Superliga do Sudeste

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Que o Brasil é um país de níveis continentais, todo mundo sabe. Logo, o mais lógico era que os grandes campeonatos esportivos contemplassem as várias regiões do país, o que seria uma ótima forma de representar as mais diversas culturas presentes por aqui, certo?

Na prática, o que ocorre faz com que essa lógica seja totalmente refutada. Se pegarmos os principais esportes nacionais, e aí rapidamente tentarmos nos lembrar dos times protagonistas desses esportes, inevitavelmente pensaremos em muitas equipes do Sudeste, talvez uma ou outra do Sul… E só!

Pegando como exemplo a Série A do Brasileirão 2018, temos 11 equipes do Sudeste, 5 do Sul, e 4 do Nordeste. Se formos mais afundo nessa análise, das 5 do Sul, apenas Grêmio e Internacional costumam ser protagonistas a nível nacional, na região Nordeste, salvo exceções, as equipes costumam brigar para não cair.

Levando esse mesmo pensamento para o voleibol brasileiro, a situação se agrava, e muito!

Protecionismo? Panelinha? Reflexos da sociedade?

Sempre que falamos de voleibol, nos vem à cabeça que é um esporte em geral elitista. Não vemos redes de vôlei montadas em qualquer lugar por aí, e na escola, normalmente é o esporte que poucos sabem jogar ou tem interesse de aprender.

Além disso, é um esporte que exige uma técnica muito apurada, e demanda muita paciência, tempo e por vezes dinheiro, para que os jovens atletas consigam aprender como jogar vôlei.

A partir dessas demandas, bem como a cultura de esporte elitista que o voleibol acabou ganhando, torna-se necessária a reflexão: Por que a Superliga A, principal campeonato nacional, tem sua maioria esmagadora de times provenientes da região Sudeste.

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Se pegarmos a última edição da Superliga A (2017/2018), tivemos 12 equipes. Dentre elas, 9 da região Sudeste e 3 da região Sul. Olhando a classificação, a equipe da região Sul mais bem classificada foi a Lebes/Gedore/Canoas, oitava colocada.

A última equipe que não vem da região Sudeste a ser campeã da Superliga é o CIMED, que conquistou 4 títulos entre as temporadas 2005/2006 e 2009/2010 (ano do último título). A equipe do CIMED, no entanto, encerrou suas atividades no ano de 2012, quando foram retirados os investimentos da equipe de Florianópolis.

Por que só os projetos do Sudeste tem continuidade?

Desde umas duas temporadas atrás, diversas equipes tem reclamado de forma veemente sobre as dificuldades de se manterem na Superliga A. Os motivos são principalmente falta de patrocinadores, que muitas vezes ficam por poucas temporadas no projeto, e por falta de resultados muito expressivos acabam retirando os investimentos; e o pensamento da CBV de buscar o lucro exacerbado, não se importando com os clubes e seus gastos.

O resultado? A Superliga se encontra em um momento muito crítico, em que várias equipes garantem a permanência na primeira divisão dentro das quadras, mas fora delas não conseguem cumprir as exigências da CBV, e com isso acabam encerrando suas atividades ou se auto-rebaixando, a fim de recomeçar. Exemplos disso não faltam… Principalmente fora da região Sudeste…

E o mais recente deles é o do próprio Lebes/Gedore/Canoas, que anunciou que não terá condições de disputar a edição 2018/2019, abrindo mão de sua vaga na Superliga. A equipe do Sul do país se encontra com muitos débitos e diante do não cumprimento dos compromissos financeiros de um dos patrocinadores, teve que se auto-rebaixar.

O Copel Maringá, outra equipe do Sul do país, vem capengando há várias temporadas, sempre terminando nas duas últimas colocações, e permanecendo na Série A justamente devido a falta de condições de outras equipes de continuarem na Superliga. Vale lembrar que o Maringá tem o levantador Ricardinho, que por toda sua história, ainda consegue captar recursos.

O terceiro representante do Sul na temporada 2017/2018, Vôlei Caramuru, ainda tem pendências financeiras da última temporada, e não tem sua permanência na Superliga A assegurada, apesar da expectativa positiva da diretoria dos paranaenses.

A questão financeira dos estados pode até interferir, entretanto o grande problema é que o voleibol atual sobrevive dos grandes empresários e patrocinadores, e como a região Sudeste possui maior visibilidade, os investimentos costumam se concentrar.

Entretanto, uma boa iniciativa seria um pensamento de expansão de territórios por parte da CBV, incentivando de forma mais ativa os campeonatos regionais, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Outra possibilidade era uma maior procura de equipes de regiões periféricas por leis de incentivo ao esporte. Mas essa é uma iniciativa muito particular de projetos que surgem e às vezes não se mantém por falta de patrocínio.

E por último, é necessário que a CBV diminua esse protecionismo, principalmente na Superliga A, que favorece cada vez mais os projetos já fortificados, e além de não incentivarem, ainda desmotivam muitas das equipes de participarem das principais divisões do voleibol nacional.

 

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Uma aventura de menino que se tornou um sonho de gente grande

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(Imagens cedidas: Arquivo pessoal de Pedro Londero)

Nascido em 1997, e com apenas 21 anos, Pedro Londero é mais um exemplo de jovem que precisou amadurecer muito cedo, já que saiu de casa com apenas 17 anos, rumo a São José dos Campos, onde teria a oportunidade de buscar a realização de seu sonho: se tornar atleta profissional de voleibol.

Pedro que é ponteiro, e tem 1,90 m, lembrou as dificuldades da decisão de sair de casa e tentar a sorte no estado de São Paulo, reconhecido por possuir os campeonatos de base mais disputados do Brasil, e um grande celeiro de revelações para o nível nacional:

“Inicialmente, tomar a decisão foi difícil, pois desconhecia a realidade do esporte em outro estado, mesmo ouvindo vários relatos e opiniões de amigos que já tinham vivido o momento que eu estava para viver. Além disso, pensar em sair e morar sozinho, em outra cidade, longe dos pais e da família era apostar alto nessa decisão. No entanto, ao chegar na cidade e vivenciar o esporte de forma muito mais intensa e exigente, me senti feliz, pois percebi que ali era o melhor lugar para evoluir e ter oportunidades para crescer dentro do esporte.”

O ponteiro do São José dos Campos lembrou ainda do seu período de adaptação à sua nova realidade, quando chegou ao clube em 2015:

“Foi um processo lento e intenso, principalmente se tratando da intensidade dos treinos, jogos, e a convivência diária com o grupo. A responsabilidade veio, apesar de um pouco mais tarde, junto com a maturação como atleta, e a maior compreensão da importância do meu esforço pro sucesso do meu futuro. Acredito que esse processo de adaptação durou por volta de uns 6 meses, mas considero que foram meses essenciais pra mim.”

Voltas do esporte

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(Pedro Londero em atuação pelos profissionais do São José dos Campos em 2017)

Pedro Londero lembrou ainda do momento mais difícil para a equipe, quando após ter ficado em 8º lugar na Superliga 2015/2016, o que lhe garantiu a disputa das quartas-de-final da competição, o São José dos Campos não conseguiu viabilizar a permanência na principal competição nacional, e acabou com a equipe profissional:

“A queda da equipe foi um ponto marcante e muito negativo, pois com isso ocorreu a perda significativa de investimentos na estrutura, bem como uma maior dificuldade de inserção em uma equipe adulta profissional em um projeto que eu estava começando a caminhar. Haja vista que tendo um projeto adulto local na cidade que já eu estava atuando, ficaria mais fácil para mim ter oportunidades no profissional, por já ter a confiança da comissão técnica.”

No entanto, após um ano sem equipe profissional, em 2017 o São José dos Campos retomou o projeto de ter uma equipe na categoria profissional, o que também deu um fôlego a mais para o ponteiro Pedro Londero, que passou por essa experiência complicada, mas que se manteve nas categorias de base do São José mesmo com as inseguranças e possibilidades de menor visibilidade do seu desempenho.

Assim como todo atleta das categorias de base, foco é uma palavra-chave, já que não é possível caminhar sem estar fixado nos objetivos de um dia chegar ao profissionalismo. Com Pedro não foi diferente, principalmente ao passar por bons e maus momentos em meio à sua caminhada:

“Por incrível que pareça, o meu melhor e o meu pior momento ocorreram na mesma temporada, no ano de 2017. O time foi muito bem formado, com um elenco bem equilibrado, impossibilitando a formação de um time titular absoluto, já que nos treinos o time sempre sofria variações visando altura, volume de jogo, passe ou ataque. E no início das competições eu não vinha conseguindo mostrar o meu melhor nos treinos, e com isso acabei ficando de fora dos primeiros jogos da temporada. Essa fase foi muito difícil, pois me vi perdendo minha maior oportunidade no ano, a mais importante para um atleta, que é a transição para o nível adulto.”

Nesse momento Pedro Londero se viu em uma sinuca de bico, onde só ele poderia virar o jogo, e voltar a ocupar um espaço de destaque. E foi isso que ele fez:

“Logo após esse período inicial de uns 4 meses, com o início do treinamento do time adulto, eu me esforcei ao máximo para conseguir meu espaço dentro da equipe titular juvenil, ganhando visibilidade e passando confiança aos treinadores. E dessa forma, essas circunstâncias adversas do início da temporada, e minha vontade de melhorar, me projetaram para a participação nos jogos do time adulto, que começaram a ocorrer principalmente no Paulistão.”

O ponteiro lembra que foi aí que recuperou sua confiança e se viu motivado a alçar voos mais altos:

“Fiz ótimas atuações contra grandes times como: Sesi-SP, Taubaté e Corinthians Guarulhos, gerando maior experiência, e melhorando meu nível de jogo. E assim cheguei na minha melhor fase da carreira até hoje, em que tive participação total nos jogos da equipe juvenil, fazendo boas partidas, e além disso, ainda consegui estar presente de forma constante nos jogos da categoria adulta, entrando em quase todos os jogos.”

Títulos e conquistas

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(Passagem pelas categorias infanto e juvenil renderam várias conquistas a Pedro)

Algo importante na carreira de todo atleta, seja ele amador ou profissional, é a conquista de títulos e medalhas, o que lhe torna mais conhecido e reconhecido, e o motiva a buscar sempre mais e mais troféus e medalhas.

E nesse quesito o ponteiro Pedro Londero não tem do que reclamar. Apesar de ter apenas 21 anos, o atleta soma muitas conquistas importantes tanto em Juiz de Fora, onde iniciou sua carreira no voleibol em 2008 e permaneceu até 2014, quanto no São José dos Campos, onde terminou sua formação nas categorias de base e se tornou profissional.

-Granbery (Juiz de Fora):

5 vezes campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG): Etapas microrregional, regional e estadual em 2009 ), e etapas microrregional e regional em 2010;

Campeão da Copa Minas Tênis Clube em 2013, com premiações individuais de melhor passe e MVP da competição.

-São José dos Campos:

2015- Vice- campeão dos Jogos Abertos da Juventude, categoria infanto; vice- campeão da Taça Prata Paulista, categorias infanto e juvenil.
2016 – Campeão dos Jogos Abertos da Juventude de São Paulo, categoria juvenil; vice- campeão dos Jogos Regionais de São Paulo, categoria adulto.
2017 – Vice campeão dos Jogos Regionais Juvenil de São Paulo; 3° lugar da Taça Ouro do Paulista Juvenil; vice- campeão dos Jogos Abertos de São Paulo Juvenil 1ª divisão; 3º lugar da Taça Prata, categoria adulto
Para além das conquistas de medalhas e trofeús, Pedro recorda com muito carinho do seu início em São José dos Campos:
“Uma história marcante pra mim foi a semifinal da Taça Prata em 2015, pelo infanto, já que a decisão era em 2 jogos e perdemos o primeiro de 3 sets a 0 para o Ibirapuera, e no segundo jogo, jogando em casa, não só ganhamos os três sets seguidos, e devolvemos o 3 sets a 0, como também vencemos o Golden set e avançamos para final. Esse foi uma partida muito emocionante, pois apesar dos 4 sets a 0, saímos com a vitória em parciais apertadas. E foram partidas como essas que me fizeram ainda mais apaixonado pelo esporte.”
Projeção para o futuro
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(Pedro com a camisa 3 em partida pelo profissional do São José dos Campos)
Após ter se desenvolvido nas categorias de base, Pedro tem agora um novo desafio: se consolidar como atleta profissional em um mercado que só se fecha, e provar o seu valor a nível nacional.
E no que depender dele, todos os esforços serão feitos para a realização de suas metas:
“Meu maior sonho no vôlei é estar jogando e evoluindo em uma equipe adulta profissional, principalmente de Superliga A. Além disso, também penso em atuar no exterior, conhecer culturas novas, times novos, e ganhar um bom dinheiro para me estabilizar financeiramente e também ser respeito profissionalmente”
Ainda sem ter renovado seu contrato com a equipe profissional do São José dos Campos para a temporada 2018, Pedro aguarda propostas para definir seu futuro no esporte.
E em sua entrevista, o nome de Pedro Londero foi citado, juntamente com os nomes de Tárik e Diego, os três juiz-foranos, como atletas chave para o prosseguimento do projeto do Juiz de Fora Vôlei.
Nesse caminho, Pedro tem mantido a forma, e segue analisando a melhor opção para o seu futuro no voleibol profissional.
Por Gustavo Teixeira

 

Recomeçar é preciso

Após uma temporada com mais baixos do que altos, dificuldades financeiras e elenco muito jovem, JF Vôlei sofreu muito na temporada 2017/2018, e com o rebaixamento à Superliga B, precisa se reinventar!

Na temporada atual a equipe foi a lanterna, com apenas 8 pontos conquistados, e uma campanha de 3 vitórias e 19 derrotas. A equipe juiz-forana só ganhou do Copel Maringá, duas vezes, por 3 sets a 2 fora de casa, e 3 a 0 em casa, e do Minas Tênis Clube fora de casa, por 3 sets a 2.

Ou seja, a equipe conquistou 7 dos seus 8 pontos com vitórias, e apenas 1 por derrota por 3 sets a 2, fora de casa contra o Sesc-RJ. E nas outras 18 derrotas o JF Vôlei sofreu um 3 a 0 ou 3 a 1.

Elenco jovem

A princípio poderíamos justificar o baixo desempenho da equipe de Juiz de Fora pelo elenco jovem e pelo baixo orçamento financeiro, já que o próprio Maurício Bara afirmou que o time passa por dificuldades financeiras desde a temporada 2016/2017, quando firmou uma parceria com o Sada Cruzeiro.

No entanto essa não é exatamente uma desculpa para o desempenho abaixo da equipe do JF Vôlei, já que na temporada passada o time passou pelos mesmos problemas e conseguiu uma histórica classificação para as quartas de final da Superliga, comandados por Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro, e municiados pelo líbero Fábio Paes.

O que ocorreu na temporada atual foi um descuido na montagem do elenco, que ficou muito focado na juventude e se esqueceu de dar oportunidades para atletas que tem identificação com a equipe e poderiam fazer um bom trabalho por aqui.

Se pegarmos como comparação o elenco da temporada 2016/2017, temos Renan Buiatti e Rodrigo Ribeiro como os mais valorizados, tanto que foram para equipes que subiram recentemente da Superliga B, e que prometem investimento pesado para alcançar em breve o topo, como Sesc-RJ e Corinthians, respectivamente. De fato era impossível segurar esses atletas, devido ao assédio de equipes com maior investimento. Só que o JF Vôlei acabou não conseguindo repor bem essas duas posições, e tanto o oposto venezuelano Emerson Rodriguez, quanto o levantador Felipe Hernandez, alternaram bons e maus momentos na temporada, e contribuíram para a queda de desempenho do time.

Além disso, outros jogadores como o líbero Fábio Paes e o central Diego, que jogaram mais de uma temporada pelo JF Vôlei, acabaram dispensados da equipe em prol da renovação do elenco, e para seus lugares foram utilizadas duas opções que já estavam na temporada passada, Juan Méndez para líbero, e Rômulo e Bruno como centrais. Só que os jovens sentiram o peso de uma Superliga A, e acabaram prejudicando o desempenho do coletivo em alguns jogos, até porque no vôlei a experiência faz diferença, tanto psicológica como também na resolução dos jogos.

Como ponto positivo, o JF Vôlei contou com o ponteiro Leozinho, fenômeno das categorias de base, e que carregou a equipe em muitas partidas. Só que não ter ninguém para dividir a responsabilidade pesou sobre o jovem, o que fez com que seu rendimento fosse caindo ao longo da temporada.

Reconstrução e recomeço

Agora a equipe vai precisar se reinventar na Superliga B se quiser retornar à elite do voleibol nacional.

As muitas temporadas na Superliga A foram muito positivas para Juiz de Fora, mas o recomeço chega em um bom momento, já que a diretoria da equipe espera contar com apoio financeiros de leis estaduais e/ou federais de incentivo ao esporte, o que pode impulsionar novamente o projeto JF Vôlei.

Uma boa forma de reconstrução é voltar a valorizar os atletas locais, algo que o projeto foi perdendo na medida em que se via pressionado a se manter na elite do voleibol nacional.

Nomes como o do líbero Fábio Paes (que contribuiu para o acesso do Ribeirão Preto para a Superliga A e deve continuar na equipe), do central Diego (atualmente sem clube), do levantador Tarik (que atuou na Superliga B pelo Monte Cristo) e do ponteiro Pedro Londero (que atua pelas categorias de base do São José e que é visto com muito potencial) precisam ser analisados com carinho pela diretoria do JF Vôlei, por serem da casa, ou por possuírem um vínculo forte com Juiz de Fora.

Além disso, para o comando da equipe é possível pensar no nome do Marcus Vinícius, conhecido como Didi, e que trabalha há algumas temporadas no voleibol de São Paulo, e tem como especialidade as categorias de base, o que poderia auxiliar até mesmo na montagem de um elenco barato e com jovens promissores e com muito potencial de desenvolvimento.

Não podemos esquecer que o JF Vôlei já perdeu a oportunidade de contar com grandes nomes da região como os opostos Wagner, atualmente no Santa Croce, da Itália; Felipe Roque, atualmente no Minas Tenis Clube; e o central Maycon Leite, atualmente no Palavollo Molfetta.

Nesse momento de recomeço é necessário o JF Vôlei retornar à mentalidade do início do projeto, e voltar a crescer pouco a pouco, para voltar forte para a Superliga A.

Por Gustavo Teixeira

Superliga de Vôlei e o abismo entre equipes

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Com a fase de grupos próxima do fim, com 18 jogos já tendo sido disputados, mais uma Superliga de voleibol vai chegando à fase de play-offs e com isso podemos ter uma noção mais clara sobre o papel de cada equipe na Superliga.

Na temporada 2017/2018, assim como nas últimas temporadas disputadas, vemos muita pouca mudança em questão de classificação, com o Sada Cruzeiro na ponta da tabela, Taubaté e Sesi-SP tentando chegarem próximos do nível técnico da equipe mineira, equipes tradicionais no esporte como Minas e Campinas se firmando no G-8, mas sem conseguirem bater de frente com o poder econômico do pelotão da frente e outras várias equipes apenas sobrevivendo à competição, tentando não serem rebaixadas, e com muito esforço, beliscando uma vaga nos play-offs.

Como exceção à regra temos a equipe do Sesc-RJ. Entretanto essa exceção se dá por conta do elevado poder econômico do clube, somado à experiência e influência de Giovane Gávio, que montou uma equipe forte desde a temporada passada e agora está entre as potências nacionais.

Além do Sesc-RJ, podemos colocar o projeto do Corinthians/Garulhos com relativo sucesso. Em seu primeiro ano na Superliga A, a equipe que conta com vários jogadores experientes, puxados pelo líbero Serginho, consegue “fazer o seu”, ganhando jogos mais fácies, e fazendo duros jogos contra equipes mais fortes.

De resto podemos ver em muitos clubes o reflexo da CBV, equipes sem muita verba, com muitos jogadores jovens, e por vezes desorganizadas dentro e fora de quadra, focadas em permanecer na elite do voleibol brasileiro a despeito dos cortes de orçamento que lhes atingem ano após ano.

Mas ninguém parece se preocupar com o fato de que o líder Sada Cruzeiro possui 48 pontos em 18 jogos e o lanterna, JF Vôlei, possui apenas 5 pontos, seguido de muito perto pelo Copel/Maringá, que tem 7, e só permaneceu na Superliga A na temporada atual pois não havia outras equipes com situação financeira que lhes possibilitassem disputar o maior campeonato de voleibol do Brasil.

Histórias provavelmente se repetirão

O voleibol nacional tem se tornado basicamente mais do mesmo, em que as ricas e poderosas equipes massacram as pequenas, algumas tentam sem muito sucesso fazer frente aos grandes, e no fim já sabemos que o campeonato começa mesmo nas semi-finais, quando normalmente do 1º ao 4º lugar disputam o título da competição, tendo como brecha uma ou outra zebra que ocorre entre os jogos de 4º x 5º e 3º x 6º.

Além disso, as mesmas equipes vão brigar para não caírem até o fim da competição. No entanto, já sabem que se conseguirem apenas dar continuidade ao projeto, as chances de permanecerem na Superliga A, mesmo em último ou penúltimo lugar, são muito grandes. Sem contar que infelizmente parece que tem se tornado regra o fato de a cada temporada uma equipe se desmoronar e não ter mais condição de disputar o principal campeonato da CBV.

É preciso repensar essa situação, não tirando o mérito de equipes e projetos bem consolidados e que trabalham duro como Sada Cruzeiro, Sesc e Taubaté, mas dando mecanismos que possibilitem às outras equipes que disputam a Superliga A se tornarem mais competitivas, permitindo inclusive as surpresas e trocas de hegemonia.

Enquanto isso, o interesse da Confederação Brasileira de Voleibol parece ser apenas em continuar com a organização (ou desorganização) de seus campeonatos e em esperar que os talentos do voleibol surjam naturalmente nas equipes, chegando ao serviço a seleção brasileira em todas as suas categorias, afinal, o Brasil se tornou também o país do voleibol.

Por Gustavo Pereira

As muitas voltas do esporte: Um pouco da carreira de Tarik Bellini

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(Tarik Bellini em ação pelo Monte Cristo)

Com apenas 21 anos, o atual levantador do Monte Cristo (Goiânia), Tarik Bellini Pereira do Valle, 1,86 m, já passou por muita coisa dentro do voleibol, e hoje é mais um jovem que busca o seu espaço no reduzido mundo do esporte.

Natural de Juiz de Fora, Tarik iniciou ainda pequeno no voleibol, juntamente com seu irmão mais velho, Octacílio Netto, que jogou várias Superligas pelo JF Vôlei, e passou por todas as categorias de base até o profissional. O atleta sempre teve seu talento reconhecido dentro das quadras, e por isso atuou também em equipes de Juiz de Fora como o Clube Bom Pastor e Granbery, como também fez parte de sua transição da base para o profissional em reconhecidos clubes do cenário nacional como o Campinas, hoje Vôlei Renata, tradicional equipe brasileira, e o São José dos Campos, que possui uma base muito sólida e já disputou várias Superligas.

Títulos e conquistas pessoais

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Tarik conseguiu se destacar desde cedo em uma posição muito difícil e que exige muita precisão: a de levantador. Seu talento ajudou e muito na conquista de muitos títulos ao longo das categorias de base.

Ainda em Juiz de Fora, o atleta somou 7 medalhas de ouro do JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais), uma medalha de ouro da Copa Minas, campeonato em que foi escolhido o melhor levantador da competição, além de um 3 º lugar no Campeonato Mineiro de 2012.

Em 2013 o levantador foi convidado para jogar em São Paulo, e por lá venceu os Jogos abertos da juventude, os jogos abertos divisão especial, e o Campeonato Paulista Taça Prata.

Para além dos títulos, Tarik conseguiu duas conquistas particulares e muito importantes em sua carreira: uma convocação para seleção mineira de vôlei de areia, pelo qual atuou em algumas etapas do campeonato brasileiro em 2013, e convocações para seleção mineira, em que teve na conquista do 3 º lugar no campeonato brasileiro de seleções o seu principal expoente.

Transição da base para o profissional

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Assim como muitos jovens que sonham em se tornarem atletas de sucesso e chegarem às grandes equipes da Superliga, com Tarik não foi diferente. Com apenas 18 anos surgiu sua primeira oportunidade dentre os profissionais, ainda em Campinas, e o jovem levantador buscou agarrar da melhor maneira, tanto que logo foi contactado pelo JF Vôlei e teve a sua primeira oportunidade de disputar uma Superliga aos 19 anos, na temporada 2015/2016.

“É um pouco complicada essa transição por causa do mercado do vôlei, que não é favorável para pessoas que vem da categoria de base procurando espaço no profissional”, Tarik Bellini, levantador do Monte Cristo.

Na única temporada que disputou pelo JF Vôlei, adquiriu experiência de disputar uma Superliga, mas lamenta não ter tido tantas oportunidades: “Acho que faltam oportunidades principalmente para quem é o mais novo do time, o voleibol já tem muitos jogadores consolidados em suas posições, o que dificulta ainda mais para nós, jovens.”

Ao analisar o mercado do voleibol, Tarik Bellini enfatiza:

“É um mercado difícil pois em algumas posições você tem vários jogadores que estão lá por vários anos e consolidados. E então para você buscar seu espaço fica difícil, e acaba que vários desses jogadores que saem da base, por não possuírem mercado aqui, escolhem ir jogar fora do Brasil ou até mesmo parar.”

Monte Cristo e a volta por cima

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Após disputar sua primeira Superliga, Tarik ganhou destaque a nível nacional, e por isso foi contratado pelo Monte Cristo, de Goiânia, na temporada 2016/2017, para disputar a Superliga B.

Assim que chegou o jovem levantador encantou comissão técnica, torcida e imprensa local, sendo manchete de vários jornais especializados em voleibol, devido as suas atuações consistentes, mesmo a despeito da equipe do Monte Cristo sair ou não vitoriosa. Pela equipe conquistou dois campeonatos goianos, da primeira vez batendo o Clube Jaó, principal adversário, e mais recentemente, na temporada atual, venceu o APROVEC e sagrou-se bicampeão estadual.

Além disso, mesmo com a equipe do Monte Cristo não terminando entre os primeiros colocados na temporada passada, Tarik teve seu contrato renovado devido as suas boas atuações, e já está disputando sua segunda Superliga B pelo clube de Goiânia.

No segundo jogo do Monte Cristo na temporada, seu primeiro jogo no ano, Tarik Bellini ajudou a equipe a bater o Ribeirão Preto por 3 sets a 2, em Ribeirão Preto. Vale lembrar que a equipe é comandada pelo renomado técnico Marcos Pacheco, e que é uma das favoritas ao título da Superliga B.

O atleta se mostrou motivado com a oportunidade de disputar mais uma Superliga B pela equipe: “Eu espero uma temporada difícil, mas de sucesso! Nossa equipe é muito jovem, mas também é muito talentosa e unida!”

Por Gustavo Pereira

 

 

Superliga vem aí, JF Vôlei!

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(No meio o oposto Emerson Rodriguez, e na direita o treinador Henrique Furtado)

Após 5 derrotas, no último jogo da etapa classificatória o JF Vôlei enfim conseguiu vencer sua primeira partida na temporada, por 3 sets a 2, e dia 4/10 enfrenta o Sada/Cruzeiro pela semifinal do campeonato mineiro de 2017.

Entretanto, o grande foco da equipe é a Superliga 2017/2018, e o JF Vôlei parece ter usado o campeonato mineiro como laboratório para conseguir encaixar sua equipe ideal, cheia de jovens atletas.

Antes única posição carente, o venezuelano Emerson Rodriguez chegou e dominou a saída de rede. O levantador Felipe Hernandez também parece estar conquistando seu entrosamento ideal com os jovens cedidos pela base do Sada/Cruzeiro.

Uma grata surpresa desse início de temporada vem sendo o ponteiro Leozinho, que vem rendendo muito bem e parece estar totalmente adaptado à equipe, suprindo bem a falta de Ricardo Júnior. Do outro lado, os centrais Rômulo e Diego parecem estar fazendo falta, já que Franco Drago não tem conseguido ir tão bem como seu companheiro de equipe foi na temporada passada.

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(Única vitória do JF Vôlei na temporada, contra o Minas, por 3 a 2, no ginásio da UFJF)

Superliga vem aí, e aí?

Para a Superliga, o JF Vôlei precisa de reforços. Apesar dos garotos parecerem dar conta do recado, um campeonato a nível nacional é sempre mais complicado. Usando a excelente temporada do ano passado, em que a equipe chegou aos play-offs, o elenco contava com nomes rodados como Renan Buiatti, Fábio Paes, Diego Almeida, Ricardo Júnior e Rodrigo Ribeiro.

Na atual temporada o jogador mais experiente é o venezuelano Emerson Rodriguez, com apenas 25 anos. O outro contratado é o levantador Felipe Hernandez, que tem 23 anos. Além deles, os outros atletas vieram da base do Sada/Cruzeiro e tem até 21 anos.

Nessa temporada a equipe já enfrentou três fortes equipes, e perdeu 5 das 6 partidas, o que dá uma mostra de que se o JF Vôlei quiser brigar por play-offs, precisa de um maior volume de jogo e de crescer como equipe.

A seu favor o treinador Henrique Furtado tem o fato de que tem uma equipe entrosada em suas mãos, já que grande parte do plantel joga junto há anos. Em contra partida, um elenco jovem pode não conseguir ter experiência suficiente para enfrentar de igual para igual grandes equipes, e esse fator psicológico pode acabar atrapalhando a campanha do JF Vôlei na Superliga.

A partir de uma primeira impressão, o JF Vôlei terá ainda mais dificuldade para conseguir uma boa colocação na atual temporada, principalmente devido à subida de equipes fortes, como Sesc-RJ e Corinthians.

Por Gustavo Pereira

Corinthians vence a Taça Ouro e fica com a última vaga da Superliga A 2017/2018

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A Taça Ouro ocorreu em General Severiano, casa do Botafogo, entre os dias 11 e 13 de agosto, e com 7 pontos, o Corinthians/Guarulhos conquistou o título da competição e a vaga para a Superliga A da próxima temporada.

A competição inicialmente teria 7 equipes, entretanto, 3 delas desistiram da disputa e a vaga ficou entre Botafogo, Caramuru/Castro, Corinthians/Guarulhos e Rádio Clube/AVP. Pelo regulamento, todos jogavam contra todos e o maior pontuador asseguraria a vaga para a Superliga.

Dentre as ausências, destaca-se o Clube Jaó, de Goiânia, que foi vice-campeão da Superliga B, Upis, de Brasília, dentre outras equipes que disputaram a Superliga B.

A outra curiosidade ficou por conta da presença do Corinthians/Guarulhos, que utilizou o CNPJ da extinta equipe do São Bernardo e conseguiu disputar a Taça Ouro mesmo sem ter jogado a Superliga B.

Taça Ouro para o Corinthians

Com um plantel estrelado, digno de Superliga A, o Corinthians teve poucos meses na montagem do seu elenco, que se iniciou após o término da Superliga 2016/2017, mas com um projeto ousado liderado pelo líbero Serginho, ex-Sesi, foi rápido na captação de atletas a nível nacional e internacional, e se tornou protagonista em uma disputa desleal contra 3 equipes que contam com orçamentos enxutos e sequer chegaram à final da Superliga B.

Nomes como o próprio Serginho; dos centrais Sidão e Riad, ex-Sesi; do levantador Rodrigo Ribeiro, ex-JF Vôlei; do oposto Rivaldo ex-Brasil Kirin; do ponteiro Bruno Canuto, ex- New Mater Volley (campeão da série A2 da Itália); do ponteiro Sérgio Félix, ex- / Maringá; entre outros, foram contratados pelo Corinthians/Guarulhos para disputa de apenas 3 jogos.

Com uma derrota de 3 a 2 sofrida contra o Caramuru/Castro e duas vitórias sobre Rádio Clube/AVP e Botafogo, o Corinthians/Guarulhos terminou com 7 pontos e terminou em 1 º lugar a Taça Ouro.

A tendência agora é de que grande parte do elenco permaneça, já que a Superliga era o maior objetivo da equipe. Como montou um plantel forte e com um bom poder de fogo, o Corinthians fez valer o favoritismo e venceu a Taça Ouro.

De um outro lado, mais uma vez notou-se a desorganização da CBV, que mais uma vez desvaloriza totalmente a Superliga B, deixando apenas uma vaga da Superliga por meio dessa competição, que é bem mais longa, organizada, e conta com mais equipes, e acaba cedendo as pressões de equipes que possuem recursos financeiros e que forçam a entidade a realizar um torneio de poucas equipes, poucos jogos, mas que contemple o favorito.

Por Gustavo Pereira

 

JF Vôlei para os Juiz-Foranos?

Após uma temporada além das expectativas, onde o JF Vôlei conseguiu a classificação para os play-offs da Superliga 2016/2017, a indefinição volta a tomar conta da equipe juiz-forana.

Até agora pouco se sabe sobre a equipe de Juiz de Fora, que apesar de já ter confirmado sua participação nos campeonatos mineiro e Superliga 2017/2018 e ter renovado sua parceria com o Sada Cruzeiro, não há notícias sobre quais atletas permanecerão no elenco. Dentre as renovações, a única garantida é a do técnico Henrique Furtado, que vai permanecer em Juiz de Fora mais uma temporada.

Perdas para a temporada

Apesar de não ter confirmado nenhum atleta para a próxima temporada, o JF Vôlei liberou todos os seus atletas para fecharem contratos com outras equipes caso recebam propostas.

Como a maioria das equipes já vem se reforçando, a equipe juiz-forana já perdeu alguns de seus destaques para o mercado. O oposto Renan Buiatti, maior pontuador da primeira fase da Superliga, fechou com o Sesc-RJ, o levantador Rodrigo Ribeiro foi para o Corinthians e o central Rômulo será aproveitado pelo Sada Cruzeiro em seu elenco principal.

Além disso, outros experientes jogadores do elenco como o ponteiro Ricardo Júnior, o líbero Fábio Paes e o central Diego Almeida ainda não tiveram seus contratos renovados.

Opção viável

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(Tatinho, Maycon Leite, Laerte Stroppa, Tárik Pereira e Wagner Pereira, todos jogaram em Juiz de Fora durante boa parte de suas categorias de base)

Juiz de Fora é notadamente uma cidade cheia de talentos no mundo do vôlei, não obstante, revela diversos nomes para o cenário nacional e até internacional. Entretanto, o JF Vôlei é uma das únicas equipes que não possui um trabalho de base que possa gerar frutos à equipe principal.

Recentemente equipes como Minas Tênis Clube e Campinas sofreram com cortes de verbas de seus patrocinadores e com isso tiveram que recorrer à base. No Minas, equipe conhecida por possuir uma base forte, a fórmula deu certo, e o elenco formado por muitos jovens conseguiu um bom resultado na Superliga 2016/2017. Além disso, algumas promessas, como o juiz-forano Felipe Moreira Roque, despontaram no time e conseguiram a titularidade, além de notoriedade no cenário nacional.

Pensando nisso, uma opção para o JF Vôlei é se voltar para o mercado interno, de modo a reforçar a sua equipe e não gastar muito para isso. Exemplos recentes mostram que a equipe não costuma dar muito valor aos prata da casa, como por exemplo:

-O oposto Felipe Moreira, que sequer atuou pelo JF Vôlei e hoje é um dos destaques do Minas;

-O líbero Tatinho, que após defender a equipe juiz-forana por várias temporadas na Superliga, inclusive sendo titular na campanha de permanência do JF Vôlei na repescagem da temporada 2015/2016, não teve seu contrato renovado e passou a temporada 2016/2017 sem clube;

-O ponteiro Pedro Londero, de 20 anos, que atualmente se encontra no São José Vôlei e que precisou sair ainda cedo de Juiz de Fora devido a falta de uma equipe de base competitiva que o projetasse para o voleibol profissional;

-O levantador Tárik, 21 anos, que já atuou pelo JF Vôlei, mas nunca teve a chance de mostrar seu jogo. O levantador está no mercado após ter sido titular da equipe do Monte Cristo (Goiânia) na Superliga B 2016/2017 e ter sido um dos destaques do time;

-O central Diego Almeida, que esteve no elenco 2016/2017 mas atuou em poucas partidas, ganhando mais minutos de jogo apenas no fim da temporada. O atleta é experiente, com passagens por equipes do Brasil e Espanha e poderia dar uma confiança a mais para os jovens.

No fim de agosto inicia-se a temporada 2017/2018, com a disputa do campeonato mineiro, e com isso, vale a pena dar uma olhada nos talentos juiz-foranos que podem ter um excelente custo-benefício tanto dentro quanto fora de quadra.

Por Gustavo Pereira

A Itália é sua Wagner!

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(Foto: Reprodução Facebook/ Wagner Pereira recebendo troféu Viva Vôlei pelo Bento Vôlei)

O jovem atleta Wagner Pereira da Silva, nascido em Mar de Espanha (MG) está de malas prontas para a sua primeira temporada em solos estrangeiros, defendendo o Santa Croce, da Série A2 da Itália, após passagem de destaque pelo Bento Vôlei.

Wagner tem 24 anos, 1,97 metros e joga como oposto. Iniciou a sua carreira em Mar de Espanha, passou por Paraíba do Sul, mas foi em Juiz de Fora, defendendo o Granbery, que o atleta foi projetado como jogador profissional. Wagner soma passagens por Sesi-SP, Santo André, Montes Claro e Bento Vôlei, clube pelo qual disputou a última Superliga 2016/2017 e foi o maior pontuador da equipe.

O oposto tem ainda passagens pelas seleções brasileiras de base, e conquistou, entre outros títulos, a Copa Pan-Americana Sub-23, em Reno (EUA), em 2015. Wagner disputou também o Campeonato Mundial de Seleções Sub-23, em Dubai, Emirados Árabes.

Sobre o que mais lhe motivou a se tornar profissional, Wagner lembra da época em que esse era apenas um sonho:

_”Objetivo, força de vontade. Sempre corri atrás do que eu queria. Sempre assistia a final da superliga, e um dia eu queria jogar também uma superliga, daí fui me dedicando pra chegar aonde eu cheguei”

Sobre a experiência na seleção brasileira de base, o agora oposto do Santa Croce ressaltou o crescimento que teve:

_”Comecei a me tornar um outro jogador depois que passei pelas seleções de base. Comecei a ver o vôlei de outra forma, ter experiências internacionais que me ajudaram muito, tive uma vivencia muito boa. Comecei a competir contra jogadores tão bons quanto eu da mesma idade e até mais novos. Isso me fez dar muito valor ao esporte, sofri na pele algumas vezes, fui cortado da seleção 2 vezes porque outros jogadores naquele momento tiveram muito mais “culhão” do que eu”

Wagner ainda falou sobre uma frase que carrega consigo:

_”Não esqueço até hoje o que meus técnicos na seleção falavam, não só comigo, mas com o grupo, é uma das lições mais importante e que levo comigo: – Você tem que matar um leão por dia, infelizmente o esporte é assim

O oposto ainda lembrou das dificuldades até chegar a se tornar profissional, e das pessoas que lhe ajudaram:

_”Olha se eu for ficar falando nomes fico ate amanha (risos), tantas pessoas já passaram na minha vida e me ajudaram tanto, sempre por onde eu passo faço amigos que querendo ou não me ajudaram de certa forma ou com uma palavra ou um conselho. Mais isso tudo só foi possível graça aos meus pais que sempre me apoiaram e me ajudaram. E, principalmente, me incentivaram! De onde eu venho nada e fácil, sempre tive que correr atrás pra conseguir algo, meus pais foram o alicerce que fez com que eu seguisse em frente”

Sobre seu ídolo, Wagner não titubeou:

_ “Sempre fui fã do Andre Nascimento pelo vôlei que ele jogava e por ser canhoto, tive a oportunidade de conhecer ele e de trabalhar ao lado dele no Montes Claros, fiquei mais fã ainda”

Wagner também lembrou do seu pior momento da carreira:

_”Eu estava vindo de um momento muito bom, tinha voltado da seleção sub-23 muito confiante no meu trabalho, tanto que viajei com a seleção pro mundial e fui campeão da copa Pan nos USA. Quando voltei ao Montes Claros, não estava conseguindo exercer o mesmo voleibol, era cobrado constantemente, tentei seguir uma linha de raciocínio que não era a minha, tentei ser um jogador que eu não sou, comecei a jogar sem meu sorriso no rosto sem poder de certa forma me divertir dentro da quadra. No meio disso tudo tive que fazer uma cirurgia inesperada na bexiga que me fez sair do vôlei, e isso me fez perder tudo, tudo o que você pode imaginar. O brilho nos meus olhos foi embora, minha vida profissional não era mais a mesma nem a pessoal. Quando saí de lá senti um peso saindo das costas”

Mas ressaltou que a oportunidade de ter ido para o Bento Vôlei o fez recuperar seu bom voleibol.

_”No time do Bento Vôlei tive a oportunidade de jogar, as coisas começaram a acontecer, eu tive liberdade de ser quem eu era dentro de quadra, de poder sorrir, me divertir, sem perder a responsabilidade consegui mostrar pra mim mesmo e pra todo mundo o que eu sou capaz de fazer”

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(Foto: Reprodução Facebook / Wagner em ação pelo Bento Vôlei)

Sobre a temporada, Wagner lembra que ficou entre os 10 maiores pontuadores da Superliga e ressaltou:

_”Essa temporada foi mérito do meu trabalho, quem me via treinando pode falar melhor do que eu, me dediquei muito para conseguir essa marca que tive na temporada, Bento Vôlei me deu a oportunidade de voltar ao mundo do vôlei, eu não podia decepcionar eles e nem perder essa oportunidade, com o passar das rodadas eu sentia que a equipe confiava mais e mais em mim, todos me cobravam e me davam conselhos, os troféus Viva Vôlei que consegui foram graças a eles, tanto que quando eu recebi o primeiro Viva Vôlei até chorei, porque ele representava tudo o que eu tinha passado, toda a volta por cima que eu estava dando na minha vida”

Por fim, Wagner Pereira projetou sua primeira temporada fora do Brasil:

_”Essa temporada vai ser muito importante pra mim, vai consolidar ainda mais tudo o que eu venho fazendo. Estou de mente aberta e muito motivado pra essa nova jornada, sei que não vai ser nada fácil, mas estou determinado. Tenho meus objetivos pessoais e ainda sonho em ir pra seleção principal. Para isso, quero me destacar na Itália, e aprender muito mais, para um dia ter a oportunidade de representar o meu pais novamente”

Por Gustavo Pereira

 

 

Ingredientes que fazem da final da Superliga Masculina 2016/2017 o melhor jogo do ano

No próximo domingo, 07 de maio de 2017, será disputada às 10 horas da manhã a final da Superliga Masculina 2016/2017 em jogo único, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. E não por acaso, as duas equipes de melhor campanha na atual temporada duelam pelo título.

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(Duelo entre as equipes no dia 18 de fevereiro de 2016)

O Sada Cruzeiro iniciou o ano sem dois dos seus principais nomes, o oposto Wallace e o central Éder, que não puderam continuar na equipe devido ao ranking de pontos da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Mas a equipe mineira rapidamente se movimentou e trouxe dois reforços importantes para suprir as perdas: o oposto Evandro (que voltou da Europa) e o central cubano Simon.

Já o Funvic Taubaté se aproveitou do fato da equipe do Sada/Cruzeiro ter ultrapassado o limite de pontos segundo o ranking da CBV e com isso trouxe o oposto Wallace e o central Éder. Além disso, a equipe contratou o ponteiro Lucas Lóh, que saiu do Brasil Kirin para o Taubaté, e o líbero Mário Júnior, que veio do rival São José dos Campos, todos para serem titulares da equipe.

Ingredientes para uma final histórica

Desde os últimos anos, as duas equipes vem se destacando no cenário nacional devido ao sucesso de seus projetos. O Sada/Cruzeiro é o atual tricampeão da competição e bi campeão do Mundial de Clubes, e o Taubaté só vem melhorando seu desempenho, com isso, não resta dúvidas que atualmente, o Funvic Taubaté é considerada a equipe capaz de bater o Sada/Cruzeiro. No segundo turno da fase de grupos da Superliga, o Taubaté foi o único time a bater o Sada/Cruzeiro, por 3 sets a 0, porém o Sada poupou os seus titulares por já estar classificado para os play-offs da competição.

Fatores que deixam o jogo mais emocionante

1 º- As duas equipes possuem nomes recorrentes na Seleção Brasileira.

Pelo lado do Sada, o levantador Willian, o central Isac e o oposto Evandro são presenças certas nas convocações da Seleção, o líbero Serginho é outro nome que já frequentou a seleção, além disso, o ponteiro Leal se naturalizou brasileiro e é considerado uma das principais apostas para o futuro próximo da seleção.

Pelo lado do Funvic Taubaté, nomes como o do ponteiro Lucarelli e do oposto Wallace parecem hoje incontestáveis na Seleção Brasileira, e outros nomes como os do central Éder e do ponteiro Lucas Lóh, vira a mexe aparecem entre os selecionados. Além deles, o líbero Mário Júnior coleciona diversos campeonatos e títulos pela Seleção Verde e Amarela.

2 º- Ambas as equipes vem com força máxima para a final.

Diferentemente do Sesi-SP que tinha o ponteiro Douglas Souza voltando de lesão, Sada Cruzeiro e Taubaté mostraram por que sobram nas quadras pelo Brasil, não só na bola, mas também fisicamente, já que seus jogadores mostraram um bom condicionamento físico e as duas equipes tiveram poucas lesões ao longo do campeonato.

3 º- A lei do ex

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(Wallace e Éder vão enfrentar pela primeira vez em uma final o Sada/Cruzeiro, ex-time dos dois atletas)

Mesmo que os atletas tenham compreendido o motivo pelo qual tiveram que sair do Sada/Cruzeiro (devido ao ranking da CBV), o oposto Wallace e o central Éder são possíveis nomes para fazer valer a lei do ex, e vencerem o Sada/Cruzeiro em pleno Mineirinho. Wallace por exemplo participou dos 4 títulos do Cruzeiro na história da Superliga, e acabou tendo que sair da equipe pela porta dos fundos.

No lugar do atleta a diretoria do Sada/Cruzeiro optou por ficar Willian e Isac.

4º- O projeto do Funvic Taubaté precisa vingar.

É inquestionável que o Taubaté vem crescendo de produção nas últimas Superligas. Mas mais do que isso, vem investindo forte em sua equipe, e essa é uma ótima hora para que esse retornou seja dado dentro de quadra.

O elenco conta com nomes badalados e para que essa equipe consiga se consagrar na história da Superliga, precisam desse título. Nomes como do central Otávio começam a ser avaliados na seleção e com o título da Superliga sobre o atual tricampeão, tanto Otávio quanto Lucas Lóh e Éder podem pedir passagem na nova fase da Seleção Brasileira após a saída de Bernardinho.

5 º- Por outro lado, o Sada Cruzeiro quer provar que é soberana na Superliga e que seu planejamento vem dando muito certo. Em uma Superliga onde grande parte das equipes conviveu com dificuldade financeira, projetos como o do Sada/Cruzeiro que são desenvolvidos mais a longo prazo, precisam destacar e mostrar sua força dentro de quadra.