clube de Regatas do Flamengo até dezembro de 2018.

Formado em administração, o presidente vem se destacando desde o início de sua gestão por sua forma exemplar de  gerenciamento das finanças rubro-negras, sendo considerado um modelo de gestão a ser seguido no Brasil. Em menos de 5 anos, Bandeira e sua equipe conseguiram reduzir uma dívida de cerca de 750 milhões de reais para 360 milhões em 2017.

Entretanto um clube de futebol não se faz apenas de gestão financeira, mas também de resultados. E é exatamente nesse ponto que está o calcanhar de aquiles da atual gestão, que soma apenas a conquista de uma Copa do Brasil em 2013 e dois campeonatos carioca, em 2014 e 2017.

No início de seu primeiro mandato (2013-2015), Eduardo Bandeira de Mello pediu compreensão aos milhões de torcedores rubro-negros pois seu objetivo era arrumar a casa e depois de alguns anos voltar a brigar nas cabeças dos principais campeonatos.

Mas estamos em 2017, e com o pouco retorno dentro de campo, atrelado a falta de títulos e a uma equipe estrelada e cara mas que parece não jogar por amor à camisa rubro-negra e nem mesmo tem conseguido bons resultados, o exemplo de gestão financeira não é mais suficiente para tornar Bandeira unanimidade.

Além de não ganhar títulos, o Flamengo também soma diversos vexames, como por exemplo a eliminação para o Palestino (CHI) ano passado na Sul-Americana e a queda ainda na fase de grupos da Libertadores 2017 quando o Flamengo parecia ser um dos favoritos até mesmo a levantar a taça de campeão do torneio.

Outro motivo que vem fazendo a equipe de Bandeira perder força no Flamengo é a dificuldade de lidar com situações adversas e em muitas situações achar que tudo pode ser resolver com uma boa gestão financeira.

Motivos que fazem Bandeira e sua equipe perder popularidade

O primeiro deles, já citado anteriormente, é a falta de títulos e de uma equipe com o DNA do Flamengo de raça e amor ao clube.

-Protegidos de Bandeira: Em diversas situações o presidente saiu em defesa de jogadores muito contestados no atual elenco. Até aí tudo bem, já que faz parte o presidente defender seus atletas.

Entretanto essa defesa vai além, com Bandeira utilizando o termo “protegidos” para se referir a nomes como Alex Muralha, Márcio Araújo e Gabriel, irritando ainda mais os torcedores, que parecem já não suportar mais tais nomes na Gávea. E para piorar, quase que como birra, o presidente faz questão de renovar os contratos desses jogadores.

-Brigas com a imprensa: Dentre diversas atitudes que afastam o Clube de Regatas do Flamengo dos veículos de jornalismo esportivo, destaca-se a proibição do jornalista Daniel Dantas, do Jornal Extra, de fazer perguntas nas coletivas de imprensa, em represália a uma publicação do jornal que fazia uma brincadeira chamando Alex Muralha apenas por Alex Roberto, seu nome e sobrenome. Após se criar esse mal-estar, o vice- presidente de comunicação e humorista Antônio Tabet foi cortado da lista de colunistas do jornal Globo, gerando ainda mais rasura na relação Flamengo e Imprensa

-Problemas com a CBF: Que a Confederação Brasileira de Futebol é cheia de assuntos mal explicados, todo mundo sabe. Mas a atual gestão do Flamengo conseguiu arrumar um jeito de prejudicar o órgão máximo a nível nacional, o que ainda pode causar efeitos negativos para o Flamengo.

Todo o problema começa com a inscrição de Vinícius Jr. no mundial sub-17, inclusive com documentação paga pela CBF, e convocação do jovem talento rubro-negro. Entretanto, o Flamengo após perder a Copa do Brasil nos pênaltis, disse que tinha avisado à CBF que vencer o campeonato era a condição para liberar o menino. O que gerou um grande mal- estar entre clube e CBF, já que a Confederação tinha tido gastos com o jogador e como o anuncio foi feito em cima da hora, não era viável convocar outro no seu lugar.

O caso repercutiu, e fala-se até que a “desconvocação” do meia Diego teria relação direta com a represália feita pela CBF. Se for verdade, o clube ainda tem muito o que perder, por uma irresponsabilidade sem tamanho da gestão Bandeira.

-Falta de futebol: Como último e talvez mais visível motivo que a gestão Bandeira tem criticada é pelas muitas contratações e pouco resultado desses jogadores. Nomes badalados, como Geuvânio, Rômulo e Conca por exemplo, pouco jogaram na temporada e ostentam elevados salários. Além deles o clube investiu em nomes como Diego Alves, Rodolpho e Éverton Ribeiro ainda não conseguiram justificar suas contratações, o que pressiona ainda mais o presidente e sua equipe.

Por Gustavo Pereira

É preciso recomeçar Tupi!

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Após uma eliminação amarga, com um sentimento de que era possível ter chegado a Série B, sem contar com os erros de arbitragem que interferiram diretamente no resultado do jogo da volta, o ano do Tupi terminou.

O clube juiz-forano foi valente, tentou do começo ao fim reverter a desvantagem que trouxe de Fortaleza, mas acabou sucumbindo. Devido a derrota por 2 a 0 fora de casa, nem mesmo a vitória por 1 a 0 foi suficiente para salvar o ano do Tupi.

Após um campeonato mineiro muito abaixo das expectativas e um início de Série C ruim, o Galo Carijó foi aos poucos se acertando, no meio da temporada foi ganhando fôlego, e devido a um brilhante trabalho de Ailton Ferraz, por muitos torcedores chamado do Mago, conseguiu transformar um elenco limitado e abatido em uma equipe forte e sonhadora.

Méritos totais ao treinador, mas também aos jogadores que aceitaram sua filosofia e abraçaram o que o “Mago” passava. Com isso a equipe que iniciou a Série C sem muitas expectativas, terminou em 2 º lugar em seu grupo, atrás apenas do São Bento e empolgou seus torcedores.

Entretanto o adversário era ninguém menos que o tradicional Fortaleza, que apesar de viver um ano conturbado, na fila pra subir durante 7 temporadas, tinha na força do seu torcedor uma arma.

No jogo da ida foi isso que aconteceu, a torcida embalou a equipe, também muito limitada tecnicamente, e o Leão conseguiu 2 gols muito importantes. Na volta, o Tupi também não pode reclamar, teve o torcedor ao seu lado a todo momento, o público presente surpreendeu e apoiou o Galo Carijó do início ao fim.

Em campo se via uma outra equipe em relação ao primeiro jogo. O Tupi amassou o Fortaleza desde os minutos iniciais, chegou a marcar com Ítalo, em impedimento, teve uma chance clara de gol com Romarinho, entre outras oportunidades, todas no 1 º tempo.

No 2 º tempo, raça e vontade não faltaram para os atletas juiz-foranos. Entretanto a bola insistia em não entrar. Sem contar um pênalti não marcado e um gol mal anulado, o Tupi chegou ao gol aos 35 minutos, porém o 1 a 0 não foi suficiente e acabou com o sonho do torcedor de retornar para a Série B.

O que fazer agora?

Com a eliminação na Série C, e a não conquista do acesso para a Série B, o clube juiz-forano dá como encerradas suas atividades em competições no ano de 2017. Por isso é hora de já pensar em 2018!

A primeira ação a ser feita pela diretoria é uma avaliação do elenco, já que muitas peças mostraram seu valor e provaram que tem condições de atuar em mais uma temporada pelo Tupi. Além disso, a manutenção de um grupo base é essencial para se repetir um bom trabalho e o trabalho de renovação de contratos deve ser feito o quanto antes.

Nessa perspectiva, manter o técnico Ailton Ferraz seria fundamental para o planejamento do clube em 2018, já que o treinador mostrou ter o grupo na mão. Mas por conta do excelente trabalho realizado, deve ter sondagens para clubes de Série B e dificilmente permanece.

Entretanto também é necessário pensar naquelas peças que não encaixaram e representaram mais custos do que benefícios para o Tupi, e com isso, uma barca não pode ser descartada, com nomes que não estão na mesma sintonia com o restante do grupo.

Para 2018, planejamento é uma palavra-chave. Primeiro, para não se repetir os muitos erros de 2017 e segundo, para se criar um projeto mais atraente e que tenha mais possibilidades de gerar resultados na prática.

Mas para além disso, cativar o torcedor é uma das principais estratégias a serem pensadas, porque com o seu apoio, o Tupi Football Clube se torna mais forte.

Por Gustavo Pereira

ANTES DESACREDITADO, SURGE UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

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(Partida disputada em 2017 no Estádio Soares de Azevedo)

O ano de 2017 para o Tupi Foot Ball Club, não começou da melhor forma possível. Após o rebaixamento na série B de 2016, o Galo Carijó teve que se preparar para um recomeço, que todos já sabiam que não seria algo fácil. A equipe contava com orçamento equivalente a 500 mil reais mensais na disputa da Série B, com o rebaixamento, teve esse valor reduzido para aproximadamente 100 mil reais. A diretoria Carijó, tinha uma missão praticamente impossível em suas mãos.

CAMPEONATO MINEIRO

Como já era previsto, o ano seria de muitas dificuldades e no campeonato mineiro a luta foi para permanecer na elite. O Tupi contava com o atacante Flávio Caça-Rato como a sua principal peça e Éder Bastos deu lugar ao então atual técnico, Ailton Ferraz, na campanha que rendeu apenas a oitava posição na competição. Colocação que nem sequer, garantiu uma vaga na Copa do Brasil de 2018.

SÉRIE C

A chave foi virada e o Carijó iniciava mais uma competição, novamente entrava apenas para se manter na divisão, até os próprios torcedores sabiam que a chance da queda era grande. O time foi reformulado, e entre as contratações estava Romarinho o filho do baixinho Romário.

Uma equipe claramente limitada, que teve um péssimo início de competição, sendo derrotado na estreia em casa, jogo que era válido pela segunda rodada do Brasileiro. Entretanto o Tupi seguiu em frente, engatou uma sequência de bons resultados, ficou por várias rodadas sem saber o que era perder, e com isso a luz no fim do túnel vinha se tornando realidade, e a temporada não estava mais perdida.

O Galo Carijó conseguiu a classificação antes mesmo de entrar em campo contra o Volta Redonda pela penúltima rodada da primeira fase, devido as combinações de resultados. No fim da primeira fase da Série C, o Tupi terminou em segundo lugar no Grupo B, com 28 pontos, após encerrar a fase sendo derrotado pelo Bragantino por 3 a 2.

Confirmados os 4 classificados de cada grupo e suas posições, o adversário do Tupi será a tradicional equipe do Fortaleza, que já está disputando a série C pelo oitavo ano seguido e vem forte para disputar a vaga com o Galo Carijó. A equipe de Juiz de Fora terá a vantagem de disputar a segunda partida em casa. Os jogos serão realizados nos dias 16 (às 16 horas) e 23 de setembro (às 20:30 horas) e o apoio da torcida é muito importante para ajudar a equipe juiz-forana.

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(Com torcedores fanáticos como modelos, Tupi lançou sua camisa para a temporada 2017)

Após essas datas, saberemos se o time do Bairro Santa Terezinha conseguirá ou não alçar voos mais altos para aí sim chegar na possível luz no fim do túnel!

Por Antônio Paulo Neto