Craque o Flamengo faz em casa…Mas não jogam em casa!

fla base

Atual campeão da Copa São Paulo de Juniores, o Flamengo tem como lema “Craque o Flamengo faz em casa” No entanto, parece que a equipe está muito mais interessada em formar jogadores promissores, do que propriamente utilizá-los no elenco profissional.

Principal expoente disso é o menino Vinicius Jr, que foi vendido por 163 milhões de reais ao Real Madrid sem sequer ter estreado no profissional.

Outros jovens talentos como Felipe Vizeu, Thiago e Léo Duarte, todos campeões da Copinha em 2016, só atuam quando não tem mais quem colocar.

Outro nome promissor, Lucas Paquetá está desde 2016 no elenco profissional, mas apenas no fim de 2017 que começou a receber oportunidades, e hoje é o melhor jogador do Flamengo na atual temporada.

Outros “jovens craques” como Lincoln, Ronaldo e Jean Lucas só atuaram quando jogou o time alternativo.

Ao que parece, o lema do Flamengo tem ficado apenas na formação dos atletas, pois na hora de colocá-los para jogar…Passa longe da filosofia adotada por equipes como o Palmeiras, de Gabriel Jesus, Vasco de Paulinho, Paulo Victor e Evandro e São Paulo de Brenner

Por Gustavo Pereira

Anúncios

Falta de planejamento com equipes de base assusta futebol brasileiro

flamengo-campeao-copinha

Durante muitos anos as pequenas e grandes equipes do futebol brasileiro, e até mundial, tiveram nas categorias de base seus principais trunfos, com um grande investimento nos meninos, que sempre significaram mais do que o futuro dos clubes, mas sim uma forma de dar esperanças à torcida, com novos talentos que surgem com amor ao clube e muita raça para defender as cores de suas equipes.

No entanto, com a crise de muitos clubes nos últimos anos, a relação base e profissional tem se transformado, já que muitas equipes tem usado seus jovens talentos como refúgio, e como últimas alternativas, lançando suas principais promessas em verdadeiras fogueiras. O resultado? Por mais que alguns meninos consigam se destacar e se tornam ídolos ainda muito novos, a grande maioria acaba queimada e tem sua carreira comprometida.

No ano de 2017 podemos citar várias equipes que utilizaram seus garotos muito mais porque precisavam de alternativas ao elenco enxuto e desqualificado do que por meio de um processo de transição da base para os profissionais. Casos do Fluminense, Vasco, São Paulo, Santos, Grêmio e Flamengo.

Dessas equipes, ficou evidente que os meninos acabaram subindo muito mais devido ao desespero de não se ter opções interessantes no mercado do que propriamente pelo processo natural. Claro que em todas equipes ao menos um desses jovens acabaram se destacando por suas equipes, como Wendell pelo Fluminense, Paulinho pelo Vasco, Júnior Tavares pelo São Paulo, Lucas Veríssimo pelo Santos, Arthur pelo Grêmio, Vinícius Jr. e Lucas Paquetá pelo Flamengo, entre outros por outras equipes.

Olhando assim, parece que está tudo certo. Só que esquecemos que outros tantos jovens acabaram sendo desperdiçados e hoje ou estão queimados com a torcida, ou acabaram sendo emprestados por não fazer mais parte dos elencos de seus clubes.

Se pegarmos como exemplo a Copa SP de Futebol Júnior, todo ano são “revelados” diversos talentos. Mas quantos deles conseguem subir aos profissionais e ter sequência em suas equipes?

Boa alternativa à transição base para os profissionais

Em 2018, após vários anos utilizando suas principais promessas como forma de tampar buracos, o Flamengo fez diferente e os resultados iniciais são os melhores possíveis. Começou o Campeonato Carioca repleto de jovens atletas que mostraram muita raça, vontade e garra, além de se provarem com muito valor.

Alguns dos meninos se revezaram entre Cariocão e Copinha e ainda assim o Flamengo venceu todos os seus jogos em que a equipe era predominantemente de jovens, e de quebra foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Podemos utilizar o Flamengo como bom exemplo devido ao planejamento feito no ano de 2018 em que dá rodagem a atletas que sequer teriam chance nos profissionais, e isso dá não só confiança para esses jogadores, como também oportunidades deles se mostrarem úteis para o elenco profissional.

Por incrível que pareça, no único jogo em que o time foi formado, em sua maioria, por atletas já incorporados ao time principal, empate contra o Vasco e perda dos 100 % de aproveitamento no Campeonato Carioca.

Apesar de ser muito cedo para tirarmos qualquer conclusão, o Flamengo tem feito valer a frase quem diz: “Craque o Flamengo faz em casa”. Agora, cabe ao treinador e à diretoria dar continuidade a esses meninos que já mostraram que tem muito talento e que podem ser excelentes alternativas caseiras aos buracos que a equipe profissional ainda tem em seu plantel. Nomes como Thuler, Ronaldo, Jean Lucas e Lincoln já são realidades nos profissionais. Outros que vieram da Copinha como Matheus Dantas, Hugo Moura, Ramon, Lucas Silva, Pepê, Luiz Henrique, Vitor Gabriel e Wendell, merecem atenção e podem gerar bons frutos ao Clube de Regatas do Flamengo.

Por Gustavo Pereira

 

A polêmica da torcida única no futebol

torcida-unicaFoto: Davi Barros- (audiência por torcida única no Fla-Flu)

Em reunião realizada nesta quinta-feira no Fórum do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, decidiu por manter a liminar que determina torcida única em jogos realizados no Rio de Janeiro, e como o Fluminense foi apontado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) como mandante da partida, apenas torcedores tricolores poderão acompanhar o jogo no estádio Nilton Santos, o Engenhão, no próximo domingo.

A decisão da Ferj de que clássicos sejam realizados com torcida única se deu a partir do jogo entre Flamengo e Botafogo, válido pela fase de grupos da Taça Guanabara, onde um carro passou atirando nas proximidades do estádio e matou um torcedor do Botafogo, além de outros conflitos entre as torcidas.

Outro fator agravou a situação, quando um torcedor do Flamengo se “infiltrou” na torcida do Vasco e em sua conta nas redes sociais fez uma “aposta”, onde se chegasse a um certo número de curtidas, tiraria a bandagem que usava para cobrir sua tatuagem do Flamengo. O resultado foi o cumprimento da aposta e agressão por parte de torcedores vascaínos que reconheceram o rapaz.

Entretanto, a decisão simplista de torcida única tomada pela Ferj apenas agrava sua impopularidade e impotência sobre o campeonato carioca e sua impossibilidade de tomar decisões que sejam de fato eficientes.

O apresentador da ESPN, Ale Oliveira, no programa Bate-Bola, sugeriu à dupla Fla-Flu que boicote a final da Taça Guanabara, a partir de ridícula decisão tomada pela Federação Carioca de realização da partida com torcida única. A dupla Fla-Flu, aliás, já não tem uma boa relação com a Ferj há tempos, e esse desafeto se agravou ano passado, com a realização da Primeira Liga, campeonato que ocorreu de forma conjunta com o campeonato carioca e demonstrou que a competição já está sem o mesmo prestígio e importância de tempos atrás.

Nos jogos realizados pela semi-finais da Taça Guanabara entre Fluminense x Madureira e Flamengo x Vasco, o público foi pífio, não chegando nem aos 10 mil pagantes nas soma das duas partidas. Apenas a título de comparação, o Botafogo nos jogos contra Colo-Colo (CHI) e Olimpia (PAR), ultrapassou 20 mil pagantes, em partidas válidas pela segunda e terceira fases da Pré-Libertadores.

Flamengo e Vasco, considerado o clássico dos milhões, teve um público muito baixo, talvez um dos menores entre todos os clássicos já disputados, e isso tudo culpa da própria Ferj, que determinou a torcida única entre jogos realizados no estado do Rio de Janeiro, e obrigou a dupla a procurar outro estádio fora do Rio. Mas devido ao carnaval, encontrou dificuldades para marcar a partida em seus locais preferidos e com isso teve de pressionar a Federação para realização da partida com torcida dividida.

A Ferj então teve de acatar o pedido, mas viu um dos principais jogos dos últimos anos no campeonato carioca com menos de 5 mil pagantes. Evidenciando a desorganização do campeonato e o absurdo que é a torcida única nos estádios brasileiros.

Violência é a justificativa

A principal justificativa para a torcida única nos clássicos entre grandes equipes do futebol brasileiro é a violência que um possível encontro entre torcidas pode gerar. Entretanto isso chega a soar absurdo, na medida que o que ocorreu entre Flamengo e Botafogo não é parte da rotina nos estádios, e sim casos isolados, que infelizmente tem ocorrido com maior frequência, mas que punir o espetáculo proporcionado pelas torcidas não é a melhor opção.

Um FLA-FLU, em uma final de Taça Guanabara, apenas com a torcida tricolor, sem nenhum rubro-negro, é simplesmente ridículo!

A impunidade no Brasil é a principal causa para a violência nos estádios, já que é uma mínima parcela dos torcedores que promovem as grandes tragédias nos estádios brasileiros, os chamados brigões, que continuam sem uma punição severa por parte da justiça, diferentemente do que ocorre na Inglaterra por exemplo, onde os brigões não tem vez, e são julgados pela justiça comum, como criminosos que são ao praticarem atos de violência e vandalismo nas arenas futebolísticas pelo país.

Outros casos de torcida única

Após brigas em São Paulo no clássico entre Corinthians e Palmeiras no campeonato paulista de 2016, que também teve mortes, a pedido do Ministério Público à Federação Paulista de Futebol, ficou decidido por torcida única nos clássicos, além da proibição de qualquer instrumento ou objeto que identifique as torcidas organizadas em todas as partidas, não apenas em clássicos e proibição de doação de ingressos dos clubes a membros de torcidas organizadas.

Outro caso de torcida única foi na partida entre Goiás e Vila Nova em 2016, após briga no fim de 2015 entre torcedores do Goiás e Atlético-PR, mas nem isso adiantou, e 26 “torcedores” foram detidos no Serra Dourada, mesmo com torcida única, revelando que os “brigões” é que devem ser identificados e punidos, e não a grande maioria dos torcedores que vão aos estádios assistir seus clubes do coração.

Contramão 

Na contramão do que ocorre com a Ferj, os clubes mineiros na Primeira Liga, Atlético-MG e Cruzeiro, dividiram de forma igual o Mineirão, com 50 % de ingressos para cada torcida, mesmo levando em conta a imensa rivalidade entre as duas principais equipes do estado. O resultado foi uma festa dos dois lados e um clima de rivalidade sadia.

Opinião da dupla Fla-Flu

Ao saber da decisão, diretoria e jogadores lamentaram a aprovação da liminar que opta por torcida única como uma “medida de segurança”. Tanto o presidente do Flamengo, Bandeira de Mello, como o vice-presidente do Fluminense, Cacá Cardoso, são contrários a decisão, por ir “contra a beleza e história dos clássicos do Rio de Janeiro”, como afirma Cacá Cardoso.

O impasse do jogo

Após a Ferj definir o jogo para o estádio Nilton Santos, o Botafogo se mostrou favorável à torcida única, relembrando o episódio em que um torcedor alvinegro foi morto no clássico contra o Flamengo. Entretanto, a liminar aprovada pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, tem a oposição de Flamengo, Fluminense e até mesmo da Ferj, que se vê pressionada pela dupla Fla-Flu para que o clássico seja realizado com a torcida mista.

Por Gustavo Pereira

 

Raio-X Classificação da Champions

champions.jpg

A fase de grupos da Champions League chegou ao fim na última quarta-feira, 10. Com as definições dos classificados para as oitavas-de-final e dos terceiros lugares, que conquistaram uma vaga para o mata-mata da Europa League, a edição 2016/2017 não teve grandes zebras.

Em grande parte dos grupos, os classificados não tiveram muitas dificuldades para avançarem, sendo os duelos entre primeiros e segundos colocados os principais, em grande parte dos oito grupos. O sorteio ocorrerá na próxima segunda-feira, 12, às 9 horas da manhã (horário de Brasília), na Suíça.

As 16 equipes classificadas, serão divididas em 2 potes, os 8 primeiros lugares e os 8 segundos. Além disso, nessa fase não pode acontecer nenhum jogo entre equipes do mesmo país, evitando por exemplo Barcelona (1 º) x Real Madrid (2 º) ou Arsenal (1 º) x Manchester City (2 º).

Os 16 clubes classificados foram:

Grupo A: Arsenal-ING (1 º) e Paris Saint-Germain-FRA (2 º). Com o Ludogorets-BUL em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo B: Napoli-ITA (1 º) e Benfica-POR (2 º). Com o Besiktas-TUR em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo C: Barcelona-ESP (1 º) e Manchester City-ING (2 º). Com o Borussia Monchengladbach-ALE em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo D: Atlético Madrid-ESP (1 º) e Bayern de Munique-ALE (2 º). Com o Rostov-RUS em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo E: Mônaco-FRA (1 º) e Bayer Leverkusen-ALE (2 º). Com o Tottenham Hotspurs-ING em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo F: Borussia Dortmund-ALE (1 º) e Real Madrid-ESP (2 º). Com o Légia Varsóvia-POL em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo G: Leicester City-ING (1 º) e Porto-POR (2 º). Com o Copenhague-DIN em 3 º e com vaga na Europa League

Grupo H: Juventus-ITA (1 º) e Sevilla-ESP (2 º). Com o Lyon-FRA em 3 º e com vaga na Europa League

Cinco grandes ligas confirmam sua superioridade

Considerando o ranking da FIFA, que classifica os clubes e as ligas por coeficiente, as 5 principais ligas são, na ordem de classificação, Espanha; Alemanha; Inglaterra; Itália; França, nota-se uma incrível superioridade das equipes dessas ligas, em relação a clubes de ligas inferiores.

Dos 16 classificados, 14 clubes são de uma dessas 5 ligas. E as duas únicas exceções são Benfica e Porto, ambas equipes de Portugal, que ocupa a 7 ª colocação no coeficiente de ligas. Olhando para o coeficiente de clubes, dos 16 classificados, 13 estão entre os 16 melhores coeficientes, analisando desde a temporada 2012/2013.

Raio-X das projeções iniciais (1 ª e 2 ª parte)

Ao início da disputa de mais uma Champions League, o Raio-X Esportivo fez algumas projeções das possíveis situações de cada equipe, após o término da fase de grupos. Nos resultados não houve muitas surpresas, e em grande parte dos grupos, os favoritos acabaram passando, mesmo que com uma variação entre o 1 º e 2 º lugar.

Destaques negativos:

O grande destaque negativo vai para o Tottenham Hotspurs (ING), que após conquistar o vice-campeonato inglês, não conseguiu nem se classificar e ficou com a 3 ª colocação do grupo E. A equipe perdeu 2 dos 3 jogos em casa e se complicou na competição. Uma vitória sobre o CSKA Moscou, garantiu o 3 º lugar, e fez da campanha menos vexaminosa.

No grupo F, o Sporting Lisboa (POR) decepcionou, não conseguiu nem a 3 ª colocação, e perdeu para o Légia Varsóvia (POL) a chance de disputar a Europa League. Após um 1 º jogo muito bom contra o Real Madrid (ESP), a equipe foi ladeira abaixo. Sua única vitória foi em casa contra o próprio Légia, mas perdeu na última rodada em Varsóvia e com o empate conquistado pela equipe polonesa contra o Real Madrid (ESP) na 4 ª rodada, ficou pra trás.

Atual bi-campeão holandês, o PSV (HOL) foi outra equipe que decepcionou na competição, ao ficar em último lugar de seu grupo, com apenas 2 pontos. Mesmo com Atlético Madrid (ESP) e Bayern de Munique (ALE) como amplos favoritos, esperava-se mais do PSV (HOL). Com a vitória do Rostov (RUS) frente ao Bayern de Munique (ALE), na 5 ª rodada, por 3 a 2, a equipe holandesa teve de se contentar com a 4 ª colocação do grupo.

Destaques positivos:

O principal destaque positivo, vai para o Mônaco (FRA), que conseguiu fazer uma competição consistente e se classificar em 1 º lugar no grupo E. A equipe conseguiu se classificar de forma antecipada e só perdeu na última rodada, fora de casa, para o 2 º colocado, Bayer Leverkusen (ALE).

Após uma temporada dos sonhos, o Leicester City (ING) voltou a fazer história. A equipe deixou claro que a Champions League é o principal objetivo da temporada. A primeira parte foi conquistada com sucesso. Na 4 ª rodada a equipe já estava praticamente classificada após 3 vitórias e 1 empate. Na 5 ª rodada o Leicester (ING) ainda venceu o Club Brugge (BEL) e assegurou a 1 ª colocação do grupo. A única partida destoante da campanha quase perfeita foi a goleada de 5 a 0, que sofreu para o Porto (POR), em Portugal.

Destaques gerais:

Apenas as equipes espanholas Barcelona (ESP) e Atlético de Madrid (ESP) conquistaram 15 pontos, maior pontuação alcançada nessa fase de grupos. O melhor ataque foi do Borussia Dortmund (ALE), que balançou a rede em 21 oportunidades. Barcelona (ESP) teve o 2 º melhor, com 20 gols marcados e o Arsenal (ING) o 3 º, com 18 gols. O atual campeão, Real Madrid (ESP), foi o 2 º colocado que mais marcou gols, 16. O Barcelona (ESP) teve o melhor saldo de gols, 16.

Do outro lado, estão as equipes que presenciaram algumas goleadas e tiveram as piores defesas. O Légia Varsóvia (POL) foi a equipe mais vazada de forma disparada, sofrendo 24 gols. Celtic (ESC) foi a 2 ª defesa mais vazada, com 16 gols sofridos e em 3 º lugar, empataram Dínamo Zagred (CRO) e Ludogorets (BUL), ambas com 15 gols sofridos. Um detalhe curioso é que o Dínamo Zagreb (CRO) não marcou nenhum gol.

Possíveis confrontos

Com os primeiros e segundos lugares definidos, inicia-se as especulações. No pote dos primeiros colocados, algumas equipes sem muita tradição nas fases finais da competição, como Napoli (ITA), Mônaco (FRA) e a estreante e surpreendente equipe do Leicester City (ING).

Já no segundo pote, algumas das favoritas ao título como o Manchester City (ING), de Pepe Guardiola, o Bayern de Munique (ALE) e o atual campeão da Champions League, Real Madrid (ESP).

Assim, podemos, já nas oitavas-de-final, ver um Barcelona x Bayern de Munique, Juventus x Real Madrid, Borussia Dortmund x Manchester City, dentre outros grandes confrontos possíveis.

Equipes de menor tradição na competição, torcem para não pegarem gigantes europeus. Mas se a sorte não ajudar, o estreante Leicester City, pode acabar enfrentando favoritos ao título, como Bayern de Munique e Real Madrid.

O sorteio vai ocorrer na próxima segunda-feira, 12, às 9 horas da manhã, pelo horário de Brasília.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

Raio-X Brasileirão 2016

palmeiras.jpg

Créditos: Cesar Greco/Agência Palmeiras/Divulgação

O campeonato brasileiro de 2016 vai terminar no próximo domingo, 12, com a 38 ª rodada e com o Palmeiras já campeão. Porém, parte da competição ainda está indefinida, faltando saber quem será o vice-campeão, Flamengo e Santos estão na disputa, definição de 3 das 8 vagas para a Libertadores, lembrando que Chapecoense, Flamengo, Palmeiras e Santos, juntamente com o campeão da Copa do Brasil, Grêmio ou Atlético-MG, tem vaga assegurada na fase de grupos da competição, definição da última vaga para Sul-Americana 2017, com Cruzeiro, Coritiba e Vitória na disputa e o último rebaixado, com o Internacional mais próximo, com 42 pontos, mas com Sport, 44 pontos e Vitória, 45 pontos, também correndo risco.

A competição foi marcada por muita disputa e também por significativas quedas e subidas de rendimento ao longo da competição. Além disso, no Brasileirão 2016, vimos gigantes agonizar e terem campanhas pífias e muitas zebras. No fim, a regularidade acabou sobressaindo e o Verdão conseguiu o caneco.

Cavalos de Tróia

No início do campeonato, dois times se destacaram, Santa Cruz e Internacional.

O santinha voltava à Série A e começou o Brasileirão embalado pelo talento de Grafite, que alegrava os cartoleiros com muitos gols e consequentemente muitos pontos para os seus times virtuais. Mas infelizmente não durou muito, já que após 4 rodadas invictos, o Santa Cruz sofreu 3 derrotas seguidas e se revelou um dos principais candidatos ao rebaixamento, que se consolidou de forma antecipada. A campanha de queda teve apenas 8 vitórias e incríveis 22 derrotas. Além disso, o santinha chegou a ficar 9 jogos sem vitória.

Já o gigante da Beira-Rio, sempre entra no Brasileirão como um dos candidatos ao título. E no começo do campeonato dava pinta de que brigaria por ao menos libertadores. A equipe chegou a liderar algumas rodadas com um desempenho satisfatório. Nas 10 primeiras rodadas foram 6 vitórias, 2 empates e 2  derrotas. Porém, na 11 ª rodada iniciou-se o maior drama já vivido pelos torcedores colorados. Adversário quase imbatível em casa, o Inter só ganhou 9 dos 19 confrontos em seu território. Além disso, a falta de gols fez diferença para uma equipe acostumada a ter goleadores em seu elenco, a equipe tem apenas 34 gols marcados, média de 0,92 gol por jogo, e tenta em seu último respiro, fora de casa, permanecer na Série A. Isso, dentro de campo, já que o clube entrou com recurso no STJD contra o Vitória. Mas no tapetão, acho que só o Fluminense consegue.

Equilíbrio leva à glória

O maior exemplo dessa frase é o campeão Palmeiras. A equipe fez o simples, ganhou 15 das 19 partidas que disputou em casa e ainda arrancou 8 vitórias fora. Perdeu apenas 1 partida em seus domínios, para o Atlético-MG, e foi derrotado apenas 6 vezes, ficando em apenas 16 % das partidas sem pontuar. Outro fator que ajudou a equipe a sagrar-se campeã foi o elenco montado pelo clube, que contou com muitos jogadores e permitiu ao treinador Cuca variar as peças sem perder em qualidade. Com o melhor saldo de gols disparado, +29, o Verdão mostrou sua força ao marcar 60 gols e sofrer apenas 31. O que credencia a equipe a ter o segundo melhor ataque e a melhor defesa da Série A. O equilíbrio apresentado pela equipe se evidencia ainda mais nos 15 jogos de invencibilidade, contra apenas 3 partidas de seca de vitória.

Interinos se afirmam

A dupla carioca, Flamengo e Botafogo, que o digam. O rubro-negro foi obrigado a trocar de técnico, já que Muricy Ramalho teve problemas cardíacos e não pode continuar à frente do clube. Já o alvinegro, se viu obrigado a colocar seu técnico interino à frente da equipe após Ricardo Gomes sair do comando para treinar o São Paulo. Por competência dos dois jovens treinadores, as apostas deram certo e ambos foram efetivados no cargo.

Zé Ricardo conseguiu uma campanha sólida na equipe, levando o Flamengo a sonhar com o título até as últimas rodadas. Porém, no fim da campanha cometeu alguns erros que distanciaram o Mengão do título e acabaram com o cheirinho de hepta, tão falado pela torcida rubro-negra.

Já Jair Ventura, fez o que podemos chamar de resgate das cinzas. O Botafogo começou o campeonato muito mal, mas teve uma recuperação incrível no segundo turno do Brasileirão e graças ao G-4 ter se transformado G-6, ainda sonha com a Libertadores, dependendo apenas de suas forças para ir à competição continental em 2017.

Elenco forte não ganha campeonato

A maior exemplificação disso é o Club Atlético Mineiro. Considerado um dos favoritos ao título, e com um elenco recheado de craques, o galo não conseguiu fazer seus atletas renderem ao máximo. No fim do campeonato ainda teve uma sensível queda de rendimento, o que distanciou a equipe do título brasileiro. Tem na Copa do Brasil sua principal esperança de título em 2016, apesar de ter perdido o primeiro jogo em casa por 3 a 1 contra o Grêmio.

Grandes sem brilho

Equipes que sempre entram com grandes ambições no campeonato, São Paulo, Cruzeiro, Corinthians e Grêmio deixaram a desejar. Os clubes sofreram com a perda de alguns de seus principais jogadores e com isso fizeram campanhas medianas. Os dois primeiros estão nos 10 últimos da Série A, Corinthians e Grêmio passaram boa parte da competição brigando entre o 5 º e 10 º lugar, e com o G-6, viram uma possibilidade de salvar o ano com uma vaga na Libertadores 2017. O Grêmio conta ainda com a possibilidade de ser campeão da Copa do Brasil.

Destaques individuais

No campeonato brasileiro de 2016, alguns atletas se destacaram de forma individual, independentemente da sua situação na tabela. Além da grande temporada que viveu Gabriel Jesus, alguns jogadores se tornaram destaques individuais, fazendo suas equipes dependerem deles para um melhor rendimento.

Botafogo: Camilo- meio-campista de muita qualidade, protagonizou gols bonitos e foi o grande maestro da ascensão do alvinegro carioca. Chamado por seus torcedores de “Camito”, ajudou a equipe de Jair Ventura a brigar pela Libertadores.

Flamengo: Diego- chegou com o campeonato em andamento e se tornou peça  chave para a subida de rendimento da equipe e Éverton- jogador que atua pelas pontas do campo, esteve ausente em partidas do fim do brasileirão e o rubro-negro sentiu a sua falta, respondeu com a falta de vitórias.

Sport: Diego Souza- o veterano e rodado meio-campista parece ter se encontrado. Após pedir dispensa do Fluminense no início do ano, o atleta conseguiu jogar em alto nível pelo Leão e se destacou em meio a uma campanha fraca do Sport.

Vitória: Marinho- famoso pela entrevista em que não sabe que está suspenso: “Ah é? Sabia não, que merda em”, o jogador também se tornou famoso por suas atuações. A equipe baiana sofreu com uma temporada muito fraca, correndo risco de rebaixamento em grande parte da competição, mas graças ao talento de Marinho, além de muitos gols e assistências, conseguiu pontos preciosos, que até agora são suficientes para livrar o Vitória do rebaixamento.

Time ideal do Brasileirão 2016

Goleiro- Alex Muralha (Flamengo): Fez uma boa temporada com o clube carioca, e ganhou a oportunidade de vestir a camisa da seleção brasileira, mesmo que ainda não tenha atuado.

Lateral-direito- Jean (Palmeiras): Jogador experiente e polivalente, voltou a atuar como lateral, após uma temporada de destaque no Fluminense como volante, e não decepcionou. Foi essencial para o título do Verdão e seus gols também ajudaram muito o clube.

Zagueiro- Mina (Palmeiras): O colombiano de 1,95 m, chegou há pouco tempo e já caiu nas graças da torcida. Contribuiu muito com a melhor zaga do brasileirão com seu alto poder defensivo e se destacou por seus gols marcados na reta final.

Zagueiro- Réver (Flamengo): Contratado junto ao Internacional, o xerife rubro-negro chegou com status de reserva, mas rapidamente conquistou sua vaga e terminou a temporada como capitão. O zagueiro foi muito bem e participou ativamente da ascensão rubro-negra com Zé Ricardo. Apesar de algumas falhas, foi muito bem em geral.

Lateral-esquerdo- Zeca (Santos): Jovem lateral, ambidestro, com um elevado poder ofensivo e campeão olímpico. Essas são algumas das qualidades do lateral que foi muito importante para a campanha do Santos até a Libertadores.

Volante- Moisés (Palmeiras): Jogador contratado junto ao América-MG, foi peça chave no esquema de Cuca. Volante moderno, conseguiu dar ritmo e volume de jogo ao Palmeiras e se tornou indispensável. Além disso, foi bem ofensivamente, principais com assistências.

Volante- Thiago Maia (Santos): Outro jogador campeão olímpico, teve papel fundamental na organização da equipe santista, e subiu de patamar ao lado de Lucas Lima. Com apenas 19 anos, tem propostas do exterior, com valores que chegam a 60 milhões de reais.

Meia- Camilo (Botafogo): Foi peça-chave para que o Botafogo conseguisse se recuperar e brigar por Libertadores. Apresentou um futebol convincente e de muita qualidade e mostrou muita técnica e raça.

Atacante- Gabriel Jesus (Palmeiras): De partida para o Manchester City, a jovem promessa teve uma excelente temporada, conquistando uma vaga de titular na seleção brasileira de Tite e já é realidade. Tem muito futebol para continuar brilhando.

Atacante- Fred (Atlético-MG): Após saída conturbada do Fluminense, recuperou seu bom futebol e ganhou a titularidade no galo, deixando Lucas Pratto no banco. É o atual artilheiro do brasileirão 2016, com 14 gols, e desempenhou bem o seu papel de 9.

Atacante- Marinho (Vitória): O atleta conquistou a simpatia de muitos torcedores, mesmo adversários, e nessa temporada conseguiu um excelente desempenho, principalmente no fim do campeonato, se tornando peça-chave para o Vitória conseguir permanecer na Série A.

Técnico- Cuca (Palmeiras): Conseguiu extrair o máximo de seus jogadores, encaixou um elenco inchado e deu coesão tática à equipe. Tem muitos méritos pelo título brasileiro conquistado.

Reservas:

Goleiro- Jaílson (Palmeiras): importante na reta final do brasileirão, substituindo muito bem o ídolo Fernando Prass

Lateral-direito- Victor Ferraz (Santos): atleta experiente, conquistou a titularidade na Vila Belmiro e foi importante no esquema de Dorival Júnior

Zagueiro- Victor Hugo (Palmeiras): Muito contestado por parte da torcida palmeirense, teve uma temporada sólida e conquistou a titularidade. Também teve um bom desempenho ofensivo e encaixou muito bem com Mina.

Zagueiro- Pedro Geromel (Grêmio): Em meio a uma campanha mediana do tricolor gaúcho, se destacou com muita firmeza e consistência defensiva. Foi cotado na seleção brasileira, mas não chegou a ser convocado.

Lateral-esquerdo- Jorge (Flamengo): Uma das mais valiosas do Flamengo nos últimos anos, o jovem se destacou ofensivamente, ganhou a titularidade absoluta e despertou interesse  até de Guardiola.

Volante- Tchê-Tchê (Palmeiras): Veloz e com alto poder de marcação, se tornou peça importante para Cuca e a campanha do título. Além disso, ainda foi importante ofensivamente.

Meia- Diego (Flamengo): Chegou no decorrer da temporada, mas agradou muito e o Flamengo se tornou dependente do atleta. Além de toda qualidade técnica, se tornou uma referência em campo.

Meia- Diego Souza (Sport): O experiente teve uma posição de destaque no campeonato, marcando 13 gols, mesmo com a fraca campanha do Sport.

Atacante- Dudu (Palmeiras): De brigão a capitão. Essa frase define o bom ano de Dudu, que jogou muito em 2016.

Atacante- Willian Pottker (Ponte Preta): Atacante de ofício conseguiu ser referência ofensiva, mesmo com Róger atuando como centroavante. Fez 13 gols até agora.

Atacante- Robinho (Atlético-MG): Recuperou a alegria de jogar futebol e fez a diferença no galo. Apesar de não conseguir levar a equipe ao título, fez a sua parte.

Técnico- Dorival Júnior (Santos): Mesmo com poucos recursos financeiros e perda de jogadores ao longo da temporada, conseguiu levar o time à disputa do título até a rodada 37. Teve muito mérito.

Por Gustavo Pereira

Por que o esporte precisa de ídolos?

rogerioceni.jpg

Não apenas no esporte, mas na vida de um modo geral, precisamos de alguém para nos espelharmos. Isso acontece pois projetamos em algumas pessoas o sucesso ou um modelo a ser seguido. E os ídolos se intensificam ainda mais quando falamos de esporte, já que em geral é um espaço de excessos de sentimento.

No futebol, são várias essas figuras, como por exemplo Pelé, Garrincha, Zico e tantos outros que marcaram época seja com a camisa da seleção brasileira ou com a camisa de seus clubes.

Porém, um dos maiores ídolos brasileiros, não demonstrava nenhuma habilidade com uma bola. Trata-se de Ayrton Senna, mais conhecido e eternizado como Ayrton Senna do Brasil. O piloto de Fórmula 1 marcou época, conquistou 3 títulos mundiais em 1988, 1990 e 1991, e foi vice- campeão em duas oportunidades, 1989 e 1993. O piloto encanta nas pistas e a Fórmula 1 ganhou muitos adeptos por conta de Senna. Mas, infelizmente, o piloto veio a falecer no grande prêmio de Imola, na Itália, em 1 º de maio de 1994, e desde então, a Fórmula 1 perdeu seu ídolo.

Após Ayrton Senna, outros pilotos brasileiros surgiram, casos de Rubens Barrichello (1993-2011) e mais tarde Felipe Massa (2002-2016) e recentemente Felipe Nasr. Barrichello foi o piloto sem título mundial que mais venceu corridas, 11 ao todo e Felipe Massa foi vice-campeão mundial em 2008. Entretanto nunca se tornaram ídolos brasileiros. E essa falta de extrema identificação causa nos torcedores apatia, e no caso, diminuiu-se em grande escala o interesse e a paixão do brasileiro pelo esporte.

Falta de um ídolo causa apatia

Desde antes da Copa do Mundo de 2014, que ocorreu no Brasil, o que se via nas ruas eram torcedores divididos. Para uma parte o resultado do Brasil pouco importava, para outros mais apaixonados, acreditavam que o Brasil poderia surpreender. Mas como assim a única seleção penta-campeã era candidata a surpresa e não favorita?

Um dos principais fatores era a falta de um ídolo. Neymar Jr. foi a principal aposta do Brasil, mas ainda era muito jovem e tinha se transferido recentemente para o Barcelona. Talvez o que tenha faltado era uma ou algumas figuras emblemáticas, que o brasileiro acostumou-se a chamar de “herói”. E não apenas por ter sido campeã, que a figura do herói surgiu no futebol brasileiro. Exemplo disso é a seleção de 82, que mesmo não conquistando o tetra campeonato, encantava com seu futebol e portanto os torcedores se inflamavam ao verem a seleção brasileira jogar.

Após o 7 a 1 a situação se agravou. Dunga foi contratado e o sentimento de desinteresse para com a seleção brasileira só aumentou. Sem grandes glórias, foi demitido e para seu lugar Tite foi contratado. O treinador então iniciou sua saga com descrédito dos torcedores, não por seu currículo (muito vitorioso, diga-se de passagem), mas devido a falta de identificação do brasileiro com a sua seleção. Após retomar um futebol encantador, Tite tem conseguido resgatar o interesse do povo brasileiro em ver o Brasil jogar, seja amistoso ou campeonato, enfim, aos poucos está caminhando para se tornar um ídolo.

O ídolo é maior que o preparo?

Essa pergunta não possui uma resposta certeira, fato é que sempre que um ex-jogador que foi importante para seu clube assume o comando da equipe, os olhos dos torcedores se enchem de esperança. Não sei se pelo que ele já representou, ou pela possibilidade de um ídolo como atleta, ser também um ídolo como treinador.

E essa lógica faz ainda mais sentido quando pensamos nas duas grandes potências espanholas. O Barcelona conta hoje com Luis Henrique como treinador, atleta com passagem regada a títulos no próprio clube da região da catalunha. Já o Real Madrid tem Zinedine Zidane como treinador, outro que teve um passado cheio de glórias pelos merengues. No Brasil o mais recente caso ocorreu no São Paulo. Após um ano decepcionante, com várias trocas de comando, e resultados desastrosos em campo, o São Paulo contratou Rogério Ceni para treinar a equipe. Ceni que até o ano retrasado vivia o dilema de se aposentar ou não, tendo jogado toda sua vida no São Paulo.

Bem, a qualidade técnica desses ex-jogadores como técnicos não está em discussão, porém, é perceptível como a figura de um ídolo tem impacto no esporte. Após a contratação de Rogério Ceni, muitos são-paulinos nem se preocuparam em olhar o currículo de Ceni como treinador de futebol, apenas se lembraram de seu passado recente, regado a glórias e títulos conquistados com o tricolor paulista.

Associação Chapecoense de Futebol

chape

Foto:Agência Brasil (EBC)

Um clube que tem apenas 43 anos de história, mas que ganhou notoriedade ao sair da Série D em 2009 e chegar à Série A em 2014. Além disso, se notabilizou pela campanha na Sul-Americana do ano passado, quando foi eliminada nas quartas-de-final pelo poderoso River Plate (ARG), após perder por 3 a 1 na Argentina e vencer por 2 a 1 na Arena Condá.

Em 2016, a maior glória da Chape. O clube conquistou o campeonato catarinense de 2016, foi eliminado na 3 ª fase da Copa do Brasil pelo Atlético-PR com empates por 0 a 0 em casa e 1 a 1 fora, e então ganhou o direito de disputar sua segunda copa Sul-Americana.

No Brasileirão a Chape Terror fez bonito, conquistou a permanência na Série A com algumas rodadas de antecedência e ainda assim continuou escalando sua equipe principal.

Na Sul-Americana, além de bonito, a Chape fez história!! A equipe ultrapassou todos os seus limites e chegou à final do campeonato após empate por 1 a 1 fora de casa contra o San Lorenzo (ARG) e novo empate por 0 a 0 na Arena Condá.

Tragédia no voo para Medelín (COL)

Porém, a aguerrida equipe não teve a chance de disputar a final. Infelizmente um tragédia causou a queda do avião que transportava 77 pessoas, dentre elas todo o elenco e comissão técnica da Chapecoense, jornalistas e convidados.

Entretanto, cada um daquele voo se tornou um ídolo. Morreram em trabalho, se foram em um momento de auge.

Não há palavras que expliquem o porque, o que fica são os bons momentos que cada um do elenco trouxe ao futebol brasileiro e mundial.

Um ano que tinha tudo para ser incrível para Chape, se tornou horrível. A perda é irreparável.

Que Deus conforte a vida de cada familiar e amigo que perdeu algum ente querido no voo.

#ForçaChape #SomostodosChape

Por Gustavo Pereira

O que aconteceu com o Manchester United?

Resultado de imagem para manchester united mourinho

A tradicional equipe de Manchester, na Inglaterra, foi fundada em 1878, e é conhecida por sua história gloriosa, regada a vários títulos e grandes contratações. Porém, nos últimos anos, os Red Devils (como a equipe é conhecida por seus torcedores) tem deixado a desejar em resultados, e, principalmente, em conquistas. O United manda suas partidas no Old Trafford, que tem capacidade para 76 mil pessoas.

Títulos

O Manchester United é a equipe com mais títulos do campeonato nacional, com:

-20 Barclays Premier League

-12 Copas da Inglaterra (FA Cup)

-4 Copas da Liga Inglesa

-21 Supercopas da Inglaterra

E o segundo clube inglês com mais títulos europeus, atrás apenas do Liverpool, com:

-3 Champions Leagues

-1 Supercopa da UEFA

-1 Recopa da UEFA

Além de conquistar em 2008 o Mundial Interclubes da FIFA.

História

Apesar da fundação em 1878, apenas em 1902 é que o Manchester United iniciou sua trajetória com esse nome, após investimentos do empresário John Henry Davies, que foi presidente do clube até 1927.

Na temporada 1908/1909, o começo de uma história magnífica, com o 1 º título do campeonato inglês e da FA Cup, após contratar jogadores do Manchester City, clube que havia sofrido uma punição por pagar salários acima do teto estabelecidos pela Associação Inglesa de Futebol.

Porém, em 1922, conheceu seu primeiro rebaixamento, confirmando as campanhas ruins que o clube vinha tendo desde o fim da década de 1910. E apenas em 1925 o clube conseguiu o acesso e o retorno à principal divisão do campeonato inglês.

A 2 ª Guerra Mundial veio, e com isso a competição foi interrompida. Mas após o seu fim, o United trouxe o técnico Matt Busby, que tinha construído uma sólida carreira no rival City. E na temporada 1946/1947 os resultados começaram a aparecer, com um vice campeonato inglês. Na temporada 1951/1952, o United volta a ser campeão inglês após 51 anos.

Em 1956/1957 o Manchester surpreendeu. Após 4 temporadas longe dos primeiros lugares, a equipe com média de idade de 22 anos conquistou o campeonato nacional e se tornou o primeiro clube inglês a participar da récem-criada Champions League. Depois disso, o clube se consolidou como grande, tendo apenas mais uma mancha em sua história, outro rebaixamento em 1974.

-Sir Alex Ferguson

Foram 27 anos à frente do Red Devils, e 38 títulos. Antes de sua chegada, o United tinha apenas 7 títulos ingleses, sendo apenas o 4 º maior vencedor, juntamente com Aston Villa. Seu primeiro título veio apenas em 1990, com a conquista da Copa da Inglaterra.

Na temporada 1992/1993, o campeonato inglês muda sua configuração e passa a se chamar Premier League. Desde então, Sir Alex Ferguson se torna uma figura notável, vencendo 13 títulos do novo campeonato nacional. Além disso, Ferguson conquista 2 Champions League em sua passagem pelo clube.

Nessa passagem, vários ídolos surgiram, dentre eles Hughes, Eric Cantona, Andriy Kančelskis, Gary Neville, Paul Scholes, Ryan Giggs, Van Nistelroo, Rio Ferdinand, Van der Sar, Wayne Rooney (que atua até hoje pela equipe) e a fera, Cristiano Ronaldo.

Ao fim da temporada 2012/2013, Ferguson se aposenta e deixa uma lacuna no comando do trdicional Manchester United. Soma-se a isso o principal rival, Manchester City, que há pouco havia sido comprado por um grupo de empresários e começava a dar largos passos para entrar entre os grandes da Inglaterra, posto que antes era destinado apenas a Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United.

Era pós Ferguson

Após a aposentadoria de um dos maiores ídolos da história do Manchester United, Sir Alex Ferguson, David Moyes foi o encarregado de substituir o grande treinador. Mas desde então, os Red Devils não conseguiram voltar à glória, e mais, tem encontrado dificuldades de se qualificar à Champions League. Na última temporada, ficou em 5 º lugar, com 66 pontos, e atrás do seu rival, City.

Um dos clubes mais ricos do mundo

O Manchester United é sempre um time que movimenta muito o mercado de transferências europeu. Sempre com grandes e caras contratações, os Red Devils possuem um grande poder monetário e costumam fazer valer essa riqueza.

Nas últimas temporadas vários craques passaram pelo clube, com Van Persie, Beckham, Tévez, De Gea, entre outros. Além disso, o United se notabiliza por trazer promessas ofensivas a preço de ouro, como Juan Mata, Depay e Martial.

Um levantamento feito pela PR Marketing desde a temporada 2011/12 revelou que o Manchester United é o clube que mais vende camisas no mundo, no período foram 1 milhão e 750 mil peças. Para se ter uma ideia, apenas as camisas de Zlatan Ibrahimovic rendeu aos cofres dos Red Devils mais de 300 milhões de reais.

Problema na defesa

Após a aposentadoria de Rio Ferdinand, um grande problema tem incomodado a todos que acompanham o Manchester United, o sistema defensivo. Vários nomes passaram pela zaga e lateral, mas nenhum com grande destaque. Para se ter ideia da dificuldade defensiva do United, um jogador antes super criticado, o zagueiro Smalling agora é titular absoluto da zaga dos Diabos Vermelhos.

Jogadores considerados promessas como Luke Shaw, Phil Jones e Marcos Rojo nunca conseguiram se firmar na equipe. Darmian é outro atleta que tenta o seu espaço, mas sem muito brilho.

Entretanto, não vemos uma grande contratação de atleta do sistema defensivo, assim como fez recentemente o Manchester City, que também sofria com o mesmo problema, e contratou Mangala e Otamendi.

Expectativa para a temporada

Recém-contratado, o polêmico treinador José Mourinho é um dos destaques dessa equipe. Além dele, foi contratado o jovem zagueiro Eric Bailly, o volante Paul Pogba (contratação mais cara da temporada), o meia-direita Henrikh Mkhitaryan e o famoso atacante Zlatan Ibrahimovic, que veio de graça após ter o seu contrato terminado com o Paris-Saint-Germain.

O elenco conta com grandes jogadores, principalmente do meio pra frente, como Juan Mata, Depay, Martial, o ídolo Wayne Rooney, e a jovem promessa Marcus Rashford, que fez uma grande temporada já no ano passado.

Mas a fraca defesa pode acabar complicando o United que entra como favorito em todas as competições que vai disputar. Mourinho precisa encontrar uma forma de compactar sua defesa e meio-campo, para assim sofrer menos gols e conquistar as vitórias lá na frente.

Premier League: Tem tudo pra brigar pelo título, entra com um time badalado, mas com bons jogadores desmotivados desde as temporadas passadas. Trazer de volta o melhor futebol desses jogadores é uma das maiores missões de José Mourinho.

Além disso, Mourinho abriu mão de Bastian Schweinsteiger, tirando o campeão da Copa do Mundo dos planos para a temporada, e isso pode fazer diferença tanto técnica, como de relacionamentos em Old Trafford.

Apesar de um início de campeonato mediano, com 18 pontos conquistados em 8 partidas, a Champions League é uma obrigação do United pelo elenco que possui e por não ter conseguido a qualificação para essa temporada.

Liga Europa: Os Red Devils não conseguiram vaga na maior competição européia (Champions League), mas há um bom tempo o clube não vence um título europeu. Na teoria não terá grandes dificuldades no caminho até uma semi-final ou final, mas tem de se atentar para as surpresas e possíveis zebras da competição.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

Borussia Mönchengladbach: equipe do passado?

Hoje é dia de falar sobre um dos mais fortes clubes da Alemanha. Com um estádio chamado Borussia-Park (desde 2004, pois antigamente se chamava Bökelbergstadion), que tem capacidade para aproximadamente 54 mil pessoas, o Borussia Mönchengladbach, mais conhecido por seus torcedores como Potros, se localiza a Noroeste da Alemanha, próximo à fronteira com a Holanda, e é a 2 ª equipe com mais títulos da Bundesliga, 5 no total, juntamente com o Borussia Dortmund, sem contar com a chamada “Era Pré-Bundesliga”.

Além disso, os potros conquistaram em sua história 3 Copas da Alemanha (1959/1960, 1972/1973 e 1994/1995) e uma Supercopa da Alemanha (1977).

Fundado em 1900 por uma associação de jovens conhecida como Fussball Club Germania München-Gladbach, o clube alcançou sua primeira glória ao conquistar o título da Copa da Alemanha, na temporada 1959/1960, batendo na final a equipe do Karlshurer por 3 a 2.

Disputar com o Bayern de Munique não é uma tarefa nada fácil, já que os bávaros possuem 25 títulos da Bundesliga, porém a equipe de Mönchengladbach sempre travou belos duelos contra a equipe de Munique, principalmente na década de 70.

Na Bundesliga, fez sua estréia 2 anos após a sua criação (1962/1963), na temporada 1965/1966, e ao lado do Bayern de Munique, praticamente monopolizaram os títulos da década de 70, com 9 títulos para a dupla, em 11 temporadas disputadas.

Década de Ouro 

Se olharmos para a recente história do Borussia Mönchengladbach, talvez possamos estranhar o motivo desse clube ser considerado um dos principais da Alemanha, já que faz mais de 20 anos que a equipe não fatura sequer um título.

Porém, a década de 70 é responsável por grande parte da história de glórias que contempla a equipe da cidade de Mönchengladbach. Nela, o clube se tornou o primeiro a conquistar o bi campeonato da Bundesliga, nas temporadas 1969/1970 e 1970/1971.

Além disso, o Borussia Mönchengladbach ganhou por 3 vezes seguidas a Bundesliga, nas temporadas 1974/1975, 1975/1976, 1976/1977 e foi vice- campeão em outras duas oportunidades (1973/1974 e 1977/1978).

Mas o clube do noroeste alemão não se limitou apenas à Bundesliga, tendo se sagrado campeão em duas oportunidades da Copa da Uefa (atual Liga Europa), nas temporadas 1974/1975 e 1978/1979, e vice em outras duas, 1971/1972 e 1979/1980.

Ainda na década de 70, na temporada 1976/1977, o Borussia Mönchengladbach chegou à final da Liga dos Campeões da Uefa, sendo vencido pelo Liverpool. Os torcedores do clubes da Alemanha e da Inglaterra, respectivamente, criaram desde essa partida um vínculo muito interessante, e atualmente, muitos deles visitam as cidades de Mönchengladbach e Liverpool. Além disso, na cidade alemã é até comum ver torcedores do Borussia Mönchengladbach usando camisas ou cachecóis da equipe inglesa.

Época das “Vacas Magras”

Mesmo com o grande sucesso da década de 70, o clube não conseguiu se equilibrar financeiramente. E o resultado? Precisou vender alguns de seus principais jogadores e não conseguiu repetir os bons resultados da chamada década de ouro.

Com isso, o Borussia Mönchengladbach foi aos poucos caindo de rendimento, deixando de brigar por títulos e passando a brigar na parte inferior da tabela da Bundesliga, até que no fim da década de 90, na temporada 1998/1999, os potros foram rebaixados à 2. Bundesliga, onde permaneceram duas temporadas.

Após esse baque, foi preciso a equipe se reinventar para voltar a protagonizar espetáculos no cenário nacional e internacional. E a solução foi trocar a gestão. Após a construção de um novo estádio, o Borussia-Park, a receita começou a aumentar, e atrelado com uma gestão equilibrada, que se atenta em jovens promessas da base e também de outras equipes afim de movimentar o mercado europeu, o Borussia Mönchengladbach voltou a ser uma equipe de respeito na Alemanha.

E o principal fruto dessa virada de mesa foi na temporada 2011/2012, que a equipe se superou da temporada passada onde tinha ficado em 16 º lugar e se manteve na Bundesliga ao derrotar o Bochum nos play-offs, e conseguiu uma heroica 4 ª colocação e classificação para os play-offs da Champions League, encerrando um jejum que durava 38 anos.

Com destaque para alguns jogadores como o goleiro Marc-André ter Stegen, o zagueiro Dante e o meio-campista Marco Reus, que renderam um bom lucro para o clube de Mönchengladbach.

Desde então os potros conseguiram boas classificações nas temporadas seguintes, com exceção do 8 º lugar na temporada 2012/2013, o Borussia Mönchengladbach veio em uma crescente, alcançando classificação para os play-offs da Europa League (2013/2014) e duas classificações para a Champions League (2014/2015 e 2015/2016).

Na temporada 2014/2015, a equipe conseguiu um 3 º lugar na Bundesliga, indo direto para a fase de grupos da Champions League. E na temporada atual, 2015/2016, os potros se qualificaram para a fase de grupos após vencerem a equipe Young Boys por 9 a 2 no placar agregado (3 x 1 fora de casa e 6 x 1 em casa).

Comandados pelo goleirão da seleção suíça Yann Sommer, o belga Thorgan Hazard, irmão mais novo de Eden Hazard e o pelo meia-atacante brasileiro Raffael, a equipe busca fazer mais uma boa Bundesliga e uma classificação para as oitavas de final de Champions League em um grupo difícil, que tem Barcelona-ESP, Manchester City-ING e Celtic-ESC como adversários do clube alemão.

Movimentação do mercado europeu

A principal chave do sucesso atual do clube de Mönchengladbach é a intensa movimentação no mercado de transferências, onde o clube consegue boas cifras vendendo alguns de seus principais jogadores, porém conseguem trazer peças de reposição que não deixam o clube cair de rendimento.

Exemplos de atletas recentemente vendidos, além dos exemplos citados acima são Kramer, Kruse e Xhaka. Kramer saiu por empréstimo, mas já retornou ao clube; Kruse que foi para o Wolfsburg; e a principal fonte de renda proveniente de uma venda foi o suíço Granit Xhaka, contratado junto ao Arsenal por um valor de 30 milhões de libras.

Mas como forma de equilibrar a equipe, peças importantes foram contratadas nesses últimos anos, e deram qualidade à equipe dos potros, casos do brasileiro Raffael, Lars Stindl, Thorgan Hazard e o promissor zagueiro suíço, Nico Elvedi, de apenas 19 anos.

Projeção para a temporada

O elenco do Borussia Mönchengladbach é muito bom, com vários jogadores que atuam por suas seleções e tem tudo para brigar por mais uma classificação na Champions League via Bundesliga. Já na fase de grupos da Champions, a equipe deve travar um forte duelo com o Celtic, mas deve passar em 3º lugar em seu grupo, o que credenciaria a equipe a disputar as fases finais da Liga Europa.

Para isso, conta com alguns bons jogadores experientes, casos do centroavante suíço Josip Dmric, de 24 anos, do brasileiro Raffael, 31 anos, que em entrevista para o Globoesporte.com dada em 2015, brinca que teria vaga na seleção (merecida, tendo em vista o futebol apresentado nas duas últimas temporadas) e de dois alas de velocidade e alto poder ofensivo, que são o sueco Oscar Wendt, 30 anos e o guineano Ibrahima Touré, 28 anos.

Além disso, alguns jovens atletas podem se destacar nessa equipe, casos de Nico Elvedi, zagueiro titular da equipe e considerado um dos melhores zagueiros sub 20 atuando na Alemanha e de Mahmoud Dahoud, que já atuou esse ano pelo play-off da Champions League, contra o Young Boys, e que é um jovem meio- campista de 20 anos, com muita qualidade com a bola nos pés.

Por Gustavo Pereira