De volta a São José dos Campos, Didi consegue se estabelecer como treinador em São Paulo

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(Após duas temporadas no Mogi das Cruzes, Didi volta ao São José dos Campos)

Assim que saiu de Juiz de Fora, em 2014, Marcus Vinícius, mais conhecido como Didi rumou para o São José dos Campos, local onde iniciava sua trajetória como treinador de base em São Paulo, sua primeira experiência longe de casa.

De 2014 até agora muita coisa mudou na vida do treinador. Se transferiu do São José dos Campos para o Mogi das Cruzes, conquistou títulos e medalhas importantes, e o mais importante, se estabeleceu no mercado de base mais competitivo do Brasil, o voleibol de São Paulo.

Em 2016, à frente do Mogi das Cruzes, Didi foi campeão dos jogos regionais, com direito a uma vitória na final sobre o São José dos Campos por 3 sets a 1, vice-campeão dos jogos abertos e 4º colocado no campeonato paulista sub-21. No total foram 6 campeonatos disputados durante sua passagem por Mogi, com 5 medalhas conquistadas.

Velho novo desafio

Após duas temporadas além das expectativas, Marcus Vinícius recebeu uma proposta para retornar à equipe do São José dos Campos, que está reestruturando sua equipe profissional, mas continuou investindo em sua base, mesmo a despeito do fim da equipe profissional em 2015/2016.

Didi acumulará os cargos de assistente técnico da equipe profissional e técnico do juvenil e se mostrou muito confiante para essa nova temporada que vai começar em 2018.

“Eu saí de São José com o dever por cumprir, faltando algo…E agora eu tenho essa nova chance de fazer diferente, deixar meu nome na história do clube. Eu tô afim de trabalhar muito, tô muito animado, até porque eu vou ter um contato direto com a equipe adulta, mas também com a base, então é um retorno muito positivo.”

Sobre a sua projeção acerca da temporada 2018, motivação define:

“Nós vamos jogar os jogos regionais e abertos, os jogos da juventude divisão especial e a Taça Prata, buscando o acesso à Superliga B. O objetivo é chegar às finais e disputar medalhas em todas as competições que disputarmos.”

Sobre o tempo que está em São Paulo, Didi disse que conseguiu ir muito além do voleibol de base, e ao longo dos anos foi adquirindo muita bagagem:

“Em São Paulo há um rotina muito forte de competições, com muitos jogos, viagens, o que me possibilitou uma experiência muito boa. Eu conheci muita gente tanto em São José, quanto em Mogi, fiz muitas amizades. Além disso, trabalho no clube de campo em que tenho a oportunidade de dirigir uma equipe feminina, e também em uma equipe de medicina da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), o que acrescenta em muito no conhecimento e troca de experiência.”

Entretanto, Marcus Vinícius ainda sente saudades de Juiz de Fora:

“Sinto muita falta de Juiz de Fora, pois é uma cidade acolhedora, que eu gosto demais, enfim, da minha família, dos meus amigos. E são eles que me dão forças para continuar aqui, principalmente da minha mãe, que depende de mim.”

E não descarta um retorno à sua cidade de origem:

“Bem, eu procuro viver o momento. As coisas tem andado bem aqui em São Paulo, mas nunca fecharia as portas para voltar a trabalhar em Juiz de Fora, seja com o vôlei, ou com outra coisa, ainda quero voltar. Mas no momento, e enquanto eu tiver gás, pretendo continuar por aqui e dar retorno por onde eu passar.”

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(Reprodução Didi: Visita de Didi ao seu ex-atleta, Wagner, que está no Santa Croce-ITA)

Didi lembra ainda que celebra muito poder ver alguns de seus ex-atletas vingando no vôlei nacional e até internacional, como por exemplo Wagner, atleta que está atualmente no Santa Croce, da primeira divisão italiana, e que desde pequeno foi treinado por ele:

“É muito gratificante que atletas que passaram por minhas mãos estarem hoje no voleibol profissional. Eu procuro manter o contato com eles e é muito bom saber que fui importante para o sucesso de cada um deles. Creio que isso nos motiva também a continuar nesse caminho, de buscar formar novos atletas, mesmo com algumas desavenças e atritos.”

Por Gustavo Pereira

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Univolei feminino pede passagem

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Que o vôlei é uma potência em Juiz de Fora todos nós sabemos. Basta lembrar de diversas personalidades que saíram da cidade para o Brasil e o mundo.

Entretanto essa paixão vai além do profissionalismo, atingindo também a classe amadora, que faz do voleibol um lugar de lazer, interação, produção de conhecimento e ainda proporciona experiências únicas para seus praticantes.

Nesse caminho, a equipe feminina do Univolei vem ganhando cada vez mais destaque em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, já que em apenas 1 ano, conquistou praticamente todos os troféus que disputou, e criou um DNA vencedor, que segue os padrões da equipe masculina, que desde 2015 vem ganhando títulos importantes no voleibol amador.

Desde a criação do Univolei feminino foram 6 campeonatos disputados com 5 títulos e 1 vice- campeonato, dentre eles a Liga Zona da Mata e a Copa Tabajara.

Vinícius Ribeiro que é um dos criadores do Univolei masculino e também do feminino destacou que essa foi uma ideia de duas ex- jogadoras de vôlei na base de Juiz de Fora, Ingrid Tagliati e Fernanda Campos e que ajudou a amadurecer a ideia.

“O projeto começou com a Ingrid e a Fernanda montando a equipe com meninas que já tinham jogado vôlei de base ou até mesmo profissional, e depois o projeto cresceu, com a participação de jogadoras dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e até São Paulo”.

Vinícius ressalta entretanto a força que o projeto ganhou:

“Com essas meninas que vieram de fora, mais a adesão de ex-atletas de Juiz de Fora, ocorreu um intercâmbio para fortalecer a equipe. Com isso, a equipe cresceu rapidamente”.

Fernanda Campos, capitã do Univolei, lembra que a criação do projeto da equipe feminina partiu de conversas com Vinícius Ribeiro, até que foi possível ser viabilizado.

“Falei com o Vinícius sobre criar um time feminino e no início ele se mostrou relutante, devido as dificuldades. Mas propus ajudá-lo, e com isso começamos a jogar alguns campeonatos menores, a chamar meninas de Juiz de Fora e também de fora para jogar, e assim nasceu a equipe feminina”.

Ingrid Tagliati é outra atleta do Univolei que está desde o início do projeto:

“Estou na Equipe feminina do Univolei desde o começo do projeto. É excelente a oportunidade de continuar jogando um esporte que sempre fez parte da minha vida! Esse projeto nos dá a oportunidade de construir novas amizades, conhecer lugares diferentes e, competir em alto nível do vôlei amador”.

Ingrid destacou ainda a importância de se investir no voleibol feminino em uma cidade como Juiz de Fora:

“O projeto está crescendo cada vez mais, isso é ótimo para o esporte em Juiz de Fora e região! O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Copa Zona da Mata

Campeonato que tem parceria com a Federação Mineira de Juiz, a Liga Zona da Mata foi vencida pelo Univolei em uma campanha praticamente perfeita, já que venceu mais de uma vez todas as equipes adversárias.

Ingrid Tagliati destacou a dificuldade da competição e a alegria por ter vencido mais esse campeonato.

“A Copa Zona da Mata foi um campeonato de muita qualidade. Tivemos muitos jogos decididos em detalhes! As equipes contavam com ótimas jogadoras! É muito bom ter um campeonato assim em Juiz de Fora, pois são poucas as competições de vôlei feminino organizados na cidade”.

Já Fernanda Campos, enxergou o título como uma possibilidade de dar visibilidade ao projeto:

“Ganhar a Zona da Mata foi muito importante pra gente, para mostrar que somos capazes, e principalmente mostrar essa capacidade para com as meninas de Juiz de Fora mesmo, que ganharam confiança. Além é claro de ajudar na divulgação do nosso nome”.

Univolei feminino como referência no voleibol amador

O que começou como um projeto de reunir amigas e ex-jogadoras de vôlei está tomando proporções cada vez maiores, já que o Univolei feminino tem conseguido resultados expressivos, e com isso tem ganhado notoriedade no cenário regional.

Ingrid destacou ainda o espaço que a equipe amadora abre para o voleibol feminino:

“O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Já Fernanda destaca a reunião de ex-atletas do cenário juiz-forano para formação de uma família.

“O melhor é poder reunir diversas meninas que já jogaram juntas e que apesar da idade, permitem o convívio dentro de quadra e também fortalece a relação fora de quadra. E juntando isso tudo, os títulos estão vindo, o que é o melhor!”

Fernanda ainda projeta voos mais altos para o Univolei feminino, como uma possível participação em campeonatos maiores como o JIMI e até mesmo a Superliga B feminina.

Vinícius Ribeiro vai no mesmo caminho, vislumbrando a participação do Univolei feminino em novas competições: “Só nesse 1 ano de projeto nós ganhamos 5 títulos e conseguimos montar uma equipe forte, que nos permite sonhar com voos mais altos, com a disputa de campeonatos maiores, principalmente devido a boa recepção que o voleibol feminino tem na cidade”.

Por Gustavo Pereira

Com muita vibração, Zóio vai ganhando a Europa

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Apesar de jovem, Dhionathan Willyan da Silva, mais conhecido como Zóio, tem 25 anos, 1.90 de altura, e muita história no mundo do vôlei. O ponteiro começou a sua trajetória no Bonja/Mantac/Joinville, passou pelas categorias de base e se profissionalizou pelo antigo Medley/Campinas (hoje Vôlei Renata), e teve ainda passagens Atibaia, Chapecó, Voleisul e Bento Vôlei até chegar à cidade de Juiz de Fora, para atuar no JF Vôlei, em 2015.

O jogador que chegou para disputar a temporada 2015/2016 chegou como uma jovem promessa, mas foi ganhando seu espaço na equipe e além de terminar a temporada como titular, foi um dos destaques da equipe na disputa da repescagem que garantiu ao JF Vôlei a permanência na elite do voleibol brasileiro.

“Juiz de Fora me ajudou muito por estar jogando uma Superliga e estar jogando contra equipes fortes e de grande nível, pude evoluir e crescer muito com os jogos e também cresci muito e aprendi muito com a comissão técnico e jogadores”, destaca Zóio que lembra com carinho dessa temporada.

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Começo de carreira e consolidação

Entretanto nem tudo veio fácil na vida do atleta. Apesar de não ser muito alto para sua posição, o ponteiro precisou aprimorar ainda mais alguns fundamentos como o passe/defesa e o salto, para conseguir fazer frente aos gigantes do vôlei. Dhionathan lembra que sempre buscou dar o seu melhor por onde passou: “Eu na verdade sempre quis e fiz tudo que pude pra jogar, fiz peneiras em clubes ainda quando era juvenil, mas o que mais determinou foi a força de vontade e a persistência”

O atleta ressalta que algumas pessoas foram muito importantes para sua carreira e que sem elas ele não talvez não teria chegado onde está hoje.

“Tudo que conquistei até hoje, devo primeiramente aos meus pais pelo suporte, apoio e por acreditarem no processo mesmo nos momentos mais difíceis. Devo muito também aos meus primeiros técnicos dos projetos de Joinville pela base e disciplina que me deram e pelo incentivo e força que dão até hoje”

Lesão e volta por cima

Zóio lembra que passou momentos difíceis em sua carreira e que precisou buscar forças para superar seus problemas e testar seus limites:

“Pra maioria dos atletas os piores momentos são os que acontecem as lesões e comigo não foi diferente. Quando estava no Bento/Vôlei tive uma bursite no ombro, que graças a Deus não foi grave, mas que me impedia de fazer os principais movimentos do voleibol. Isso durou 2 meses de recuperação”

Mas para ajudá-lo a dar a volta por cima, o atleta de 25 anos conta que se inspira em personalidades marcantes tanto no mundo esportivo, como também em empresários que venceram barreiras para alcançarem o sucesso:

“No vôlei tento me inspirar em grandes jogadores como Murilo Enders e Giba que são da mesma posição que jogo. Tenho bastante admiração também por alguns atletas de outras modalidades e empresários que superam grandes obstáculos na vida”

Após a lesão no Bento Vôlei, Dhionathan voltou a treinar ainda mais forte e no começo da temporada seguinte recebeu a chance de atuar pelo JF Vôlei, que o projetou para o cenário internacional. “Tive muitos momentos felizes até hoje. Um deles foi em Juiz de Fora mesmo, quando consegui ajudar a manter o time na Superliga A”

Após uma excelente temporada, o atleta recebeu sua primeira proposta internacional, para atuar pela 2 divisão italiana, no Rinascita Lagonegro e buscou agarrar essa oportunidade. Mais uma vez foi protagonista na liga italiana e se tornou ainda mais conhecido no mercado europeu: “O último ano na Itália foi muito importante, tive experiências boas que agregaram muito na minha carreira”

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Da Itália para Espanha

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Agora as metas são outras. Dhionathan Zóio foi contratado pelo Urbia Voley Palma na Espanha e seu principal objetivo é defender importantes títulos conquistados por um dos maiores clubes de voleibol no cenário espanhol.

“Esse ano o desafio é diferente, manter o time campeão da Superliga Espanhola e da Copa do Rei. No dia 1 de Novembro vamos disputar a final da Supercopa da Espanha, que vai ser um grande desafio também e estamos preparados”

Zóio está muito feliz no país e se vê mais preparado e consolidado como atleta profissional: “O melhor momento é o que estou vivendo aqui na Espanha, no Urbia Voley Palma, mais maduro e com mais bagagem.”

Dhionathan está muito confiante para a atual temporada e ainda projeta seu futuro no vôlei:

“Tenho certeza que vai ser uma ótima temporada aqui na Espanha, com muitos desafios e aprendizado. O foco agora são os objetivos da equipe Urbia Voley Palma. Os próximos passos dependem dos acontecimentos e do mercado do voleibol, mas tenho em mente me manter por alguns anos na Europa”

Por Gustavo Pereira

Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira

Corinthians vence a Taça Ouro e fica com a última vaga da Superliga A 2017/2018

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A Taça Ouro ocorreu em General Severiano, casa do Botafogo, entre os dias 11 e 13 de agosto, e com 7 pontos, o Corinthians/Guarulhos conquistou o título da competição e a vaga para a Superliga A da próxima temporada.

A competição inicialmente teria 7 equipes, entretanto, 3 delas desistiram da disputa e a vaga ficou entre Botafogo, Caramuru/Castro, Corinthians/Guarulhos e Rádio Clube/AVP. Pelo regulamento, todos jogavam contra todos e o maior pontuador asseguraria a vaga para a Superliga.

Dentre as ausências, destaca-se o Clube Jaó, de Goiânia, que foi vice-campeão da Superliga B, Upis, de Brasília, dentre outras equipes que disputaram a Superliga B.

A outra curiosidade ficou por conta da presença do Corinthians/Guarulhos, que utilizou o CNPJ da extinta equipe do São Bernardo e conseguiu disputar a Taça Ouro mesmo sem ter jogado a Superliga B.

Taça Ouro para o Corinthians

Com um plantel estrelado, digno de Superliga A, o Corinthians teve poucos meses na montagem do seu elenco, que se iniciou após o término da Superliga 2016/2017, mas com um projeto ousado liderado pelo líbero Serginho, ex-Sesi, foi rápido na captação de atletas a nível nacional e internacional, e se tornou protagonista em uma disputa desleal contra 3 equipes que contam com orçamentos enxutos e sequer chegaram à final da Superliga B.

Nomes como o próprio Serginho; dos centrais Sidão e Riad, ex-Sesi; do levantador Rodrigo Ribeiro, ex-JF Vôlei; do oposto Rivaldo ex-Brasil Kirin; do ponteiro Bruno Canuto, ex- New Mater Volley (campeão da série A2 da Itália); do ponteiro Sérgio Félix, ex- / Maringá; entre outros, foram contratados pelo Corinthians/Guarulhos para disputa de apenas 3 jogos.

Com uma derrota de 3 a 2 sofrida contra o Caramuru/Castro e duas vitórias sobre Rádio Clube/AVP e Botafogo, o Corinthians/Guarulhos terminou com 7 pontos e terminou em 1 º lugar a Taça Ouro.

A tendência agora é de que grande parte do elenco permaneça, já que a Superliga era o maior objetivo da equipe. Como montou um plantel forte e com um bom poder de fogo, o Corinthians fez valer o favoritismo e venceu a Taça Ouro.

De um outro lado, mais uma vez notou-se a desorganização da CBV, que mais uma vez desvaloriza totalmente a Superliga B, deixando apenas uma vaga da Superliga por meio dessa competição, que é bem mais longa, organizada, e conta com mais equipes, e acaba cedendo as pressões de equipes que possuem recursos financeiros e que forçam a entidade a realizar um torneio de poucas equipes, poucos jogos, mas que contemple o favorito.

Por Gustavo Pereira

 

JF Vôlei para os Juiz-Foranos?

Após uma temporada além das expectativas, onde o JF Vôlei conseguiu a classificação para os play-offs da Superliga 2016/2017, a indefinição volta a tomar conta da equipe juiz-forana.

Até agora pouco se sabe sobre a equipe de Juiz de Fora, que apesar de já ter confirmado sua participação nos campeonatos mineiro e Superliga 2017/2018 e ter renovado sua parceria com o Sada Cruzeiro, não há notícias sobre quais atletas permanecerão no elenco. Dentre as renovações, a única garantida é a do técnico Henrique Furtado, que vai permanecer em Juiz de Fora mais uma temporada.

Perdas para a temporada

Apesar de não ter confirmado nenhum atleta para a próxima temporada, o JF Vôlei liberou todos os seus atletas para fecharem contratos com outras equipes caso recebam propostas.

Como a maioria das equipes já vem se reforçando, a equipe juiz-forana já perdeu alguns de seus destaques para o mercado. O oposto Renan Buiatti, maior pontuador da primeira fase da Superliga, fechou com o Sesc-RJ, o levantador Rodrigo Ribeiro foi para o Corinthians e o central Rômulo será aproveitado pelo Sada Cruzeiro em seu elenco principal.

Além disso, outros experientes jogadores do elenco como o ponteiro Ricardo Júnior, o líbero Fábio Paes e o central Diego Almeida ainda não tiveram seus contratos renovados.

Opção viável

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(Tatinho, Maycon Leite, Laerte Stroppa, Tárik Pereira e Wagner Pereira, todos jogaram em Juiz de Fora durante boa parte de suas categorias de base)

Juiz de Fora é notadamente uma cidade cheia de talentos no mundo do vôlei, não obstante, revela diversos nomes para o cenário nacional e até internacional. Entretanto, o JF Vôlei é uma das únicas equipes que não possui um trabalho de base que possa gerar frutos à equipe principal.

Recentemente equipes como Minas Tênis Clube e Campinas sofreram com cortes de verbas de seus patrocinadores e com isso tiveram que recorrer à base. No Minas, equipe conhecida por possuir uma base forte, a fórmula deu certo, e o elenco formado por muitos jovens conseguiu um bom resultado na Superliga 2016/2017. Além disso, algumas promessas, como o juiz-forano Felipe Moreira Roque, despontaram no time e conseguiram a titularidade, além de notoriedade no cenário nacional.

Pensando nisso, uma opção para o JF Vôlei é se voltar para o mercado interno, de modo a reforçar a sua equipe e não gastar muito para isso. Exemplos recentes mostram que a equipe não costuma dar muito valor aos prata da casa, como por exemplo:

-O oposto Felipe Moreira, que sequer atuou pelo JF Vôlei e hoje é um dos destaques do Minas;

-O líbero Tatinho, que após defender a equipe juiz-forana por várias temporadas na Superliga, inclusive sendo titular na campanha de permanência do JF Vôlei na repescagem da temporada 2015/2016, não teve seu contrato renovado e passou a temporada 2016/2017 sem clube;

-O ponteiro Pedro Londero, de 20 anos, que atualmente se encontra no São José Vôlei e que precisou sair ainda cedo de Juiz de Fora devido a falta de uma equipe de base competitiva que o projetasse para o voleibol profissional;

-O levantador Tárik, 21 anos, que já atuou pelo JF Vôlei, mas nunca teve a chance de mostrar seu jogo. O levantador está no mercado após ter sido titular da equipe do Monte Cristo (Goiânia) na Superliga B 2016/2017 e ter sido um dos destaques do time;

-O central Diego Almeida, que esteve no elenco 2016/2017 mas atuou em poucas partidas, ganhando mais minutos de jogo apenas no fim da temporada. O atleta é experiente, com passagens por equipes do Brasil e Espanha e poderia dar uma confiança a mais para os jovens.

No fim de agosto inicia-se a temporada 2017/2018, com a disputa do campeonato mineiro, e com isso, vale a pena dar uma olhada nos talentos juiz-foranos que podem ter um excelente custo-benefício tanto dentro quanto fora de quadra.

Por Gustavo Pereira

A Itália é sua Wagner!

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(Foto: Reprodução Facebook/ Wagner Pereira recebendo troféu Viva Vôlei pelo Bento Vôlei)

O jovem atleta Wagner Pereira da Silva, nascido em Mar de Espanha (MG) está de malas prontas para a sua primeira temporada em solos estrangeiros, defendendo o Santa Croce, da Série A2 da Itália, após passagem de destaque pelo Bento Vôlei.

Wagner tem 24 anos, 1,97 metros e joga como oposto. Iniciou a sua carreira em Mar de Espanha, passou por Paraíba do Sul, mas foi em Juiz de Fora, defendendo o Granbery, que o atleta foi projetado como jogador profissional. Wagner soma passagens por Sesi-SP, Santo André, Montes Claro e Bento Vôlei, clube pelo qual disputou a última Superliga 2016/2017 e foi o maior pontuador da equipe.

O oposto tem ainda passagens pelas seleções brasileiras de base, e conquistou, entre outros títulos, a Copa Pan-Americana Sub-23, em Reno (EUA), em 2015. Wagner disputou também o Campeonato Mundial de Seleções Sub-23, em Dubai, Emirados Árabes.

Sobre o que mais lhe motivou a se tornar profissional, Wagner lembra da época em que esse era apenas um sonho:

_”Objetivo, força de vontade. Sempre corri atrás do que eu queria. Sempre assistia a final da superliga, e um dia eu queria jogar também uma superliga, daí fui me dedicando pra chegar aonde eu cheguei”

Sobre a experiência na seleção brasileira de base, o agora oposto do Santa Croce ressaltou o crescimento que teve:

_”Comecei a me tornar um outro jogador depois que passei pelas seleções de base. Comecei a ver o vôlei de outra forma, ter experiências internacionais que me ajudaram muito, tive uma vivencia muito boa. Comecei a competir contra jogadores tão bons quanto eu da mesma idade e até mais novos. Isso me fez dar muito valor ao esporte, sofri na pele algumas vezes, fui cortado da seleção 2 vezes porque outros jogadores naquele momento tiveram muito mais “culhão” do que eu”

Wagner ainda falou sobre uma frase que carrega consigo:

_”Não esqueço até hoje o que meus técnicos na seleção falavam, não só comigo, mas com o grupo, é uma das lições mais importante e que levo comigo: – Você tem que matar um leão por dia, infelizmente o esporte é assim

O oposto ainda lembrou das dificuldades até chegar a se tornar profissional, e das pessoas que lhe ajudaram:

_”Olha se eu for ficar falando nomes fico ate amanha (risos), tantas pessoas já passaram na minha vida e me ajudaram tanto, sempre por onde eu passo faço amigos que querendo ou não me ajudaram de certa forma ou com uma palavra ou um conselho. Mais isso tudo só foi possível graça aos meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram. E, principalmente, me incentivaram! De onde eu venho nada e fácil, sempre tive que correr atrás pra conseguir algo, meus pais foram o alicerce que fez com que eu seguisse em frente”

Sobre seu ídolo, Wagner não titubeou:

_ “Sempre fui fã do Andre Nascimento pelo vôlei que ele jogava e por ser canhoto, tive a oportunidade de conhecer ele e de trabalhar ao lado dele no Montes Claros, fiquei mais fã ainda”

Wagner também lembrou do seu pior momento da carreira:

_”Eu estava vindo de um momento muito bom, tinha voltado da seleção sub-23 muito confiante no meu trabalho, tanto que viajei com a seleção pro mundial e fui campeão da copa Pan nos USA. Quando voltei ao Montes Claros, não estava conseguindo exercer o mesmo voleibol, era cobrado constantemente, tentei seguir uma linha de raciocínio que não era a minha, tentei ser um jogador que eu não sou, comecei a jogar sem meu sorriso no rosto sem poder de certa forma me divertir dentro da quadra. No meio disso tudo tive que fazer uma cirurgia inesperada na bexiga que me fez sair do vôlei, e isso me fez perder tudo, tudo o que você pode imaginar. O brilho nos meus olhos foi embora, minha vida profissional não era mais a mesma nem a pessoal. Quando saí de lá senti um peso saindo das costas”

Mas ressaltou que a oportunidade de ter ido para o Bento Vôlei o fez recuperar seu bom voleibol.

_”No time do Bento Vôlei tive a oportunidade de jogar, as coisas começaram a acontecer, eu tive liberdade de ser quem eu era dentro de quadra, de poder sorrir, me divertir, sem perder a responsabilidade consegui mostrar pra mim mesmo e pra todo mundo o que eu sou capaz de fazer”

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(Foto: Reprodução Facebook / Wagner em ação pelo Bento Vôlei)

Sobre a temporada, Wagner lembra que ficou entre os 10 maiores pontuadores da Superliga e ressaltou:

_”Essa temporada foi mérito do meu trabalho, quem me via treinando pode falar melhor do que eu, me dediquei muito para conseguir essa marca que tive na temporada, Bento Vôlei me deu a oportunidade de voltar ao mundo do vôlei, eu não podia decepcionar eles e nem perder essa oportunidade, com o passar das rodadas eu sentia que a equipe confiava mais e mais em mim, todos me cobravam e me davam conselhos, os troféus Viva Vôlei que consegui foram graças a eles, tanto que quando eu recebi o primeiro Viva Vôlei até chorei, porque ele representava tudo o que eu tinha passado, toda a volta por cima que eu estava dando na minha vida”

Por fim, Wagner Pereira projetou sua primeira temporada fora do Brasil:

_”Essa temporada vai ser muito importante pra mim, vai consolidar ainda mais tudo o que eu venho fazendo. Estou de mente aberta e muito motivado pra essa nova jornada, sei que não vai ser nada fácil, mas estou determinado. Tenho meus objetivos pessoais e ainda sonho em ir pra seleção principal. Para isso, quero me destacar na Itália, e aprender muito mais, para um dia ter a oportunidade de representar o meu pais novamente”

Por Gustavo Pereira

 

 

Ingredientes que fazem da final da Superliga Masculina 2016/2017 o melhor jogo do ano

No próximo domingo, 07 de maio de 2017, será disputada às 10 horas da manhã a final da Superliga Masculina 2016/2017 em jogo único, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. E não por acaso, as duas equipes de melhor campanha na atual temporada duelam pelo título.

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(Duelo entre as equipes no dia 18 de fevereiro de 2016)

O Sada Cruzeiro iniciou o ano sem dois dos seus principais nomes, o oposto Wallace e o central Éder, que não puderam continuar na equipe devido ao ranking de pontos da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Mas a equipe mineira rapidamente se movimentou e trouxe dois reforços importantes para suprir as perdas: o oposto Evandro (que voltou da Europa) e o central cubano Simon.

Já o Funvic Taubaté se aproveitou do fato da equipe do Sada/Cruzeiro ter ultrapassado o limite de pontos segundo o ranking da CBV e com isso trouxe o oposto Wallace e o central Éder. Além disso, a equipe contratou o ponteiro Lucas Lóh, que saiu do Brasil Kirin para o Taubaté, e o líbero Mário Júnior, que veio do rival São José dos Campos, todos para serem titulares da equipe.

Ingredientes para uma final histórica

Desde os últimos anos, as duas equipes vem se destacando no cenário nacional devido ao sucesso de seus projetos. O Sada/Cruzeiro é o atual tricampeão da competição e bi campeão do Mundial de Clubes, e o Taubaté só vem melhorando seu desempenho, com isso, não resta dúvidas que atualmente, o Funvic Taubaté é considerada a equipe capaz de bater o Sada/Cruzeiro. No segundo turno da fase de grupos da Superliga, o Taubaté foi o único time a bater o Sada/Cruzeiro, por 3 sets a 0, porém o Sada poupou os seus titulares por já estar classificado para os play-offs da competição.

Fatores que deixam o jogo mais emocionante

1 º- As duas equipes possuem nomes recorrentes na Seleção Brasileira.

Pelo lado do Sada, o levantador Willian, o central Isac e o oposto Evandro são presenças certas nas convocações da Seleção, o líbero Serginho é outro nome que já frequentou a seleção, além disso, o ponteiro Leal se naturalizou brasileiro e é considerado uma das principais apostas para o futuro próximo da seleção.

Pelo lado do Funvic Taubaté, nomes como o do ponteiro Lucarelli e do oposto Wallace parecem hoje incontestáveis na Seleção Brasileira, e outros nomes como os do central Éder e do ponteiro Lucas Lóh, vira a mexe aparecem entre os selecionados. Além deles, o líbero Mário Júnior coleciona diversos campeonatos e títulos pela Seleção Verde e Amarela.

2 º- Ambas as equipes vem com força máxima para a final.

Diferentemente do Sesi-SP que tinha o ponteiro Douglas Souza voltando de lesão, Sada Cruzeiro e Taubaté mostraram por que sobram nas quadras pelo Brasil, não só na bola, mas também fisicamente, já que seus jogadores mostraram um bom condicionamento físico e as duas equipes tiveram poucas lesões ao longo do campeonato.

3 º- A lei do ex

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(Wallace e Éder vão enfrentar pela primeira vez em uma final o Sada/Cruzeiro, ex-time dos dois atletas)

Mesmo que os atletas tenham compreendido o motivo pelo qual tiveram que sair do Sada/Cruzeiro (devido ao ranking da CBV), o oposto Wallace e o central Éder são possíveis nomes para fazer valer a lei do ex, e vencerem o Sada/Cruzeiro em pleno Mineirinho. Wallace por exemplo participou dos 4 títulos do Cruzeiro na história da Superliga, e acabou tendo que sair da equipe pela porta dos fundos.

No lugar do atleta a diretoria do Sada/Cruzeiro optou por ficar Willian e Isac.

4º- O projeto do Funvic Taubaté precisa vingar.

É inquestionável que o Taubaté vem crescendo de produção nas últimas Superligas. Mas mais do que isso, vem investindo forte em sua equipe, e essa é uma ótima hora para que esse retornou seja dado dentro de quadra.

O elenco conta com nomes badalados e para que essa equipe consiga se consagrar na história da Superliga, precisam desse título. Nomes como do central Otávio começam a ser avaliados na seleção e com o título da Superliga sobre o atual tricampeão, tanto Otávio quanto Lucas Lóh e Éder podem pedir passagem na nova fase da Seleção Brasileira após a saída de Bernardinho.

5 º- Por outro lado, o Sada Cruzeiro quer provar que é soberana na Superliga e que seu planejamento vem dando muito certo. Em uma Superliga onde grande parte das equipes conviveu com dificuldade financeira, projetos como o do Sada/Cruzeiro que são desenvolvidos mais a longo prazo, precisam destacar e mostrar sua força dentro de quadra.

 

Univolei é exemplo de profissionalismo no vôlei amador juiz-forano

A cidade de Juiz de Fora sempre teve tradição no voleibol. Atletas como Giovane Gávio, André Nascimento, entre tantos outros saíram de Juiz de Fora para disputar Superliga e até mesmo chegar a seleção.

Para além disso, a cidade vem se mostrando apaixonada pelo esporte, e esse sentimento tem se intensificado com o JF Vôlei, que há anos disputa a Superliga, principal campeonato de voleibol em âmbito nacional.

A torcida juiz-forana sempre comparece em bom público e em muitas oportunidades tem lotado o ginásio da UFJF.

Mas não é apenas o vôlei profissional que faz sucesso em Juiz de Fora. O esporte tem ganhado notoriedade e participação de forma amadora. Pela cidade é possível jogar voleibol em vários pontos da cidade e várias equipes vem sendo montadas a partir do voleibol amador.

Um dos principais exemplos de que o vôlei amador é levado a sério em Juiz de Fora é a equipe Univolei.

Projeto Univolei

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Um dos criadores da equipe, Vinícius Ribeiro falou do início do projeto:

“A equipe foi formada no início do ano de 2015, por ex-atletas da UFJF e Clube Bom Pastor  e também novos talentos, situado na cidade de Juiz de Fora e também através de seleção para cada competição de acordo com as necessidades”

Logo no primeiro ano de criação (2015), os resultados começaram a vir. A equipe rodou várias cidades da Zona da Mata mineira e conquistou 8 títulos (Copa Verão, Copa Tabajara, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira, Copa Amagrama, Jogos Universitários de Cataguases, Copa Aiuruoca e Copa Sesi).

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Em 2016 a equipe fortaleceu o seu projeto, e contando com alguns patrocinadores, conquistou mais 8 títulos (foi bi-campeão da Copa Verão, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira e Copa Sesi, e venceu o Jopan etapa Olaria, Copa Super Four, Copa Cascatinha e Copa 3 Rios), além de ter sido vice-campeã da SuperCopa de Matias Barbosa.

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Além da equipe masculina, o Univolei incorporou a equipe feminina e em sua primeira temporada ganhou 4 títulos (Taça Juiz de Fora, Copa Barbacena, SuperCopa de Matias Barbosa e Copa Super Four.

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Em 2017, Vinícius Ribeiro projetou um ano de resultados positivos e de um crescimento ainda maior do Univolei. A equipe já disputou três campeonatos, sendo campeão da Copa Pequeri, vice-campeão da Liga São Vicente e 3 º colocado na 3 ª Taça Juiz de Fora.

Para além de um time amador

O Univolei tem se destacado não apenas dentro de quadra, mas também fora dela. A equipe realiza um projeto social no Instituto Aviva, que leva um pouco de alegria e voleibol para a criançada.

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Laerte Stroppa é um dos vários atletas da equipe e na temporada 2015/2016 chegou a ser inscrito na Superliga pelo JF Vôlei. O estudante de direito e jogador nos tempos vagos falou da importância do vôlei amador, mais especificamente do Univolei, que permitiu a ele essa oportunidade.

“Desde novo eu treinava vôlei e pensei até em me profissionalizar, mas só em 2015 que voltei a disputar campeonatos e aí surgiu a oportunidade de jogar a Superliga, que é o principal objetivo de quem quer ser jogador, e o Univolei me ajudou a chegar lá.”

Felipe Moreira: O juiz-forano de 19 anos que já é titular do Minas.

felipe roque(Foto: Arquivo pessoal Felipe Roque)

Em entrevista exclusiva, o juiz-forano Felipe Moreira Roque, de apenas 19 anos, contou um pouco sobre a sua temporada no Minas Tênis Clube, suas ambições para o futuro e sobre a reestruturação do Minas após a perda de seu principal patrocinador. O oposto que iniciou sua carreira no Clube Bom Pastor/UFJF e se transferiu para o Minas ainda nas categorias de base, já tem experiência em campeonatos de alto nível, já que disputou o mundial da categoria sub-19 pelo Brasil.

O Minas Tênis Clube é uma das equipes mais antigas e tradicionais do voleibol nacional. A equipe disputou todas as edições da Superliga de Vôlei e já conquistou 4 títulos da competição (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2006/2007), além de ter sido vice-campeão outras 3 vezes (2004/2005, 2005/2006, 2008/2009).

Desde a década de 90, a empresa de telefone Telemig Celular, que depois foi comprada pela Vivo, foi a principal patrocinadora da equipe masculina do Minas, mas ao fim da última temporada essa longa parceria chegou ao fim e o Minas teve de procurar um novo patrocinador principal, o que obrigou a equipe a apostar em jovens talentos da base e poucos reforços pontuais para a temporada 2016/2017.

A equipe perdeu muitas peças como o oposto cubano Escobar, o levantador Everaldo, os ponteiros Everaldo e Raidel e o líbero Lucianinho. E para repor essas perdas contratou outro oposto cubano, Yordan Bisset, os ponteiros Mão e o experiente Samuel, que retornou à equipe, e o levantador Thiago Gelinski.

Devido a demora na definição do novo patrocinador principal, Felipe contou que o projeto do Minas de utilização dos atletas da base teve de se intensificar, já que a equipe só teve verba suficiente para contratar algumas peças em posições chaves para dar mais experiência e rodagem ao time.

Sobre o modo que a diretoria conduziu ao preparar os jovens para a composição do elenco principal, o oposto Felipe Roque afirmou que acabou sendo um processo natural:

Felipe: “O minas quer voltar às antigas tradições de usar membros da base na ponta , e com isso eles dão todo o suporte técnico para que os jovens consigam ganhar seu espaço”

Logo no início da Superliga, parecia que o Minas não conseguiria manter o nível de competitividade das temporadas anteriores, já que a equipe começou oscilando muito, principalmente com derrotas em casa para o Brasil Kirin por 3 a 1, e para o JF Vôlei por 3 a 0. Felipe justificou que a oscilação se deu principalmente devido a algumas ausências:

“No início da Superliga ocorreram várias lesões , e com isso o time quase nunca estava completo . Com a recuperação de todos o time titular pode se estabilizar nos jogos”

Mas conseguiu se recuperar a tempo e terminou a fase classificatória em 6 º lugar, com 34 pontos, 12 vitórias e 10 derrotas. Agora enfrenta o Sesi-SP nas quartas-de-final, com o primeiro jogo marcado para o dia 18 de março, às 14:10 de tarde, com transmissão da Rede TV.

O jovem Felipe Roque, de 19 anos, e 2,06 metros de altura, foi uma das peças importantes para essa arrancada do Minas, já que o oposto cubano Bisset passou boa parte da temporada lesionado e o jovem talento agarrou sua oportunidade, sendo um dos destaques do time. O atleta que também atua pela seleção brasileira de base, destacou a importância de ir bem em sua primeira Superliga.

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(Foto: Blog Saída de Rede)

“Essa é a minha primeira Superliga , é uma experiência completamente nova pois nunca tinha jogado um campeonato desse nível”

E ainda projetou o seu futuro próximo no voleibol:

“Ainda tenho que melhorar em muitos aspectos, eu penso em evoluir a cada dia para ser um jogador completo . Assim podendo me estabilizar no mercado do vôlei”

Sobre o que esperar do Minas nas quartas-de-final, contra o Sesi-SP, Felipe destacou que a equipe está preparada para representar a história e tradição que o Minas tem na Superliga.

“A gente tem treinado e estudado muitos nossos adversários e com certeza vão ser jogos duros . Então pode esperar muita dedicação e foco para os play-offs”

O juiz-forano Felipe Moreira Roque terminou a primeira fase da Superliga como o 20 º jogador que mais pontuou na Superliga, tendo marcado 213 pontos. Em sua equipe, apenas o central e capitão Flávio pontuou mais vezes, 218 pontos.

Por Gustavo Pereira