Raio-X da Fase de Grupos da Champions League

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Mais uma fase de grupos finalizada na Champions League 2018/2019 e como sempre, a partir das oitavas serão separados os grandes dos gigantes da Europa.

Com o fim das seis rodadas, fizemos um Raio-X de alguns critérios importantes que tornam algumas equipes muito fortes para a disputa do mata-a-mata e outras que deixaram suas torcidas com uma pulga atrás da orelha.

É importante observar entretanto que obviamente há uma certa diferença qualitativa entre os grupos, o que pode ter influenciado no resultado final das equipes na fase de grupos da Champions.

Invictos

Nessa edição podemos dizer que houve uma maior nivelamento entre as equipes, tanto é que poucos times conseguiram manter a invencibilidade nas seis rodadas.

Barcelona: Em um dos grupos mais difíceis da fase de grupos, o B, o Barça nadou de braçadas e conquistou sua classificação de forma antecipada. Ruim para Tottenham e Inter de Milão, que precisaram lutar muito pelo segundo lugar.

Campanha- 4 vitórias e 2 empates

Porto: Com a melhor campanha dentre as 32 da fase de grupos da Champions League, o Porto voou no grupo D, e apesar de não ser um grupo tão difícil, a equipe portuguesa se reafirmou como grande da Europa.

Campanha: 5 vitórias e 1 empate

Bayern de Munique: Com uma já conhecida defesa sólida o Bayern não deu chances para seus adversários e saiu do grupo E com 14 pontos.

Campanha: 4 vitórias e 2 empates

Ajax: Juntamente com o Bayern de Munique, os holandeses fizeram uma fase de grupos muito correta e se classificaram sem sustos, com 12 pontos, também no grupo E.

Campanha: 3 vitórias e 3 empates.

Lyon: Talvez a campanha mais engraçada e diferente da fase de grupos, o Lyon passou para as oitavas da Champions vencendo apenas 1 partida! Isso mesmo, 1 vitória em 6 jogos. No entanto, em um grupo equilibrado com o poderoso Manchester City, Shakhtar Donestk e Hoffenheim a equipe francesa conseguiu sair invicta e ganhou de presente a classificação.

Campanha: 1 vitória e 5 empates.

Melhores ataques: 

Fazendo um Top 3 dos grandes poderes ofensivos nessa primeira fase temos:

1º lugar: Paris Saint-Germain

Com um trio de ataque formado por Neymar, Mbappé e Cavani não podíamos esperar algo diferente a não ser o melhor ataque da fase de grupos, com 17 gols marcados.

2º lugar: Manchester City

Com um já famoso modelo tik-taka implementado por Pepe Guardiola, o City é sempre letal. Em seis jogos os ingleses fizeram 16 gols, distribuídos entre seus vários craques.

3ºs lugar (es): Porto e Bayern de Munique

Do mesmo jeito que as duas equipes não deram chances para seus rivais e passaram invictas, podemos dizer que seus ataques foram determinantes para isso, já que as duas equipe marcaram 15 gols nos 6 jogos da fase de grupos da Champions.

Melhores defesa:

1º lugar: Borussia Dortmund

Com uma verdadeira muralha amarela protegendo seu gol, o Borussia sofreu apenas 2 gols em 6 jogos, sendo os dois na derrota para o Atlético de Madrid fora de casa, e obteve a melhor defesa disparada dentre 32 equipes.

2º lugar: Juventus

Com um primeiro lugar bem encaminhado, a Juventus fez o básico e se classificou bem, mas não tanto como o esperado. No entanto, ali estava a forte defesa italiana, reconhecida mundialmente e que sofreu 4 gols em 6 jogos, sendo 2 na última partida, contra o Young Boys.

3º lugar: Manchester United

Com os mesmos 4 gols sofridos do que seu parceiro de grupos, a Juventus, os Red Devils fizeram uma campanha sem brilho, mas passaram de fase. A equipe de José Mourinho fez apenas 10 pontos na competição, mas sua defesa foi fundamental para a classificação.

Melhores saldos de gols

1ºs lugar (es): Manchester City e Bayern de Munique

Com 10 gols de saldo para cada, as equipes provaram que equilíbrio é tudo para se dar bem na Champions.

3ºs lugar (es): Barcelona e Porto

Ambas equipes fecharam a fase de grupos com 9 gols de saldo e fizeram campanhas muito corretas, dignas de um bom saldo de gols, já que as duas vão para as oitavas invictas.

Piores saldos de gols

Só vou colocar a colocação desses pobres sacos de batatas, que só apanharam na competição.

1ºs lugar (es): Mônaco e Estrela Vermelha, com incríveis -12 de saldo.

3º lugar: AEK Athenas.

Quem sai mais forte?

-Bayern de Munique: Os bávaros sempre se fortalecem na fase de grupos e ganham ainda mais força para irem em busca de mais uma orelhuda.

-Porto: Com um futebol convincente o Porto trouxe de volta o poder do futebol português e apesar de não estar em um grupo tão forte, se provou grande e vai com força para as oitavas.

-Borussia Dortmund: Em um grupo médio de dificuldade, o Dortmund conseguiu golear o forte Atlético de Madrid e comprovou mais uma vez que é letal em sua casa. Além disso provou que gosta de fazer gols e teve a melhor defesa do campeonato até aqui.

-Barcelona: Sobrou em seu grupo e mostrou que Messi e companhia sempre entram para ganharem a Champions.

Quem sai mais fraco?

-Real Madrid: Ok, os merengues passaram em primeiro, com 12 pontos, 5 a mais que o terceiro lugar. No entanto, o efeito saída de Cristiano Ronaldo ainda está pesando o ambiente do Real Madrid e a troca de Julen Lopetegui por Santiago Solari ainda está sendo digerida pelo elenco. (OBS: No mata-a-mata a camisa pode pesar e o Real Madrid ir se fortalecendo)

-Tottenham Hotspurs: Em um grupo equilibrado e muito forte os Spurs não se saíram tão bem em seus testes e contaram com uma ajuda imensa da incompetente Inter de Milão para avançarem às oitavas.

-Liverpool: Atual vice-campeão da Champions, o Liverpool de Jurgen Klopp fez o básico para passar no grupo da morte e agora precisa melhorar muito para chegar às próximas fases.

Lyon: Apesar de invicto na fase de grupos, o Lyon vai precisar de muito mais para avançar ao menos às quartas de final da Champions, já que fez apenas 8 pontos, a menor pontuação entre os classificados.

Por Gustavo Teixeira

 

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As equipes do horário nobre do Brasileirão 2018

Mais um ano se encerrando, e junto com ele o Brasileirão Série A vai chegando ao fim. Até o momento, Palmeiras possui uma considerável vantagem rumo ao título e as equipes do Internacional, Flamengo, Grêmio e São Paulo ainda possuem chances matemáticas de título.

Do outro lado da tabela tudo parece muito embolado, com muitas equipes na briga para não cair, sendo os principais concorrentes a queda o Paraná, América-MG, Vitória, Chapecoense, Sport, Vasco e Ceará. Entretanto, Corinthians, Botafogo, Bahia e Fluminense ainda tem chances matemáticas de cair.

Na turma do meio, Atlético-MG, Atlético-PR e Santos disputam uma última vaguinha para a Libertadores, enquanto o Cruzeiro já está garantido na próxima edição do principal campeonato da América do Sul e joga para cumprir tabela.

 

Raio X dos horários dos jogos

Todos sabemos que as transmissões de jogos podem variar de acordo com as posições das equipes nas tabelas e também por conta da disputa dos times em outras competições como Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.

Além disso, há diferentes tipos de contratos entre equipes e emissoras de televisão, que fazem com que alguns times acabem sendo mais privilegiados com jogos nos ditos horários nobres, que seriam aqueles horários em que as emissoras de televisão aberta costumeiramente transmitem as partidas.

Pensando nisso, o Raio-X Esportivo dissecou a tabela do Brasileirão 2018 para ver quais equipes tiveram mais jogos com possibilidade de transmissão no horário nobre, e quais acabaram com o maior número de jogos em horários ditos alternativos.

Para o parâmetro do levantamento, tomaremos como horário nobre os jogos de quarta-feira às 21:45 e de domingo às 16 horas (17 horas no horário de verão).

 

horario nobre

Pelo gráfico é possível ver que o líder Palmeiras ocupa o primeiro lugar com mais jogos no horário nobre, com 21 partidas, justificando sua boa fase e atraindo os olhares da televisão.

Outras equipes que merecem destaque nesse levantamento são Atlético-MG com 19 jogos com possibilidade de transmissão, Corinthians, Cruzeiro e Vitória com 18 partidas em horário nobre.

Por outro lado, algumas equipes acabaram jogando grande parte da temporada em horários alternativos, casos de Chapecoense, com apenas 6 partidas no horário nobre, Paraná com 8 jogos e Santos com 9 partidas com possibilidade de transmissão por uma emissora aberta. Vale dizer que dessas poucas partidas, grande parte delas só esteve presente no horário nobre por envolver algum dos times que mais tiveram partidas nessa faixa horária.

Raio-X por região

Se pegarmos as três regiões do Brasil que são contempladas com equipes no Brasileirão Série A (Nordeste, Sudeste e Sul) temos:

–> Mais transmissões:

-Vitória 18 (Nordeste)

-Palmeiras 21 (Sudeste)

-Internacional 15 (Sul)

–> Menos transmissões:

-Ceará 10 (Nordeste)

-Santos 9 (Sudeste)

-Chapecoense 6 (Sul)

Por Gustavo Teixeira

Fórmula 1: Lewis Hamilton é o presente e Max Verstappen

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Atual campeão da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton é de longe o melhor piloto da competição. Com 5 títulos (já incluído o da temporada 2018), Hamilton é um destruidor de recordes e vem mostrando cada vez mais que está um patamar acima na principal competição de corrida automobilística do mundo, atualmente com 72 vitórias na carreira (a última sendo o prêmio do Brasil)

No entanto, o piloto já tem 33 anos e com isso o caminho natural é que outros pilotos surjam como expoentes da Fórmula 1 e possíveis novos fenômenos para as próximas temporadas.

E é aí que entra o holândes de apenas 21 anos, Max Verstappen. Conhecido por ser muito polêmico e inconsequente, Verstappen tem provado corrida após corrida que é um talento nato!

Piloto da Red Bull, o jovem disputa a F1 desde 2015 e já venceu 5 prêmios até aqui. Além disso, já esteve no pódio por 21 vezes (somando o 2º lugar no Brasil) e tem melhorado suas marcas a cada corrida e temporada.

Com um futuro muito promissor e um estilo agressivo de correr, Verstappen atualmente é o 5º colocado na temporada 2018, muito perto de Valtteri Bottas e Kimi Räikkönnen, o que lhe dá uma grande moral, tendo em vista que o piloto é o primeiro após os carros da Mercedes e da Ferrari, que inclusive costumam disputar ponto a ponto o título de construtores da temporada.

Além disso, a baixa idade de Max Verstappen frente aos seus adversários (Hamilton 33 anos, Vettel 31 anos, Räikkönnen 39 anos, Bottas 29 anos e Ricciardo 29 anos) já dá a possibilidade de disputar muitas temporadas além do que seus principais concorrentes e lhe credencia a um fortíssimo candidato do presente e do futuro da Fórmula 1.

 

Por Gustavo Teixeira

O Campeonato Francês mal começou…Mas já acabou!

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Mais uma temporada se inicia na Europa, a 2018/2019, e com isso as expectativas se renovam, os objetivos das equipes são jogados lá pro alto, e as torcidas se animam com a possibilidade de um ano dos sonhos.

Se pegarmos os campeonatos da Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, entre outras grandes ligas europeias, temos sempre postulantes ao título, dado o grande poder de fogo de ao menos 2,3 times em cada uma delas.

No entanto, a realidade do Campeonato Francês parece ser completamente diferente! Sai ano e entra ano e temos uma certeza… O Paris Saint-Germain estará na cabeça da Ligue 1.

Desde que a equipe foi comprada pela QSI (Qatar Sports Investment), em 2011, que é simbolizada na figura do presidente, Nasser Al-Khelaïfi, também CEO da empresa que é ligada ao governo do Qatar, o PSG mudou de patamar e passou a ser um pesadelo para as outras equipes do Francesão.

De lá pra cá a equipe se transformou totalmente, ou seja, passou de um tradicional time francês que tinha poucos títulos, antes de 2011 apenas 2 Ligue 1 (1985/1986 e 1993/1994), até um papa títulos, que atropela tudo que é adversário.

A mudança de mentalidade do poderoso PSG iniciou-se desde 2011, e na temporada 2012/2013 os títulos começaram a vir. De lá pra cá foram 5 títulos (2012/2013, 2013/2014, 2014/2015, 2015/2016, 2017/2018). A exceção à regra foi uma temporada fora da curva do Mônaco, que conquistou o título na temporada 2016/2017, e à época contava com Mbappé como uma das principais atrações da equipe.

Só que foi só o Mônaco se engraçar um pouquinho que o Paris Saint-Germain fez valer o seu elevadíssimo poder de compra e comprou justamente Mbappé, enfraquecendo o rival e dando um recado claro que não gosta de concorrência ao título Francês.

Na temporada atual, com 10 rodadas parece já termos o campeão. Com o Mônaco em queda livre, na vice lanterna, com apenas 6 pontos em 10 jogos, com o Nice em uma também péssima temporada, com 10 pontos em 9 jogos, e com o Bourdeaux em 8º, com 14 pontos em 9 jogos, sobrou para o Lille, Lyon e Olympique de Marselha rivalizar com o poderosíssimo PSG.

Coitados…

O Paris Saint-Germain faz uma temporada perfeita até aqui, totalmente justificada com o elenco da equipe de Paris, que conta com craques mundiais em todas as posições! Em 10 jogos são incríveis 10 vitórias e nenhum empate ou derrota. Além disso, são incríveis 37 gols marcados, 6 sofridos e um saldo de gols de 31.

Com isso, cabe aos “meros mortais” times franceses se contentarem com o segundo lugar pra baixo… Já para o PSG, a França ficou pequena demais para a equipe e a Champions League é o grande objeto de sonho, já que o clube nunca conquistou o título.

Por Gustavo Teixeira

Conmebol você é uma vergonha… E não fala a nossa língua

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Não é nenhuma novidade que o Brasil possui uma clara diferença em relação aos outros países sul-americanos. Seja pela extensão de terra, diversidade cultural ou língua, fica evidente que há uma distinção entre o Brasil e as outras nações sul-americanas.

No entanto, ao trazermos para o futebol, essa situação se agrava. Dentro de campo as equipes brasileiras encontram mais dificuldade em se comunicarem com os árbitros e com isso são menos entendidos. A reconhecida catimba sul-americana é outra que costuma passar longe dos times brasileiros, que claramente não sabem “fazer cera”, e quando tentam, normalmente são punidos pelo árbitro ou pela bola. Além disso, observamos também uma centralidade brasileira como o principal mercado da bola na América do Sul, salvo exceções como Boca Juniors, River Plate e poucas outras equipes.

Só que uma diferença entretanto tem chamado muita atenção nas competições sul-americanas, principalmente na Libertadores: a grande tendência da Conmebol em prejudicar equipes brasileiras, e por outro lado favorecer equipes de outras nações da América do Sul, com um grande destaque para a Argentina, que parece ser a queridinha da Conmebol.

O mais recente e absurdo dos casos

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Torna-se inevitável começar pelo grotesco episódio ocorrido no jogo de ontem (19/09/2018), entre Cruzeiro e Boca Juniors. Já é muito difícil jogar na Bombonera, ainda mais quando vemos 11 jogadores do Boca, trio de arbitragem, e ainda árbitro de vídeo (que deveria ajudar a diminuir os erros) contra a equipe do Cruzeiro.

Já perdendo por 1 a 0 e sofrendo uma grande pressão do Boca Juniors, em lance de dividida entre o zagueiro Dedé e o goleiro Andrada (que levou a pior e saiu do lance sangrando), o árbitro paraguaio (que nem merece ter o nome citado) simplesmente inventou uma agressão e expulsou Dedé. O lance foi bizarro! Grotesto! Absurdo! Inacreditável!

Agora o Cruzeiro vai tentar recorrer da decisão… Mas parte do estrago já foi feito… A equipe mineira jogou quase 30 minutos com um a menos e acabou sofrendo um segundo gol. Agora os argentinos podem até perder por 1 gol que se garantem na semifinal da Conmebol Libertadores.

Conmebol escancara seu amadorismo em 2018

No entanto, se depender da Conmebol, o Cruzeiro (brasileiro) vai continuar prejudicado, até porque lisura é algo que passa muito longe dessa instituição vergonhosa.

Apenas para ilustrar o amadorismo da Conmebol, tivemos três casos de jogadores que supostamente teriam atuado de forma irregular. Digo supostamente porque em seu centenário (2016), a mesma instituição reduziu a pena de todos os atletas que teriam alguma partida de suspensão a cumprir.

Nesse bolo tínhamos Carlos Sanchéz, hoje no Santos e suspenso em 2015 na Copa Sul-Americana, Bruno Zuculini, hoje no River Plate e suspenso em 2013, e Ramón Ábila, hoje no Boca Juniors e suspenso na final da Sul-Americana de 2015.

Dos três casos, o Indepediente (Argentina) entrou com ação contra o Santos e a equipe brasileira foi punida com uma derrota por 3 a 0.

No caso do River Plate, a própria Conmebol acusou a irregularidade e logo tratou de ajudar a equipe, falando que como ninguém entrou com ação, não haveria punição.

No terceiro caso, o próprio Boca Juniors foi denunciado pelo Libertad do Paraguai, mas a Conmebol nada fez, deixando claro que tem dois pesos e duas medidas.

Os motivos

Apesar de não ser nada certo… Parte da comissão da Conmebol é argentina, o Brasil (CBF) foi o único país Sul-Americano que votou contra a Copa de 2026 nos EUA, México e Canadá… Além disso Boca Juniors e River Plate possuem um longo histórico de serem ajudados na Libertadores…Entre outros motivos que nos fazem acreditar que a Conmebol é uma vergonha em todos os pontos de vista!

Por Gustavo Teixeira

 

Boas perspectivas para o JF Vôlei

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(Foto: Olavo Prazeres)

É só falarmos as palavras Juiz de Fora e Esporte para qualquer brasileiro, que é impossível não fazermos boas associações de nomes juiz-foranos que se destacaram em âmbito nacional. Tal fama vai além do nível nacional, alcançando o mundo, títulos mundiais, olímpicos e de campeonatos nacionais e estrangeiros.

No entanto, apesar de ser uma cidade reconhecida como formadora de talentos, no ano de 2018 os apaixonados pelo esporte local sofreram duros golpes com o voleibol, já que foram obrigados a ver o JF Vôlei cair para a Superliga B após vários anos disputando a principal competição em âmbito brasileiro.

O time de voleibol sofreu com a escassez financeira durante uns 2, 3 anos, e com uma equipe muito jovem não conseguiu se segurar na primeira divisão do voleibol. A campanha foi muito abaixo da média, com apenas 8 pontos e 3 vitórias, 11 a menos que o Ponta Grossa/Caramuru, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

E agora? 

Para a temporada 2018/2019, o JF Vôlei se reestruturou tanto no elenco como na gestão financeira, já que enfim conseguiu parcerias com grandes empresas por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e está montando até agora uma equipe novamente muito jovem para a disputa da Superliga B, com o jogador mais velho tendo apenas 22 anos.

No entanto, esse elenco é muito diferente da equipe que vinha sendo cedida pelo Sada Cruzeiro, já que conta com atletas de pouca idade, mas que já possuem maior rodagem nas principais competições adultas do Brasil, casos do levantador Tárik Bellini, que já disputou uma Superliga A com o próprio JF Vôlei, e duas Superligas B com o Monte Cristo de Goiânia, do ponteiro Anthony Gabriel, que disputou a última Superliga A pelo Ponta Grossa Caramuru e do central Symon Lima, que jogou a última Superliga B pela Upis/Brasília.

Além disso, o elenco agora está sendo construído com o que a diretoria julga importante, e não é apenas a partir da administração de jogadores, como vinha sendo nas duas últimas temporadas, em que atletas visivelmente abaixo da média tinham diversas chances, e que o treinador era diretamente vinculado ao próprio Sada Cruzeiro.

Expectativa

Com um elenco muito jovem, o primeiro passo da diretoria tem sido o de dar rodagem aos atletas. Para isso, provavelmente o JF Vôlei vai disputar tanto o campeonato mineiro como também o campeonato carioca, o que implica em mais gastos, mas que também possibilita um melhor entrosamento, bem como permite ao novo treinador, Marcos Henrique do Nascimento, a achar seu time ideal para a disputa da Superliga B.

Apesar do uma equipe jovem, a Superliga B é sempre um campeonato muito intenso, com vários jogos em um relativo curto período de treinamentos. Portanto, a juventude pode ser utilizada como um fator positivo na perspectiva do maior vigor físico, mas também pode acabar sendo um ponto negativo em situações de extrema pressão.

Após um duro golpe para o juiz-forano, que já estava acostumado a ver o JF Vôlei jogando contra os gigantes do voleibol, agora é um momento de recomeço e que exige muito trabalho para que o retorno à Superliga A possa vir o quanto antes.

Por mais, boa sorte ao JF Vôlei nessa nova jornada!!

Por Gustavo Teixeira

Como futebol brasileiro vem mudando a mentalidade no mercado

vinicius jr e arthur

Há muitos anos o futebol brasileiro é reconhecidamente um celeiro de exportação de talentos. São muitos os jogadores brasileiros que são envolvidos em transferências milionárias para os principais mercados mundiais, e também para mercados periféricos como China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, etc.

No entanto, algo parece que vem mudando em relação às transferências para exterior, já que antes os clubes brasileiros costumavam vender seus grandes talentos a preço de banana, e agora essa lógica vem mudando por dois motivos: maiores investimentos no futebol nacional, aumentando o poder de compra das equipes brasileiras, e maior profissionalismo na gerência dos clubes.

Caso Neymar

Talvez o principal divisor de águas no quesito transferências é Neymar Júnior, na temporada 2013/2014, que saiu do Santos rumo ao Barcelona por um valor próximo de 88 milhões de euros segundo o transfermarkt.

A partir de uma transferências por valores exorbitantes para a época, começou-se a mudar a cabeça dos gerentes de futebol dos clubes, bem como se impulsionou a busca por pessoas mais capacitadas e que tivessem maior influencia no mercado internacional para que fosse possível novas transferências próximas desse calibre.

Antes disso, algumas transferências com elevados valores foram concretizadas, como a de Lucas Moura para o PSG na temporada 2012/2013, por 40 milhões de euros e Oscar para o Chelsea, por 32 milhões de euros.

Após Neymar, as coisas começaram a fluir melhor para os brasucas

Após essa mudança de pensamentos, os clubes brasileiros passaram a “vender melhor pra fora”. Entre os casos mais emblemáticos podemos colocar as transferências de 20 milhões de euros de Paulinho do Corinthians para o Tottenham na temporada 2013/2014, Gabriel Jesus do Palmeiras para o Manchester City, por 32,5 milhões de euros, de Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Santos para a Internazionale de Milão, por 29,5 milhões de euros e de Gerson do Fluminense para Roma por 16,6 milhões de euros.

Além disso, os altos valores apenas subiram na questão da frequência de transferências regadas a milhões. Na atual temporada o maior dos casos é o de Vinícius Júnior, vendido há mais de um ano do Flamengo para o Real Madrid por incríveis 45 milhões de euros, quando sequer tinha 18 anos (completados no dia 12 de julho). Além dele, Arthur saiu do Grêmio rumo ao Barcelona por 31 milhões de euros e Paulinho saiu do Vasco para o Bayer Leverkusen por 18,5 milhões de euros.

Na temporada passada, outros tantos atletas incrementaram as receitas dos clubes brasileiros: Jô e Guilherme Arana, do Corinthians para o Nagoya Grampus e Sevilla, que custaram 11 milhões de euros cada, Thiago Maia, do Santos para o LOSC Lille, 14 milhões de euros, Pedro Rocha, do Grêmio para o Spartak Mouscou, 12 milhões de euros, Mina do Palmeiras para o Barcelona por 11,8 milhões de euros, Douglas Luiz, do Vasco para o Manchester City, 11 milhões de euros e Richarlison, do Fluminense para o Watford, por 12,4 milhões de euros.

Com tanto dinheiro em caixa, torna-se cada vez mais fácil os clubes contratarem mais e se esforçarem mais para aumentarem o nível do futebol brasileiro.

Parece que pouco a pouco o futebol brasileiro vem retomando seus rumos, mesmo que ainda perdendo suas grandes promessas para os principais mercados mundiais.

Por Gustavo Teixeira

Onde está o futuro da Seleção de Portugal?

wolves portugal

(Wolverhampton vem se tornando um celeiro de jovens talentos portugueses)

Após mais uma eliminação, mesmo com Cristiano Ronaldo liderando o esquadrão português na Copa, surge uma pergunta, o que será do futuro da seleção portuguesa? E onde ele está?

Se pegarmos a escalação titular da equipe, vemos uma mistura entre jovens talentos e jogadores experientes, que talvez não tenham pique para mais uma Copa do Mundo, mais especificamente a que ocorrerá no Qatar, em 2022.

-No gol, Rui Patrício está 30 anos e ainda deve ter fôlego para continuar. Beto, de 36 anos deve se aposentar, e Anthony Lopes é um bom nome para a reserva, já que atualmente tem 27 anos.

-Na zaga encontra-se o maior problema da seleção. Os dois zagueiros titulares, Pepe e José Fonte, tem idade avançada, 35 e 34 anos respectivamente. Além deles, Bruno Alves tem 36 anos e é outro que não deve chegar à outra Copa. O único zagueiro convocado que deve prosseguir na seleção é Rúben Dias, de 21 anos.

-As laterais ainda não preocupam, já que o mais velho dos convocados é o reserva na esquerda, de 27 anos, Mário Rui. No entanto, nenhum dos 4 convocados é unanimidade na laterais, sofrendo com altos e baixos na carreira, mesmo sendo promissores.

-No meio de campo, a equipe pode sofrer algumas baixas, no entanto, grande parte dos convocados tem idade para continuarem na próxima Copa. Nomes como João Moutinho, 31 anos, Manuel Fernandes, 32 anos e Adrien Silva, 29 anos, dependerão de uma boa continuidade em suas equipes para prosseguirem jogando em alto nível.

-No ataque, talvez a principal dor de cabeça. Ricardo Quaresma, 34 anos, e Cristiano Ronaldo, 33 anos, são duas das maiores lendas portuguesas e ainda não podemos afirmar que continuarão no elenco português até 2022, quando estarão com 38 e 37 anos. Com isso, a seleção perderia muito em referência, já que são dois dos principais nomes do elenco e contam com a idolatria nacional.

Renovação Portuguesa

Após uma queda precoce em uma Copa do Mundo em que visivelmente a seleção portuguesa não conseguiu jogar todo o futebol esperado, surgem preocupações e dúvidas, além de um olhar mais atento para o futuro da seleção.

Pois bem, apresento-lhes uma equipe inglesa que tem funcionado como uma mini formadora de jovens promessas portuguesas: Wolverhampton Wanderers.

Recém-promovida à Premier League, o clube tem um relacionamento muito bom e próximo para com o conhecido empresário português, Jorge Mendes, e com isso, tem começado a se tornar especialista em lapidar promessas portuguesas.

O goleirão dos Wolves é ninguém menos que Rui Patrício, contratado para a temporada 2018/2019, é titular absoluto da seleção portuguesa e deve permanecer nessa posição para a Copa do Qatar 2022.

Na zaga e lateral, dois nomes que atuam ou atuaram na equipe chamam atenção: o primeiro é o zagueiro luso-brasileiro Roderick Miranda, de 27 anos, que podemos começar a olhar como um bom substituto para outro luso-brasileiro que marcou época na seleção portuguesa, Pepe; o segundo ainda é muito jovem, mas promissor. Trata-se de Rúben Vinagre, de apenas 18 anos, que chegou emprestado do AC Mônaco, e demonstrou muita personalidade quando teve oportunidades.

Na meiuca, outro bom nome surge dos Wolves: Rúben Neves, de apenas 21 anos, e que já tem passagens pela seleção principal de Portugal, estando inclusive na pré-lista para a Copa da Rússia. Deve ser um substituto natural de João Moutinho.

No ataque, apesar da seleção portuguesa já ter nomes como Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, Gelson Martins e André Silva, do Wolverhampton surgem outros atletas que podem, aos poucos, serem utilizados na renovação portuguesa. São eles os pontas-direitos Ivan Cavaleiro e Hélder Costa, ambos de 24 anos, e o ponta-esquerdo Diogo Jota, de apenas 21 anos, e que já tem conquistado muitos fãs por ser uma grande promessa mundial, podendo atuar também como centroavante.

Além dos jogadores do Wolves, bem como os atletas que atuaram na Copa da Rússia, a seleção portuguesa pode celebrar uma boa safra, com outros jovens que devem estar em um melhor nível em 2022, casos do goleiro José Sá, 25 anos; o zagueiro Edgar Ié, 24 anos; os laterais-direitos João Cancelo e Nélson Semedo, ambos de 24 anos; os meio-campistas Danilo Pereira, 26 anos, e André Gomes, 24 anos; e os atacantes Bruma, 23 anos e Rony Lopes, 22 anos.

Agora, no entanto, a seleção portuguesa e seus torcedores ainda devem estar lamentando a oportunidade de classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de uma seleção parcialmente jovem, e atual campeã da Eurocopa 2016.

Por Gustavo Teixeira

Superliga do Sudeste

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Que o Brasil é um país de níveis continentais, todo mundo sabe. Logo, o mais lógico era que os grandes campeonatos esportivos contemplassem as várias regiões do país, o que seria uma ótima forma de representar as mais diversas culturas presentes por aqui, certo?

Na prática, o que ocorre faz com que essa lógica seja totalmente refutada. Se pegarmos os principais esportes nacionais, e aí rapidamente tentarmos nos lembrar dos times protagonistas desses esportes, inevitavelmente pensaremos em muitas equipes do Sudeste, talvez uma ou outra do Sul… E só!

Pegando como exemplo a Série A do Brasileirão 2018, temos 11 equipes do Sudeste, 5 do Sul, e 4 do Nordeste. Se formos mais afundo nessa análise, das 5 do Sul, apenas Grêmio e Internacional costumam ser protagonistas a nível nacional, na região Nordeste, salvo exceções, as equipes costumam brigar para não cair.

Levando esse mesmo pensamento para o voleibol brasileiro, a situação se agrava, e muito!

Protecionismo? Panelinha? Reflexos da sociedade?

Sempre que falamos de voleibol, nos vem à cabeça que é um esporte em geral elitista. Não vemos redes de vôlei montadas em qualquer lugar por aí, e na escola, normalmente é o esporte que poucos sabem jogar ou tem interesse de aprender.

Além disso, é um esporte que exige uma técnica muito apurada, e demanda muita paciência, tempo e por vezes dinheiro, para que os jovens atletas consigam aprender como jogar vôlei.

A partir dessas demandas, bem como a cultura de esporte elitista que o voleibol acabou ganhando, torna-se necessária a reflexão: Por que a Superliga A, principal campeonato nacional, tem sua maioria esmagadora de times provenientes da região Sudeste.

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Se pegarmos a última edição da Superliga A (2017/2018), tivemos 12 equipes. Dentre elas, 9 da região Sudeste e 3 da região Sul. Olhando a classificação, a equipe da região Sul mais bem classificada foi a Lebes/Gedore/Canoas, oitava colocada.

A última equipe que não vem da região Sudeste a ser campeã da Superliga é o CIMED, que conquistou 4 títulos entre as temporadas 2005/2006 e 2009/2010 (ano do último título). A equipe do CIMED, no entanto, encerrou suas atividades no ano de 2012, quando foram retirados os investimentos da equipe de Florianópolis.

Por que só os projetos do Sudeste tem continuidade?

Desde umas duas temporadas atrás, diversas equipes tem reclamado de forma veemente sobre as dificuldades de se manterem na Superliga A. Os motivos são principalmente falta de patrocinadores, que muitas vezes ficam por poucas temporadas no projeto, e por falta de resultados muito expressivos acabam retirando os investimentos; e o pensamento da CBV de buscar o lucro exacerbado, não se importando com os clubes e seus gastos.

O resultado? A Superliga se encontra em um momento muito crítico, em que várias equipes garantem a permanência na primeira divisão dentro das quadras, mas fora delas não conseguem cumprir as exigências da CBV, e com isso acabam encerrando suas atividades ou se auto-rebaixando, a fim de recomeçar. Exemplos disso não faltam… Principalmente fora da região Sudeste…

E o mais recente deles é o do próprio Lebes/Gedore/Canoas, que anunciou que não terá condições de disputar a edição 2018/2019, abrindo mão de sua vaga na Superliga. A equipe do Sul do país se encontra com muitos débitos e diante do não cumprimento dos compromissos financeiros de um dos patrocinadores, teve que se auto-rebaixar.

O Copel Maringá, outra equipe do Sul do país, vem capengando há várias temporadas, sempre terminando nas duas últimas colocações, e permanecendo na Série A justamente devido a falta de condições de outras equipes de continuarem na Superliga. Vale lembrar que o Maringá tem o levantador Ricardinho, que por toda sua história, ainda consegue captar recursos.

O terceiro representante do Sul na temporada 2017/2018, Vôlei Caramuru, ainda tem pendências financeiras da última temporada, e não tem sua permanência na Superliga A assegurada, apesar da expectativa positiva da diretoria dos paranaenses.

A questão financeira dos estados pode até interferir, entretanto o grande problema é que o voleibol atual sobrevive dos grandes empresários e patrocinadores, e como a região Sudeste possui maior visibilidade, os investimentos costumam se concentrar.

Entretanto, uma boa iniciativa seria um pensamento de expansão de territórios por parte da CBV, incentivando de forma mais ativa os campeonatos regionais, principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Outra possibilidade era uma maior procura de equipes de regiões periféricas por leis de incentivo ao esporte. Mas essa é uma iniciativa muito particular de projetos que surgem e às vezes não se mantém por falta de patrocínio.

E por último, é necessário que a CBV diminua esse protecionismo, principalmente na Superliga A, que favorece cada vez mais os projetos já fortificados, e além de não incentivarem, ainda desmotivam muitas das equipes de participarem das principais divisões do voleibol nacional.

 

O Flamengo que dá certo

paqueta vinicius junior flamengo

É bem verdade que o Flamengo em nenhum momento do ano de 2018 o Flamengo viveu uma sequência de maus resultados. A equipe iniciou a temporada com um time reserva, em algumas partidas utilizando até uma equipe prioritariamente Sub-20.

E os meninos da base rubro-negra corresponderam muito bem quando foram solicitados no campeonato carioca. Foi aí que o ainda técnico Paulo César Carpegiani começou a utilizar seus titulares, que até então possuíam status de titulares ou de reservas de luxo, muito por conta das fases finais do campeonato carioca e do início da Libertadores, e o Flamengo simplesmente parou de jogar bem.

O clube começou a Libertadores de forma sonolenta, empatando com o River Plate por 2 a 2, no Maracanã, e venceu o Emelec fora de casa, por 2 a 1, muito mais por muita inspiração do garoto Vinícius Jr., do que por uma boa atuação do elenco.

Com a equipe jogando mal desde a entrada dos titulares, Carpegiani começou a ser pressionado, e no dia 28 de março, após derrota por 1 a 0 para o Botafogo na semi final do campeonato carioca, quando o Flamengo tinha a vantagem do empate, o até então técnico rubro-negro caiu, juntamente com membros da diretoria, dentre eles Rodrigo Caetano, diretor de futebol e um dos responsáveis pelas contratações do clube nos últimos anos.

Virada de chave e valorização da base

Com uma grande reformulação nos cargos mais altos do rubro-negro, coube ao jovem Maurício Barbieri, de apenas 36 anos, reerguer o Flamengo e tornar uma equipe que até então não tinha alegria de jogar futebol, em uma equipe competitiva e que buscasse títulos e vitórias atrás de vitórias.

E seu início não foi muito fácil, principalmente por conta de jogos importantes na Libertadores, competição em que o Flamengo foi eliminado na fase de grupos nas últimas três vezes, e representa um trauma para o torcedor.

No começo de seu trabalho Barbieri foi muito criticado, principalmente porque no início os resultados não vinham saindo como o esperado. Iniciou o Brasileirão com um empate fora contra o Vitória e empatou duas vezes contra o Santa Fé, da Colômbia.

Com isso, os torcedores passaram a temer pelo pior: uma nova eliminação na fase de grupos da Libertadores e um campanha mediana no Brasileirão.

No entanto Barbieri provou que tudo que precisava era de tempo para trabalhar e estabelecer seu padrão de jogo. Promoveu algumas mudanças no elenco como a efetivação de Lucas Paquetá jogando como uma espécie de segundo volante, promoveu a titularidade de Vinícius Jr., muito por conta da venda de Éverton para o São Paulo, e promoveu a entrada de Léo Duarte na zaga titular do Flamengo, devido às lesões de Réver, Juan e até de Rodolpho.

Mas além do padrão tático, Barbieri parece carregar em sua filosofia o que é ser Flamengo. Totalmente fechado com o grupo, o principal trunfo do treinador foi resgatar a importância da base no planejamento do ano, e não apenas como jovens que atuaram no campeonato carioca para darem mais tempo para os considerados “titulares” trabalharem melhor na pré-temporada.

Muito mais do que dar importância e confiança a jovens promessas do Flamengo como Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, Maurício Barbieri seguiu um caminho diferente do que Zé Ricardo tinha feito: resolveu apostar suas fichas na máxima de que “Craque o Flamengo faz em casa”

E foi justamente a partir disso que outras promessas rubro-negras começaram a aparecer. Léo Duarte jogou muitas partidas com o novo treinador e retomou sua confiança, passando a ser importante peça no elenco. Jean Lucas se tornou uma espécie de reserva de luxo, já que entra em quase todas partidas. Felipe Vizeu, que apesar de já vendido, é uma promessa da base, retomou seu espaço após lesão e vem sendo importante nas últimas partidas do Flamengo. Além disso, o jovem Thuler foi solicitado em duas partidas e demonstrou muita segurança, sendo uma opção a mais para a zaga rubro-negra, que vem se mostrando muito eficiente.

Com isso os resultados voltaram a aparecer, a torcida parou de reclamar e voltou a lotar os estádios, resultando em grandes médias de público, e o Flamengo voltou a ser um time que busca a vitória a todo momento.

O jovem Maurício Barbieri mudou totalmente a configuração do rubro-negro atuar, dando mais importância para o futebol alegre e efetivo, onde a busca pelo gol é uma obrigação. Além disso, recuperou a confiança de muitos dos medalhões do elenco, e podemos ver atletas como Diego Alves, Rodinei, Renê e Diego, que iniciaram a temporada muito mal, recuperando suas melhores formas e sendo importantes na conquista dos resultados.

O resultado provisório é melhor do que se poderia imaginar:

-Na Libertadores, mesmo com alguns apertos a equipe avançou em segundo do seu grupo e pega o Cruzeiro nas oitavas de final.

-Na Copa do Brasil o rubro-negro está classificado para as quartas de final e enfrenta o Grêmio.

-No Brasileirão é o 1º lugar isolado e tem a chance de ir para a parada da Copa com alguns pontinhos de folga para o segundo lugar.

Devido a essa mudança de chave, o assunto é de efetivação de Maurício Barbieri, principalmente após o treinador ter tempo de implantar sua filosofia no clube.

O principal acerto da diretoria foi não afobar. Não sei se o fato de Barbieri ainda ocupar o cargo de treinador do Flamengo foi uma opção da diretoria ou falta de sucesso quando foi no mercado. Fato é que o Clube de Regatas do Flamengo voltou a ser respeitado pelo futebol apresentado, e Barbieri tem grande parte nisso, principalmente na valorização dos jovens jogadores do time.

Apenas a título de curiosidade, na última vitória do clube, no Fla-Flu, a média de idade dos 11 iniciais foi de 25,7 anos, segundo o transfermarkt, mesma média de idade do plantel atual rubro-negro. O que apenas legitima a oportunidade que os jovens vem tendo com Barbieri no comando, o que vem dando bons resultados.

Por Gustavo Teixeira