Boas perspectivas para o JF Vôlei

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(Foto: Olavo Prazeres)

É só falarmos as palavras Juiz de Fora e Esporte para qualquer brasileiro, que é impossível não fazermos boas associações de nomes juiz-foranos que se destacaram em âmbito nacional. Tal fama vai além do nível nacional, alcançando o mundo, títulos mundiais, olímpicos e de campeonatos nacionais e estrangeiros.

No entanto, apesar de ser uma cidade reconhecida como formadora de talentos, no ano de 2018 os apaixonados pelo esporte local sofreram duros golpes com o voleibol, já que foram obrigados a ver o JF Vôlei cair para a Superliga B após vários anos disputando a principal competição em âmbito brasileiro.

O time de voleibol sofreu com a escassez financeira durante uns 2, 3 anos, e com uma equipe muito jovem não conseguiu se segurar na primeira divisão do voleibol. A campanha foi muito abaixo da média, com apenas 8 pontos e 3 vitórias, 11 a menos que o Ponta Grossa/Caramuru, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

E agora? 

Para a temporada 2018/2019, o JF Vôlei se reestruturou tanto no elenco como na gestão financeira, já que enfim conseguiu parcerias com grandes empresas por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e está montando até agora uma equipe novamente muito jovem para a disputa da Superliga B, com o jogador mais velho tendo apenas 22 anos.

No entanto, esse elenco é muito diferente da equipe que vinha sendo cedida pelo Sada Cruzeiro, já que conta com atletas de pouca idade, mas que já possuem maior rodagem nas principais competições adultas do Brasil, casos do levantador Tárik Bellini, que já disputou uma Superliga A com o próprio JF Vôlei, e duas Superligas B com o Monte Cristo de Goiânia, do ponteiro Anthony Gabriel, que disputou a última Superliga A pelo Ponta Grossa Caramuru e do central Symon Lima, que jogou a última Superliga B pela Upis/Brasília.

Além disso, o elenco agora está sendo construído com o que a diretoria julga importante, e não é apenas a partir da administração de jogadores, como vinha sendo nas duas últimas temporadas, em que atletas visivelmente abaixo da média tinham diversas chances, e que o treinador era diretamente vinculado ao próprio Sada Cruzeiro.

Expectativa

Com um elenco muito jovem, o primeiro passo da diretoria tem sido o de dar rodagem aos atletas. Para isso, provavelmente o JF Vôlei vai disputar tanto o campeonato mineiro como também o campeonato carioca, o que implica em mais gastos, mas que também possibilita um melhor entrosamento, bem como permite ao novo treinador, Marcos Henrique do Nascimento, a achar seu time ideal para a disputa da Superliga B.

Apesar do uma equipe jovem, a Superliga B é sempre um campeonato muito intenso, com vários jogos em um relativo curto período de treinamentos. Portanto, a juventude pode ser utilizada como um fator positivo na perspectiva do maior vigor físico, mas também pode acabar sendo um ponto negativo em situações de extrema pressão.

Após um duro golpe para o juiz-forano, que já estava acostumado a ver o JF Vôlei jogando contra os gigantes do voleibol, agora é um momento de recomeço e que exige muito trabalho para que o retorno à Superliga A possa vir o quanto antes.

Por mais, boa sorte ao JF Vôlei nessa nova jornada!!

Por Gustavo Teixeira

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Superliga do Sudeste

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Que o Brasil é um país de níveis continentais, todo mundo sabe. Logo, o mais lógico era que os grandes campeonatos esportivos contemplassem as várias regiões do país, o que seria uma ótima forma de representar as mais diversas culturas presentes por aqui, certo?

Na prática, o que ocorre faz com que essa lógica seja totalmente refutada. Se pegarmos os principais esportes nacionais, e aí rapidamente tentarmos nos lembrar dos times protagonistas desses esportes, inevitavelmente pensaremos em muitas equipes do Sudeste, talvez uma ou outra do Sul… E só!

Pegando como exemplo a Série A do Brasileirão 2018, temos 11 equipes do Sudeste, 5 do Sul, e 4 do Nordeste. Se formos mais afundo nessa análise, das 5 do Sul, apenas Grêmio e Internacional costumam ser protagonistas a nível nacional, na região Nordeste, salvo exceções, as equipes costumam brigar para não cair.

Levando esse mesmo pensamento para o voleibol brasileiro, a situação se agrava, e muito!

Protecionismo? Panelinha? Reflexos da sociedade?

Sempre que falamos de voleibol, nos vem à cabeça que é um esporte em geral elitista. Não vemos redes de vôlei montadas em qualquer lugar por aí, e na escola, normalmente é o esporte que poucos sabem jogar ou tem interesse de aprender.

Além disso, é um esporte que exige uma técnica muito apurada, e demanda muita paciência, tempo e por vezes dinheiro, para que os jovens atletas consigam aprender como jogar vôlei.

A partir dessas demandas, bem como a cultura de esporte elitista que o voleibol acabou ganhando, torna-se necessária a reflexão: Por que a Superliga A, principal campeonato nacional, tem sua maioria esmagadora de times provenientes da região Sudeste.

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Se pegarmos a última edição da Superliga A (2017/2018), tivemos 12 equipes. Dentre elas, 9 da região Sudeste e 3 da região Sul. Olhando a classificação, a equipe da região Sul mais bem classificada foi a Lebes/Gedore/Canoas, oitava colocada.

A última equipe que não vem da região Sudeste a ser campeã da Superliga é o CIMED, que conquistou 4 títulos entre as temporadas 2005/2006 e 2009/2010 (ano do último título). A equipe do CIMED, no entanto, encerrou suas atividades no ano de 2012, quando foram retirados os investimentos da equipe de Florianópolis.

Por que só os projetos do Sudeste tem continuidade?

Desde umas duas temporadas atrás, diversas equipes tem reclamado de forma veemente sobre as dificuldades de se manterem na Superliga A. Os motivos são principalmente falta de patrocinadores, que muitas vezes ficam por poucas temporadas no projeto, e por falta de resultados muito expressivos acabam retirando os investimentos; e o pensamento da CBV de buscar o lucro exacerbado, não se importando com os clubes e seus gastos.

O resultado? A Superliga se encontra em um momento muito crítico, em que várias equipes garantem a permanência na primeira divisão dentro das quadras, mas fora delas não conseguem cumprir as exigências da CBV, e com isso acabam encerrando suas atividades ou se auto-rebaixando, a fim de recomeçar. Exemplos disso não faltam… Principalmente fora da região Sudeste…

E o mais recente deles é o do próprio Lebes/Gedore/Canoas, que anunciou que não terá condições de disputar a edição 2018/2019, abrindo mão de sua vaga na Superliga. A equipe do Sul do país se encontra com muitos débitos e diante do não cumprimento dos compromissos financeiros de um dos patrocinadores, teve que se auto-rebaixar.

O Copel Maringá, outra equipe do Sul do país, vem capengando há várias temporadas, sempre terminando nas duas últimas colocações, e permanecendo na Série A justamente devido a falta de condições de outras equipes de continuarem na Superliga. Vale lembrar que o Maringá tem o levantador Ricardinho, que por toda sua história, ainda consegue captar recursos.

O terceiro representante do Sul na temporada 2017/2018, Vôlei Caramuru, ainda tem pendências financeiras da última temporada, e não tem sua permanência na Superliga A assegurada, apesar da expectativa positiva da diretoria dos paranaenses.

A questão financeira dos estados pode até interferir, entretanto o grande problema é que o voleibol atual sobrevive dos grandes empresários e patrocinadores, e como a região Sudeste possui maior visibilidade, os investimentos costumam se concentrar.

Entretanto, uma boa iniciativa seria um pensamento de expansão de territórios por parte da CBV, incentivando de forma mais ativa os campeonatos regionais, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Outra possibilidade era uma maior procura de equipes de regiões periféricas por leis de incentivo ao esporte. Mas essa é uma iniciativa muito particular de projetos que surgem e às vezes não se mantém por falta de patrocínio.

E por último, é necessário que a CBV diminua esse protecionismo, principalmente na Superliga A, que favorece cada vez mais os projetos já fortificados, e além de não incentivarem, ainda desmotivam muitas das equipes de participarem das principais divisões do voleibol nacional.

 

Uma aventura de menino que se tornou um sonho de gente grande

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(Imagens cedidas: Arquivo pessoal de Pedro Londero)

Nascido em 1997, e com apenas 21 anos, Pedro Londero é mais um exemplo de jovem que precisou amadurecer muito cedo, já que saiu de casa com apenas 17 anos, rumo a São José dos Campos, onde teria a oportunidade de buscar a realização de seu sonho: se tornar atleta profissional de voleibol.

Pedro que é ponteiro, e tem 1,90 m, lembrou as dificuldades da decisão de sair de casa e tentar a sorte no estado de São Paulo, reconhecido por possuir os campeonatos de base mais disputados do Brasil, e um grande celeiro de revelações para o nível nacional:

“Inicialmente, tomar a decisão foi difícil, pois desconhecia a realidade do esporte em outro estado, mesmo ouvindo vários relatos e opiniões de amigos que já tinham vivido o momento que eu estava para viver. Além disso, pensar em sair e morar sozinho, em outra cidade, longe dos pais e da família era apostar alto nessa decisão. No entanto, ao chegar na cidade e vivenciar o esporte de forma muito mais intensa e exigente, me senti feliz, pois percebi que ali era o melhor lugar para evoluir e ter oportunidades para crescer dentro do esporte.”

O ponteiro do São José dos Campos lembrou ainda do seu período de adaptação à sua nova realidade, quando chegou ao clube em 2015:

“Foi um processo lento e intenso, principalmente se tratando da intensidade dos treinos, jogos, e a convivência diária com o grupo. A responsabilidade veio, apesar de um pouco mais tarde, junto com a maturação como atleta, e a maior compreensão da importância do meu esforço pro sucesso do meu futuro. Acredito que esse processo de adaptação durou por volta de uns 6 meses, mas considero que foram meses essenciais pra mim.”

Voltas do esporte

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(Pedro Londero em atuação pelos profissionais do São José dos Campos em 2017)

Pedro Londero lembrou ainda do momento mais difícil para a equipe, quando após ter ficado em 8º lugar na Superliga 2015/2016, o que lhe garantiu a disputa das quartas-de-final da competição, o São José dos Campos não conseguiu viabilizar a permanência na principal competição nacional, e acabou com a equipe profissional:

“A queda da equipe foi um ponto marcante e muito negativo, pois com isso ocorreu a perda significativa de investimentos na estrutura, bem como uma maior dificuldade de inserção em uma equipe adulta profissional em um projeto que eu estava começando a caminhar. Haja vista que tendo um projeto adulto local na cidade que já eu estava atuando, ficaria mais fácil para mim ter oportunidades no profissional, por já ter a confiança da comissão técnica.”

No entanto, após um ano sem equipe profissional, em 2017 o São José dos Campos retomou o projeto de ter uma equipe na categoria profissional, o que também deu um fôlego a mais para o ponteiro Pedro Londero, que passou por essa experiência complicada, mas que se manteve nas categorias de base do São José mesmo com as inseguranças e possibilidades de menor visibilidade do seu desempenho.

Assim como todo atleta das categorias de base, foco é uma palavra-chave, já que não é possível caminhar sem estar fixado nos objetivos de um dia chegar ao profissionalismo. Com Pedro não foi diferente, principalmente ao passar por bons e maus momentos em meio à sua caminhada:

“Por incrível que pareça, o meu melhor e o meu pior momento ocorreram na mesma temporada, no ano de 2017. O time foi muito bem formado, com um elenco bem equilibrado, impossibilitando a formação de um time titular absoluto, já que nos treinos o time sempre sofria variações visando altura, volume de jogo, passe ou ataque. E no início das competições eu não vinha conseguindo mostrar o meu melhor nos treinos, e com isso acabei ficando de fora dos primeiros jogos da temporada. Essa fase foi muito difícil, pois me vi perdendo minha maior oportunidade no ano, a mais importante para um atleta, que é a transição para o nível adulto.”

Nesse momento Pedro Londero se viu em uma sinuca de bico, onde só ele poderia virar o jogo, e voltar a ocupar um espaço de destaque. E foi isso que ele fez:

“Logo após esse período inicial de uns 4 meses, com o início do treinamento do time adulto, eu me esforcei ao máximo para conseguir meu espaço dentro da equipe titular juvenil, ganhando visibilidade e passando confiança aos treinadores. E dessa forma, essas circunstâncias adversas do início da temporada, e minha vontade de melhorar, me projetaram para a participação nos jogos do time adulto, que começaram a ocorrer principalmente no Paulistão.”

O ponteiro lembra que foi aí que recuperou sua confiança e se viu motivado a alçar voos mais altos:

“Fiz ótimas atuações contra grandes times como: Sesi-SP, Taubaté e Corinthians Guarulhos, gerando maior experiência, e melhorando meu nível de jogo. E assim cheguei na minha melhor fase da carreira até hoje, em que tive participação total nos jogos da equipe juvenil, fazendo boas partidas, e além disso, ainda consegui estar presente de forma constante nos jogos da categoria adulta, entrando em quase todos os jogos.”

Títulos e conquistas

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(Passagem pelas categorias infanto e juvenil renderam várias conquistas a Pedro)

Algo importante na carreira de todo atleta, seja ele amador ou profissional, é a conquista de títulos e medalhas, o que lhe torna mais conhecido e reconhecido, e o motiva a buscar sempre mais e mais troféus e medalhas.

E nesse quesito o ponteiro Pedro Londero não tem do que reclamar. Apesar de ter apenas 21 anos, o atleta soma muitas conquistas importantes tanto em Juiz de Fora, onde iniciou sua carreira no voleibol em 2008 e permaneceu até 2014, quanto no São José dos Campos, onde terminou sua formação nas categorias de base e se tornou profissional.

-Granbery (Juiz de Fora):

5 vezes campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG): Etapas microrregional, regional e estadual em 2009 ), e etapas microrregional e regional em 2010;

Campeão da Copa Minas Tênis Clube em 2013, com premiações individuais de melhor passe e MVP da competição.

-São José dos Campos:

2015- Vice- campeão dos Jogos Abertos da Juventude, categoria infanto; vice- campeão da Taça Prata Paulista, categorias infanto e juvenil.
2016 – Campeão dos Jogos Abertos da Juventude de São Paulo, categoria juvenil; vice- campeão dos Jogos Regionais de São Paulo, categoria adulto.
2017 – Vice campeão dos Jogos Regionais Juvenil de São Paulo; 3° lugar da Taça Ouro do Paulista Juvenil; vice- campeão dos Jogos Abertos de São Paulo Juvenil 1ª divisão; 3º lugar da Taça Prata, categoria adulto
Para além das conquistas de medalhas e trofeús, Pedro recorda com muito carinho do seu início em São José dos Campos:
“Uma história marcante pra mim foi a semifinal da Taça Prata em 2015, pelo infanto, já que a decisão era em 2 jogos e perdemos o primeiro de 3 sets a 0 para o Ibirapuera, e no segundo jogo, jogando em casa, não só ganhamos os três sets seguidos, e devolvemos o 3 sets a 0, como também vencemos o Golden set e avançamos para final. Esse foi uma partida muito emocionante, pois apesar dos 4 sets a 0, saímos com a vitória em parciais apertadas. E foram partidas como essas que me fizeram ainda mais apaixonado pelo esporte.”
Projeção para o futuro
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(Pedro com a camisa 3 em partida pelo profissional do São José dos Campos)
Após ter se desenvolvido nas categorias de base, Pedro tem agora um novo desafio: se consolidar como atleta profissional em um mercado que só se fecha, e provar o seu valor a nível nacional.
E no que depender dele, todos os esforços serão feitos para a realização de suas metas:
“Meu maior sonho no vôlei é estar jogando e evoluindo em uma equipe adulta profissional, principalmente de Superliga A. Além disso, também penso em atuar no exterior, conhecer culturas novas, times novos, e ganhar um bom dinheiro para me estabilizar financeiramente e também ser respeito profissionalmente”
Ainda sem ter renovado seu contrato com a equipe profissional do São José dos Campos para a temporada 2018, Pedro aguarda propostas para definir seu futuro no esporte.
E em sua entrevista, o nome de Pedro Londero foi citado, juntamente com os nomes de Tárik e Diego, os três juiz-foranos, como atletas chave para o prosseguimento do projeto do Juiz de Fora Vôlei.
Nesse caminho, Pedro tem mantido a forma, e segue analisando a melhor opção para o seu futuro no voleibol profissional.
Por Gustavo Teixeira

 

Recomeçar é preciso

Após uma temporada com mais baixos do que altos, dificuldades financeiras e elenco muito jovem, JF Vôlei sofreu muito na temporada 2017/2018, e com o rebaixamento à Superliga B, precisa se reinventar!

Na temporada atual a equipe foi a lanterna, com apenas 8 pontos conquistados, e uma campanha de 3 vitórias e 19 derrotas. A equipe juiz-forana só ganhou do Copel Maringá, duas vezes, por 3 sets a 2 fora de casa, e 3 a 0 em casa, e do Minas Tênis Clube fora de casa, por 3 sets a 2.

Ou seja, a equipe conquistou 7 dos seus 8 pontos com vitórias, e apenas 1 por derrota por 3 sets a 2, fora de casa contra o Sesc-RJ. E nas outras 18 derrotas o JF Vôlei sofreu um 3 a 0 ou 3 a 1.

Elenco jovem

A princípio poderíamos justificar o baixo desempenho da equipe de Juiz de Fora pelo elenco jovem e pelo baixo orçamento financeiro, já que o próprio Maurício Bara afirmou que o time passa por dificuldades financeiras desde a temporada 2016/2017, quando firmou uma parceria com o Sada Cruzeiro.

No entanto essa não é exatamente uma desculpa para o desempenho abaixo da equipe do JF Vôlei, já que na temporada passada o time passou pelos mesmos problemas e conseguiu uma histórica classificação para as quartas de final da Superliga, comandados por Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro, e municiados pelo líbero Fábio Paes.

O que ocorreu na temporada atual foi um descuido na montagem do elenco, que ficou muito focado na juventude e se esqueceu de dar oportunidades para atletas que tem identificação com a equipe e poderiam fazer um bom trabalho por aqui.

Se pegarmos como comparação o elenco da temporada 2016/2017, temos Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro como os mais valorizados, tanto que foram para equipes que subiram recentemente da Superliga B, e que prometem investimento pesado para alcançar em breve o topo, como Sesc-RJ e Corinthians, respectivamente. De fato era impossível segurar esses atletas, devido ao assédio de equipes com maior investimento. Só que o JF Vôlei acabou não conseguindo repor bem essas duas posições, e tanto o oposto venezuelano Emerson Rodriguez, quanto o levantador Felipe Hernandez, alternaram bons e maus momentos na temporada, e contribuíram para a queda de desempenho do time.

Além disso, outros jogadores como o líbero Fábio Paes e o central Diego, que jogaram mais de uma temporada pelo JF Vôlei, acabaram dispensados da equipe em prol da renovação do elenco, e para seus lugares foram utilizadas duas opções que já estavam na temporada passada, Juan Méndez para líbero, e Rômulo e Bruno como centrais. Só que os jovens sentiram o peso de uma Superliga A, e acabaram prejudicando o desempenho do coletivo em alguns jogos, até porque no vôlei a experiência faz diferença, tanto psicológica como também na resolução dos jogos.

Como ponto positivo, o JF Vôlei contou com o ponteiro Leozinho, fenômeno das categorias de base, e que carregou a equipe em muitas partidas. Só que não ter ninguém para dividir a responsabilidade pesou sobre o jovem, o que fez com que seu rendimento fosse caindo ao longo da temporada.

Reconstrução e recomeço

Agora a equipe vai precisar se reinventar na Superliga B se quiser retornar à elite do voleibol nacional.

As muitas temporadas na Superliga A foram muito positivas para Juiz de Fora, mas o recomeço chega em um bom momento, já que a diretoria da equipe espera contar com apoio financeiros de leis estaduais e/ou federais de incentivo ao esporte, o que pode impulsionar novamente o projeto JF Vôlei.

Uma boa forma de reconstrução é voltar a valorizar os atletas locais, algo que o projeto foi perdendo na medida em que se via pressionado a se manter na elite do voleibol nacional.

Nomes como o do líbero Fábio Paes (que contribuiu para o acesso do Ribeirão Preto para a Superliga A e deve continuar na equipe), do central Diego (atualmente sem clube), do levantador Tarik (que atuou na Superliga B pelo Monte Cristo) e do ponteiro Pedro Londero (que atua pelas categorias de base do São José e que é visto com muito potencial) precisam ser analisados com carinho pela diretoria do JF Vôlei, por serem da casa, ou por possuírem um vínculo forte com Juiz de Fora.

Além disso, para o comando da equipe é possível pensar no nome do Marcus Vinícius, conhecido como Didi, e que trabalha há algumas temporadas no voleibol de São Paulo, e tem como especialidade as categorias de base, o que poderia auxiliar até mesmo na montagem de um elenco barato e com jovens promissores e com muito potencial de desenvolvimento.

Não podemos esquecer que o JF Vôlei já perdeu a oportunidade de contar com grandes nomes da região como os opostos Wagner, atualmente no Santa Croce, da Itália; Felipe Roque, atualmente no Minas Tenis Clube; e o central Maycon Leite, atualmente no Palavollo Molfetta.

Nesse momento de recomeço é necessário o JF Vôlei retornar à mentalidade do início do projeto, e voltar a crescer pouco a pouco, para voltar forte para a Superliga A.

Por Gustavo Teixeira

Superliga de Vôlei e o abismo entre equipes

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Com a fase de grupos próxima do fim, com 18 jogos já tendo sido disputados, mais uma Superliga de voleibol vai chegando à fase de play-offs e com isso podemos ter uma noção mais clara sobre o papel de cada equipe na Superliga.

Na temporada 2017/2018, assim como nas últimas temporadas disputadas, vemos muita pouca mudança em questão de classificação, com o Sada Cruzeiro na ponta da tabela, Taubaté e Sesi-SP tentando chegarem próximos do nível técnico da equipe mineira, equipes tradicionais no esporte como Minas e Campinas se firmando no G-8, mas sem conseguirem bater de frente com o poder econômico do pelotão da frente e outras várias equipes apenas sobrevivendo à competição, tentando não serem rebaixadas, e com muito esforço, beliscando uma vaga nos play-offs.

Como exceção à regra temos a equipe do Sesc-RJ. Entretanto essa exceção se dá por conta do elevado poder econômico do clube, somado à experiência e influência de Giovane Gávio, que montou uma equipe forte desde a temporada passada e agora está entre as potências nacionais.

Além do Sesc-RJ, podemos colocar o projeto do Corinthians/Garulhos com relativo sucesso. Em seu primeiro ano na Superliga A, a equipe que conta com vários jogadores experientes, puxados pelo líbero Serginho, consegue “fazer o seu”, ganhando jogos mais fácies, e fazendo duros jogos contra equipes mais fortes.

De resto podemos ver em muitos clubes o reflexo da CBV, equipes sem muita verba, com muitos jogadores jovens, e por vezes desorganizadas dentro e fora de quadra, focadas em permanecer na elite do voleibol brasileiro a despeito dos cortes de orçamento que lhes atingem ano após ano.

Mas ninguém parece se preocupar com o fato de que o líder Sada Cruzeiro possui 48 pontos em 18 jogos e o lanterna, JF Vôlei, possui apenas 5 pontos, seguido de muito perto pelo Copel/Maringá, que tem 7, e só permaneceu na Superliga A na temporada atual pois não havia outras equipes com situação financeira que lhes possibilitassem disputar o maior campeonato de voleibol do Brasil.

Histórias provavelmente se repetirão

O voleibol nacional tem se tornado basicamente mais do mesmo, em que as ricas e poderosas equipes massacram as pequenas, algumas tentam sem muito sucesso fazer frente aos grandes, e no fim já sabemos que o campeonato começa mesmo nas semi-finais, quando normalmente do 1º ao 4º lugar disputam o título da competição, tendo como brecha uma ou outra zebra que ocorre entre os jogos de 4º x 5º e 3º x 6º.

Além disso, as mesmas equipes vão brigar para não caírem até o fim da competição. No entanto, já sabem que se conseguirem apenas dar continuidade ao projeto, as chances de permanecerem na Superliga A, mesmo em último ou penúltimo lugar, são muito grandes. Sem contar que infelizmente parece que tem se tornado regra o fato de a cada temporada uma equipe se desmoronar e não ter mais condição de disputar o principal campeonato da CBV.

É preciso repensar essa situação, não tirando o mérito de equipes e projetos bem consolidados e que trabalham duro como Sada Cruzeiro, Sesc e Taubaté, mas dando mecanismos que possibilitem às outras equipes que disputam a Superliga A se tornarem mais competitivas, permitindo inclusive as surpresas e trocas de hegemonia.

Enquanto isso, o interesse da Confederação Brasileira de Voleibol parece ser apenas em continuar com a organização (ou desorganização) de seus campeonatos e em esperar que os talentos do voleibol surjam naturalmente nas equipes, chegando ao serviço a seleção brasileira em todas as suas categorias, afinal, o Brasil se tornou também o país do voleibol.

Por Gustavo Pereira

As muitas voltas do esporte: Um pouco da carreira de Tarik Bellini

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(Tarik Bellini em ação pelo Monte Cristo)

Com apenas 21 anos, o atual levantador do Monte Cristo (Goiânia), Tarik Bellini Pereira do Valle, 1,86 m, já passou por muita coisa dentro do voleibol, e hoje é mais um jovem que busca o seu espaço no reduzido mundo do esporte.

Natural de Juiz de Fora, Tarik iniciou ainda pequeno no voleibol, juntamente com seu irmão mais velho, Octacílio Netto, que jogou várias Superligas pelo JF Vôlei, e passou por todas as categorias de base até o profissional. O atleta sempre teve seu talento reconhecido dentro das quadras, e por isso atuou também em equipes de Juiz de Fora como o Clube Bom Pastor e Granbery, como também fez parte de sua transição da base para o profissional em reconhecidos clubes do cenário nacional como o Campinas, hoje Vôlei Renata, tradicional equipe brasileira, e o São José dos Campos, que possui uma base muito sólida e já disputou várias Superligas.

Títulos e conquistas pessoais

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Tarik conseguiu se destacar desde cedo em uma posição muito difícil e que exige muita precisão: a de levantador. Seu talento ajudou e muito na conquista de muitos títulos ao longo das categorias de base.

Ainda em Juiz de Fora, o atleta somou 7 medalhas de ouro do JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais), uma medalha de ouro da Copa Minas, campeonato em que foi escolhido o melhor levantador da competição, além de um 3 º lugar no Campeonato Mineiro de 2012.

Em 2013 o levantador foi convidado para jogar em São Paulo, e por lá venceu os Jogos abertos da juventude, os jogos abertos divisão especial, e o Campeonato Paulista Taça Prata.

Para além dos títulos, Tarik conseguiu duas conquistas particulares e muito importantes em sua carreira: uma convocação para seleção mineira de vôlei de areia, pelo qual atuou em algumas etapas do campeonato brasileiro em 2013, e convocações para seleção mineira, em que teve na conquista do 3 º lugar no campeonato brasileiro de seleções o seu principal expoente.

Transição da base para o profissional

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Assim como muitos jovens que sonham em se tornarem atletas de sucesso e chegarem às grandes equipes da Superliga, com Tarik não foi diferente. Com apenas 18 anos surgiu sua primeira oportunidade dentre os profissionais, ainda em Campinas, e o jovem levantador buscou agarrar da melhor maneira, tanto que logo foi contactado pelo JF Vôlei e teve a sua primeira oportunidade de disputar uma Superliga aos 19 anos, na temporada 2015/2016.

“É um pouco complicada essa transição por causa do mercado do vôlei, que não é favorável para pessoas que vem da categoria de base procurando espaço no profissional”, Tarik Bellini, levantador do Monte Cristo.

Na única temporada que disputou pelo JF Vôlei, adquiriu experiência de disputar uma Superliga, mas lamenta não ter tido tantas oportunidades: “Acho que faltam oportunidades principalmente para quem é o mais novo do time, o voleibol já tem muitos jogadores consolidados em suas posições, o que dificulta ainda mais para nós, jovens.”

Ao analisar o mercado do voleibol, Tarik Bellini enfatiza:

“É um mercado difícil pois em algumas posições você tem vários jogadores que estão lá por vários anos e consolidados. E então para você buscar seu espaço fica difícil, e acaba que vários desses jogadores que saem da base, por não possuírem mercado aqui, escolhem ir jogar fora do Brasil ou até mesmo parar.”

Monte Cristo e a volta por cima

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Após disputar sua primeira Superliga, Tarik ganhou destaque a nível nacional, e por isso foi contratado pelo Monte Cristo, de Goiânia, na temporada 2016/2017, para disputar a Superliga B.

Assim que chegou o jovem levantador encantou comissão técnica, torcida e imprensa local, sendo manchete de vários jornais especializados em voleibol, devido as suas atuações consistentes, mesmo a despeito da equipe do Monte Cristo sair ou não vitoriosa. Pela equipe conquistou dois campeonatos goianos, da primeira vez batendo o Clube Jaó, principal adversário, e mais recentemente, na temporada atual, venceu o APROVEC e sagrou-se bicampeão estadual.

Além disso, mesmo com a equipe do Monte Cristo não terminando entre os primeiros colocados na temporada passada, Tarik teve seu contrato renovado devido as suas boas atuações, e já está disputando sua segunda Superliga B pelo clube de Goiânia.

No segundo jogo do Monte Cristo na temporada, seu primeiro jogo no ano, Tarik Bellini ajudou a equipe a bater o Ribeirão Preto por 3 sets a 2, em Ribeirão Preto. Vale lembrar que a equipe é comandada pelo renomado técnico Marcos Pacheco, e que é uma das favoritas ao título da Superliga B.

O atleta se mostrou motivado com a oportunidade de disputar mais uma Superliga B pela equipe: “Eu espero uma temporada difícil, mas de sucesso! Nossa equipe é muito jovem, mas também é muito talentosa e unida!”

Por Gustavo Pereira

 

 

De volta a São José dos Campos, Didi consegue se estabelecer como treinador em São Paulo

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(Após duas temporadas no Mogi das Cruzes, Didi volta ao São José dos Campos)

Assim que saiu de Juiz de Fora, em 2014, Marcus Vinícius, mais conhecido como Didi rumou para o São José dos Campos, local onde iniciava sua trajetória como treinador de base em São Paulo, sua primeira experiência longe de casa.

De 2014 até agora muita coisa mudou na vida do treinador. Se transferiu do São José dos Campos para o Mogi das Cruzes, conquistou títulos e medalhas importantes, e o mais importante, se estabeleceu no mercado de base mais competitivo do Brasil, o voleibol de São Paulo.

Em 2016, à frente do Mogi das Cruzes, Didi foi campeão dos jogos regionais, com direito a uma vitória na final sobre o São José dos Campos por 3 sets a 1, vice-campeão dos jogos abertos e 4º colocado no campeonato paulista sub-21. No total foram 6 campeonatos disputados durante sua passagem por Mogi, com 5 medalhas conquistadas.

Velho novo desafio

Após duas temporadas além das expectativas, Marcus Vinícius recebeu uma proposta para retornar à equipe do São José dos Campos, que está reestruturando sua equipe profissional, mas continuou investindo em sua base, mesmo a despeito do fim da equipe profissional em 2015/2016.

Didi acumulará os cargos de assistente técnico da equipe profissional e técnico do juvenil e se mostrou muito confiante para essa nova temporada que vai começar em 2018.

“Eu saí de São José com o dever por cumprir, faltando algo…E agora eu tenho essa nova chance de fazer diferente, deixar meu nome na história do clube. Eu tô afim de trabalhar muito, tô muito animado, até porque eu vou ter um contato direto com a equipe adulta, mas também com a base, então é um retorno muito positivo.”

Sobre a sua projeção acerca da temporada 2018, motivação define:

“Nós vamos jogar os jogos regionais e abertos, os jogos da juventude divisão especial e a Taça Prata, buscando o acesso à Superliga B. O objetivo é chegar às finais e disputar medalhas em todas as competições que disputarmos.”

Sobre o tempo que está em São Paulo, Didi disse que conseguiu ir muito além do voleibol de base, e ao longo dos anos foi adquirindo muita bagagem:

“Em São Paulo há um rotina muito forte de competições, com muitos jogos, viagens, o que me possibilitou uma experiência muito boa. Eu conheci muita gente tanto em São José, quanto em Mogi, fiz muitas amizades. Além disso, trabalho no clube de campo em que tenho a oportunidade de dirigir uma equipe feminina, e também em uma equipe de medicina da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), o que acrescenta em muito no conhecimento e troca de experiência.”

Entretanto, Marcus Vinícius ainda sente saudades de Juiz de Fora:

“Sinto muita falta de Juiz de Fora, pois é uma cidade acolhedora, que eu gosto demais, enfim, da minha família, dos meus amigos. E são eles que me dão forças para continuar aqui, principalmente da minha mãe, que depende de mim.”

E não descarta um retorno à sua cidade de origem:

“Bem, eu procuro viver o momento. As coisas tem andado bem aqui em São Paulo, mas nunca fecharia as portas para voltar a trabalhar em Juiz de Fora, seja com o vôlei, ou com outra coisa, ainda quero voltar. Mas no momento, e enquanto eu tiver gás, pretendo continuar por aqui e dar retorno por onde eu passar.”

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(Reprodução Didi: Visita de Didi ao seu ex-atleta, Wagner, que está no Santa Croce-ITA)

Didi lembra ainda que celebra muito poder ver alguns de seus ex-atletas vingando no vôlei nacional e até internacional, como por exemplo Wagner, atleta que está atualmente no Santa Croce, da primeira divisão italiana, e que desde pequeno foi treinado por ele:

“É muito gratificante que atletas que passaram por minhas mãos estarem hoje no voleibol profissional. Eu procuro manter o contato com eles e é muito bom saber que fui importante para o sucesso de cada um deles. Creio que isso nos motiva também a continuar nesse caminho, de buscar formar novos atletas, mesmo com algumas desavenças e atritos.”

Por Gustavo Pereira

Univolei feminino pede passagem

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Que o vôlei é uma potência em Juiz de Fora todos nós sabemos. Basta lembrar de diversas personalidades que saíram da cidade para o Brasil e o mundo.

Entretanto essa paixão vai além do profissionalismo, atingindo também a classe amadora, que faz do voleibol um lugar de lazer, interação, produção de conhecimento e ainda proporciona experiências únicas para seus praticantes.

Nesse caminho, a equipe feminina do Univolei vem ganhando cada vez mais destaque em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira, já que em apenas 1 ano, conquistou praticamente todos os troféus que disputou, e criou um DNA vencedor, que segue os padrões da equipe masculina, que desde 2015 vem ganhando títulos importantes no voleibol amador.

Desde a criação do Univolei feminino foram 6 campeonatos disputados com 5 títulos e 1 vice- campeonato, dentre eles a Liga Zona da Mata e a Copa Tabajara.

Vinícius Ribeiro que é um dos criadores do Univolei masculino e também do feminino destacou que essa foi uma ideia de duas ex- jogadoras de vôlei na base de Juiz de Fora, Ingrid Tagliati e Fernanda Campos e que ajudou a amadurecer a ideia.

“O projeto começou com a Ingrid e a Fernanda montando a equipe com meninas que já tinham jogado vôlei de base ou até mesmo profissional, e depois o projeto cresceu, com a participação de jogadoras dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e até São Paulo”.

Vinícius ressalta entretanto a força que o projeto ganhou:

“Com essas meninas que vieram de fora, mais a adesão de ex-atletas de Juiz de Fora, ocorreu um intercâmbio para fortalecer a equipe. Com isso, a equipe cresceu rapidamente”.

Fernanda Campos, capitã do Univolei, lembra que a criação do projeto da equipe feminina partiu de conversas com Vinícius Ribeiro, até que foi possível ser viabilizado.

“Falei com o Vinícius sobre criar um time feminino e no início ele se mostrou relutante, devido as dificuldades. Mas propus ajudá-lo, e com isso começamos a jogar alguns campeonatos menores, a chamar meninas de Juiz de Fora e também de fora para jogar, e assim nasceu a equipe feminina”.

Ingrid Tagliati é outra atleta do Univolei que está desde o início do projeto:

“Estou na Equipe feminina do Univolei desde o começo do projeto. É excelente a oportunidade de continuar jogando um esporte que sempre fez parte da minha vida! Esse projeto nos dá a oportunidade de construir novas amizades, conhecer lugares diferentes e, competir em alto nível do vôlei amador”.

Ingrid destacou ainda a importância de se investir no voleibol feminino em uma cidade como Juiz de Fora:

“O projeto está crescendo cada vez mais, isso é ótimo para o esporte em Juiz de Fora e região! O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Copa Zona da Mata

Campeonato que tem parceria com a Federação Mineira de Juiz, a Liga Zona da Mata foi vencida pelo Univolei em uma campanha praticamente perfeita, já que venceu mais de uma vez todas as equipes adversárias.

Ingrid Tagliati destacou a dificuldade da competição e a alegria por ter vencido mais esse campeonato.

“A Copa Zona da Mata foi um campeonato de muita qualidade. Tivemos muitos jogos decididos em detalhes! As equipes contavam com ótimas jogadoras! É muito bom ter um campeonato assim em Juiz de Fora, pois são poucas as competições de vôlei feminino organizados na cidade”.

Já Fernanda Campos, enxergou o título como uma possibilidade de dar visibilidade ao projeto:

“Ganhar a Zona da Mata foi muito importante pra gente, para mostrar que somos capazes, e principalmente mostrar essa capacidade para com as meninas de Juiz de Fora mesmo, que ganharam confiança. Além é claro de ajudar na divulgação do nosso nome”.

Univolei feminino como referência no voleibol amador

O que começou como um projeto de reunir amigas e ex-jogadoras de vôlei está tomando proporções cada vez maiores, já que o Univolei feminino tem conseguido resultados expressivos, e com isso tem ganhado notoriedade no cenário regional.

Ingrid destacou ainda o espaço que a equipe amadora abre para o voleibol feminino:

“O vôlei feminino em Juiz de Fora precisa ser mais valorizado e, o Univolei trás visibilidade e oportunidade para atletas amadoras continuarem a jogar. É gratificante ver um projeto desses crescer em uma cidade com poucas oportunidades”.

Já Fernanda destaca a reunião de ex-atletas do cenário juiz-forano para formação de uma família.

“O melhor é poder reunir diversas meninas que já jogaram juntas e que apesar da idade, permitem o convívio dentro de quadra e também fortalece a relação fora de quadra. E juntando isso tudo, os títulos estão vindo, o que é o melhor!”

Fernanda ainda projeta voos mais altos para o Univolei feminino, como uma possível participação em campeonatos maiores como o JIMI e até mesmo a Superliga B feminina.

Vinícius Ribeiro vai no mesmo caminho, vislumbrando a participação do Univolei feminino em novas competições: “Só nesse 1 ano de projeto nós ganhamos 5 títulos e conseguimos montar uma equipe forte, que nos permite sonhar com voos mais altos, com a disputa de campeonatos maiores, principalmente devido a boa recepção que o voleibol feminino tem na cidade”.

Por Gustavo Pereira

Com muita vibração, Zóio vai ganhando a Europa

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Apesar de jovem, Dhionathan Willyan da Silva, mais conhecido como Zóio, tem 25 anos, 1.90 de altura, e muita história no mundo do vôlei. O ponteiro começou a sua trajetória no Bonja/Mantac/Joinville, passou pelas categorias de base e se profissionalizou pelo antigo Medley/Campinas (hoje Vôlei Renata), e teve ainda passagens Atibaia, Chapecó, Voleisul e Bento Vôlei até chegar à cidade de Juiz de Fora, para atuar no JF Vôlei, em 2015.

O jogador que chegou para disputar a temporada 2015/2016 chegou como uma jovem promessa, mas foi ganhando seu espaço na equipe e além de terminar a temporada como titular, foi um dos destaques da equipe na disputa da repescagem que garantiu ao JF Vôlei a permanência na elite do voleibol brasileiro.

“Juiz de Fora me ajudou muito por estar jogando uma Superliga e estar jogando contra equipes fortes e de grande nível, pude evoluir e crescer muito com os jogos e também cresci muito e aprendi muito com a comissão técnico e jogadores”, destaca Zóio que lembra com carinho dessa temporada.

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Começo de carreira e consolidação

Entretanto nem tudo veio fácil na vida do atleta. Apesar de não ser muito alto para sua posição, o ponteiro precisou aprimorar ainda mais alguns fundamentos como o passe/defesa e o salto, para conseguir fazer frente aos gigantes do vôlei. Dhionathan lembra que sempre buscou dar o seu melhor por onde passou: “Eu na verdade sempre quis e fiz tudo que pude pra jogar, fiz peneiras em clubes ainda quando era juvenil, mas o que mais determinou foi a força de vontade e a persistência”

O atleta ressalta que algumas pessoas foram muito importantes para sua carreira e que sem elas ele não talvez não teria chegado onde está hoje.

“Tudo que conquistei até hoje, devo primeiramente aos meus pais pelo suporte, apoio e por acreditarem no processo mesmo nos momentos mais difíceis. Devo muito também aos meus primeiros técnicos dos projetos de Joinville pela base e disciplina que me deram e pelo incentivo e força que dão até hoje”

Lesão e volta por cima

Zóio lembra que passou momentos difíceis em sua carreira e que precisou buscar forças para superar seus problemas e testar seus limites:

“Pra maioria dos atletas os piores momentos são os que acontecem as lesões e comigo não foi diferente. Quando estava no Bento/Vôlei tive uma bursite no ombro, que graças a Deus não foi grave, mas que me impedia de fazer os principais movimentos do voleibol. Isso durou 2 meses de recuperação”

Mas para ajudá-lo a dar a volta por cima, o atleta de 25 anos conta que se inspira em personalidades marcantes tanto no mundo esportivo, como também em empresários que venceram barreiras para alcançarem o sucesso:

“No vôlei tento me inspirar em grandes jogadores como Murilo Enders e Giba que são da mesma posição que jogo. Tenho bastante admiração também por alguns atletas de outras modalidades e empresários que superam grandes obstáculos na vida”

Após a lesão no Bento Vôlei, Dhionathan voltou a treinar ainda mais forte e no começo da temporada seguinte recebeu a chance de atuar pelo JF Vôlei, que o projetou para o cenário internacional. “Tive muitos momentos felizes até hoje. Um deles foi em Juiz de Fora mesmo, quando consegui ajudar a manter o time na Superliga A”

Após uma excelente temporada, o atleta recebeu sua primeira proposta internacional, para atuar pela 2 divisão italiana, no Rinascita Lagonegro e buscou agarrar essa oportunidade. Mais uma vez foi protagonista na liga italiana e se tornou ainda mais conhecido no mercado europeu: “O último ano na Itália foi muito importante, tive experiências boas que agregaram muito na minha carreira”

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Da Itália para Espanha

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Agora as metas são outras. Dhionathan Zóio foi contratado pelo Urbia Voley Palma na Espanha e seu principal objetivo é defender importantes títulos conquistados por um dos maiores clubes de voleibol no cenário espanhol.

“Esse ano o desafio é diferente, manter o time campeão da Superliga Espanhola e da Copa do Rei. No dia 1 de Novembro vamos disputar a final da Supercopa da Espanha, que vai ser um grande desafio também e estamos preparados”

Zóio está muito feliz no país e se vê mais preparado e consolidado como atleta profissional: “O melhor momento é o que estou vivendo aqui na Espanha, no Urbia Voley Palma, mais maduro e com mais bagagem.”

Dhionathan está muito confiante para a atual temporada e ainda projeta seu futuro no vôlei:

“Tenho certeza que vai ser uma ótima temporada aqui na Espanha, com muitos desafios e aprendizado. O foco agora são os objetivos da equipe Urbia Voley Palma. Os próximos passos dependem dos acontecimentos e do mercado do voleibol, mas tenho em mente me manter por alguns anos na Europa”

Por Gustavo Pereira

Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira