Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira

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Corinthians vence a Taça Ouro e fica com a última vaga da Superliga A 2017/2018

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A Taça Ouro ocorreu em General Severiano, casa do Botafogo, entre os dias 11 e 13 de agosto, e com 7 pontos, o Corinthians/Guarulhos conquistou o título da competição e a vaga para a Superliga A da próxima temporada.

A competição inicialmente teria 7 equipes, entretanto, 3 delas desistiram da disputa e a vaga ficou entre Botafogo, Caramuru/Castro, Corinthians/Guarulhos e Rádio Clube/AVP. Pelo regulamento, todos jogavam contra todos e o maior pontuador asseguraria a vaga para a Superliga.

Dentre as ausências, destaca-se o Clube Jaó, de Goiânia, que foi vice-campeão da Superliga B, Upis, de Brasília, dentre outras equipes que disputaram a Superliga B.

A outra curiosidade ficou por conta da presença do Corinthians/Guarulhos, que utilizou o CNPJ da extinta equipe do São Bernardo e conseguiu disputar a Taça Ouro mesmo sem ter jogado a Superliga B.

Taça Ouro para o Corinthians

Com um plantel estrelado, digno de Superliga A, o Corinthians teve poucos meses na montagem do seu elenco, que se iniciou após o término da Superliga 2016/2017, mas com um projeto ousado liderado pelo líbero Serginho, ex-Sesi, foi rápido na captação de atletas a nível nacional e internacional, e se tornou protagonista em uma disputa desleal contra 3 equipes que contam com orçamentos enxutos e sequer chegaram à final da Superliga B.

Nomes como o próprio Serginho; dos centrais Sidão e Riad, ex-Sesi; do levantador Rodrigo Ribeiro, ex-JF Vôlei; do oposto Rivaldo ex-Brasil Kirin; do ponteiro Bruno Canuto, ex- New Mater Volley (campeão da série A2 da Itália); do ponteiro Sérgio Félix, ex- / Maringá; entre outros, foram contratados pelo Corinthians/Guarulhos para disputa de apenas 3 jogos.

Com uma derrota de 3 a 2 sofrida contra o Caramuru/Castro e duas vitórias sobre Rádio Clube/AVP e Botafogo, o Corinthians/Guarulhos terminou com 7 pontos e terminou em 1 º lugar a Taça Ouro.

A tendência agora é de que grande parte do elenco permaneça, já que a Superliga era o maior objetivo da equipe. Como montou um plantel forte e com um bom poder de fogo, o Corinthians fez valer o favoritismo e venceu a Taça Ouro.

De um outro lado, mais uma vez notou-se a desorganização da CBV, que mais uma vez desvaloriza totalmente a Superliga B, deixando apenas uma vaga da Superliga por meio dessa competição, que é bem mais longa, organizada, e conta com mais equipes, e acaba cedendo as pressões de equipes que possuem recursos financeiros e que forçam a entidade a realizar um torneio de poucas equipes, poucos jogos, mas que contemple o favorito.

Por Gustavo Pereira

 

JF Vôlei para os Juiz-Foranos?

Após uma temporada além das expectativas, onde o JF Vôlei conseguiu a classificação para os play-offs da Superliga 2016/2017, a indefinição volta a tomar conta da equipe juiz-forana.

Até agora pouco se sabe sobre a equipe de Juiz de Fora, que apesar de já ter confirmado sua participação nos campeonatos mineiro e Superliga 2017/2018 e ter renovado sua parceria com o Sada Cruzeiro, não há notícias sobre quais atletas permanecerão no elenco. Dentre as renovações, a única garantida é a do técnico Henrique Furtado, que vai permanecer em Juiz de Fora mais uma temporada.

Perdas para a temporada

Apesar de não ter confirmado nenhum atleta para a próxima temporada, o JF Vôlei liberou todos os seus atletas para fecharem contratos com outras equipes caso recebam propostas.

Como a maioria das equipes já vem se reforçando, a equipe juiz-forana já perdeu alguns de seus destaques para o mercado. O oposto Renan Buiatti, maior pontuador da primeira fase da Superliga, fechou com o Sesc-RJ, o levantador Rodrigo Ribeiro foi para o Corinthians e o central Rômulo será aproveitado pelo Sada Cruzeiro em seu elenco principal.

Além disso, outros experientes jogadores do elenco como o ponteiro Ricardo Júnior, o líbero Fábio Paes e o central Diego Almeida ainda não tiveram seus contratos renovados.

Opção viável

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(Tatinho, Maycon Leite, Laerte Stroppa, Tárik Pereira e Wagner Pereira, todos jogaram em Juiz de Fora durante boa parte de suas categorias de base)

Juiz de Fora é notadamente uma cidade cheia de talentos no mundo do vôlei, não obstante, revela diversos nomes para o cenário nacional e até internacional. Entretanto, o JF Vôlei é uma das únicas equipes que não possui um trabalho de base que possa gerar frutos à equipe principal.

Recentemente equipes como Minas Tênis Clube e Campinas sofreram com cortes de verbas de seus patrocinadores e com isso tiveram que recorrer à base. No Minas, equipe conhecida por possuir uma base forte, a fórmula deu certo, e o elenco formado por muitos jovens conseguiu um bom resultado na Superliga 2016/2017. Além disso, algumas promessas, como o juiz-forano Felipe Moreira Roque, despontaram no time e conseguiram a titularidade, além de notoriedade no cenário nacional.

Pensando nisso, uma opção para o JF Vôlei é se voltar para o mercado interno, de modo a reforçar a sua equipe e não gastar muito para isso. Exemplos recentes mostram que a equipe não costuma dar muito valor aos prata da casa, como por exemplo:

-O oposto Felipe Moreira, que sequer atuou pelo JF Vôlei e hoje é um dos destaques do Minas;

-O líbero Tatinho, que após defender a equipe juiz-forana por várias temporadas na Superliga, inclusive sendo titular na campanha de permanência do JF Vôlei na repescagem da temporada 2015/2016, não teve seu contrato renovado e passou a temporada 2016/2017 sem clube;

-O ponteiro Pedro Londero, de 20 anos, que atualmente se encontra no São José Vôlei e que precisou sair ainda cedo de Juiz de Fora devido a falta de uma equipe de base competitiva que o projetasse para o voleibol profissional;

-O levantador Tárik, 21 anos, que já atuou pelo JF Vôlei, mas nunca teve a chance de mostrar seu jogo. O levantador está no mercado após ter sido titular da equipe do Monte Cristo (Goiânia) na Superliga B 2016/2017 e ter sido um dos destaques do time;

-O central Diego Almeida, que esteve no elenco 2016/2017 mas atuou em poucas partidas, ganhando mais minutos de jogo apenas no fim da temporada. O atleta é experiente, com passagens por equipes do Brasil e Espanha e poderia dar uma confiança a mais para os jovens.

No fim de agosto inicia-se a temporada 2017/2018, com a disputa do campeonato mineiro, e com isso, vale a pena dar uma olhada nos talentos juiz-foranos que podem ter um excelente custo-benefício tanto dentro quanto fora de quadra.

Por Gustavo Pereira

A Itália é sua Wagner!

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(Foto: Reprodução Facebook/ Wagner Pereira recebendo troféu Viva Vôlei pelo Bento Vôlei)

O jovem atleta Wagner Pereira da Silva, nascido em Mar de Espanha (MG) está de malas prontas para a sua primeira temporada em solos estrangeiros, defendendo o Santa Croce, da Série A2 da Itália, após passagem de destaque pelo Bento Vôlei.

Wagner tem 24 anos, 1,97 metros e joga como oposto. Iniciou a sua carreira em Mar de Espanha, passou por Paraíba do Sul, mas foi em Juiz de Fora, defendendo o Granbery, que o atleta foi projetado como jogador profissional. Wagner soma passagens por Sesi-SP, Santo André, Montes Claro e Bento Vôlei, clube pelo qual disputou a última Superliga 2016/2017 e foi o maior pontuador da equipe.

O oposto tem ainda passagens pelas seleções brasileiras de base, e conquistou, entre outros títulos, a Copa Pan-Americana Sub-23, em Reno (EUA), em 2015. Wagner disputou também o Campeonato Mundial de Seleções Sub-23, em Dubai, Emirados Árabes.

Sobre o que mais lhe motivou a se tornar profissional, Wagner lembra da época em que esse era apenas um sonho:

_”Objetivo, força de vontade. Sempre corri atrás do que eu queria. Sempre assistia a final da superliga, e um dia eu queria jogar também uma superliga, daí fui me dedicando pra chegar aonde eu cheguei”

Sobre a experiência na seleção brasileira de base, o agora oposto do Santa Croce ressaltou o crescimento que teve:

_”Comecei a me tornar um outro jogador depois que passei pelas seleções de base. Comecei a ver o vôlei de outra forma, ter experiências internacionais que me ajudaram muito, tive uma vivencia muito boa. Comecei a competir contra jogadores tão bons quanto eu da mesma idade e até mais novos. Isso me fez dar muito valor ao esporte, sofri na pele algumas vezes, fui cortado da seleção 2 vezes porque outros jogadores naquele momento tiveram muito mais “culhão” do que eu”

Wagner ainda falou sobre uma frase que carrega consigo:

_”Não esqueço até hoje o que meus técnicos na seleção falavam, não só comigo, mas com o grupo, é uma das lições mais importante e que levo comigo: – Você tem que matar um leão por dia, infelizmente o esporte é assim

O oposto ainda lembrou das dificuldades até chegar a se tornar profissional, e das pessoas que lhe ajudaram:

_”Olha se eu for ficar falando nomes fico ate amanha (risos), tantas pessoas já passaram na minha vida e me ajudaram tanto, sempre por onde eu passo faço amigos que querendo ou não me ajudaram de certa forma ou com uma palavra ou um conselho. Mais isso tudo só foi possível graça aos meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram. E, principalmente, me incentivaram! De onde eu venho nada e fácil, sempre tive que correr atrás pra conseguir algo, meus pais foram o alicerce que fez com que eu seguisse em frente”

Sobre seu ídolo, Wagner não titubeou:

_ “Sempre fui fã do Andre Nascimento pelo vôlei que ele jogava e por ser canhoto, tive a oportunidade de conhecer ele e de trabalhar ao lado dele no Montes Claros, fiquei mais fã ainda”

Wagner também lembrou do seu pior momento da carreira:

_”Eu estava vindo de um momento muito bom, tinha voltado da seleção sub-23 muito confiante no meu trabalho, tanto que viajei com a seleção pro mundial e fui campeão da copa Pan nos USA. Quando voltei ao Montes Claros, não estava conseguindo exercer o mesmo voleibol, era cobrado constantemente, tentei seguir uma linha de raciocínio que não era a minha, tentei ser um jogador que eu não sou, comecei a jogar sem meu sorriso no rosto sem poder de certa forma me divertir dentro da quadra. No meio disso tudo tive que fazer uma cirurgia inesperada na bexiga que me fez sair do vôlei, e isso me fez perder tudo, tudo o que você pode imaginar. O brilho nos meus olhos foi embora, minha vida profissional não era mais a mesma nem a pessoal. Quando saí de lá senti um peso saindo das costas”

Mas ressaltou que a oportunidade de ter ido para o Bento Vôlei o fez recuperar seu bom voleibol.

_”No time do Bento Vôlei tive a oportunidade de jogar, as coisas começaram a acontecer, eu tive liberdade de ser quem eu era dentro de quadra, de poder sorrir, me divertir, sem perder a responsabilidade consegui mostrar pra mim mesmo e pra todo mundo o que eu sou capaz de fazer”

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(Foto: Reprodução Facebook / Wagner em ação pelo Bento Vôlei)

Sobre a temporada, Wagner lembra que ficou entre os 10 maiores pontuadores da Superliga e ressaltou:

_”Essa temporada foi mérito do meu trabalho, quem me via treinando pode falar melhor do que eu, me dediquei muito para conseguir essa marca que tive na temporada, Bento Vôlei me deu a oportunidade de voltar ao mundo do vôlei, eu não podia decepcionar eles e nem perder essa oportunidade, com o passar das rodadas eu sentia que a equipe confiava mais e mais em mim, todos me cobravam e me davam conselhos, os troféus Viva Vôlei que consegui foram graças a eles, tanto que quando eu recebi o primeiro Viva Vôlei até chorei, porque ele representava tudo o que eu tinha passado, toda a volta por cima que eu estava dando na minha vida”

Por fim, Wagner Pereira projetou sua primeira temporada fora do Brasil:

_”Essa temporada vai ser muito importante pra mim, vai consolidar ainda mais tudo o que eu venho fazendo. Estou de mente aberta e muito motivado pra essa nova jornada, sei que não vai ser nada fácil, mas estou determinado. Tenho meus objetivos pessoais e ainda sonho em ir pra seleção principal. Para isso, quero me destacar na Itália, e aprender muito mais, para um dia ter a oportunidade de representar o meu pais novamente”

Por Gustavo Pereira

 

 

Ingredientes que fazem da final da Superliga Masculina 2016/2017 o melhor jogo do ano

No próximo domingo, 07 de maio de 2017, será disputada às 10 horas da manhã a final da Superliga Masculina 2016/2017 em jogo único, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. E não por acaso, as duas equipes de melhor campanha na atual temporada duelam pelo título.

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(Duelo entre as equipes no dia 18 de fevereiro de 2016)

O Sada Cruzeiro iniciou o ano sem dois dos seus principais nomes, o oposto Wallace e o central Éder, que não puderam continuar na equipe devido ao ranking de pontos da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Mas a equipe mineira rapidamente se movimentou e trouxe dois reforços importantes para suprir as perdas: o oposto Evandro (que voltou da Europa) e o central cubano Simon.

Já o Funvic Taubaté se aproveitou do fato da equipe do Sada/Cruzeiro ter ultrapassado o limite de pontos segundo o ranking da CBV e com isso trouxe o oposto Wallace e o central Éder. Além disso, a equipe contratou o ponteiro Lucas Lóh, que saiu do Brasil Kirin para o Taubaté, e o líbero Mário Júnior, que veio do rival São José dos Campos, todos para serem titulares da equipe.

Ingredientes para uma final histórica

Desde os últimos anos, as duas equipes vem se destacando no cenário nacional devido ao sucesso de seus projetos. O Sada/Cruzeiro é o atual tricampeão da competição e bi campeão do Mundial de Clubes, e o Taubaté só vem melhorando seu desempenho, com isso, não resta dúvidas que atualmente, o Funvic Taubaté é considerada a equipe capaz de bater o Sada/Cruzeiro. No segundo turno da fase de grupos da Superliga, o Taubaté foi o único time a bater o Sada/Cruzeiro, por 3 sets a 0, porém o Sada poupou os seus titulares por já estar classificado para os play-offs da competição.

Fatores que deixam o jogo mais emocionante

1 º- As duas equipes possuem nomes recorrentes na Seleção Brasileira.

Pelo lado do Sada, o levantador Willian, o central Isac e o oposto Evandro são presenças certas nas convocações da Seleção, o líbero Serginho é outro nome que já frequentou a seleção, além disso, o ponteiro Leal se naturalizou brasileiro e é considerado uma das principais apostas para o futuro próximo da seleção.

Pelo lado do Funvic Taubaté, nomes como o do ponteiro Lucarelli e do oposto Wallace parecem hoje incontestáveis na Seleção Brasileira, e outros nomes como os do central Éder e do ponteiro Lucas Lóh, vira a mexe aparecem entre os selecionados. Além deles, o líbero Mário Júnior coleciona diversos campeonatos e títulos pela Seleção Verde e Amarela.

2 º- Ambas as equipes vem com força máxima para a final.

Diferentemente do Sesi-SP que tinha o ponteiro Douglas Souza voltando de lesão, Sada Cruzeiro e Taubaté mostraram por que sobram nas quadras pelo Brasil, não só na bola, mas também fisicamente, já que seus jogadores mostraram um bom condicionamento físico e as duas equipes tiveram poucas lesões ao longo do campeonato.

3 º- A lei do ex

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(Wallace e Éder vão enfrentar pela primeira vez em uma final o Sada/Cruzeiro, ex-time dos dois atletas)

Mesmo que os atletas tenham compreendido o motivo pelo qual tiveram que sair do Sada/Cruzeiro (devido ao ranking da CBV), o oposto Wallace e o central Éder são possíveis nomes para fazer valer a lei do ex, e vencerem o Sada/Cruzeiro em pleno Mineirinho. Wallace por exemplo participou dos 4 títulos do Cruzeiro na história da Superliga, e acabou tendo que sair da equipe pela porta dos fundos.

No lugar do atleta a diretoria do Sada/Cruzeiro optou por ficar Willian e Isac.

4º- O projeto do Funvic Taubaté precisa vingar.

É inquestionável que o Taubaté vem crescendo de produção nas últimas Superligas. Mas mais do que isso, vem investindo forte em sua equipe, e essa é uma ótima hora para que esse retornou seja dado dentro de quadra.

O elenco conta com nomes badalados e para que essa equipe consiga se consagrar na história da Superliga, precisam desse título. Nomes como do central Otávio começam a ser avaliados na seleção e com o título da Superliga sobre o atual tricampeão, tanto Otávio quanto Lucas Lóh e Éder podem pedir passagem na nova fase da Seleção Brasileira após a saída de Bernardinho.

5 º- Por outro lado, o Sada Cruzeiro quer provar que é soberana na Superliga e que seu planejamento vem dando muito certo. Em uma Superliga onde grande parte das equipes conviveu com dificuldade financeira, projetos como o do Sada/Cruzeiro que são desenvolvidos mais a longo prazo, precisam destacar e mostrar sua força dentro de quadra.

 

Univolei é exemplo de profissionalismo no vôlei amador juiz-forano

A cidade de Juiz de Fora sempre teve tradição no voleibol. Atletas como Giovane Gávio, André Nascimento, entre tantos outros saíram de Juiz de Fora para disputar Superliga e até mesmo chegar a seleção.

Para além disso, a cidade vem se mostrando apaixonada pelo esporte, e esse sentimento tem se intensificado com o JF Vôlei, que há anos disputa a Superliga, principal campeonato de voleibol em âmbito nacional.

A torcida juiz-forana sempre comparece em bom público e em muitas oportunidades tem lotado o ginásio da UFJF.

Mas não é apenas o vôlei profissional que faz sucesso em Juiz de Fora. O esporte tem ganhado notoriedade e participação de forma amadora. Pela cidade é possível jogar voleibol em vários pontos da cidade e várias equipes vem sendo montadas a partir do voleibol amador.

Um dos principais exemplos de que o vôlei amador é levado a sério em Juiz de Fora é a equipe Univolei.

Projeto Univolei

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Um dos criadores da equipe, Vinícius Ribeiro falou do início do projeto:

“A equipe foi formada no início do ano de 2015, por ex-atletas da UFJF e Clube Bom Pastor  e também novos talentos, situado na cidade de Juiz de Fora e também através de seleção para cada competição de acordo com as necessidades”

Logo no primeiro ano de criação (2015), os resultados começaram a vir. A equipe rodou várias cidades da Zona da Mata mineira e conquistou 8 títulos (Copa Verão, Copa Tabajara, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira, Copa Amagrama, Jogos Universitários de Cataguases, Copa Aiuruoca e Copa Sesi).

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Em 2016 a equipe fortaleceu o seu projeto, e contando com alguns patrocinadores, conquistou mais 8 títulos (foi bi-campeão da Copa Verão, Taça Juiz de Fora, Quadrangular Federação Mineira e Copa Sesi, e venceu o Jopan etapa Olaria, Copa Super Four, Copa Cascatinha e Copa 3 Rios), além de ter sido vice-campeã da SuperCopa de Matias Barbosa.

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Além da equipe masculina, o Univolei incorporou a equipe feminina e em sua primeira temporada ganhou 4 títulos (Taça Juiz de Fora, Copa Barbacena, SuperCopa de Matias Barbosa e Copa Super Four.

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Em 2017, Vinícius Ribeiro projetou um ano de resultados positivos e de um crescimento ainda maior do Univolei. A equipe já disputou três campeonatos, sendo campeão da Copa Pequeri, vice-campeão da Liga São Vicente e 3 º colocado na 3 ª Taça Juiz de Fora.

Para além de um time amador

O Univolei tem se destacado não apenas dentro de quadra, mas também fora dela. A equipe realiza um projeto social no Instituto Aviva, que leva um pouco de alegria e voleibol para a criançada.

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Laerte Stroppa é um dos vários atletas da equipe e na temporada 2015/2016 chegou a ser inscrito na Superliga pelo JF Vôlei. O estudante de direito e jogador nos tempos vagos falou da importância do vôlei amador, mais especificamente do Univolei, que permitiu a ele essa oportunidade.

“Desde novo eu treinava vôlei e pensei até em me profissionalizar, mas só em 2015 que voltei a disputar campeonatos e aí surgiu a oportunidade de jogar a Superliga, que é o principal objetivo de quem quer ser jogador, e o Univolei me ajudou a chegar lá.”

Felipe Moreira: O juiz-forano de 19 anos que já é titular do Minas.

felipe roque(Foto: Arquivo pessoal Felipe Roque)

Em entrevista exclusiva, o juiz-forano Felipe Moreira Roque, de apenas 19 anos, contou um pouco sobre a sua temporada no Minas Tênis Clube, suas ambições para o futuro e sobre a reestruturação do Minas após a perda de seu principal patrocinador. O oposto que iniciou sua carreira no Clube Bom Pastor/UFJF e se transferiu para o Minas ainda nas categorias de base, já tem experiência em campeonatos de alto nível, já que disputou o mundial da categoria sub-19 pelo Brasil.

O Minas Tênis Clube é uma das equipes mais antigas e tradicionais do voleibol nacional. A equipe disputou todas as edições da Superliga de Vôlei e já conquistou 4 títulos da competição (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2006/2007), além de ter sido vice-campeão outras 3 vezes (2004/2005, 2005/2006, 2008/2009).

Desde a década de 90, a empresa de telefone Telemig Celular, que depois foi comprada pela Vivo, foi a principal patrocinadora da equipe masculina do Minas, mas ao fim da última temporada essa longa parceria chegou ao fim e o Minas teve de procurar um novo patrocinador principal, o que obrigou a equipe a apostar em jovens talentos da base e poucos reforços pontuais para a temporada 2016/2017.

A equipe perdeu muitas peças como o oposto cubano Escobar, o levantador Everaldo, os ponteiros Everaldo e Raidel e o líbero Lucianinho. E para repor essas perdas contratou outro oposto cubano, Yordan Bisset, os ponteiros Mão e o experiente Samuel, que retornou à equipe, e o levantador Thiago Gelinski.

Devido a demora na definição do novo patrocinador principal, Felipe contou que o projeto do Minas de utilização dos atletas da base teve de se intensificar, já que a equipe só teve verba suficiente para contratar algumas peças em posições chaves para dar mais experiência e rodagem ao time.

Sobre o modo que a diretoria conduziu ao preparar os jovens para a composição do elenco principal, o oposto Felipe Roque afirmou que acabou sendo um processo natural:

Felipe: “O minas quer voltar às antigas tradições de usar membros da base na ponta , e com isso eles dão todo o suporte técnico para que os jovens consigam ganhar seu espaço”

Logo no início da Superliga, parecia que o Minas não conseguiria manter o nível de competitividade das temporadas anteriores, já que a equipe começou oscilando muito, principalmente com derrotas em casa para o Brasil Kirin por 3 a 1, e para o JF Vôlei por 3 a 0. Felipe justificou que a oscilação se deu principalmente devido a algumas ausências:

“No início da Superliga ocorreram várias lesões , e com isso o time quase nunca estava completo . Com a recuperação de todos o time titular pode se estabilizar nos jogos”

Mas conseguiu se recuperar a tempo e terminou a fase classificatória em 6 º lugar, com 34 pontos, 12 vitórias e 10 derrotas. Agora enfrenta o Sesi-SP nas quartas-de-final, com o primeiro jogo marcado para o dia 18 de março, às 14:10 de tarde, com transmissão da Rede TV.

O jovem Felipe Roque, de 19 anos, e 2,06 metros de altura, foi uma das peças importantes para essa arrancada do Minas, já que o oposto cubano Bisset passou boa parte da temporada lesionado e o jovem talento agarrou sua oportunidade, sendo um dos destaques do time. O atleta que também atua pela seleção brasileira de base, destacou a importância de ir bem em sua primeira Superliga.

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(Foto: Blog Saída de Rede)

“Essa é a minha primeira Superliga , é uma experiência completamente nova pois nunca tinha jogado um campeonato desse nível”

E ainda projetou o seu futuro próximo no voleibol:

“Ainda tenho que melhorar em muitos aspectos, eu penso em evoluir a cada dia para ser um jogador completo . Assim podendo me estabilizar no mercado do vôlei”

Sobre o que esperar do Minas nas quartas-de-final, contra o Sesi-SP, Felipe destacou que a equipe está preparada para representar a história e tradição que o Minas tem na Superliga.

“A gente tem treinado e estudado muitos nossos adversários e com certeza vão ser jogos duros . Então pode esperar muita dedicação e foco para os play-offs”

O juiz-forano Felipe Moreira Roque terminou a primeira fase da Superliga como o 20 º jogador que mais pontuou na Superliga, tendo marcado 213 pontos. Em sua equipe, apenas o central e capitão Flávio pontuou mais vezes, 218 pontos.

Por Gustavo Pereira

 

 

 

A polêmica dos direitos de transmissão da Superliga de vôlei

Nesta última semana, uma situação trouxe de novo à tona a polêmica questão do protecionismo nos direitos de transmissão da Superliga de voleibol. O ponteiro do Sesi-SP, Murilo Endres, anunciou em seu Twitter que o site do Sesi-SP transmitiria ao vivo a partida entre sua equipe e Montes Claros, entretanto, momentos depois do anúncio, Murilo voltou a tuitar que foi proibido de realizar a transmissão da partida via Internet, e ainda soltou essas declarações: “Galera, peço mil desculpas, mas não poderemos transmitir o jogo!! Eu estava muito empolgado com a ideia de fazer, mas não temos autorização!!” e“A transmissão seria boa pra todos! Mas eles só olham pro próprio umbigo”.

O site Melhor do Vôlei criou uma campanha para que seja possível a transmissão via Internet, com a #LiberaCBV.

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Além de Murilo, seu irmão Gustavo Endres foi outro que já reclamou dos métodos de transmissão de partidas, já que, segundo o ex-jogador da seleção e dirigente do Lebes/Gedore/Canoas, na 5 ª rodada não ocorreu o televisionamento de nenhuma partida. “Fico realmente triste por ver que o nosso tão vitorioso e popular esporte não é tratado como devia”, declarou Gustavão.

O Copel/Maringá, equipe dirigida pelo levantador Ricardinho, investiu em equipamentos técnicos para transmissão de suas partidas, mas foi outra que recebeu notificações de proibição de passar seus jogos via internet.

A quem pertence os direitos de transmissão

O grupo Globo é o detentor dos direitos de transmissão da Superliga, utilizando os canais SporTV como principal meio de televisionamento de partidas. Além disso, a Rede TV fechou um contrato junto ao SporTV e à CBV em que tem o direito cedido de passar em seu canal jogos da Superliga de vôlei, na temporada 2016/2017, em dois dias, quinta a noite e sábado a tarde.

Além do grupo Globo, a CBV é a única que tem direito de transmitir as partidas da Superliga em seu site oficial, segundo o contrato firmado junto ao SporTV.

Protecionismo ruim para todos

Entretanto, a Confederação Brasileira de Voleibol não faz a exibição de nenhuma partida via internet, apenas atualiza os placares dos jogos em seu site oficial, o que significa que apenas o SporTV tem o total domínio da Superliga de Vôlei.

Após a polêmica que envolveu Murilo Endres, Ricardo Trade, o Baka, CEO da CBV, falou sobre o assunto, justificando que a restrição de transmissões de jogos se dá devido a preocupação com o produto e com a qualidade técnica das transmissões.

“Pelo contrato com a Globo, é possível fazer transmissões pela internet, desde que sejam nas mídias sociais ou plataforma da própria CBV e atendidos certos requisitos, como qualidade de transmissão, links que não fiquem caindo toda hora, cuidado com os patrocinadores da própria Superliga… O produto não pode ser colocado no ar de qualquer forma, é preciso ter padrões de qualidade. Não é como se fosse uma transmissão que qualquer um faz na esquina”, declarou Baka.

Mesmo que a preocupação com a qualidade das transmissões, o que a CBV ao proibir as equipes de transmitir suas próprias partidas é uma forma de protecionismo, que só faz mal ao voleibol, e até mesmo dificulta sua difusão.

Qual torcedor não prefere ver um jogo de sua equipe em que a qualidade não seja das melhores, e até mesmo com possibilidade de instabilidade na transmissão do que nem mesmo ter a possibilidade de saber como foi o jogo e quem jogou bem ou mal?

Em outro tuíte, Murilo chega até mesmo a citar os patrocinadores, que segundo o atleta, seriam prejudicados com esse protecionismo: “Os próprios patrocinadores deveriam questionar essa proibição da @volei pq estão perdendo exposição de suas marcas”.

Possível alternativa

O público do voleibol já está bem mais difundido, e isso fica evidente aos olharmos as páginas das equipes e o envolvimento com as publicações. Com isso, uma possível alternativa para diminuir esse protecionismo é a criação de um pacote que se aproximaria do Premier Futebol Clube, do próprio grupo Globo, em que o assinante paga uma quantia a mais pela compra do pacote, e tem direito a ver todas as partidas do Campeonato Brasileiro (principal campeonato do Brasil).

Mas para isso, seria necessário um maior investimento por parte do SporTV, que teria que cobrir todos os jogos das equipes, e não apenas aqueles em que fossem televisionados.

Outra possibilidade seria a liberação por parte da CBV permitindo as equipes de transmitirem suas partidas em suas páginas oficiais, exigindo das equipes um padrão mínimo na qualidade das transmissões. E para isso, é necessário uma reunião com os participantes da Superliga, afim de chegarem a termos em que não pese para nenhum dos lados, e que o torcedor seja o único beneficiado.

Por Gustavo Pereira

 

 

Bernardinho e o fim de uma era

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Nesta quarta-feira, 11, foi anunciada a saída de Bernardinho da seleção brasileira de vôlei masculino. Para o seu lugar foi contratado Renan Dal Zatto, que assim como Bernardinho, integrou a seleção de prata nas Olimpíadas de 1984.

Bernardinho assumiu a seleção masculina em 2001, após passagem de 8 anos pela seleção brasileira feminina e duas medalhas olímpicas de bronze em 1996 e 2000. O treinador tinha a missão de remontar a seleção masculina que há tempos não vinha bem.

Acontece que Bernardinho não apenas reergueu e levou o Brasil ao topo do vôlei masculino, como também se tornou uma figura marcante no cenário mundial. Ao todo foram mais de 30 títulos, dentre eles 8 Ligas Mundiais (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010), 3 títulos mundiais (2002, 2006 e 2010) e 2 conquistas olímpicas em Atenas (2004) e em casa, no Rio de Janeiro (2016). Além disso, Bernardinho conquistou duas medalhas olímpicas de prata, em Pequim (2008) e em Londres (2012).

O motivo

O vitorioso treinador deixou a seleção brasileira em seu auge, com a conquista da medalha de ouro olímpica no Brasil, e por isso, é possível se perguntar o por que de Bernardinho não continuar à frente da seleção.

O motivo apontado tanto pelo treinador, como também pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), é que Bernardinho está saindo principalmente devido à pressão da família, já que além da seleção, ele também treina a equipe feminina do Rexona Rio de Janeiro.

Um fato curioso é que antes de assumir a seleção brasileira masculina, Bernardinho optou por deixar o Renoxa, que tinha sua sede no Paraná (agora a equipe está no Rio de Janeiro), e agora acabou fazendo o caminho inverso, ficando à frente apenas da equipe feminina.

A CBV afirmou que Bernardinho não será desligado da seleção, mas sim terá uma função de auxiliar técnico e contribuirá com a base, devido à sua vasta experiência com atletas de alto rendimento.

Renan Dal Zotto assume a seleção

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Renan, assim como Bernardinho é ex-jogador da seleção brasileira, e tem uma particularidade. Ele tem uma carreira construída de forma intercalada entre os cargos de treinador e gestor esportivo. No último título do Brasil, a medalha de ouro no Rio (2016), Renan era o diretor de seleções e ocupava o cargo até ontem.

Como treinador, as principais conquistas de Dal Zotto foram a conquista da Superliga Masculina em 2006 e a conquista da Supercopa Italiana, treinando o Sisley di Treviso. Além do vôlei, Renan também foi diretor de marketing do Figueirense no período de 2010 a 2012 e recebeu o prêmio Top Of Mind 2012, devido ao crescimento das receitas do clube.

Raio-X da seleção com Dal Zotto

O grande problema do novo treinador da seleção brasileira de vôlei é que há 8 anos Renan Dal Zotto não treina uma equipe profissional de vôlei, e assumir um cargo de tamanha responsabilidade exige um bom conhecimento e experiência na área. A falta de vivência no dia-a-dia como treinador pode ser um fator negativo para o novo técnico.

Outro ponto negativo é que com Dal Zotto assumindo, a sensação que se dá é que a CBV não está disposta a fazer uma renovação total na seleção, mas sim manter um projeto já bem estabelecido. E isso se evidencia com a escolha de Renan Dal Zotto para o lugar de Bernardinho, mesmo com vários técnicos na Superliga fazendo bons trabalhos.

O ponto positivo é que Dal Zotto sempre esteve presente no gerenciamento das equipes por onde passou, e com isso pode ter um maior poder de observação e mapeamento de atletas, podendo ser parte principal na tão falada renovação que a seleção brasileira está começando a passar.

Além disso, basta saber se Dal Zotto dará continuidade ao trabalho realizado por Bernardinho durante esse longo período, inclusive com uma espinha dorsal já montada, ou se terá autonomia e vontade para realizar uma total renovação da seleção brasileira, que já está acostumada a nomes antigos, mas que devem se aposentar em breve da seleção, seguindo o que fez o líbero Serginho, do Sesi-SP.

Com a troca de treinadores, é hora dos atletas provarem que não estão defendendo a seleção apenas por status, mas sim que são os melhores de suas posições, já que devido a mudança, o que se espera é que nenhum atleta permaneça na seleção pelo que já fez ou representa, para o Brasil.

Projeção da seleção brasileira masculina

Após um longo período de sucesso de Bernardinho, a grande pergunta é: Apenas uma troca de peças, ou também uma mudança na estrutura da seleção e do trabalho a ser realizado?

Essa pergunta só poderá ser respondida com o andamento e as convocações de Renan Dal Zotto, que assume o Brasil em uma época onde a seleção se encontra no topo do mundo, entretanto a Superliga Brasileira de Vôlei passa por momentos de dificuldades financeiras, agravada pela recessão em que vive o país, obrigando grandes equipes do cenário nacional a formarem grande parte de seus elencos com jovens atletas e com poucos medalhões, o que pode ser positivo para o trabalho de Dal Zotto, se conseguir fazer um bom trabalho de observação e análise de novos nomes.

 

 

Marcus Vinícius, o Didi: de JF para o sucesso em São Paulo!

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(Treinador Marcus Vinícius / Foto: Cairo Oliveira)

Marcus Vinícius de Oliveira, mais conhecido como Didi trabalha há muitos anos com vôlei e em Juiz de Fora, cidade onde trabalhou durante grande parte de sua carreira, conquistou muitos títulos em diversas categorias de base, tendo maior destaque com as equipes do Clube Bom Pastor e Colégio Metodista Granbery.

Com vários títulos e participações importantes nos principais campeonatos de Minas Gerais, entre o fim de 2013 e início de 2014 o treinador se viu desafiado a se transferir para uma das mais fortes federações de vôlei de base, a de São Paulo.

Transferência para São Paulo

Didi conta que as primeiras conversas foram informais, um de seus ex-atletas, Tárik Pereira, que jogava por lá na época indicou o nome de Marcus Vinícius para Pedro Moska que era o técnico do juvenil e Moska levou o nome até o coordenador do projeto de São José dos Campos, Fernando Basílio, que procurava um técnico para a equipe infanto e que auxiliasse no juvenil.

Ainda sem acreditar muito que poderia dar certo, Didi lembra que apenas quando foi convidado para conhecer a estrutura e as instalações do clube que começou a cair a ficha que trabalhar em São Paulo era uma realidade.

Porém, o técnico tinha vínculo com a equipe de base do JF Vôlei, e pela primeira vez estava treinando uma equipe de base que tinha uma equipe adulta na Superliga, e com isso teve de tomar uma decisão importante.

Conversei com o Mauricio Bara, coordenador do projeto do JF Vôlei e com muitas pessoas que pudessem me orientar e todos acharam que seria uma ótima oportunidade de crescimento na carreira. Aceitei a proposta de São José e iniciei os trabalhos no início de 2014. Foi muito difícil a ida pra lá, deixar família, amigos e os atletas com quem trabalhava, chorei muito na despedida mas fui em busca de vôos mais altos.” 

Adaptação a São Paulo e à Liga Paulista

Didi contou que apesar de estar realizando um de seus sonhos profissionais, a adaptação foi muito complicada, primeiro por nunca ter saído de Juiz de Fora e segundo devido ao estilo de jogo e calendário totalmente diferentes da Federação Mineira de Vôlei. Mas que de modo geral, foi muito tranquila e positiva.

“A adaptação foi rápida. São José dos Campos e uma cidade maravilhosa, promissora e me senti muito acolhido pelas pessoas do projeto e pelas pessoas que fui conhecendo ao longo do trabalho envolvidas ou não com o voleibol de la. A adaptação ao voleibol foi um pouco mais difícil, aqui em Minas, como tem poucos jogos e o campeonato é muito curto, o macrociclo de treinamento e as fases de preparação pra etapa de competição são bem diferentes de São Paulo, a preparação ela é muito mais complexa.”

O treinador passou dois anos em São José e os resultados vieram de forma rápida. Didi foi campeão da série Prata infanto-juvenil e dos jogos da juventude em 2014, ficou com o vice na série Prata e conquistou a medalha de bronze nos jogos da juventude em 2015. Até que no início de 2016 ele se transferiu para a equipe do Mogi Vôlei, para assumir o sub-21, uma categoria acima do que estava acostumado a trabalhar (sub-19).

Mudança pra Mogi das Cruzes

Já adaptado ao estilo paulista de voleibol, Marcus Vinícius encarou com um desafio a oportunidade de assumir uma equipe juvenil, mesmo não possuindo uma equipe adulta na Superliga como tinha o São José dos Campos no período em quem trabalhou por lá. O ano de 2016 pode ser considerado o seu melhor ano profissionalmente falando.

Após participação na Copa SP, que serviu como preparação para a equipe, Didi conseguiu elevar o nível de jogo do Mogi Vôlei e os resultados apareceram, principalmente com a conquista do Campeonato Regional e com a medalha de bronze nos Jogos Abertos de SP e no Campeonato Paulista, batendo a forte equipe do Brasil Kirin (Campinas) na disputa do 3 º lugar, após perderem do campeão São Bernardo.

Questionado sobre como manter a motivação do elenco, Didi foi direto:

“A motivação ela é constante, todos os jogos são importantíssimos em termos de classificação. Saíamos do campeonato Paulista para jogar os Regionais, depois voltávamos para o Paulista, depois fomos pros Abertos e voltávamos mais uma vez para o Paulista. Então a gente levava a motivação de uma para a outra, porque estávamos fazendo uma boa campanha em todas elas, com isso o grupo estava sempre motivado”

Marcus Vinícius ainda ressaltou a dificuldade de disputar contra equipes tradicionais do cenário do vôlei local e nacional, como Sesi-SP, Brasil Kirin (Campinas), entre outras. Mas afirmou ser essa dificuldade um fator motivacional a mais, porque assim buscava extrair o máximo de seus atletas e os levava a dar sempre o que tinham de melhor na quadra.15781827_1508565869171685_1313443849_n

(Foto de comemoração do 3 º lugar no Campeonato Paulista)

Trabalho com base

O treinador tem orgulho de já ter formado vários atletas que atuam ou já atuaram na Superliga e até nas seleções brasileiras de base. Ele contou que até hoje mantém contato com muitos deles. Porém, o trabalho de base é bem diferente, já que é de responsabilidade do técnico moldar os jogadores e após um amadurecimento dos atletas, é preciso buscar novos atletas, já que a base é dividida por uma série de categorias, todas por idade.

“Trabalhar com a base é muito gratificante, poder contribuir na vida esportiva do atleta e vê- lo evoluir e depois ele dar continuidade na carreira, isso é que me motiva sempre. Como trabalhei muitos anos em Juiz de Fora sem ter uma equipe adulta, era normal que o atleta que se despontasse tivesse convites de equipes de fora e eu me sentia orgulhoso com isso, depois com a chegada do voleibol profissional na cidade o pensamento mudou, queria que o atleta permanecesse na cidade e quem sabe tivesse uma chance de ingressar na equipe local.”

Resumo de 2016

De férias em Juiz de Fora, Didi está tranquilo por ter desempenhado um trabalho bem acima das expectativas e confiante em mais um ano no voleibol paulista de base.

“Foi um ano de muitas provações na minha vida, nunca deixei de acreditar em Deus e nas pessoas de Boa fé que estavam do meu lado, de perto ou de longe, os resultados vieram pra coroar um trabalho feito com erros e acertos, mas feito com honestidade”.

Por Gustavo Pereira